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quinta-feira, maio 31, 2007
As escolhas de Simão.

Simão Sabrosa tem 27 anos e tem o treinador que tem. Tem um treinador que não é do agrado de muitos dos que estão no plantel. Tem um treinador que, depois do jogo com o Sporting, disse que o Simão não quis jogar. Posteriormente, rectificou o discurso. Simão Sabrosa tem mercado no exterior do país. Tem uma Direcção que o não quer ver sair. Simão Sabrosa tem a palavra do Presidente de que será essencialmente ele, Simão, a decidir a sua saída (ou não) do Benfica. Simão Sabrosa tem a noção de que tem 27 anos. Tem a noção de que com o sistema táctico deste treinador a sua visibilidade em termos exibicionais é menor.

Simão tem uma escolha a fazer: ou fica mais uma época no Glorioso, sabendo que ficará até ao final da carreira, visto que, com este treinador, dificilmente brilhará a um nível que implique a cobiça de um clube estrangeiro quando tiver 28 anos; ou aproveita e sai agora.

Espero que este dilema, que (pelo que oiço dizer) é o que se coloca a Simão, se resolva de acordo com os superiores interesses do Benfica, ou seja, que o Simão fique no nosso Clube. No Clube que também é dele.

 
por Pedro F.Ferreira - 15:09 | link | 24 comentário(s)
Vendas...
O que é que o Benfica tem a dizer sobre as vendas do Anderson e do Nani? Um valente nada. E estamo-nos a borrifar para isso. Não nos importa que vocês vendam ou deixem de vender os vossos anéis na primeira oportunidade que vos aparece pela frente. Ponto final.
 
por special one - 00:21 | link | 22 comentário(s)
quarta-feira, maio 30, 2007
Jesualdo, o eterno adjunto.
Jesualdo Ferreira trabalhou vários anos no Benfica. Foi adjunto do adjunto, foi só adjunto, e um dia também teve direito a ter adjunto. Prestou serviços e foi pago pelos serviços prestados. Enquanto andou pela nossa Casa, disse ser adepto do nosso Clube.

Enquanto treinador e adepto do nosso Clube teve a oportunidade de mostrar serviço e vitórias. Aceitou as condições de trabalho, deu uma facada na relação institucional e pessoal com Toni, aceitou substituir o seu superior hierárquico e amigo. Ao aceitar trabalhar com as condições que tinha prometeu… vitórias, mas não as teve. Foi dispensado enquanto treinador.

Antes de ser dispensado, entoou loas aos adeptos do Benfica: que eram muitos, que eram bons, que eram o suporte da equipa. Falou de nós e falou dele também enquanto adepto.

Seguiu caminho. Passadas umas épocas, o adjunto que deixara de o ser foi parar ao clube dos andrades. Ao fazer o balanço da época do seu actual clube não deixou (não podia por uma questão de grandeza) de falar no Benfica. Ao referir-se ao nosso Clube, disse que nós, adeptos, «de tanto amar, acabam por asfixiar e matar o próprio clube». Descontando os óbvios problemas freudianos que afloram nesta tese de Eros e Tanatos à moda das alheiras de Mirandela, deixo aqui duas ou três considerações:

  1. O adjunto Jesualdo tem alguma razão, pois lembro-me de três adeptos que também foram treinadores e que, à força de tanto mamar amar o clube, acabaram por tentar asfixiá-lo: Manuel José, Fernando Santos e o próprio Jesualdo.
  2. Por falar em asfixia, lembrar-se-á o adjunto Jesualdo do que os guardas pretorianos do dono do seu actual clube tentaram fazer ao seu antecessor?
  3. Lembrar-me-ei destas palavras quando o vir pedinchar um lugar de adjunto no clube de que se diz adepto, quando for alvo de manifestações de carinho e amor por parte dos cães de fila do seu actual dono, salvo seja, dono do seu actual clube.
Enfim, Jesualdo não falou como um líder, falou como um… adjunto
 
por Anátema Device - 12:31 | link | 20 comentário(s)
terça-feira, maio 29, 2007
Mas há dúvidas?
 
por P - 14:39 | link | 13 comentário(s)
segunda-feira, maio 28, 2007
Em abono da verdade
Bom. Quanto às considerações que urge tecer sobre a época desportiva, lá irei mais tarde.
Por agora, queria apenas aqui esclarecer alguns equívocos que, não sendo esclarecidos na altura certa e por desconhecimento, podem levar a atitudes de desconfiança absolutamente infundadas.
Primeiro, a questão do IMT. Trata-se de uma questão absolutamente normal, prevista na lei para os contribuintes que o solicitarem, e que permite, como aliás está projectado, uma poupança importante de custos no projecto. A fusão da SAD com a Benfica Estádio é uma questão de bom senso e de racionalidade de gestão. Enquanto o financiamento do estádio foi estruturado em project finance fazia todo o sentido – mais, era um imperativo da estrutura contratual – que a propriedade e os cash flows resultantes do estádio estivessem isolados numa entidade separada. Agora que o estádio se encontra reembolsado numa medida em que mais nenhum dos outros está (regozijem-se nisto, antes de entrar em pânico com operações financeiras absolutamente normais) e que a estrutura do financiamento passou inclusivamente por uma alteração no sentido da libertação de uma série de garantias e mordaças contratuais tipicamente associadas a um project finance - passando a assumir praticamente a natureza de uma dação ‘pro solvendo’ - a fusão da Benfica Estádio na SAD e a consequente entrada em espécie para suprir a insuficiência de capitais próprias configura, não só uma operação financeira bem estruturada, mas também uma medida de gestão absolutamente necessária. A isenção de IMT associada especificamente ao projecto é uma questão absolutamente prevista na lei, cuja previsibilidade a permitiu incluir no plano financeiro e que não é novidade absolutamente nenhuma, como alguns órgãos de comunicação social semelhantes a esgotos a céu aberto querem fazer passar. Não se trata de qualquer medida de excepção ou qualquer tipo de favor. O Benfica, como qualquer entidade racional na absoluta e regular posse dos seus direitos, solicitou a aplicação dessa situação prevista na lei. Investiguem quantas isenções solicitaram FC Porco e Sportem.

Segundo, a questão da hipoteca associada ao Centro de Estágio. É uma questão que nem sequer o é. Honestamente, é misturar alhos com bugalhos e apenas surge por desconhecimento do funcionamento do sistema bancário.
O centro de estágio foi financiado pela CGD e é completamente reembolsado pelos cash flows resultantes dos naming rights associados ao mesmo (o facto de se chamar Caixa Futebol Campus, essencialmente). É, como vos foi dito, um ‘negócio do caraças’ e apenas possível em entidades cujo poder da marca é gigantesco. Mas, evidentemente, e como é normal em qualquer tipo de operação bancária, o financiamento tem de ter uma garantia associada. A garantia é, como é rigorosamente normal em qualquer tipo de financiamento imobiliário, a hipoteca do imóvel. É para isso que se vai pedir autorização na AG, porque o clube é de todos. Mas passaria pela cabeça de alguém que o banco financiaria o centro de estágio sem ter uma garantia real associada? As hipotecas não pagam nada, como às tantas se diz no post abaixo. A hipoteca não paga Centro de Estágio nenhum. Uma hipoteca é uma garantia, apenas accionada em caso de falta de pagamento. Algum de vocês que tem crédito à habitação, e por mais baixa que seja a vossa taxa de esforço, não tem uma hipoteca do imóvel ao banco? Imaginemos que somos um tipo com um rendimento mensal seguro e de proporções consideráveis. Se solicitarmos que uma instituição financeira nos financie a compra de um imóvel, e por mais rendimento mensal e saúde financeira que tenhamos, a referida instituição solicita inexoravelmente como garantia para a operação a hipoteca do imóvel.
É tão simples como isto, e não tem rigorosamente nada – nada – a ver com a saúde financeira do Benfica. Não tem nada a ver com estarmos ‘vendedores ou compradores’. Não tem nada a ver com termos ou deixarmos de ter passes de jogadores penhorados nos bancos, no âmbito de operações financeiras da sua compra, o que também é absolutamente normal no ramo de negócio, se esse penhor se consubstanciar na garantia associada ao financiamento para a sua compra. E se se quiser ter a verdadeira noção disto, compare-se mas é o que clubes como o FC Porco e o Zbording (essencialmente este) têm hipotecado ou penhorado.

A entrada em Bolsa dá-se exactamente quando previsto, e de acordo com o projectado há já muito tempo a nível da gestão financeira. Dar-se-ia precisamente nesta altura também se tivéssemos sido campeões ou se tivéssemos ganho a Taça UEFA. E nessa altura, dir-se-ia também que era um aproveitamento da conjuntura? Não faz sentido, dada a natureza e volatilidade do negócio do futebol, fazer variar a data de entrada em bolsa consoante os resultados desportivos. Parece-me abusivo e ligeiramente histérico descobrir aqui uma relação menos séria. É infeliz que se tenha dado a entrada em bolsa nestas circunstâncias, mas é assim que tem de ser para se cumprir com o projectado a nível financeiro e é assim que se ganha respeito, consideração e legitimidade no mercado. A cumprir prazos e projecções.

