Infelicidade
Estou obviamente desiludido com a derrota, ainda para mais frente a uma equipa como o Getafe, que mostrou não ser propriamente um portento. Mas não consigo ficar furioso com a equipa, que acabou por tentar lutar como pôde contra várias adversidades: começar o jogo com praticamente meia equipa indísponível, ficar reduzida a dez quando ainda não eram decorridos dez minutos, sofrer um golo de ressalto, e ver ainda o Luisão sair lesionado. Muita infelicidade junta, a que se juntaram erros por culpa própria, e que ajudam a explicar o resultado negativo.
O Benfica, fiel ao 4-2-3-1 de Camacho, começou o jogo com o Sepsi no lado esquerdo, cabendo ao Rodríguez e ao Di María, alternadamente, apoiar o avançado. Ainda mal tinha dado para ver qual seria a tendência do jogo quando o Cardozo, numa atitude estúpida, conseguiu ser expulso antes da passagem dos dez minutos. O lance era inofensivo, já que a bola se encaminhava para o guarda-redes, pelo que não percebo o motivo pelo qual, na tentativa de ir pressioná-lo, o Cardozo utilizou os cotovelos para se libertar do defesa adversário. Foi expulso, e esta expulsão foi um choque muito grande para a nossa equipa. Mas parece-me que as repercussões tácticas desta expulsão acabaram por ser ainda mais nefastas para o Benfica do que a inferioridade numérica. Não sei se isto foi reflexo de apenas ter o Mantorras no banco como opção atacante, e de o angolano eventualmente não ter condições de aguentar um jogo quase inteiro, mas a verdade é que, surpreendentemente (para mim), após perder o único avançado que tinha em campo, o Camacho não optou por fazer imediatamente entrar um novo avançado. Para mim a solução mais lógica seria fazer isto, reorganizando a equipa em 4-4-1.
Em vez disso a opção passou por jogar com o Rodríguez e o Di María soltos na frente, a fazer as vezes de avançados, jogando-se numa espécie de 4-3-2. Só que nenhum dos dois sul-americanos é avançado, de forma que continuaram a ter tendência para se colarem às linhas, jogando numa posição que não era carne nem peixe: nem actuavam como avançados, nem ajudavam nas tarefas defensivas do meio-campo, sendo que muitas vezes iam até à linha e depois quando se olhava para a área não havia lá ninguém, já que o trio do meio campo não aparecia na área a tempo, pois não são jogadores que primem propriamente pela velocidade ou mesmo mobilidade. Ao suposto 4-3-2 acrescento um zero: 4-3-2-0, já que não havia mesmo ninguém na zona final do campo para receber a bola. Para além disso, quando se joga em inferioridade numérica, o mais importante é mesmo conseguir manter a equipa num bloco sólido, com os jogadores próximos uns dos outros, de forma a que as compensações possam ser feitas eficazmente. Para todos os efeitos, o Di María e o Rodríguez acabaram por ficar um pouco à parte do jogo, quase sempre meio perdidos em termos de posicionamento. O resultado foi uma superioridade quase avassaladora na zona do meio-campo, que o Getafe explorou inteligentemente, fazendo a bola circular entre os seus jogadores e trocando-a sempre que possível ao primeiro toque e em triangulações. Não compreendi mesmo a atitude do Camacho ao deixar a equipa sem um avançado durante tantos minutos, ainda para mais vendo o que se estava a passar em campo. O golo do Getafe acabou assim por chegar aos 25 minutos, sem grande surpresa, isto apesar de ter surgido até numa fase em que o Benfica parecia melhor. Acabou por ser um golo feliz, já que a bola tabela no Edcarlos e passa por cima do Quim, mas tendo em conta a facilidade com que eles conseguiam sempre encontrar um jogador solto nas imediações da nossa área, mais cedo ou mais tarde o golo acabaria por acontecer. Depois disto os espanhóis, como que deslumbrados com o que se estava a passar, optaram por um futebol de contenção, sem arriscarem muito no ataque, tendo segurado a vantagem mínima até ao intervalo sem grande dificuldade.
