Bravo!
Quando na altura dos sorteios digo sempre 'Equipas italianas, por favor, não', é precisamente por causa de jogos como o desta noite. Por melhor que joguemos, acabamos por não conseguir ganhar, e por vezes até perdemos o jogo (o que mais uma vez poderia ter acontecido hoje bem perto do final).
Regresso dos uruguaios ao onze, e também ao 4-2-3-1, com o Nuno Gomes sendo o jogador mais adiantado, tendo nas costas o Rui Costa. Do outro lado o Milan no seu esquema mais habitual, e com um início de jogo muito forte, a deixar antever uma noite muito difícil para o Benfica. Os nossos jogadores pareciam não ser capazes de acertar com as marcações a meio-campo, e jogadores como Kaká, Seedorf ou Pirlo apareciam frequentemente a receber a bola à vontade, e com muito tempo para poderem pensar e executar os lances. De modo que o que vimos foi o Milan a jogar no nosso meio-campo, e a conseguir quase sempre libertar um jogador para aparecer em situação de finalização: Gilardino logo no início do jogo e Seedorf tiveram boas oportunidades para rematar e fazer golo. Não espantou por isso que à passagem do primeiro quarto de hora os italianos se colocassem em vantagem. Mais uma vez circularam a bola sobre a esquerda, dentro do nosso meio-campo, libertando depois a bola para o Pirlo, que ainda muito longe da baliza fez um remate colocado que acabou em golo. Logo a seguir, mais um susto, com o Petit (que começou bastante mal o jogo) quase a fazer autogolo.
Mas depois o Benfica pareceu ter acordado, e após uma jogada em que o Rodríguez controlou mal um passe do Nuno Gomes, desperdiçando assim uma boa oportunidade, cinco minutos após o golo milanês o Maxi Pereira 'inventou' um golão de pé esquerdo, virando o jogo de pernas para o ar em relação ao que vinha sendo até aí. É que a partir do golo o Benfica conseguiu empurrar o Milan para o seu meio-campo, passando a controlar a partida e a estar perto de se colocar em vantagem. Atacando sobretudo pelo lado direito, onde o Maxi Pereira se exibia em grande plano, sendo bem acompanhado pelo Luís Filipe(!), as oportunidades foram surgindo, e sendo desperdiçadas ao mesmo ritmo a que eram construidas. A melhor de todas surgiu a cerca de cinco minutos do intervalo, após uma insistência do Léo na esquerda e uma simulação perfeita do Rui Costa, e que terminou com o remate do Maxi Pereira a ser interceptado por um defesa adversário. Agora que me desculpem os defensores incondicionais do Nuno Gomes, mas eu tenho mesmo que dizer isto em relação a este lance. Eu respeito e gosto do Nuno Gomes. Não quero colocar em causa o bom jogo que ele fez esta noite (e fê-lo), mas quando um jogador recebe uma bola isolado no interior da área, ainda para mais sendo esse jogador um avançado, ele tem é que rematar à baliza. Não me venham com histórias de 'jogar para a equipa' ou 'visão periférica', porque o único nome que eu tenho para aquela lateralização para o Maxi Pereira é 'cobardia'. Um jogador como o Nuno Gomes não pode ter medo de assumir a responsabilidade de rematar aquela bola. Confesso que fiquei furioso com esse lance, que nos poderia ter dado a vantagem no marcador. Em vez disso fomos para intervalo empatados.
Na segunda parte apareceu um Milan radicalmente diferente. Em primeiro lugar o treinador italiano reparou obviamente na auto-estrada que era o lado esquerdo da sua defesa, e fez entrar o Maldini para estancar aquilo. Depois em termos de atitude, não sei se algo cautelosos por causa do domínio do Benfica na segunda metade do primeiro tempo, ou se apenas porque decidiram que o empate seria satisfatório, o que é certo é que o Milan apareceu a jogar de uma forma já bem mais italiana, com praticamente duas linhas de defesa muito juntas, bem dentro do seu meio campo, deixando o Kaká e o Gilardino mais sós na frente para tentarem eventuais contra-ataques. O Benfica aproveitou este retraimento do Milan e instalou-se no meio-campo adversário, agora insistindo mais em jogadas pela esquerda do seu ataque. O domínio territorial do Benfica neste segundo tempo foi obviamente bastante mais pronunciado, mas apesar do perigo rondar a baliza adversária não conseguimos criar oportunidades de golo tão facilmente como no primeiro tempo, sendo frequentes as vezes em fomos obrigados a recorrer a pontapés de fora da área, já que a aglomeração dos italianos em frente à sua baliza tornava as coisas mais difíceis. O problema é que os nossos remates pareciam ir quase sempre direitinhos às mãos do Dida.