O Benfica hoje, e após um esforço absolutamente admirável das direcções desde Vilarinho, é um clube são, rigoroso e exemplarmente gerido do ponto de vista financeiro, com uma percentagem substancial de receitas estáveis e que não necessita de vender quaisquer jogadores para sobreviver ou cumprir orçamentos. Ao invés de outros clubes falidos e que precisam quase diariamente de empréstimos para pagar as chuteiras dos jovens prodígios que jogam em Academias. O Benfica possui um património a todos os títulos admirável (entre o Estádio, pavilhões que mais nenhum clube possui, Centros de Estágio construídos sem favores) e possui uma estratégia clara e bem definida. É o maior clube do Mundo em número de sócios, produto de um admirável esforço dos responsáveis no sentido de aproveitar o gigantesco potencial humano do clube. O Benfica finalmente, e após anos em que vagueou sem rumo, está no caminho da plena exploração do gigantesco potencial da sua marca e o cumprimento de apenas uma parte da estratégia já permitiu inclusivamente a entrada no Top 20 dos clubes com maiores receitas a nível mundial. É apenas o início.

Portanto, meus amigos, caros companheiros de sofrimento, almas benfiquistas, critiquem a gestão desportiva do clube. Critiquem a contratação de técnicos sem chama e sem alma, sem dimensão de vitória. Critiquem a política de contratações, critiquem o losango. Critiquem a falta de ‘pressão alta’, critiquem a falta de velocidade, critiquem a inexistência de um bloco sólido dentro de campo. Critiquem o pagamento de ordenados a Derleis e a relutância em fazer, de vez, sem novelas e de peito aberto, um investimento com pés e cabeça num jogador italiano que tem Benfica escrito da cabeça aos pés (mesmo que essa distância – da cabeça aos pés – não seja muita). Critiquem as políticas de gestão do plantel, critiquem a gestão dos guarda-redes, critiquem a inexistência de uma política gradual de integração dos jovens talentos do clube na equipa principal. Critiquem a sistemática contratação de promessas do campeonato e o seu gradual desaparecimento nas masmorras do plantel. Critiquem a incompetência de observadores de jogadores, critiquem a incapacidade em perceber o talento. Critiquem, se quiserem o departamento médico. Critiquem as epidemias inexplicáveis de lesões, critiquem a utilização de jogadores sem estarem plenamente recuperados.
Critiquem quem vai ao estádio e assobia jogadores que envergam camisolas cor de sangue, de Águia ao peito, por mais inaptos que sejam. Critiquem quem assobia guarda-redes que defendem a baliza do Glorioso por mais frangos que sejam. Critiquem quem vai ao estádio e acaba por ajudar a equipa adversária ao retirar confiança à nossa. Por pior que a nossa jogue e por pior que seja liderada.
Critiquem a falta de liderança no plano desportivo e critiquem o nivelamento por baixo das expectativas que o anúncio de mais uma época com o amorfo do sr. Engº implica.
Critiquem o perigo do fracasso da gestão desportiva colocar sob pressão o que de bom se fez a nível da gestão global.
Critiquem a proliferação de declarações extemporâneas por quem não possui o dom do discurso, critiquem o facto de se falar numa altura em que se devia estar calado, critiquem as juras de títulos sempre para o ano como forma de lavar tudo o que de mal se fez no ano anterior. Critiquem o facto de se achar que os sócios servem para bater recordes do Guinness, encher estádios e levar a equipa ao colo mas não servem para manifestar desagrado perante opções desportivas.

Mas não critiquem a gestão financeira do clube. Já não se usa. Não vão em cantigas e em construções de mundos virtuais 'according to' Correios da Manhã, 24 Horas, Records. Não vão em cantigas sobre a gestão financeira do Benfica e sobre ‘aldrabões’, sobre ‘interesses obscuros’ ou sobre ‘dívidas’. Já não se usa. Já não se usa, é injusto e, francamente, revelador de alguma ingratidão.
Percebam isto: estamos ‘compradores e não vendedores’. Temos saúde financeira. Não dependemos das vendas de jogadores para sobreviver.

Tenho de confessar que me custa – é-me particularmente doloroso – assistir a esta esquizofrenia colectiva que se gera no Glorioso sempre que as coisas no plano desportivo não correm bem. É natural que se critique – como não? – as opções do plano desportivo, treinadores, jogadores, sistemas de jogo, atitudes. É até normal que se crie uma revolta difícil de conter: afinal, o lugar do Benfica é lá em cima, sempre, e quando isso não acontece há uma incapacidade em perceber o que é isto de não ganhar (é-nos estranho, não temos essa cultura entranhada, como outros clubes mais pequenos que de vez em quando fazem brilharetes na Taça).
Não é, contudo, normal - e constitui uma falha que não poucas vezes tem sido a principal fonte de fragilização do Glorioso, com o aparecimento dos abutres ávidos de protagonismo do costume - esta tendência absolutamente paranóica de colocar de repente tudo em causa. De repente, tudo o que de bom tem sido feito no clube passa a ser olhado com desconfiança e tudo passa a ser questionado. Apenas porque o Engenheiro é incompetente e porque a política de contratações tem a qualidade da programação da TVI.
Critiquem a gestão desportiva, volto a dizer. E claro, as cúpulas dirigentes têm de perceber que de nada adianta ter uma gestão financeira superior se o motor operacional, o futebol, for gerido de forma incompetente. Não nos enganemos: o futebol e uma atitude ganhadora são os motores da vida do clube. Não perceber isto é não perceber nada.

Mas tenhamos calma e, sobretudo, sentido de Benfiquismo.
Acima de tudo, não façam depender a ida ao estádio ou a renovação de cativos da manutenção ou não do Engenheiro. O Benfica é muito mais que isso. Saibam, também, merecer os cachecóis e camisolas que levam ao estádio da mesma forma que exigem que quem enverga as camisolas cor de sangue dentro de campo as mereça.
 
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) - 11:11 | link | 52 comentário(s)
domingo, maio 27, 2007
Deixa-me ver se percebi...
Leio na imprensa:

"O Benfica quer que as Finanças autorizem o não pagamento de imposto municipal sobre as transmissões onerosas de imóveis (IMT), imposto de selo e emolumentos, no valor de cerca de dez milhões de euros.
A isenção já foi pedida em 2004 e é o mote para que o Benfica avance com a fusão entre a SAD e a Benfica Estádio, uma operação que duplicará o capital social da SAD - resolve a insuficiência de capitais próprios -, sem que para isso seja necessário pedir mais dinheiro aos accionistas.
Pequeno pormenor: Após a fusão, o Benfica ficaria com uma participação directa e indirecta de quase 70% da SAD mais 30% do que tem hoje, o que permitirá no futuro vender essa participação através da bolsa sem perder o controlo da SAD."

Então mas entramos em bolsa no final de uma época desastrosa (3º lugar, zero títulos), em pleno defeso, na pior altura possível para captar investidores...porquê, qual é a pressa? A não ser que haja quem tenha enterrado muito guito em acções e agora precise desesperadamente de realizar capital, ainda que para tal tenha de expôr o clube a uma desvalorização das acções de quase 50% logo ao terceiro dia...
Enquanto a maior parte dos benfiquistas anda distraída com as noticias previsíveis de reforços que aparecem na imprensa e nunca chegam à Luz, dei comigo a tentar perceber as noticias da Economia relacionadas com o nosso clube. Como não sou especialista, li e perguntei-me, de facto...terei percebido bem?

Mais uma:

"Num comunicado dirigido à Comissão do Mercado de Valores Imobiliários (CGD), a Sport Lisboa e Benfica, SAD convocou os accionistas para uma assembleia geral, que se realizará no próximo dia 26 de Junho. Um dos pontos da ordem de trabalhos diz respeito à deliberação da hipoteca da Quinta da Trindade, no Seixal, a favor da Caixa Geral de Depósitos. O imóvel a hipotecar servirá de “garantia de reembolso de financiamento a conceder por aquela instituição de crédito até ao montante de 16 milhões de euros, bem como dos correspondentes juros remuneratórios e/ou moratórios, comissões, despesas e outros encargos”, segundo é referido no comunicado."

Mas espera aí!
Uma hipoteca sobre os terrenos do Seixal? Mas para pagar o Centro de Estágio??? Não pode ser, porque a direcção do Benfica, quando inaugurou o dito centro de Estágio, proclamou que o naming do Campus à CGD era um negócio fantástico!
Então mas o clube não tem uma saúde financeira do caraças? "Não estamos vendedores mas compradores"? Apesar de termos o passe dos principais jogadores hipotecados a bancos, e de termos vendido o Ricardo Rocha a meio da época, e de andarmos a suplicar que alguém compre o Manuel Fernandes de vez...

Não, não devo ter percebido bem. Alguém que me esclareça, por favor!
 
por P - 12:22 | link | 6 comentário(s)
Paulo Cunha

E de súbito as rivalidades deixam de fazer sentido.
Paulo Cunha... respect! Volta depressa...
[link]
 
por special one - 00:15 | link | 11 comentário(s)
sexta-feira, maio 25, 2007
Falando de Formação


Estamos na altura do ano em que "milhentos" nomes de jogadores são apontados como putativos reforços do nosso plantel principal, sejam eles provenientes do mercado interno ou do mercado externo. Muitos jogadores são de qualidade inegável, outros são "craques" em potência e outros que não têm muitas qualidades para triunfar em grande, mas que se "ancoram" ao nome do SLB para ver se conseguem um razoável contrato numa equipa de médias dimensões.