Na segunda parte os nossos jogadores resolveram fazer das tripas coração, e tentaram ir para cima dos espanhóis. Mas estes foram quase sempre muito inteligentes na gestão do jogo, e em contra-ataques bem desenhados iam sempre ameaçando chegar ao segundo golo, que apareceu mesmo, já numa altura em que o Mantorras estava finalmente em campo, e através de um remate cruzado relativamente frouxo, mas bem colocado. Logo na resposta, o Edcarlos falha um golo incrível de baliza aberta, enviando a bola à trave (acho que deve ter chutado com a canela). E a treze minutos do final, o Mantorras optou pela simplicidade de processos, recebendo a bola ainda longe da área e optando pelo remate, que resultou em golo, aparentemente com algumas culpas para o guarda-redes adversário, já que a bola entra a meio da baliza. O grande mérito do Mantorras foi mesmo ter rematado, já que por diversas vezes os nossos jogadores poderiam tê-lo feito nas imediações da área, mas optavam sempre por mais um passe, mais uma lateralização, e o lance perdia-se. A partir daqui, e da parte do Benfica, o jogo foi uma autêntica pelada. Muitos dos jogadores, já sem pernas para correrem mais, subiam para o ataque e depois já não recuavam quando a bola era perdida (Rui Costa e Léo os casos mais flagrantes). Felizmente para nós o Getafe não soube aproveitar os enormes espaços deixados na nossa defesa, já que se atemorizou um pouco com o empolgamento do Benfica resultante do golo, e optou por encolher-se no seu meio-campo, segurando uma vantagem preciosa.
Os melhores no Benfica: Rui Costa e Léo, que apesar de serem os mais velhos em campo foram quem mais correu. Chegou a ser impressionante ver o esforço do Rui Costa em tarefas defensivas. Claro que isto teve um preço, e nos minutos finais eles já não recuperavam defensivamente, sendo nessa altura o Edcarlos mais defesa esquerdo do que central. Bom jogo também do Zoro, entrado a substituir o Luisão: teve vários cortes providenciais, muitos deles em antecipação, e esteve em geral seguro. Não é um portento técnico, como já sabemos, e alguns dos cortes foram mesmo para onde estava virado, mas o que interessa é que foi eficaz. Quanto ao pior, Cardozo, claro. As explicações são desnecessárias.
Agora a receita é simples: é irmos ganhar a Espanha por dois a zero. Mesmo sem o Cardozo, não me custa acreditar que isso é possível. Difícil, claro, mas ao nosso alcance.
O Benfica, fiel ao 4-2-3-1 de Camacho, começou o jogo com o Sepsi no lado esquerdo, cabendo ao Rodríguez e ao Di María, alternadamente, apoiar o avançado. Ainda mal tinha dado para ver qual seria a tendência do jogo quando o Cardozo, numa atitude estúpida, conseguiu ser expulso antes da passagem dos dez minutos. O lance era inofensivo, já que a bola se encaminhava para o guarda-redes, pelo que não percebo o motivo pelo qual, na tentativa de ir pressioná-lo, o Cardozo utilizou os cotovelos para se libertar do defesa adversário. Foi expulso, e esta expulsão foi um choque muito grande para a nossa equipa. Mas parece-me que as repercussões tácticas desta expulsão acabaram por ser ainda mais nefastas para o Benfica do que a inferioridade numérica. Não sei se isto foi reflexo de apenas ter o Mantorras no banco como opção atacante, e de o angolano eventualmente não ter condições de aguentar um jogo quase inteiro, mas a verdade é que, surpreendentemente (para mim), após perder o único avançado que tinha em campo, o Camacho não optou por fazer imediatamente entrar um novo avançado. Para mim a solução mais lógica seria fazer isto, reorganizando a equipa em 4-4-1.
