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Entradas fulminantes do Benfica nas duas partes do jogo resultaram num verdadeiro arraso do Casa Pia, que saiu vergado a uma goleada por números que já não se usam.

 
Depois da rotação do plantel na segunda mão europeia, o Benfica regressou ao onze que tem sido mais utilizado pelo Marco Silva nesta fase da época. Este Benfica do Marco Silva é uma equipa muito mais vertical, que parece ter capacidade para criar várias ocasiões de golo durante um jogo, em oposição a um Benfica recente que optava por uma construção paciente, à procura de uma aberta. A equipa tem mostrado ser muito agressiva na pressão e na reacção à perda da bola, o que resulta em muitas recuperações de bola em zonas adiantadas do campo e pouco tempo gasto para recupeara a posse. Depois é uma questão de estarmos em dia mais ou menos inspirado na concretização. Contra o Viseu poderíamos ter construído mais uma goleada e acabámos a perder dois pontos. Desta vez não houve qualquer possibilidade disso acontecer. Em menos de três minutos já o Benfica estava na frente, depois da agressividade na frente ter permitido ao Prestianni ficar com a bola e, no seu típico movimento da equerda para o meio ter visto o seu remate desviado por uma tentativa de corte de um defesa que mais não fez do que tirar o guarda-redes do lance e encaminhar a bola para a baliza. Em vantagem, o Benfica nunca tirou o pé do acelerador e continuou a construir ocasiões, tendo mais uma vez tirado partido da pressão agressiva na frente. Desta vez foi o Rafa quem desarmou um adversário na saída de bola, combinou com o Pavlidis, e o grego soltou a bola na altura exacta para deixar o Rafa ultrapassar o marcador directo, ficar na cara do guarda-redes e marcar sem grande dificuldade. Dois golos de vantagem com apenas um quarto de hora decorrido deixavam tudo muito bem encaminhado, mas já sabemos que por experiência própria que em jogos destes basta o adversário reduzir para voltar a ficar tudo em aberto - e a verdade é que logo a seguir o Casa Pia atirou uma bola ao poste, no que acabou por ser a única ocasião de perigo que criaram em todo o jogo. Quanto ao Benfica, continuou a carregar - uma agradável mudança em relação à atitude que tantas vezes vimos no passado recente, em que depois de obtida a vantagem entrávamos imediatamente em modo de gestão, regularmente com resultados desagradáveis - mas o terceiro golo foi sendo adiado ou pelo guarda-redes, ou por má finalização.

Para o início de segunda parte estava reservada mais uma entrada arrasadora, que deixou o Casa Pia completamente perdido em campo e avançou o resultado para uma diferença avassaladora. No espaço de dezasseis minutos o Benfica fez cinco golos, com o Pavlidis a completar um hat trick em menos de sete minutos. O primeiro a passe do Rafa, que retribuiu a assitência da primeira parte, o segundo a aproveitar uma má intervenção de um adversário, pressionado pelo Sudakov, para depois tirar toda a gente que lhe apareceu pela frente até rematar para o golo, e o terceiro um desvio simples no meio da área após passe do Barreiro. Para ajudar à festa, o Casa Pia fez um autogolo num desvio a um cruzamento do Dahl perto da linha de fundo. A seguir, a tocar a hora de jogo, o Benfica começou a fazer rotação já a pensar no jogo europeu, e trocou o Pavlidis, Rafa e Tomás Araújo pelo Durán, Schjelderup e Manu. Mas isto não quebrou o ritmo e o sétimo golo veio logo a seguir, mais uma vez numa jogada em que o Benfica continuou a pressionar sempre a defesa do Casa Pia e a recuperar bolas na frente, até que o Bah amorteceu com o peito para o Durán, à entrada da área, controlar a bola com um toque e depois desferir o remate rasteiro, de pé esquerdo, para o golo. Sete a zero, com meia hora pela frente, dava para pensar que até o resultado contra o Nacional do Costinha estava ao alcance. O Casa Pia viu-se obrigado a reorganizar-se para 'defender' o resultado, passando a jogar com uma linha de cinco na defesa, e isto, aliado também a uma menor intensidade aplicada pelo Benfica acabou mesmo por conseguir estancar a avalanche de golos até final.

O homem do hat trick (mais uma assitência) tem obrigatoriamente que ser o maior destaque. Rafa e Prestianni tiveram também prestações muito boas no jogo, e a dinâmica que o Barreiro dá ao meio campo, quer na pressão, quer nas movimentações que tem para aparecer constantemente em zonas de finalização é muito importante para o jogo do Benfica.

 

Até agora parece que quando o Benfica ganha, é só de goleada. 5-0, 6-1 e 7-0 em apenas seis jogos disputados deixam a promessa de um Benfica esta época muito mais voltado para o ataque. Assim a eficácia na finalização o permita - vimos contra o Viseu o que pode acontecer quando esta está em dia não. Mas os sinais até agora prometem pelo menos uma época de entertenimento a ver os nossos jogos.

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