Enquanto o Camacho ia fazendo o que podia para tentar chegar à vitória, recorrendo a todos os elementos mais ofensivos que tinha no banco, do outro lado o Milan dava sinais mais evidentes de querer resguardar o empate, recorrendo o Ancelotti até a um segundo lateral direito em campo (Oddo) para conseguir travar as sucessivas investidas do Benfica por aquela faixa. E no entanto, e de uma forma bem típica, as coisas até poderiam ter corrido horrivelmente mal para nós, já que numa das raríssimas vezes em que o Milan conseguiu criar perigo na segunda parte, o Kaká numa jogada individual conseguiu libertar-se da marcação de dois adversários e isolar-se frente ao Quim. Felizmente não se repetiu o cenário que já vimos acontecer tantas vezes com equipas italianas, e o brasileiro acabou por rematar ao lado, ficando o empate no marcador e a sensação de que os nossos jogadores tudo fizeram para merecer outro resultado. O justíssimo aplauso com que o público da Luz se despediu da sua equipa no final do jogo foi um reconhecimento desse mesmo esforço, e um recompensa pela exibição muito positiva com que nos brindaram.
Tenho que destacar o jogo que o Maxi Pereira fez hoje. Foi sem dúvida a sua melhor exibição desde que chegou ao Benfica, coroada com um golo incrível. Criou sempre perigo pelo seu lado, e esteve inexcedível no apoio defensivo. Muito boas exibições também do David Luíz (foram várias as vezes em que teve que ser ele a sair do centro da defesa para ir ao encontro do Kaká e travá-lo), do Petit na segunda parte, e do Rui Costa, por cujos pés mais uma vez passou grande parte da organização do nosso jogo ofensivo. Para não dizerem que eu só bato nele, vou dizer que também gostei da exibição do Nuno Gomes, com o senão de me ter feito perder as estribeiras no lance que referi.
O nosso Benfica atravessa um bom momento. A tristeza que sinto neste momento deve-se apenas à sensação de injustiça do resultado final. Conseguir dominar e empurrar para a sua baliza o actual campeão europeu durante largos períodos de jogo, conforme o fez o Benfica esta noite, e chegarmos ao fim do jogo com a nítida sensação que só a vitória seria uma recompensa justa para a produção apresentada em campo não é um feito insignificante, e merece o nosso reconhecimento e aplauso. Acho que só posso mesmo ter esperança no futuro desta equipa, que me parece ainda ter muito espaço para crescer. A Champions acabou esta época, mas vamos ver se ainda conseguimos o apuramento para a UEFA na última jornada.
Regresso dos uruguaios ao onze, e também ao 4-2-3-1, com o Nuno Gomes sendo o jogador mais adiantado, tendo nas costas o Rui Costa. Do outro lado o Milan no seu esquema mais habitual, e com um início de jogo muito forte, a deixar antever uma noite muito difícil para o Benfica. Os nossos jogadores pareciam não ser capazes de acertar com as marcações a meio-campo, e jogadores como Kaká, Seedorf ou Pirlo apareciam frequentemente a receber a bola à vontade, e com muito tempo para poderem pensar e executar os lances. De modo que o que vimos foi o Milan a jogar no nosso meio-campo, e a conseguir quase sempre libertar um jogador para aparecer em situação de finalização: Gilardino logo no início do jogo e Seedorf tiveram boas oportunidades para rematar e fazer golo. Não espantou por isso que à passagem do primeiro quarto de hora os italianos se colocassem em vantagem. Mais uma vez circularam a bola sobre a esquerda, dentro do nosso meio-campo, libertando depois a bola para o Pirlo, que ainda muito longe da baliza fez um remate colocado que acabou em golo. Logo a seguir, mais um susto, com o Petit (que começou bastante mal o jogo) quase a fazer autogolo.