E a nossa formação? Possuímos um Centro de Estágio dos melhores da Europa. É cedo estarmos a pedir resultados, mas neste momento estamos a jogar a Fase Final de Júniores, Juvenis e Iniciados, com hipóteses de vencer qualquer escalão. Será um indicador positivo a ter em conta para o futuro? Espero bem que sim. É tempo de apostarmos na "prata da casa" que tenha inegável qualidade para vestir a nossa camisola principal.

Como diz o povo, "é de pequenino que se torce o pepino", e neste caso é logo nas escolinhas que a "Mística" do Benfica deve ser implementada. Com os miúdos a viverem intensamente a camisola que vestem. E com resultados proveitosos!

Boa sorte a todos os jovens que envergam a camisola do nosso clube nas camadas jovens



P.S. Ao falar num tema como este, só podia colocar uma foto de uma equipa que ganhou nas Antas e se sagrou campeã em 1988/1989.
Vejam lá se reconhecem algumas caras
 
por Hugo A. Rodrigues - 21:01 | link | 5 comentário(s)
quinta-feira, maio 24, 2007
Ah é?
Diz que sim.
E já agora sabe quem é que vai ser o treinador? Já agora..
 
por P - 21:47 | link | 9 comentário(s)
Anúncio...
Assunto: Época de contratações do Benfica.

Alugo moradias c/varandas viradas para as redacções dos três diários desportivos portugueses. Estão equipadas com binóculos, internet, rádio e TV. Ouvem-se contratações mirabolantes todos os 19 segundos, com jogadores contactados por uma espécie de jornalistas, a dizerem que são do Benfica desde pequenos e que seria um orgulho representar este grande clube. Aluga-se entre Junho e Agosto. Bom preço.
 
por special one - 17:19 | link | 7 comentário(s)
Vender ilusões.
Há que admiti-lo, o Presidente Luís Filipe Vieira sabe, como poucos, vender ilusões. Ontem, em Toronto, quis vender a ilusão de que:

  • «pelo contentamento que os benfiquistas demonstram, até parece que fomos campeões.»;
  • «não venderá nenhum dos jogadores do núcleo duro da equipa»;
  • não satisfeito, vendeu a desilusão de que é um dado adquirido a continuidade de F. Santos como treinador da próxima época. (link)

Perante o ridículo da primeira, a vontade de acreditar na segunda e o desespero ao ouvir a terceira, não pude deixar de admirar a capacidade que aquele homem tem de ignorar uma realidade criando outras realidades e, mais do que tudo isso, levar tantos a acreditar na realidade por ele criada.

Isto tem o seu lado bom, mas também tem o seu lado mau (cruz credo, pareço o AJSaraiva).

Por um lado, acredito na máxima de que quanto mais altas as expectativas, melhores os resultados. Paradigma que, quando bem estruturado e alicerçado, leva à capacidade de transcender – veja-se o trabalho de Mourinho, veja-se o resultado obtido na angariação de sócios por parte de LFV.

Por outro lado, esta mesma máxima pode conduzir, em caso de não concretização, a outra máxima que nos diz que quanto mais alto é o sonho, maior é a queda.
Assim, Luís Filipe Vieira parece querer, mais uma vez, encantar e vender a ilusão aos adeptos.

Tenho, perante isto, duas certezas:

  • a quantidade de benfiquistas que ainda compram essas ilusões é cada vez menor.
  • dificilmente, Luís Filipe Vieira passará incólume a outra época de expectativas goradas.

Por outro lado, Luís Filipe Vieira parece ter encontrado um partenaire no seu espectáculo de prestidigitação: Fernando Santos garantiu, à la Mourinho, que não tem dúvidas de que para o ano vamos ser campeões. É de homem!! Disse-o com tal convicção que eu quase lhe comprava essa ilusão. Mas em seguida, mostrou a cepa de que é feito: desculpou-se para o insucesso deste ano com a ausência de Nuno Assis. (link)

Estamos conversados... e não estamos iludidos.

 
por Pedro F.Ferreira - 10:46 | link | 24 comentário(s)
quarta-feira, maio 23, 2007
Benfica SAD...
Eu não sou economista nem percebo nada do assunto, por isso convido os entendidos na matéria a pronunciarem-se, deixando-os como uma questão:


Isto de perder 16,8 milhões de euros em apenas dois dias...é mau, não?
 
por special one - 20:40 | link | 15 comentário(s)
Linha avançada do Benfica - 1956
Estamos no defeso e este é um período de mudanças. Diariamente se ouve falar em dispensas e contratações. Sabendo que a Direcção do Benfica está à procura de reforços para o ataque (que nos anos 50 e 60 preferencialmente era denominado como “linha avançada”), aqui deixo, como referência, uma imagem da linha avançada do Benfica de 1956:

Palmeiro, Coluna, José Águas, Salvador e Cavém.

Se, na próxima época, o nosso plantel, no ataque, tiver um terço do talento que está nesta fotografia… seremos imunes a tudo, desde o F. Santos à “fruta”, passando pelos “rebuçadinhos”.

[Quem é gostaria de ver na linha avançada do Benfica da próxima época?]
 
por Pedro F.Ferreira - 00:26 | link | 15 comentário(s)
terça-feira, maio 22, 2007
Direito ao contraditório. (não acredito no boato que antecede este post)
O meu colega de blogue, o Special One, escreveu este último post sobre o P. Sousa e a possibilidade de este vir para o Benfica.
Não comentando e não entrando em considerações sobre a pessoa do Paulo Sousa (permite-me que te diga, pedindo-te que me não leves a mal, mas acho um grande exagero o que escreveste sobre o Paulo Sousa como ser humano e não posso concordar contigo), considero absolutamente descabido (e aqui concordo contigo) que alguém com o mínimo de responsabilidades tenha sequer considerado a hipótese de Paulo Sousa treinar o Glorioso.
A memória não é curta e nenhum benfiquista estaria na disposição de ter um “traidor” entre nós.

No entanto, meu caro Special One, podes estar descansado: a melhor forma de queimar possíveis e putativos candidatos à hipotética substituição de Fernando Santos é lançar os seus nomes para a praça pública. Não sei onde foste buscar tal informação/boato, mas posso-te dizer que, quando leres boatos desses, não ligues… é uma forma de queimar nomes e preparar a entrada triunfal de outros ou manter, no princípio do “mal o menos”, os que já lá estão.
 
por Anátema Device - 15:10 | link | 53 comentário(s)
Sobre Paulo Sousa...
1- Como gestor de recursos humanos ainda não vi nada que possa indicar que servirá os interesses do Benfica da melhor maneira.

2- Como ser humano vale pouco.

3- É das pessoas com mais falta de carácter que alguma vez vi no mundo da bola...

Uma das maiores demonstrações da sua falta de carácter aconteceu em pleno Euro 2000:


"no europeu de 2000.contra a roménia em arnhem.perto dos 80 minutos.
o h coelho diz o que pensa a o r caçador : "o p sousa que comece a aquecer."
p sousa diz o que pensa ao r caçador : "diz ao humberto para ir para o caralho..."
(entretanto dimas lesiona-se...)
r caçador - (moço atento mas educado) diz: "talvez seja melhor meter o costinha...
h coelho diz o que não pensava dois minutos antes : "entra o costinha."
costinha faz golo perto do fim.portugal está nos quartos de final"


texto retirado na integra de antonioboronha.blogspot.com

Portanto, quando alguém tem a infeliz ideia de sugerir esse nome para treinar o Benfica... não deve estar bom da cabeça....

p.s- por respeito aos meus colegas de blog, substituí 0 por pouco, só para não ferir susceptibilidades...
 
por special one - 13:11 | link | 13 comentário(s)
segunda-feira, maio 21, 2007
Duas perguntas inocentes.
1. Se para o Engenheiro Santos esta não foi uma época negativa para o Benfica, o que é que o Engenheiro Santos considera positivo numa época de um clube que é candidato a ganhar pelo menos 2 das 3 competições em que se encontra e não ganha nenhuma?
2. O que é que sentem os adeptos portistas lisboetas quando ouvem os adeptos do F.C.P. a gritarem "nós só queremos ver Lisboa a arder, ver Lisboa a arder!"?
 
por pedrov - 22:37 | link | 11 comentário(s)
Desculpem a contra-corrente
Mas, meus amigos, acho que está tudo muito inflamado numa onda anti Santos, quando a questão é, para mim, muito mais vasta. O treinador é, na minha opinião, apenas parte do problema.
O departamento médico, a gestão de entradas e saídas de jogadores, nomeadamente na reabertura do mercado no Inverno, a falta de coerência do discurso para o exterior e efeitos desse discurso no balneário, a falta de acompanhamento da equipa em momentos chave... acho que isso também conta. Tudo isso pode ser minimizado com um treinador superior mas, com a realidade que temos... acho que se deve olhar para todos estes aspectos.
Já agora um desafio: em podendo escolher... quem queriam que treinasse a equipa na próxima época. Excluo, para manter a tertúlia a um nível terreno, José Mourinho, Fabio Capello... enfim, vocês sabem de quem eu estou a falar! :-)
 
por P - 16:34 | link | 32 comentário(s)
Manifesto Anti-Santos

Por sugestão da minha irmã mais nova, baseei-me num famoso texto de Almada Negreiros ("Manifesto Anti-Dantas") para dizer um pouco o que penso daquele que foi o treinador do meu Benfica na época que ora finda e que, pelos vistos, sê-lo-á também na próxima época. O texto também se aplica a quem o escolheu como treinador e apoia a sua continuidade...