Em vez disso a opção passou por jogar com o Rodríguez e o Di María soltos na frente, a fazer as vezes de avançados, jogando-se numa espécie de 4-3-2. Só que nenhum dos dois sul-americanos é avançado, de forma que continuaram a ter tendência para se colarem às linhas, jogando numa posição que não era carne nem peixe: nem actuavam como avançados, nem ajudavam nas tarefas defensivas do meio-campo, sendo que muitas vezes iam até à linha e depois quando se olhava para a área não havia lá ninguém, já que o trio do meio campo não aparecia na área a tempo, pois não são jogadores que primem propriamente pela velocidade ou mesmo mobilidade. Ao suposto 4-3-2 acrescento um zero: 4-3-2-0, já que não havia mesmo ninguém na zona final do campo para receber a bola. Para além disso, quando se joga em inferioridade numérica, o mais importante é mesmo conseguir manter a equipa num bloco sólido, com os jogadores próximos uns dos outros, de forma a que as compensações possam ser feitas eficazmente. Para todos os efeitos, o Di María e o Rodríguez acabaram por ficar um pouco à parte do jogo, quase sempre meio perdidos em termos de posicionamento. O resultado foi uma superioridade quase avassaladora na zona do meio-campo, que o Getafe explorou inteligentemente, fazendo a bola circular entre os seus jogadores e trocando-a sempre que possível ao primeiro toque e em triangulações. Não compreendi mesmo a atitude do Camacho ao deixar a equipa sem um avançado durante tantos minutos, ainda para mais vendo o que se estava a passar em campo. O golo do Getafe acabou assim por chegar aos 25 minutos, sem grande surpresa, isto apesar de ter surgido até numa fase em que o Benfica parecia melhor. Acabou por ser um golo feliz, já que a bola tabela no Edcarlos e passa por cima do Quim, mas tendo em conta a facilidade com que eles conseguiam sempre encontrar um jogador solto nas imediações da nossa área, mais cedo ou mais tarde o golo acabaria por acontecer. Depois disto os espanhóis, como que deslumbrados com o que se estava a passar, optaram por um futebol de contenção, sem arriscarem muito no ataque, tendo segurado a vantagem mínima até ao intervalo sem grande dificuldade.
Na segunda parte os nossos jogadores resolveram fazer das tripas coração, e tentaram ir para cima dos espanhóis. Mas estes foram quase sempre muito inteligentes na gestão do jogo, e em contra-ataques bem desenhados iam sempre ameaçando chegar ao segundo golo, que apareceu mesmo, já numa altura em que o Mantorras estava finalmente em campo, e através de um remate cruzado relativamente frouxo, mas bem colocado. Logo na resposta, o Edcarlos falha um golo incrível de baliza aberta, enviando a bola à trave (acho que deve ter chutado com a canela). E a treze minutos do final, o Mantorras optou pela simplicidade de processos, recebendo a bola ainda longe da área e optando pelo remate, que resultou em golo, aparentemente com algumas culpas para o guarda-redes adversário, já que a bola entra a meio da baliza. O grande mérito do Mantorras foi mesmo ter rematado, já que por diversas vezes os nossos jogadores poderiam tê-lo feito nas imediações da área, mas optavam sempre por mais um passe, mais uma lateralização, e o lance perdia-se. A partir daqui, e da parte do Benfica, o jogo foi uma autêntica pelada. Muitos dos jogadores, já sem pernas para correrem mais, subiam para o ataque e depois já não recuavam quando a bola era perdida (Rui Costa e Léo os casos mais flagrantes). Felizmente para nós o Getafe não soube aproveitar os enormes espaços deixados na nossa defesa, já que se atemorizou um pouco com o empolgamento do Benfica resultante do golo, e optou por encolher-se no seu meio-campo, segurando uma vantagem preciosa.
Os melhores no Benfica: Rui Costa e Léo, que apesar de serem os mais velhos em campo foram quem mais correu. Chegou a ser impressionante ver o esforço do Rui Costa em tarefas defensivas. Claro que isto teve um preço, e nos minutos finais eles já não recuperavam defensivamente, sendo nessa altura o Edcarlos mais defesa esquerdo do que central. Bom jogo também do Zoro, entrado a substituir o Luisão: teve vários cortes providenciais, muitos deles em antecipação, e esteve em geral seguro. Não é um portento técnico, como já sabemos, e alguns dos cortes foram mesmo para onde estava virado, mas o que interessa é que foi eficaz. Quanto ao pior, Cardozo, claro. As explicações são desnecessárias.
Agora a receita é simples: é irmos ganhar a Espanha por dois a zero. Mesmo sem o Cardozo, não me custa acreditar que isso é possível. Difícil, claro, mas ao nosso alcance.
Comentários
O ZORO merece ser referenciado. Grande grande jogo.....!
Destaco o ZORO porque ele não tem sido feliz.
Não, são infelicidades. Hilariante o facto de até teres mudado a palavra para tentar parecer que não te estavas a contradizer. Muito bom, a sério, continua.
quanto ao lance do cardozo, ja comentei no post anterior acho que foi exagero do arbitro (deve ter visto o jogo do fim de semana (não, não estou a gozar) e acha que o cardozo é um assassino).
de assinalar que o rodriguez voltou a jogar e a correr, coisa que já não se via á meses, e o di maria a dar o litro também coisa que ainda não se tinha visto.