Mas depois o Benfica pareceu ter acordado, e após uma jogada em que o Rodríguez controlou mal um passe do Nuno Gomes, desperdiçando assim uma boa oportunidade, cinco minutos após o golo milanês o Maxi Pereira 'inventou' um golão de pé esquerdo, virando o jogo de pernas para o ar em relação ao que vinha sendo até aí. É que a partir do golo o Benfica conseguiu empurrar o Milan para o seu meio-campo, passando a controlar a partida e a estar perto de se colocar em vantagem. Atacando sobretudo pelo lado direito, onde o Maxi Pereira se exibia em grande plano, sendo bem acompanhado pelo Luís Filipe(!), as oportunidades foram surgindo, e sendo desperdiçadas ao mesmo ritmo a que eram construidas. A melhor de todas surgiu a cerca de cinco minutos do intervalo, após uma insistência do Léo na esquerda e uma simulação perfeita do Rui Costa, e que terminou com o remate do Maxi Pereira a ser interceptado por um defesa adversário. Agora que me desculpem os defensores incondicionais do Nuno Gomes, mas eu tenho mesmo que dizer isto em relação a este lance. Eu respeito e gosto do Nuno Gomes. Não quero colocar em causa o bom jogo que ele fez esta noite (e fê-lo), mas quando um jogador recebe uma bola isolado no interior da área, ainda para mais sendo esse jogador um avançado, ele tem é que rematar à baliza. Não me venham com histórias de 'jogar para a equipa' ou 'visão periférica', porque o único nome que eu tenho para aquela lateralização para o Maxi Pereira é 'cobardia'. Um jogador como o Nuno Gomes não pode ter medo de assumir a responsabilidade de rematar aquela bola. Confesso que fiquei furioso com esse lance, que nos poderia ter dado a vantagem no marcador. Em vez disso fomos para intervalo empatados.
Na segunda parte apareceu um Milan radicalmente diferente. Em primeiro lugar o treinador italiano reparou obviamente na auto-estrada que era o lado esquerdo da sua defesa, e fez entrar o Maldini para estancar aquilo. Depois em termos de atitude, não sei se algo cautelosos por causa do domínio do Benfica na segunda metade do primeiro tempo, ou se apenas porque decidiram que o empate seria satisfatório, o que é certo é que o Milan apareceu a jogar de uma forma já bem mais italiana, com praticamente duas linhas de defesa muito juntas, bem dentro do seu meio campo, deixando o Kaká e o Gilardino mais sós na frente para tentarem eventuais contra-ataques. O Benfica aproveitou este retraimento do Milan e instalou-se no meio-campo adversário, agora insistindo mais em jogadas pela esquerda do seu ataque. O domínio territorial do Benfica neste segundo tempo foi obviamente bastante mais pronunciado, mas apesar do perigo rondar a baliza adversária não conseguimos criar oportunidades de golo tão facilmente como no primeiro tempo, sendo frequentes as vezes em fomos obrigados a recorrer a pontapés de fora da área, já que a aglomeração dos italianos em frente à sua baliza tornava as coisas mais difíceis. O problema é que os nossos remates pareciam ir quase sempre direitinhos às mãos do Dida.
Enquanto o Camacho ia fazendo o que podia para tentar chegar à vitória, recorrendo a todos os elementos mais ofensivos que tinha no banco, do outro lado o Milan dava sinais mais evidentes de querer resguardar o empate, recorrendo o Ancelotti até a um segundo lateral direito em campo (Oddo) para conseguir travar as sucessivas investidas do Benfica por aquela faixa. E no entanto, e de uma forma bem típica, as coisas até poderiam ter corrido horrivelmente mal para nós, já que numa das raríssimas vezes em que o Milan conseguiu criar perigo na segunda parte, o Kaká numa jogada individual conseguiu libertar-se da marcação de dois adversários e isolar-se frente ao Quim. Felizmente não se repetiu o cenário que já vimos acontecer tantas vezes com equipas italianas, e o brasileiro acabou por rematar ao lado, ficando o empate no marcador e a sensação de que os nossos jogadores tudo fizeram para merecer outro resultado. O justíssimo aplauso com que o público da Luz se despediu da sua equipa no final do jogo foi um reconhecimento desse mesmo esforço, e um recompensa pela exibição muito positiva com que nos brindaram.