Em vários pontos admito o exagero, mas atendendo ao teor do original, não podia ser doutra forma!

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Manifesto Anti-Santos

BASTA PUM BASTA!

Uma direcção que consente que a equipa do Benfica seja treinada por um Santos é uma direcção que nunca o foi! É uma cambada de incompetentes, de oportunistas e de cegos! É uma resma de charlatães e de fala-baratos, e só pode dar em campeonatos estupidamente perdidos!

Abaixo a direcção!

Rua com o Santos, rua! PIM!

Uma direcção com um Santos no banco é uma direcção que não devia ter assento!

Uma direcção com um Santos na equipa técnica é uma direcção que se impõe pela técnica da força.

O Santos é um perdedor!

O Santos é meio perdedor!

O Santos saberá engenharia, saberá geometria, saberá futebologia, saberá fazer losangos no meio-campo, saberá tudo menos treinar que é a única coisa que ele faz!

O Santos pesca tanto de futebol que até empata com o Beira-mar para liga!

O Santos é um inventor!

O Santos não se enxerga!

O Santos aperta demasiado a gravata!

O Santos alarga a gola!

O Santos é Santos!

O Santos é Fernando!

Rua com o Santos, rua! PIM!

O Santos no Fóculporto perdeu campeonatos mesmo com o goleador Jardel e "frutinha" a rodos, o Santos no Cepórtêim levou em casa 3 na pá dos turcos do "Gengibre".

E o Santos teve claque! E o Santos teve palmas! E o Santos agradeceu!

O Santos é um looser.

Não é preciso treinar o Benfica para se ser benfiquista, basta ser-se benfiquista!

Não é preciso disfarçar-se para se fazer figuras tristes, basta treinar como o Santos! Não é preciso ter espinha dorsal nem ambição! Basta dar-se bem com a direcção sem qualquer espírito crítico! Basta ter aquele ar de infeliz da vida, e usar gravata, e fazer olhos de cãozinho triste! Basta convidar o Bimbo da Costa para o casamento da filha! Basta ser Santos!

Rua com o Santos, rua! PIM!

O Santos nasceu para provar que nem todos os que treinam sabem treinar!

O Santos é um autómato que faz as substituições que a gente já sabe que vai fazer... Mas é preciso fazer vitórias!

O Santos é uma vítima dele próprio!

O Santos em futebolista nunca passou da cepa-torta e em talento é pim-pam-pum!

O Santos tem uma barriguinha ridícula!

O Santos rebenta com o plantel!

Rua com o Santos, rua! PIM!

O Santos é o escárnio da paciência!

Se o Santos é do Benfica, que venha para o terceiro anel ver os jogos connosco!

O Santos é a vergonha da mística benfiquista! O Santos é a meta do derrotismo!

E ainda há quem não core quando diz admirar o Santos!

E ainda há quem lhe estenda a mão!

E quem queira mantê-lo no cargo!

E quem tenha dó do Santos!

E ainda há quem duvide de que o Santos como treinador não vale nada, e que não sabe nada, e que nem é inteligente nem audaz, nem zero!

Rua com o Santos, rua! PIM!

 
por tma - 14:20 | link | 22 comentário(s)
Soltas e breves.

- É sempre agradável ver um Benfica - Académica.

- Antes do começo do jogo, ouviram-se umas músicas espanholas no Estádio (sevilhanas). Também se ouviram assobios ao nome de Fernando Santos. Quero acreditar que isso significa algo…

- Só neste Domingo é que me apercebi, ao falar com um sportinguista, que os lagartos queriam a repetição do jogo com o Leiria desta época… pensei que fosse o da época passada, aquele em que a bola entrou dois metros na baliza do Labreca e o bandeirinha esfregou o olho.

- Durante o jogo ia ouvindo, de quando em vez, o relato dos outros jogos. O gajo da "Antena Um" no campo do Dragõum não é nada faccioso, nada, nada, nada…

- C’um caraças!! Vocês viram a quantidade de polícias que estavam no Estádio para impedir uma invasão de campo? Mas invasão de campo por alma de quem? Adoro ver estas manifestações de força e poder perante malta que estava sossegada. Melhor do que isto, só as manifestações de cobardia da mesma polícia perante os supermurcões.

- Às 19:30h recebi um preocupado SMS do S.L.B.: “Não me digas que vamos ter de o aturar mais 1 ano só por causa disto…” Fiquei sem perceber se se estava a referir ao golito que o Derlei acabara de marcar ou ao facto do Fernando Santos não acabar a época com mais um empate.

- Não ouvi as declarações do Manuel Machado depois do jogo, mas certamente que o gajo choramingou por causa do árbitro. Foi ou não foi?

- No fim do jogo encontrei o meu amigo D.B.M. (é sócio do Benfica e do Aves - não estou a brincar), trazia um cachecol do Aves e estava danado comigo por eu ter escrito umas coisitas menos abonatórias sobre o Neca. Sosseguei-o, lembrando-o de que, apesar do Aves ter descido, o Neca vira cumprido o seu grande desejo para a última jornada.

- Estava à espera de um telefonema provocador do meu amigo Álvaro M., portista empedernido. Nada, nem um SMS!? Fosga-se, assim a bola não tem piada nenhuma.

- Vocês não imaginam a quantidade de malta a quem eu ouvi dizer que, caso o Santos fique, não renovam o cativo no Estádio. Pois, por mim, caso ele fique, até estou a pensar trocar o meu cativo actual para um por trás do banco do Benfica. Estou a pensar levar uns cartazes a pedir-lhe o casaco… ou qualquer outra coisa que me ocorra.

-Grande Miccoli!!

 
por Pedro F.Ferreira - 12:53 | link | 9 comentário(s)
1 Ano Depois...

O primeiro post que escrevo neste honroso blogue é sobre Fernando Santos. Há um ano atrás (20 de Maio de 2006), Fernando Santos foi apresentado como Treinador principal do nosso clube. Lembro-me perfeitamente desse dia. Estava a jantar na Covilhã, numa tertúlia futebolística salutar, entre adeptos dos dois "grandes" de Lisboa.

Sabia que nesse dia iria ser apresentado o novo treinador do nosso clube, e confesso-vos que estava com as expectativas bastante altas. Para mim, o regresso do melhor treinador de futebol que vi no comando do nosso plantel principal, o sueco Sven-Goran Eriksson, era a opção mais válida. Estava mesmo confiante nessa opção. Qual foi a minha surpresa, quando nesse jantar de amigos, num momento em que estava bastante descontraído, um amigo meu, adepto do outro clube da 2ª circular, dá-me uma palmada no ombro e diz-me para olhar para a televisão. No momento, pensei que fosse alguma notícia relacionada com a nossa equipa de Futsal, visto que nesse dia havia um jogo importante.

Mas não foi. Vejo, de rompante, José Veiga e Luís Filipe Vieira no écran. Só vejo o 3ºelemento (Fernando Santos) alguns segundos depois. Fiquei em estado de choque.

Sabia perfeitamente que Fernando Santos possuía e possui amor filial ao nosso SLB. Mas per si isto não basta. É necessário ser o mais profissional possível. A racionalidade sobrepor-se ao coração e não o contrário.


Fernando Santos começou a sua carreira de treinador no Estoril-Praia (julgo que começou como treinador-jogador tal como o José Torres), onde esteve algumas épocas e fez trabalho interessante com os recursos que tinha à sua disposição. Mas Fernando Santos não se coíbia de dizer que o futebol era para ele um hobby, porque toda a gente sabia que ele era Engenheiro Electrotécnico e não pensava seguir carreira.
Em Maio de 1994, o Estoril desce e Fernando Santos segue para a Amadora, para treinar o Estrela, onde fez 2 ou épocas com resultados positivos com planteis bastante humildes.


Nessa altura, o seu pragmatismo ganhou adeptos. Não tardou muito até ter o presidente portista como seu admirador. Da Amadora ao Porto foi um pulo. Primeiro teve que fazer a sua "barba de mendigo". Depois teve que adaptar o discurso conforme as circunstâncias (tal como o prof. Jesualdo recentemente), treinar um plantel feito pela direcção e contar com as ajudas de terceiros. Ganhou sem saber como. Na 2ª época, com maior margem de manobra, não consegue ser campeão. Vai para a Grécia, onde em dois anos ganha uma Taça da Grécia pelo AEK. Em 2003, volta a Portugal para treinar o outro clube que tem sede na 2ª circular, onde não conseguiu atingir os objectivos propostos pela direcção do clube. Na época a seguir, volta para a Grécia, para o AEK, conseguindo colocar o clube grego na Liga dos Campeões, devido ao 2º lugar conseguido na época de 2005-2006.

