Fiasco
Depois das boas indicações, com respectivos resultados dilatados, nos dois primeiros jogos em casa esta época, não será exagerado dizer que as expectativas para a estreia do Benfica no campeonato, mesmo tendo em conta que nos retiraram o factor do público e nos obrigaram a jogar perante bancadas desoladoramente vazias (é assim que se protege e defende o futebol em Portugal), eram altas. Assim sendo, o empate final frente a uma equipa recém-promovida só pode mesmo ser considerado um fiasco. Apresentámos exactamente o mesmo onze que a meio da semana tinha destroçado o Hearts, com Barrenechea, Barreiro e Sudakov no meio campo e as alas entregues ao Prestianni e ao Rafa. Podia dizer que a grande diferença entre os dois jogos esteve na eficácia, mas até nisso não estaria a ser muito preciso: é que contra o Hearts marcámos seis golos e se calhar ficaram outros tantos por marcar. Contra o Académico, foi o repetir de uma fórmula gasta e tantas, mas tantas vezes vista: desperdício quase a roçar...