Acho incrível o camacho ter posto o luisão de inicio (isto disse-o antes do jogo começar), um jogador que teve parado e ainda não está totalmente recuperado não pode ser assim lançado aos "leões" , já deu mau resultado com o petit, mas o camacho não aprende.
Quanto á opção de jogar sem ponta de lança durante a maior parte do tempo entendo e acho correcta, ele tentou tirar partido da mobilidade dos jogadores e da tentativa de jogar em contra ataque, e o mantorras não pode jogar tanto tempo.
se a equipa jogar como jogou na segunda parte temos hipóteses de ganhar, mas não se iludam o Getafe é uma equipa de contra-ataque e para a semana em casa vão se sentir como peixe na agua a jogar em casa e em contra-ataque.
Só uma pequena nota em relação à expulsão do Cardozo, fui uma atitude absolutamente estupida, infantil e claro desnecessária, mas a expulsão é também uma sanção exagerada, o lance nem sequer é violento, foi uma precipitação do arbitro talvez envenenado pelas imagens do jogo com o sporting, que de certeza viu, e pelas multiplas repetições da cotovelada do Cardozo. De qualquer forma espero que o facto de o Getafe ser o unico representante espanhol na EUFA não tenha pesado na decisão, não teve o mesmo rigor perante a entrada por traz ao Rui Costa a qual foi punida apenas com amarelo. De qualquer forma também o Getafe ficou privado de 2 jogadores para o próximo jogo.
Para além do já habitual Rui Costa, gostava também de destacar as exibições do Zoro, Nelson, Rodrigues, Di Maria e o Sepsi que me tem vindo a surpreender pela positiva - o tal desconhecido para o Camacho. Depois temos o caso especial, talvez talismã, chamado Mantorras, a verdade é que por norma quando entra em campo consegue normalmente mudar o rumo dos acontecimentos, e isso mais uma vez aconteceu, e só não foi melhor porque depois do golo começou um chuveirinho da defesa para o ataque, e que só ajudou o Getafe, é claro que também o nosso meio campo nessa altura já não tinha pernas para mais. Aquilo que ainda não consegui entender é qual é a situação concreta do Mantorras, será que a lesão que teve não lhe permite jogar mais do que o habituais 10-15 minutos? ou é apena uma questão de falta de confiança do treinador?
Apesar de todos os azares deste jogo, este foi um dos que mais gostei de ver esta época, mais ainda o publico foi fantástico tendo a momentos ajudado a equipa a ultapassar a ausência de 1 jogador.
Como anteriormente disse raça, querer e vontade sempre tivemos esta época . Foi assim que marcamos alguns golos nos últimos minutos. Vontade nunca faltou!!
Agora falta é cabeça, qualidade, engenho, cultura táctica , sabedoria, organização. Se existissem todas estas condicionantes, a equipa era mais adulta dentro do campo, com cada jogador a saber quais os terrenos que devia pisar e o que fazer enquanto organização da equipa. Existem poucos automatismos e isso é visível , o que nos leva por vezes a cometer erros que nem nos juniores se vê!!
O Camacho pôs o Mantorras no momento certo. Eu acho é que ele devia ter trocado o Katsouranis (que jogo horrível!) pelo Nuno Assis, por volta dos 75m. É que nessa altura já havia muitos jogadores espanhóis mal fisicamente, e o Assis podia ter mexido um pouco mais com o meio-campo. Mas o Camachito não quis arriscar.Aguardemos pela 2ª mão.
Tomara eu que a entrega e especialmente a entreajuda entre os nossos jogadores fosse em todos os jogos assim...
- O David Luíz jogar uns minutos contra o Nuremberga (estávamos a ganhar 1-0 em casa contra o colosso alemão, havia que defender a todo o custo!) e não voltar a jogar desde aí?
- O Nuno Assis lesionar-se no aquecimento contra o Sporting?
- O Makukula começar a ir aquecer contra o Sporting e voltar imediatamente para o banco porque não aguentava?
- Ter o Maxi a fazer jogo sim jogo não por estar completamente rebentado?
Eu não chamo azar, chamo incompetência na gestão do plantel.