Falei bastante na trajectória feita até agora de Fernando Santos como treinador, mas ao nível de perfil ainda não dei a minha opinião, que vai ser sucinta, porque penso que os leitores do blogue podem consubstanciar a minha opinião, ou pensar de forma diferente.

Falo de Fernando Santos hoje, sem me lembrar da época 2006-2007 do nosso SLB.

Faz hoje precisamente um ano que deixei a minha previsão no ar: com Fernando Santos não vamos ser campeões. Por mais palavreado bonito de circunstância que utilizasse para dizer que o "Benfica está no meu coração" ou "que vamos ser campeões", para mim Fernando Santos foi sempre onde esteve, um treinador pouco ousado, quer ao nível táctico, quer ao nível de aproveitamento dos jogadores que tinha à sua disposição. Vejam a pouca rotatividade que deu ao plantel esta época e os efeitos nefastos que proporcionaram. Num espaço de 15 dias, Campeonato Nacional e Taça UEFA, os dois grandes objectivos desta época foram por "água abaixo", numa clara quebra de rendimento por motivos físicos.


Passado um ano, faço uma transcrição do que disse Fernando Santos. Num discurso em que pretende limpar a sua imagem (devido ao facto de ter estado nos nossos 2 grandes rivais) e onde tenta passar a imagem de Benfiquista imaculado:
"Fernando Santos foi hoje apresentado como o novo treinador do Benfica para as próximas duas temporadas. Depois de ter passado pelo Porto e Sporting, o treinador português vai agora orientar a sua equipa do coração. Na conferência de imprensa da sua apresentação, Fernando Santos assumiu que no Benfica só há um objectivo, que é ganhar, e por isso estava ali para vencer todas as provas em que entre. Falou ainda do seu Benfiquismo da memória do seu pai, que o levou com 50 dias aos Estádio da Luz e ainda afirmou "Mas tenho de trabalhar com a cabeça, pois se fosse só com o coração era campeão já hoje."



Passado um ano, gostaram do trabalho de Fernando Santos? Eu não...
 
por Hugo A. Rodrigues - 01:20 | link | 12 comentário(s)
domingo, maio 20, 2007
Quem assume a responsablidade?
O campeonato acabou e ficámos em terceiro lugar. Não adianta lamentarmo-nos e vir para a rua gritar e rasgar vestes. Há que encarar isto de frente e assumir que esta foi uma época fracassada.
Quando o nosso Benfica tem sucesso, é imperioso congratular e parabenizar os responsáveis. O mesmo se aplica quando se fracassou nos propósitos e objectivos propostos. Deste modo, está na hora de os responsáveis assumirem os seus erros e darem garantias de que os mesmos não se repetirão.
Espero para ver as próximas medidas da actual Direcção. Espero que todos os benfiquistas saibam distinguir as decisões em defesa do Benfica de todas as outras que defendem interesses individuais dentro do Benfica.
Estarei atento.
 
por Anátema Device - 23:23 | link | 9 comentário(s)
Os grandes somos nós...
... se dúvidas ainda houvesse, elas hoje ficariam dissipadas...

Faltam poucos minutos para terminar o jogo do FCPorto, quase campeão... e o que é que se canta? Canções sobre o quão grandiosa é a equipa da casa? Não, não e não. No Dragão canta-se "e quem não salta é lampião".
Esta é a maior demonstração de pequenez e de medo da nação anti-benfiquista. Tudo acontece em função do Benfica, seja qual for a circunstância ou situação. A esses, o meu muito e muito obrigado... pois fazem-me sentir muito orgulhoso do meu clube.
 
por special one - 22:57 | link | 6 comentário(s)
Necas, Santos e milagres
Os Necas da bola.
Na época passada, faltavam uns quinze minutos para acabar o jogo entre o Penafiel e o FCP, quando o 'speaker' de serviço lá do campo da bola do Penafiel apelava para que os espectadores não estragassem a festa do novo campeão. Resta dizer que, caso o Penafiel marcasse um golo, o FCP não se sagraria campeão naquela jornada…
O episódio de pouco vale, a não ser para exemplificar a reverência e a atitude que esses clubes tomam quando jogam partidas decisivas com o clube do arguido da Costa.

Na presente época, o treinador Neca, que necessita de fazer pontos para que o seu clube não desça de divisão na última jornada, já veio dizer que, por ele, o FCP será o vencedor (link), que até considera dois dos jogadores do FCP como dos melhores e que sim e vénias e por favor e mais um salamaleque… enfim, Neca sabe que, se ficar sossegadito sem incomodar, os donos do prostíbulo ajudá-lo-ão jogando por fora, nomeadamente nos jogos de Beira-Mar e Setúbal.
Tenho a sensação de que se o jogo fosse em casa do Aves, o clube do Neca contrataria o 'speaker' de serviço do Dragõum.
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Sinais de esperança.
Santos disse que prepara a próxima época com Veiga. Vieira desdisse.
A imprensa noticiou a contratação de Zoro. Santos disse desconhecer o rapaz. Vieira contratou-o.
Parece-me que a vida de Santos está mais complicada do que a vida de Neca.
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A bola dos Necas
Luís Filipe Vieira arvorou-se em dono do nosso Clube e decidiu que o Glorioso não participará na próxima Taça da Liga. Este assunto merece de todos nós uma profunda reflexão e convido os 'bloggers' de serviço a fazê-la. Pela minha parte, e prometendo reflexão menos superficial em próxima ocasião, é uma decisão da dimensão dos Necas do nosso futebol e não é digna da dimensão do Glorioso.
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No meio de tudo isto, lá vou mais uma vez ao nosso Estádio. Vou imbuído de fé, à espera de um milagre e, tal como em Fátima, terra de milagres, vou munido de lenço branco.
 
por Pedro F.Ferreira - 11:20 | link | 7 comentário(s)
Referendo
Deve o Benfica renunciar à participação na Taça da Liga?
 
por special one - 08:18 | link | 18 comentário(s)
sexta-feira, maio 18, 2007
Sesta
Esta tarde, a seguir a um agradável almoço ali pelas imediações do nosso estádio, assaltou-me uma modorra súbita, e por breves instantes devo ter passado pelas brasas. Nada de grave, afinal ainda faltava mais de meia-hora para ter que voltar ao trabalho, e uma pequena sesta nunca fez mal a ninguém. Aliás, nem é esta sesta o motivo deste post, mas sim os factos oníricos a ela associados.

É que durante esta curta sesta, pareceu-me ouvir uma voz, voz essa que parecia ter algum conhecimento daquilo que falava, dizer-me que afinal, e apesar das inúmeras notícias com que nos bombardeiam diariamente apresentando os factos como praticamente consumados, o Simão não é para ir para lado nenhum, e que para o ano vamos poder continuar a poder apreciar o seu futebol no relvado da Catedral. Isto por si só já seria suficiente para me deixar satisfeito, mas a voz continuou. Disse-me ela que afinal a permanência do Nandinho não serão assim favas contadas, como muita gente pensa. Esta última jornada, e o que dela resultar, ainda poderá ter muita influência no futuro mais próximo do nosso treinador. É que o grande protector dele chama-se José Veiga, e à medida que se vai protelando o seu regresso ao Benfica deixa de haver quem apare os golpes que se vão sucessivamente abatendo sobre o azarado treinador. O nosso presidente pode gostar muito do Nandinho, achá-lo muito boa pessoa, mas amigos, amigos... Assim creio que talvez já compreenda melhor as declarações extemporâneas do Nandinho em relação ao regresso do Veiga, que foram posteriormente rebatidas pelo presidente. Uma manifestação precipitada de wishful thinking por parte do treinador? Também as declarações do presidente, manifestando descontentamento por nada termos ganho esta época, e afirmando que era necessário que jogadores e técnicos trabalhassem mais (declarações essas que o Nandinho não quis comentar) já não me parecem apenas fruto de uma indisposição passageira de LFV.

De qualquer forma, após um sonho destes, será perfeitamente compreensível que tenha acordado muito bem disposto, e com uma esperança renovada no futuro. Mas claro, isto não passou de um sonho, por isso não devem dar muita importância ao que eu vou dizendo por aqui. Qualquer semelhança com a realidade e possíveis acontecimentos futuros não passará de uma mera coincidência.

P.S.- Curiosamente, fiquei a saber que o meu amigo Pedro F.F. acabou por ter um sonho mesmo muito semelhante ao meu. Só que como ele parece que está um bocado farto de levar na cabeça por andar a especular de vez em quando, decidiu ficar calado desta vez e deixar que fosse eu a divagar um pouco pela blogosfera.
 
por D'Arcy - 17:36 | link | 16 comentário(s)
Mais do que fezada… fé.

Há muitos tipos de vitórias. De entre elas as mais saborosas são as difíceis e, especialmente, as épicas. No início da época esperava que fôssemos campeões, esperava uma vitória difícil.

A meio da época já não esperava… desesperava.

Antes do último terço do campeonato, avizinhava-se a possibilidade de conquistar uma vitória épica.

