Competência
À falta de espectacularidade houve competência, e o Benfica acabou por trazer do Chipre a terceira vitória em outros tantos jogos na Liga Europa, marcando quatro golos a uma equipa que não tinha sofrido nenhum nos dois jogos anteriores.
Conforme esperado, houve mexidas no onze. Em relação aos que defrontaram o Celtic a semana passada mudou mais de meia equipa, que incluiu a mudança completa da frente de ataque. Circati, El Karouani, Manu, Rafa, Echeverri, Schjelderup e Pavlidis foram desta vez titulares, mantendo-se apenas no onze o Trubin, Bah, Tomás Araújo e Aursnes. As primeiras impressões do jogo deram logo a sensação de que o Benfica era claramente superior. Apesar de jogarem em casa, os cipriotas depressa foram encostados à sua área e concederam a iniciativa do jogo quase por completo ao Benfica. Certamente que o objectivo seria explorar o contra-ataque, mas na fase inicial do jogo nem isso conseguiam fazer. O Benfica, por seu lado, esteve longe de ser brilhante. Apesar do domínio territorial, não eram muitas as ocasiões de golo criadas, e assistimos a demasiado jogo mastigado no ataque, com muitos passes laterais e para trás. Uma agradável excepção surgiu perto do quarto de hora, quando o Aursnes fez um bom movimento de ruptura pela direita, que foi aproveitado pelo Manu para o desmarcar. O cruzamento saiu bom para a cabeça do Echeverri, que não conseguiu desviar de forma correcta, mas teve a felicidade da bola embater num defesa e seguir para o fundo da baliza. A partir daqui, e como o Benfica continuou a mandar no jogo, achei que seria apenas uma questão de tempo até marcarmos mais um ou outro golo e sairmos dali com uma vitória bastante tranquila. Mas a fase final da primeira parte foi muito pouco conseguida da nossa parte. Não só deixámos de pressionar o adversário para junto da sua área, como começámos a perder inúmeras bolas no meio campo, muitas delas por culpa de passes péssimos a colocar a bola directamente nos pés do adversário. Foi por isso sem grande surpresa que sofremos o golo do empate ainda antes do intervalo: um lançamento longo para a direita da nossa defesa, onde o jogador do Omonia ficou um para um com o Bah, tendo-se libertado com alguma facilidade dele para colocar a bola ao segundo poste, onde um colega surgiu completamente à vontade para empurrar a bola de cabeça para o golo - péssimo acompanhamento da jogada por parte do El Karouani, que simplesmente deixou o adversário fugir, sendo ele o único jogador do Omonia que estava na área. E honestamente, o golo sofrido foi um castigo justo para o quão mal o Benfica estava a jogar nessa fase.
Depois de um final de primeira parte tão fraco até esperei que fossem feitas alterações logo ao intervalo, mas regressámos com o mesmo onze. O mesmo onze, mas outra atitude, voltando a pressionar muito melhor e a encostar o adversário atrás. A recompensa veio cedo, e com quatro minutos decorridos já nos colocávamos novamente em vantagem. Um cruzamento largo a partir da esquerda por parte do Echeverri deixou três(!) jogadores do Benfica só com o guarda-redes pela frente. Este ainda conseguiu defender a primeira tentativa do Bah, mas na recarga, e com um remate meio enrolado que ainda fez a bola bater no poste, o Pavlidis marcou. A partir daqui fiquei na expectativa se o Benfica se iria encostar ao resultado outra vez, mas tal não aconteceu. Os erros que levaram ao golo do empate serviram de lição e o Benfica continuou a mandar no jogo, com este a ser disputado quase em exclusivo no meio campo adversário - o Omonia fez apenas um remate na segunda parte, e já na fase final da mesma. A meio dela, fizemos três alterações de uma vez, entrando o Prestianni, Sudakov e Palhinha para os lugares do Rafa, Echeverri e Manu. A pressão do Benfica manteve-se e como resultado directo dela o Omonia cometeu um erro terrível numa saída de bola, colocando-a directamente nos pés do Aursnes no interior da área. O remate só parou no fundo da baliza, e com isto sentenciámos o jogo. Para os minutos finais entraram o Anísio (apesar do pouco tempo em campo, mostrou bons pormenores) e o Lukebakio, e mesmo a fechar o jogo o belga construiu sozinho a jogada do quarto golo, sendo provavelmente mesmo a melhor jogada de todo o jogo. Numa rara ocasião em que a equipa do Omonia estava subida junto à nossa área, o Lukebakio ganhou a bola em antecipação a um adversário e depois cavalgou pela direita em direcção à área adversária deixando todos pelo caminho, até que já dentro dela fez o passe que deixou o Prestianni limitado ao trabalho de empurrar para a baliza vazia. Resultado fechado com mais uma goleada, o que começa a ser um saudável hábito esta época.