Americano
Toda a gente fala em azar em infelicidade eu não concordo!
É azar o Cardozo ser expulso ??? Não me parece! Infelicidade ? Também não!!
É azar o Luisão lesionar-se ?? Também não me parece.
O que me parece é que desde há muito tempo para cá os jogadores do Benfica lesionam-se com muita facilidade e demoram "séculos" a recuperar. Já para não falar que são muitas vezes utilizados sem estarem a 100%.
Makukula chega passado uns "tempinhos" já está lesionado! Como é que isto é possivel ???
Também não creio que seja azar ou infelicidade o Benfica não estar a jogar uma beata. Não se vê nada.
Parecem um conjunto de gajos que se junta no dia dos jogos.
Apesar da derrota ... houve luta e espirito de união que já há muito não via...
Haja força de vontade em Espanha e Ganhamos de certeza. Por isso Genicaaa ... até à Vitória ser nossa.
Benfiquista Duriense
Americano
Agora é rezar e esperar que, em Madrid, consigamos surpreender tanto como em Donesk.
Carrega, Benfica!
PS - Ajudava não termos uma equipa que está a cair aos pedaços... Depois do Binya, eis um jogador que está marcado para o futuro: Cardozo.
E também me parece que o ano passado tínhamos um Departamento Médico, no entanto caíu o Carmo e a Trindade quando o Luisão saíu lesionado em Paris. O que na época passada era incompetência por milagre tornou-se em azar.
Massinha, continua tu e os outros 20.000 todos contentes a apoiar a mediocridade, eu não consigo ficar feliz quando vejo o Benfica festejar empates com o 5º classificado, defender o 1-0 contra um bando de cepos alemães, ou perder com uma equipa que é mais nova (10 anos) que o Rui Costa.
Americano
trapalhão, sortudo, manco, com uma boa reforma, o que quer que seja - como sempre, marcou, ganhou bolas, controlou a bola de costas para a baliza (único avançado do Benfica que ainda faz isso).
Se calhar já era altura de jogar as 1ªs partes e tentarmos ganhar os jogos de início.
Há benfiquistas muito ingratos.
Discordo completamente. O Mantorras optou por, com um toque de classe, tirar os 2 adversários do caminho, e de 1ª sem preparaçao rematar com violência para a baliza, surpreendendo o guarda-redes, até pelo efeito que colocou no remate.
Mas continuamos a tirar o mérito ao coxo, que só aguenta uns minutos. Coitado, nem sei como ele chega aos treinos todos os dias, deve ser na ambulância do INEM, tão doente que ele está.
Quanto à teu pergunta, não eu não metia o Zoro e o Edcarlos, fazia o que o Camacho fez, é muito mais inteligente: metia o Luisão para ele se lesionar passado ums minutos, e aí sim metia o Zoro. Já para não falar que podíamos ter um central chamado Miguel Vitor cá (não me pareceu nada inferior ao Edcarlos), mas se calhar fui eu que o dispensei. E também devo ter sido eu que dispensei todos os outros jogadores dizendo que tinha um plantel grande de mais, para agora ter que chamar juniores para aquecerem o lugar vago do Adu. E também devo ter sido eu que dei aval à contratação do Makukula, um jogador que tem aproximadamente o mesmo número de golos e lesões graves na carreira.
Americano
Epa desculpa a minha ambição desmedida se querer ganhar ao 10º classificado espanhol na Luz. O que é que eu ando a pensar???
Americano
Não precisamos dos golos dele para nada.
E ele não precisa de aturar mais alguns adeptos ingratos, apesar de ser dos poucos que os elogia qdo é entrevistado e puxa por eles durante os jogos.
Viva os desconhecidos, Bergessios e Cª.
Não foi o departamento médico que decidiu que o Luisão ia jogar, foi o Camacho, burro mais uma vez. Pelo facto de o departamento médico dizer que a lesão está curada isso não significa que o jogador possa logo começar a jogar, ainda para mais num jogo como o de ontem, mas claro mais uma vez o Camacho não deve pensar assim.
Em relação ao Zoro ser um rejeitado da liga italiana, eu pergunto quantos jogadores temos neste momento a ser cobiçados por clubes italianos?
E depois temos o pormenor fantástico de ter vários jogadores jovens, com potencial, que se limitam a aquecer o banco. Não é assim que ganham experiência, quanto muito hemorróidas .