Antes do último jogo do campeonato, olho para as probabilidades estatísticas de sermos campeões, olho para os adversários dos nossos adversários, olho para o nosso treinador, olho para o Olegário a apitar o FCP… e concluo que, a acontecer, será uma vitória bíblica, digna de figurar algures entre Êxodo 14:21-22 e João 20:29-31.

 
por Pedro F.Ferreira - 09:20 | link | 4 comentário(s)
quinta-feira, maio 17, 2007
Sobre a possível venda de Petit.
[Amanhã, já deverá estar nos jornais]

Em Janeiro, mais concretamente no dia 3 de Janeiro, disse-me um amigo que o Petit sairia no final da temporada. A história que me contou era feita de tais singularidades que, de tão simples, acabava por ser caricatamente verosímil.

Nesse mesmo dia, divulguei essa possibilidade num dos outros blogues para os quais escrevo. Divulguei-a neste post.

O tempo passou e nenhum jornal o referiu. Acabei por esquecer o assunto. E esquecido ficara até que, na tarde de hoje, ouvi claramente ouvido o empresário do nosso Petit dizer, com todas as letras, que o Petit, o nosso Petit, apesar de sentir e lutar pelo Benfica como poucos, «está no mercado». A expressão não é minha é do empresário.

Assim, alguém está a lutar para que Derleis e Santos fiquem, e futebolistas como Petit saiam…
Como lembrou Geovanni quando foi empurrado da Luz, estão a destruir a herança de Camacho.
 
por Pedro F.Ferreira - 20:28 | link | 13 comentário(s)
quarta-feira, maio 16, 2007
Exorcismo*

Segunda-feira, 21 de Maio de 2007

A voz afónica e os olhos vermelhos, aliás, encarnados, deixam perceber as emoções que os noventa minutos que antecederam as várias horas que se lhes seguiram, rumo às 4h da manhã, em que escrevo este texto, indiferente ao facto de ter de ir trabalhar daqui a pouco, provocaram. Em condições normais não seria fácil colocar em palavras aquilo de que vos falo, mas estas não são, definitivamente, condições normais. Em primeiro lugar, e acima de tudo o resto, porque escrevo para benfiquistas. Pessoas, portanto, que sofrem da mesma doença incurável que eu. Provavelmente estão a ter a mesma dificuldade em adormecer que eu, e não vos saem da cabeça (nem vocês queriam!) os acontecimentos da noite passada.

Se possuem, como eu, um cativo no Estádio da Luz, ou se por alguma razão que a própria razão teimasse em desconhecer decidiram ir despedir-se do Benfica 2006/07 in loco, trocando, portanto, o desconforto dos vossos sofás pelo conforto de uma aconchegante cadeira no Estádio, provavelmente ter-se-ão despedido dos familiares mais próximos com um “Até já, volto a horas de jantar”. A congestão das linhas telefónicas que atingiu todas as operadoras móveis sem excepção deixou-vos sem a possibilidade de avisar que afinal não chegavam a horas de jantar… ou sequer da ceia. Confiaram, no entanto, no bom juízo dos que vos são mais próximos e não deixaram de pensar para com os vossos botões que não seria possível que imaginassem por um momento sequer que vocês fossem abandonar o estádio, ou as suas imediações, mal o jogo terminasse, sobretudo tendo em conta os acontecimentos que, de uma forma resumida, darei conta já de seguida.

Tudo começou de uma forma bem inocente e despreocupada. A tarde solarenga convidava a um passeio à beira-Tejo e, agora que penso nisso, não deixa de ser curioso que do outro lado da segunda circular a equipa que quando joga em casa tem uma bela vista sobre o Tejo tenha ajudado à concretização da conjugação de resultados que permitiria suceder o que sucedeu. Temos, no entanto, que manter uma postura fidedigna perante a realidade, e os adeptos sportinguistas pareceram sempre muito despreocupados com o que estava a suceder nos três campos, mais parecendo que, se as coisas terminassem como estavam à entrada para esta última jornada, não se ouviria qualquer lamento de infortúnio daquelas bandas. O ambiente só se tornou infernal quando os adeptos já abandonavam os seus lugares, contentes com a prestação da equipa no jogo e sobretudo no campeonato, e chegaram ecos ruidosos do que tinha acontecido a escassos quilómetros de distância e do outro lado da rua. Mas já lá vamos…

Até porque, precisamente nesse lado da rua, não se notava uma efervescência fora do normal no local onde porventura o caro leitor estava sentado, porque, independentemente dos resultados verificados nos campos alheios, o Benfica não fazia o essencial: ganhar o seu jogo, perante a Académica de Coimbra. Até tinha estado em vantagem no marcador, mas uma grande penalidade, indiscutível, havia dado, além do empate à Briosa, também a possibilidade de encarar o resto da partida com mais um elemento. “Mais um elemento” que, neste caso, deve ser entendido como força de expressão, pois o “reforço” de Inverno que provocara a falta, tão escusada como evidente, havia dado muito pouco à equipa nos meses em que lhe foi dada a oportunidade de vestir a gloriosa camisola, e este jogo não estava a ser excepção. A sua expulsão, mais do que enfraquecer a equipa, pareceu dar um certo ânimo aos restantes jogadores que ficaram em campo, e os espaços que a inserção de mais avançados em campo por parte do treinador dos visitantes ia provocando originaram algumas jogadas de perigo que, no entanto, iam sendo ingloriamente falhadas, até para não destoar da história recente dos jogos caseiros disputados pelo Benfica nesta temporada que estava prestes a dar o último suspiro.

Mais a Norte, ia-se fazendo a festa, e nas bancadas respirava-se optimismo, apesar da parca vantagem que o golo marcado logo ao terceiro minuto de jogo havia dado à equipa da casa. Não que a exibição estivesse a ser de grande monta, mas, convenhamos, não era minimamente expectável nesta altura que nos últimos cinco minutos, e nos únicos dois remates à baliza do habitual guarda-redes suplente, que havia entrado poucos minutos antes para se sagrar campeão, o Desportivo das Aves marcasse dois golos. A surpresa foi tanta e tão generalizada que a validação dos mesmos ficou a salvo de qualquer oligarice, o que pareceu surpreender ainda mais os já de si surpreendidos jogadores azuis e brancos.

Engraçadas eram, caricatas ficaram, as faces dos jogadores da casa, que haviam sido pintadas com as cores do emblema que representam, isto porque a junção da tinta com as lágrimas que iam brotando dos olhos dos jogadores outrora festivos provocava uma espécie de pintura que fazia lembrar os célebres estrunfes.

E tudo isto, porquê? Porque no Estádio da Luz, com requintes de sadismo que desafiam a própria realidade, porque é da realidade que vos falo e os meus braços marcados por inúmeros beliscões estão aqui para o comprovar, como eu dizia, no Estádio da Luz, quando estava decorrido o segundo dos três minutos de compensação dados pelo árbitro, surgira o golo salvador (ou demoníaco, dependendo da perspectiva) que, mais do que dar a vantagem no marcador, coroava o Benfica como campeão nacional da época 2006/07.

Surpreendente, ou não, acabou por ser a apresentação de um sketch nos ecrãs do Estádio, logo após o final do jogo, em que figuravam três dos quatro humoristas que ajudam a dar cor a este habitualmente cinzento país, e no qual eram glosados alguns dos factos que acabavam de suceder, não faltando inclusivamente uma mensagem subliminar, sob a forma de agradecimento: “Obrigado Fernando Santos, serás sempre bem vindo a esta casa (desde que o faças na condição de: adepto, engenheiro, tratador da relva, sócio, empresário de jogadores . . . )”.

A festa que se lhe seguiu, apercebo-me agora, só pode mesmo ser explicada a quem marcou presença, portanto, se não foram, lamento mas não vos posso ajudar a ultrapassar esse sentimento de culpa com que provavelmente se estão a debater. Fiquem-se pela minha garantia, sob palavra de honra, que nunca hei-de esquecer a noite de 20 de Maio de 2007.

* Depois de ter sido apelidado de Estrunfe Pessimista, na sequência de uma troca de argumentos com um conterrâneo benfiquista, este foi o exercício de que precisava para o desmentir. Até porque, uma coisa vos garanto, se há coisa que não sou… é azul.

 
por Superman Torras - 18:27 | link | 11 comentário(s)
Nããããããããooooooo!!!!!
Derlei ainda pode ficar na Luz

É que nem de borla!


Eu espero sinceramente que seja mais uma manobra deste jornal para desestabilizar o Benfica. Ou será que vamos ter um "Marcel" todos os anos?

A ser verdade começo a ter dúvidas sobre a sanidade mental de quem toma estas decisões no Glorioso...
 
por S.L.B. - 12:45 | link | 11 comentário(s)
terça-feira, maio 15, 2007
Credo...