O Pavlidis fez um bom jogo, tendo trabalhado muito. O Aursnes ainda não está ao nível a que nos habituou, mas vai melhorando e hoje fez um jogo em crescendo, acabando com um golo e uma assistência. O Echeverri apareceu a espaços e esteve envolvido nos dois primeiros golos, mas achei que ocupou demasiado os terrenos do Schjelderup, e não tem o mesmo entendimento com ele que o Prestianni costuma ter. Também achei que o El Karouani foi melhorando ao longo do jogo, mas ficou com a mancha no golo adversário. Pela negativa, o Rafa teve um jogo completamente apagado, e o Manu cometeu uma quantidade enorme de erros no passe (a excepção foi mesmo o passe que fez no lance do primeiro golo), sobretudo na saída para o ataque, o que contra equipas com mais qualidade pode causar sérios problemas à nossa equipa.
Apesar da vitória ser inteiramente justa, não me custa admitir que talvez o resultado seja algo generoso para a qualidade da exibição. Mas por outro lado é uma sensação bastante agradável perceber que o Benfica nem precisou de fazer uma exibição deslumbrante para marcar quatro golos (repetindo, a um adversário que até agora ainda não tinha concedido nenhum nesta prova) e ganhar com relativa facilidade. O mais negativo do jogo foram os quatro cartões amarelos que vimos, e de forma desnecessária, num jogo que dominámos, mas que não deixam de ser também uma expressão da forma agressiva como o Benfica procura quase sempre pressionar e recuperar a posse.



Comentários
Tenho pouco a acrescentar a mais esta excelente crónica. Nem tudo foi bom, não gostei da primeira parte, de alguns erros individuais, nem de ver um matreco como o Manu que custou 12M ou algo assim, mas ao fim e ao cabo mais uma vitória, mais uma goleada, e vontade de voltar a ver esta equipa já no domingo, ao contrário dos tempos do Lage e do Mourinho, em que se ia ao estádio por obrigação.
Na primeira parte nem tudo esteve bem. Quando o adversário empatou já se esperava que isso viesse a acontecer, mas na 2.ª parte o Benfica foi dono e senhor do jogo. Rafa esteve desastrado e Manu ainda pior do que ele. Além da expressiva vitória gostei particularmente do lance do 4.º golo, depois daquela imparável cavalgada do Lukebakio.
Agora o que me preocupa são os 5 jogadores lesionados, que se não o estivessem ontem provavelmente seriam todos titulares. Assim o treinador viu-se obrigado a meter alguns que de certeza vão jogar contra o Santa Clara com algum desgaste físico.
Acho que esse jogo nos Açores vai ser bem mais difícil do que o de ontem.
Saudações Benfiquistas.
Se exercerem todo o seu profissionalismo e competência, quase que ganham os jogos a jogar de costas para a baliza adversária!!!!
O Benfica apenas precisa de COMPETÊNCIA A SÉRIO, VERDADEIRA MESMO, mentalidade de VERDADEIRO CAMPEÃO, que era o que existia nos tempos dos Humbertos, Nenés, Bentos, João Alves,.. etc,etc,etc,.... e um PRESIDENTE À BENFICA, um PRESIDENTE A SÉRIO, COM TOMATES E FORÇA E INTELIGÊNCIA para de facto e de verdade defender este nosso tão lindo e tão belo Clube, o Maior e o Melhor de Portugal, o Glorioso SPORT LISBOA E BENFICA que, infelizmente é uma espécie de GIGANTE semi-adormecido que se deixa roubar e prejudicar como se fosse um INDIGENTE SEM DEFESA ALGUMA!!
BENFICA BENFICA BENFICAAAAAAAAAAAAAAA , SÓ BENFICA E MAIS NADA.
Benfica, Sempreeeeeeeeeeee o Maior e o Melhorrrrrrrrrr