Neste momento temos as limitações que temos no plantel por má gestão do mesmo. E com isso corremos o risco de hipotecar aquilo que nos resta desta época.
i) Zoro, no actual quadro médico do Benfica, merece uma oportunidade. Parece-me aliás superior ao Edcarlos;
ii) Rui Costa, após os 70 minutos, andou literalmente a arrastar-se em campo. Percebe-se porque quer ele terminar a carreira no final da época;
iii) Nuno Assis foi para o banco para fazer número. Só assim se compreende que nem sequer se tenha levantado para aquecer;
Em relação à crónica, umas questões de pormenor: O primeiro golo deles é precedido de um atraso claríssimo ao guarda-redes que o árbitro não marcou. No desenvolvimento, eles marcam num remate que desvia no Edcarlos - a bola desvia de lado e não por cima do Quim. O segundo golo deles começa numa bola colocada pelo Mantorras nos pés de um espanhol (acho que foi no De La Red), ainda no nosso meio campo, e daí dá-se o golo.
De qualquer forma, percebo a indecisão de Camacho. O apuramento é a duas mãos, e o Getafe sempre pareceu acedível a um Benfica (este Benfica) num dia normal, e com onze. Perder por 0 - 1 parecia ser perfeitamente recuperável em Espanha.
P.S. - Se o Mantorras não aguenta muito tempo, diga-se. Escusamos de andar a discutir sempre a mesma coisa.
Se o 0-1 era perfeitamente recuperável em espanha, o 1-2 e sensivelmente a mesma coisa, a unica nuance é que temos de marcar 2 golos durante os 90 minutos, o que eu até acho perfeitamente possivel, a questão é saber que equipa vamos ter.
Em relação ao Mantorras, este é um assunto que eu gostaria de ver aqui discutido, é que ainda não consegui entender muito bem é qual é o contributo que ele pode dar à equipa. Pelas recorrentes opções dos treinadores dá realmente a ideia de que ele não aguenta os 90 m, mas pelas suas palavras e pela energia que demonstra não tenho tantas certezas. Afinal também o Ronaldinho teve uma lesão muito grave no inicio da carreira e não foi por isso que deixou de jogar.
então onde estão aqueles adeptos que não se iam queixar de guarda redes... de árbitros... nem do azar???? Pois...
Quanto ao Jornalismo Azul que os benfiquistas tantos e queixam... é ler a imprensa de hoje, e comparar com a de segunda-feira passada...
Hoje o Cardozo é um idiota... na segunda foi um anjo... quando o teor dos lances é igual!!!
Não tarda... estão a querer fazer a imagem que ´tal como o Binya, também o Cardozo é uma vitima do sistema!!!!..
Realmente é uma injustiça!!!
Sem me querer alongar muito... quero apenas deixar a seguinte mensagem... Cuspir para o Ar, e Ficar a olhar... é um perigo... a gosma pode.nos cair em cima!!! O Porto perdeu com o 6º classificado na liga alemã... o Getafe é o 1º??? Bem... infeliz de quem assim pensa. O benfica perdeu porque não tem esquema nem tão pouco união!!!
Finalmente...
admiro o Rui Costa.. pelo caracter... pela forma como joga... pelo amor que sente pelo desporto!!! é o unico na instituição Benfica!!!
excelente análise...
boa sorte para a segunda mão!!
Não acho que 0-1 e 1-2 seja mais ou menos a mesma coisa...
Em relação ao Mantorras, não me parece que o debate aqui seja algo interessante, pois estaariamos sempre a falar especulativamente. Mas se formos por aí, não confio nas capacidades actuais de Pedro Mantorras (com muita pena minha)
Agora falta é cabeça, qualidade, engenho, cultura táctica , sabedoria, organização. Se existissem todas estas condicionantes, a equipa era mais adulta dentro do campo, com cada jogador a saber quais os terrenos que devia pisar e o que fazer enquanto organização da equipa. Existem poucos automatismos e isso é visível , o que nos leva por vezes a cometer erros que nem nos juniores se vê!!
este texto é escrito pelo immortal e esta bom nao concordo com o ponto de vista que raça existiu sempre ontem até os centrais estavam a jogar rapido em vez de fazerem como o costume receberem a bola olharem olharem feitos pacobios e depois entregam