Olegário Benquerença no FC Porto-Aves? Vou ali para o canto reflectir sobre isto, já venho...
 
por special one - 23:29 | link | 11 comentário(s)
Asnices do jornalismo desportivo português.
A ‘coisa’ funcionou assim: o Daily Mirror (jornal conhecido por ser um exemplo fidedigno de bom jornalismo, daquele que cá se faz algures entre o “Crime” e o “Record”, mas ligeiramente mais sério, ainda que mantendo bons espécimes de borregada parola) noticiou o interesse do West Ham em Nuno Gomes. Fui ler e li o seguinte:
«Benfica striker Gomes, 30, has been watched by West Ham scouts and has spoken to his Portugal team-mate Luis Boa Morte about a possible £3m move to Upton Park. Gomes said: "It is an attractive opportunity to play in England because I have always enjoyed watching it on television. "I have watched my Portuguese team-mates Ricardo Carvalho and Paulo Ferreira and it makes me believe I can make a move to England. "I'm happy at Benfica but a proposal from England would be my last big deal. I am ready for an English adventure."»
(link)

Ou seja, o pasquim diz que Nuno Gomes teria dito a Luís-Boa Morte aquilo que acabei de citar e que qualquer borra botas com um conhecimento da língua inglesa suficiente para fazer a cadeira de Inglês Técnico na Universidade Independente saberá traduzir.
Assim, esta ‘fidedigna’ notícia baseia-se não em declarações de Nuno Gomes a um jornalista, mas em declarações que Nuno Gomes teria prestado a Luís Boa-Morte. Não havendo também a indicação de que Boa-Morte teria prestado estas declarações a nenhum jornalista, apesar de lá trazerem as aspas…
Basicamente isto é… nada, e qualquer jornalista que o fosse por inteiro sabê-lo-ia.
No entanto, o jornalista Paulo Jorge Sousa, que escreve para o Sportugal, transformou o “nada” nisto:

“Esta é uma atractiva oportunidade de jogar em Inglaterra, porque sempre gostei de ver este campeonato pela televisão”, referiu [Nuno Gomes] à imprensa inglesa.
[…]
“Eu costumo ver os jogos onde actuam os portugueses, como o Ricardo Carvalho e o Paulo Ferreira, e isso faz-me acreditar que posso mudar para Inglaterra”, acrescentou [Nuno Gomes]
[…]
“Estou feliz no Benfica, mas a mudança para outro clube europeu pode ser o meu último bom negócio. Estou pronto para uma aventura inglesa”, concluiu Nuno Gomes. (link)


Isto é um jornalismo de sarjeta. Isto é grave. Isto é fazer pior jornalismo do que aquele pedaço de excremento que os ingleses haviam feito. Isto é dizer que as palavras, supostamente, ditas por Nuno Gomes a Boa-Morte foram palavras ditas por Nuno Gomes a um jornalista. Isto é inventar um facto e fundamentá-lo mentindo. Isto, no mínimo, é incompetência e, no máximo (em que não quero acreditar), é agir de má fé. Isto é o lodaçal em que se encontra o jornalismo desportivo português.
Obviamente, o resto da matilha fará disto manchete.
 
por Anátema Device - 20:48 | link | 7 comentário(s)
segunda-feira, maio 14, 2007
Chiu! [post completamente 'off topic']


Vamos fazer como os comentadeiros televisivos e escribas de jornais desportivos. Vamos falar baixinho e rápido para que ninguém se aperceba.

Ontem, com o resultado em 0-1, o Lucílio não marcou um penalty descarado contra o Sporting e a favor da Académica; o segundo golo do Sporting resulta de um fora-de-jogo, não é claro, mas é fora-de-jogo.

Desculpem ter falado no assunto. Desculpem mesmo. Será que vamos voltar a vê-los fazer um apelo ao luto?

[Se não for pedir muito, quando vierem aqui insultar, insultem baixinho. Obrigado]

 
por Anátema Device - 09:40 | link | 9 comentário(s)
sábado, maio 12, 2007
Os exemplos de Nuno Gomes e Luisão.
Num momento da temporada particularmente delicado, as notícias que surgiam sobre o nosso Benfica vinham sendo não só preocupantes como, essencialmente, desmotivantes: as trapalhadas sucederam-se e tudo aquilo parecia atacado de falta de liderança (vide versões contraditórias do Departamento Médico; o treinador a dizer que estava a preparar a próxima época com José Veiga e o Presidente a desmentir que Veiga volte, no imediato, ao Benfica…).

No entanto, duas notícias surgiram nesta última semana que, de alguma forma, me servem de paliativo: a vontade expressa por Nuno Gomes e Luisão de ficarem no clube. Foi, para mim, muito agradável ver a forma célere como Nuno Gomes apagou mais um foco de instabilidade ao afirmar ao mesmo site que o indicava fora do Benfica na próxima época que o Benfica é a sua casa (link). Igualmente importantes foram as declarações de Luisão quando afirmou que vai “fazer tudo para permanecer e, na próxima época, pagar com o título.” (link)
Efectivamente, é deste tipo de discurso e de práticas (assim espero) que o nosso Benfica necessita.

Não deixa, por outro lado, de ser motivo de reflexão o facto de que as únicas mensagens reconfortantes sobre o futuro tenham surgido de dois dos jogadores que mais peso têm na liderança do balneário. De outros lideres como o Presidente e o treinador o que tem surgido são mensagens que em pouco ou nada apaziguam ânimos.

Do Presidente o que se tem ouvido são discursos parcos de conteúdo e inflamados. Discursos que têm surgido nas inaugurações e aniversários das diferentes casas do Benfica. No caso de Santos, surge a já estafada e inconsequente mensagem de que, a duas jornadas do final do campeonato e com quatro pontos de atraso, ainda acredita na conquista de um título que ele próprio desbaratou (link).
Sempre que o oiço dizer isto não consigo evitar um ligeiro sorriso. Efectivamente, o adágio popular tem a sua razão de existir: “a esperança é a última a morrer”. É este mesmo adágio que, apesar das recentes notícias, me leva a acreditar… na saída de Fernando Santos do Benfica.
 
por Pedro F.Ferreira - 12:04 | link | 8 comentário(s)
terça-feira, maio 08, 2007
A possível negociata.
A mesma fonte que, faz agora um ano, me garantia que o próximo treinador do Benfica seria Fernando Santos (quando toda a imprensa disparava nomes, mas nenhum o referia), garantiu-me que um conhecido empresário de futebolistas está a tentar que alguém faça este percurso:

para que outro alguém faça este:


a negociata ainda não está feita, mas para lá caminha.

A mim, não me agrada.

 
por Pedro F.Ferreira - 21:31 | link | 43 comentário(s)
segunda-feira, maio 07, 2007
Dilemas
1. Embora a época ainda não tenha terminado, e mesmo que venhamos a alcançar o 2º lugar (e consequente apuramento directo para a Liga dos Campeões), é unânime entre os benfiquistas que esta época foi uma desilusão. A desilusão é tanto maior porque, apesar de não termos um plantel extraordinário (mas olhando para os plantéis dos rivais e para o percurso dos mesmo durante a época), penso que tínhamos qualidade q.b. para sermos campeões. Reconhecendo que é mais fácil falar depois de as coisas acontecerem, tornou-se óbvio, a certa altura, que, da forma como o plantel estava a ser gerido, o Benfica dificilmente conseguiria ser bem sucedido em duas competições em simultâneo. Quanto a mim, isto nem é bem um dilema, pois a prioridade deveria ter sido o campeonato. A Taça UEFA teria sido um "nice to have", mas nunca em detrimento do campeonato. Independentemente da qualidade 2ª linha do plantel do Benfica, adivinhava-se (como se veio a confirmar) que a estratégia de submeter a 1ª linha a um grande desgaste seria um erro. Mais valia ter "sacrificado" apenas Taça UEFA. Assim, "sacrificámos" a UEFA e o campeonato. Quanto à imputação das responsabilidades do erro, naturalmente elas têm de ser partilhadas entre treinador e direcção. É à direcção que cabe traçar os objectivos realistas para a época e apetrechar a equipa com os meios para os alcançar. Ao treinador cabe gerir os recursos disponibilizados pela direcção no sentido de alcançar os objectivos propostos. Se o treinador sente que os recursos não são suficientes para os objectivos propostos, tem de negociar com a direcção uma revisão dos objectivos ou o aumento dos recursos (ou as duas). Trappatoni, há dois anos, foi bastante pragmático: ao invés de alimentar ilusões, e sabendo que o grande objectivo era o campeonato, optou por poupar alguns dos jogadores fundamentais na eliminatória contra o CSKA. Perdemos essa eliminatória, é certo, mas a nossa continuidade na taça UEFA poderia ter inviabilizado a conquista do campeonato. Em suma, Trappatoni teve a coragem que faltou a Santos para enfrentar a realidade...

