Preparação
O resultado trazido da primeira mão já tinha deixado a eliminatória resolvida, por isso não foi surpreendente que tenha ficado com a sensação de que o Benfica acabou por tratar esta segunda mão quase como se de um jogo de preparação de pré-época se tratasse. Mas se calhar gostaria de ter visto um pouco mais de urgência em vencer um adversário que nos era claramente inferior.
Foram feitas sete mudanças no onze, com uma defesa praticamente nova onde só se manteve o Lenglet. Dedic, Manu e Neto completaram o quarteto. No meio campo, manteve-se o Barrenechea e o Sudakov, com o Ríos a somar a primeira titularidade da época. E a frente de ataque foi mesmo toda renovada: Lukebakio, Schjelderup e Durán jogaram de início. O jogo teve pouca história: os escoceses jogavam pelo brio, o Benfica sabia ser claramente superior e aproveitou para dar minutos aos menos utilizados na época até agora. A primeira parte foi quase toda jogada no meio campo do Hearts, que chegou ao intervalo com apenas um remate feito, à figura do Samuel. O Benfica, mesmo em ritmo baixo, ainda teve várias aproximações perigosas à baliza, nas quais o Durán se foi destacando pela falta de direcção no remate, o Sudakov conseguiu falhar um desvio à boca da baliza e o Dedic foi quem mais perto esteve de marcar, colocando uma bola no travessão. Na segunda parte achei que baixámos mais o ritmo e permitimos que o Hearts de vez em quando viesse à nossa baliza, enquanto que nós fomos menos perigosos do que na primeira parte. Ainda recebemos um aviso num golo anulado ao Hearts, que pelo menos serviu para que o Benfica acordasse um pouco da atitude excessivamente relaxada com que regressámos do intervalo. Mas só depois das primeiras alterações (ou segundas, já que o Lenglet tinha dado o lugar ao Tomás Araújo ao intervalo), nas quais trocámos o Barrenechea e o Sudakov pelo Barreiro e o Prestianni, é que o jogo animou mais, sobretudo por influência do argentino. Acabámos no entanto por permitir uma transição em que um adversário surgiu com tempo e espaço na zona frontal da área para bater o Samuel com um remate forte e colocado. Mesmo numa espécie de amigável, perder contra esta equipa seria mau demais, por isso foi positivo que a resposta tenha sido imediata. Numa subida à área do Neto (que esteve muito pouco atrevido durante a maior parte do jogo, parecendo até que depois da entrada do Prestianni jogava mais como terceiro central) este deixou a bola para o remate colocado do Lukebakio fazer a bola entrar rasteira junto ao poste. Até final ainda pressionámos à procura da vitória, com o Barreiro a ver um remate perigoso ser defendido pelo guarda-redes.
Não me pareceu haver grandes destaques nas exibições individuais do Benfica. Notou-se que a entrada do Prestianni agitou as coisas, ele que parece ser um jogador a atravessar um óptimo momento neste início de época. O Schjelderup foi bastante solicitado pelos colegas, mas ainda não está no seu melhor. Talvez já comece a ser embirração minha, mas continuo a não conseguir ver grande utilidade naquilo que o Sudakov faz. Movimenta-se muito, mas parece que quase todas as vezes que toca na bola isso resulta na perda da mesma, e a qualidade dos seus passes na zona de decisão deixa sempre algo a desejar. Parece-me que o Marco Silva claramente vê ali potencial e está a dar-lhe bastantes oportunidades para o mostrar, mas para mim até agora ainda não mostrou o suficiente para continuar a justificar a titularidade.
Segue-se o Aarhus no playoff, com uma visita ao Casa Pia pelo meio. Dois jogos para ganhar de forma clara, se queremos evitar mais barulho à volta da equipa logo no início da época.


Comentários
Ninguém se destacou com tantas mudanças na equipa pois temos o Casa Pia para o Campeonato
Foi um jogo treino mais intenso
O treinador sinalizou o Samuel como Titular….
Trubin aponta porta de saída
Equipa vai melhorando,mas precisa de resolver o problema do Central
Os que lá estão são mto tenrinhos
Aguardemos