A pergunta que se impõe é "Quando?"
Surgiu, na sexta-feira, o que se previa: uma providência cautelar para tentar o adiamento das eleições. Desde o início que sei (sabemos) que interesses serve esta providência cautelar.
Sabendo alguns dos meus mais próximos amigos benfiquistas de onde vem a referida providência, nesse mesmo dia recebi umas SMS de bons amigos e grandes benfiquistas que me perguntavam se a dita providência “tinha pernas para andar”. Telefonei a dois amigos juristas e benfiquistas que me diziam que não, aquilo não “tinha pernas para andar”. Hoje procurei o parecer de um amigo jurista dos velhos tempos de Coimbra. Apelei à sua competência publicamente reconhecida como jurista e à sua imparcialidade (sócio e adepto apenas da Briosa).
A resposta foi elucidativa: a questão está no tempo. O que importa neste caso é o tempo que o Juiz vai demorar até comunicar que a dita providência cautelar não tem “pernas para andar”. Acreditando na independência do juiz, seja ele quem for, certamente que a decisão surgirá em tempo útil e permitirá a realização de eleições para a data aprazada. Perante esta minha convicção, o meu amigo apenas me perguntou, entre sorrisos, se a minha permanência em Lisboa fizera de mim um ser ingénuo. Não fez. Efectivamente, não fez. E, por isso, é que ficarei muito atento não a um qualquer “movimento”, mas ao que um movimento faz. Logo, ficarei atento às movimentações.
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