2. O que se passou esta época não foi, infelizmente, mais do que a repetição do que tem vindo a suceder há mais de uma década (desde que Damásio "desbaratou" por completo o nosso clube, embora já fossem anteriores à sua direcção os sinais de que o Benfica não estava a ser bem gerido: a passagem algo meteórica do Futre foi disso exemplo...). Durante estes anos, o Benfica tem sido confrontado com um dilema: por um lado a exigência, imposta pelos adeptos, de lutar sempre pelo título e por outro lado, a necessidade de uma reestruturação profunda na área do futebol, podendo significar que, durante um par de anos (ou mais...), as possibilidades de competir pelo título sejam mais reduzidas. A prática, ao longo destes mais de 10 anos, é a tentativa de satisfação da exigência de títulos, o que implica, todos os anos a contratação de um punhado de jogadores, volta e meia troca-se de treinador, e raramente tem havido a preocupação de alinhar estas duas questões (escolha do treinador e do plantel). Nos últimos anos, com a actual direcção, o Benfica tem conseguido manter alguns dos seus jogadores nucleares, mas não tem conseguido "produzir" jogadores que possam suprir a sua falta (não apenas pelas qualidades futebolísticas, mas também de liderança). Quando tal acontecer (a saída dos jogadores nucleares), e mantendo a "estratégia" que até agora tem sido seguida, será necessário investir em novos jogadores, sem garantias de virem a corresponder às expectativas, e será, de alguma forma, um recomeçar tudo de novo, numa espiral que parece não ter fim.
O certo é que os resultados destes últimos anos estão a anos-luz de serem satisfatórios.
Urge, portanto, sair desta espiral. É, quanto a mim, necessário romper com o modelo de gestão do futebol que tem sido praticado nos últimos anos (não esquecendo, claro está, que do ponto de vista financeiro tem sido feito um óptimo trabalho e que nas modalidades tem sido também possível assistir a um espectacular ressurgimento do Benfica como clube de topo).
Apesar de os tempos terem mudado, de muita coisa ser diferente no mundo do futebol, do que era nos anos em que o Benfica era a força dominante do futebol português (cada vez mais é um negócio e menos um desporto), talvez não fosse má ideia olhar para o passado, não numa perspectiva nostálgica, mas sim de perceber quais foram os factores que permitiram ao Benfica tornar-se o melhor clube português, sem descurar, como é óbvio, as exigências cada vez maiores que a gestão de um clube de futebol implica.
Um desses factores foi, quanto a mim, a aposta em jogadores jovens com potencial. E o outro, não menos importante, foi, sem dúvida, um enorme espírito de grupo, em que os mais velhos desempenhavam um papel crucial na integração dos jogadores mais jovens, tanto dentro como fora do campo. E há ainda os adeptos, tão exigentes quanto fervorosos seguidores do clube, sem os quais o Benfica nunca seria o maior clube de Portugal.
Estes três factores (espírito de grupo, captação de jovens de qualidade e adeptos) foram, a meu ver, essenciais para que o Benfica detivesse, durante décadas, a hegemonia do futebol português, porque conseguiu ter, durante todo esse tempo, uma equipa de qualidade, graças à capacidade de renovar, de forma tranquila, o seu plantel (e os seus líderes). Isto permitiu fazer crescer (e manter) a Mística Benfiquista.
Olhando para a actualidade: adeptos temos, a Mística, mesmo apesar de uma década de insucessos, continua viva. Por isso, quanto a mim, e se queremos que o Benfica volte a ser a potência dominante do futebol português, é essencial que aposte fortemente nos dois primeiros factores que acima referi. E para isso, para além de paciência (sobretudo dos adeptos...), pois os resultados nunca seriam imediatos, é necessário as pessoas certas à frente do clube, e em particular, do departamento de futebol e da equipa técnica. You know what I mean...
 
por tma - 17:42 | link | 7 comentário(s)
sexta-feira, maio 04, 2007
Tertuliando...

Tenho assistido com um misto de preocupação e condescendência ao surgimento de opiniões de benfiquistas, nomeadamente na caixa de comentários deste humilde blog, a defenderem a continuidade do Fernando Santos como treinador do clube na época que vem. A preocupação advém basicamente do facto de, quanto a mim, tal tomada de posição se dever a uma lógica que gostava de manter afastada do clube por traduzir um grau de exigência menor em relação ao que eu acho que devam ser os parâmetros que nos regem, ou deviam reger, enquanto adeptos do Benfica.

A saída do Fernando Santos resolverá todos os problemas de que o futebol do Benfica padece? Não. Não resolve.

No entanto, pergunto se a continuidade do Fernando Santos não poderá levar a um caso em tudo semelhante ao de muitos outros em que após uma época menos conseguida e apesar da desconfiança crescente com que eram olhados, pela critica em geral e pelos adeptos em particular, os treinadores mereceram um voto de confiança da Direcção, não resistindo depois ao primeiro desaire da nova época? Não nos iludamos, meus caros, a continuar para 2007/'08 (ainda coloco a hipótese de tal não suceder, pois a esperança é a última coisa a morrer) o Engº já terá gasto boa parte do crédito que mesmo assim lhe foi concedido este ano, pese a desconfiança que o seu nome sempre gerou praticamente desde o dia da apresentação (eu disse "praticamente"?), e a paz podre que hoje se sente, quando tento analisar a relação da massa associativa para com ele, pode-se transformar rapidamente num caso de guerra declarada.

E aí não teremos apenas perdido a época 2006/07, pois juntar-lhe-emos desgraçadamente a época seguinte.

É óbvio que haverá outras alterações que terão de ser feitas, uma das quais parece já estar apalavrada: o regresso do José Veiga aos comandos do futebol encarnado. Não sou fã dele, mas penso que a ausência de um Director Desportivo foi das piores coisas que nos sucedeu na segunda metade desta época e, quanto a mim, foi um dos mais graves erros do Luís Filipe Vieira enquanto Presidente do Clube. A substituição do José Veiga nunca por nunca deveria ter sido colocada em banho-maria a aguardar que o ex-empresário resolvesse os problemas pendentes com a Justiça portuguesa. Se me perguntarem, eu preferia que se virasse a página e se apostasse noutro nome (de preferência benfiquista, embora a minha opinião já tenha sido mais fundamentalista nesta questão), mas, bem ou mal, é preciso um homem que faça a ponte entre a Direcção e o plantel (equipa técnica e departamento médico incluídos). Um treinador com outras qualidades que não as que o Fernando Santos possui poderia ter ajudado a minimizar os efeitos negativos que esta ausência provocou. Mas aqui a culpa não lhe pode ser atribuída, pois ninguém em seu perfeito juízo poderia julgar por um momento que fosse que o Fernando Santos tivesse unhas para tocar ainda mais esta guitarra.

Apesar de ter centrado boa parte do texto no nosso treinador devo dizer que ele reparte as culpas pelo mau momento que atravessamos com a dupla Luís Filipe Vieira & José Veiga. Afinal de contas, os únicos responsáveis pela sua vinda e pela constituição do plantel. Em primeiro lugar, não tiveram em conta uma das máximas que não deveria ser esquecida nunca quando chega a hora de escolher um treinador para assumir o cargo de técnico principal do Benfica: não deve ser português. Os níveis de pressão a que a pessoa que assume este lugar está sujeita são incomparavelmente superiores e mais sufocantes do que qualquer outro clube em Portugal. A começar pelos adeptos*, mas passando muito rapidamente pela comunicação social que, ao contrário do que muitas vezes é dito e é aparentemente aceite por muitos, não é favorável aos interesses do Benfica. Não se confunda visibilidade com boa imprensa. São dois conceitos bem diferentes.

Já no que respeita ao plantel não creio que os erros tenham sido assim tantos como isso, ou pelo menos que obrigassem a que a rotatividade (não) empregada no decorrer da época fosse a que foi, isto porque considero, sinceramente, que actualmente o Benfica possui o melhor plantel do futebol português. Há outra situação que penso estar a passar despercebida a quem diz que os interesses do clube serão melhor salvaguardados se o Fernando Santos se mantiver como treinador principal e que é a seguinte: quantos serão os jogadores que terão de ser obrigatoriamente dispensados porque o treinador não conta com eles, e quantos terão de necessariamente fazer o caminho inverso? Ou seja, teremos o mesmo treinador (e não se abanará a estrutura do clube por esse lado) mas, por outro lado, teremos um autocarro de jogadores a sair e outro a chegar.

* Deixei os adeptos para o fim, pois confesso que, pela primeira vez em muitos anos, estou a ser obrigado a ponderar bem se realmente os níveis de pressão se mantêm assim tão altos ou se eles baixaram drasticamente. A ver vamos como correm os restantes jogos que faltam para terminar a Liga. A ausência de adeptos no nosso Estádio dificilmente fará pender a minha opinião para qualquer uma das prerrogativas em equação. E, aliás, não considero esta a atitude ideal para quem gosta do Benfica mas está descontente com o rumo que o futebol do clube está a ter deva tomar. Poderá até parecer bizarro mas os meus últimos dias têm sido polvilhados por pensamentos ocasionais sobre tarjas que gostaria de ver presentes no Estádio da Luz amanhã, antes do jogo com a Naval.

Sugerem alguns dizeres?

 
por Superman Torras - 21:37 | link | 10 comentário(s)
terça-feira, maio 01, 2007
Algumas dúvidas e uma certeza.

Como é que um futebolista de quem o treinador diz, no Sábado, que está apto a jogar no Domingo é operado na Segunda-feira? O Departamento Médico não terá nada a esclarecer? (link), (link)

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Simão foi operado ao joelho pelo médico António Martins. Não foi este mesmo médico que se demitiu do Benfica por não ter pactuado com “esquemas” que Tinoco Faria estaria a montar contra Bernardo Vasconcelos devido ao tratamento do joelho de Mantorras?

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De que clube é associado o actual Director Clínico do Departamento Médico do Benfica?

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Por que motivo os sumaríssimos acabaram no Derlei? Não estamos no mesmo campeonato? As regras mudam, impunemente, a meio? Quem beneficia?

Este, que é cá dos meus, já alertou para a situação.

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Sobre o vermelho que Pedro Henriques não quis mostrar ao Caneira não falo, pois não tenho dúvidas.

 
por Anátema Device - 13:44 | link | 11 comentário(s)