Tenho que destacar o jogo que o Maxi Pereira fez hoje. Foi sem dúvida a sua melhor exibição desde que chegou ao Benfica, coroada com um golo incrível. Criou sempre perigo pelo seu lado, e esteve inexcedível no apoio defensivo. Muito boas exibições também do David Luíz (foram várias as vezes em que teve que ser ele a sair do centro da defesa para ir ao encontro do Kaká e travá-lo), do Petit na segunda parte, e do Rui Costa, por cujos pés mais uma vez passou grande parte da organização do nosso jogo ofensivo. Para não dizerem que eu só bato nele, vou dizer que também gostei da exibição do Nuno Gomes, com o senão de me ter feito perder as estribeiras no lance que referi.
O nosso Benfica atravessa um bom momento. A tristeza que sinto neste momento deve-se apenas à sensação de injustiça do resultado final. Conseguir dominar e empurrar para a sua baliza o actual campeão europeu durante largos períodos de jogo, conforme o fez o Benfica esta noite, e chegarmos ao fim do jogo com a nítida sensação que só a vitória seria uma recompensa justa para a produção apresentada em campo não é um feito insignificante, e merece o nosso reconhecimento e aplauso. Acho que só posso mesmo ter esperança no futuro desta equipa, que me parece ainda ter muito espaço para crescer. A Champions acabou esta época, mas vamos ver se ainda conseguimos o apuramento para a UEFA na última jornada.
Comentários
Igualmente surpreendente, para o que é habitual, foi ver o Camacho arriscar tudo (ou quase tudo, embora tarde, é verdade).
Não obstante o bom jogo que o Benfica fez hoje, porque mereceu ganhar, considero que nos fica bem (à equipa e aos adeptos) o último lugar no grupo. Os outros foram melhores que nós. O Milão só perdeu onde todos perderam. O Celtic ganhou todos os jogos em casa. O Shaktar ganhou um jogo fora. Os adeptos, nem hoje, contra o campeão europeu, esgotaram a lotação do estádio.
Realisticamente, não acredito na qualificação para a UEFA. Acredito que vamos ganhar no sábado.
http://benfica-fc.com/slbenfica
Agora na neve é para ganhar a esses gajos do Shaktocoiso e esperar que não nos calhem equipas irritantes como os catalães do ano passado que fazem tudo menos jogar futebol.
O Benfica fez uma exibição de luxo. Falhou o resultado é certo e as vitórias morais valem o q valem. Mas, no concrecto, pode ser q nos dê um bom elân para o jogo de sábado. Esse sim verdadeiramente importante para as nossas aspirações nesta época. Depois de 5 vitórias seguidas onde a equipa vem melhorando de jogo para jogo e com a exibição autoritária de ontem temos q estar confiantes para o q aí vem.
Um Benfica assim no Sábado e...ainda bem que o Porto fez ontem aquele jogo de preparação!!!!
Positivo:
- Luís Filipe: não marcou o golo da vitória que pedi, mas fez uma bela exibição. Seguro a defender (ser passado 2 ou 3 vezes pelo Káká acontece a qualquer defesa do mundo), corajoso a subir, bem tecnicamente a dominar a bola, a sua melhor exibição na Luz
- David Luíz: Luisão que me perdoe, mas este é o nosso patrão! A continuar assim, daqui a 2/3 anos é dos melhores centrais a jogar na Europa
- Petit: aquele domínio que a espaços conseguimos nunca seria possível sem o Pitbull. Nestes jogos se vê que Bynia não é mau jogador, mas Petit é de outro campeonato
- Maxi Pereira: golo fantástico e também a sua melhor exibição desde que chegou
- Nuno Gomes: grande exibição, poucos dariam tantas dores de cabeça naquela luta desigual contra 2 grandes centrais. Quando entrou Cardozo a equipa piorou bastante. E no lance que falas, eu acho que ele fez bem, deu a bola ao colega de equipa melhor posicionado
Negativo, ou melhor, numa noite tão boa vou-lhe chamar apenas 2 reparos ao Camacho:
- Di Maria não rende do lado direito, quando ele entrou devia ter ido para ali o Rodriguez, porque além de não jogar mal em lado nenhum, podia entender-se muito melhor com o Maxi. Camacho tinha feito isto no jogo contra o Boavista com bons resultados, não percebo porque desta vez "Inventou". E alguém diga ao Di Maria para parar com aqueles remates estúpidos quase do meio campo que nem à baliza chegam!
- A última substituição devia ter sido feita 10 minutos mais cedo. Tínhamos de ganhar, é verdade que até podíamos perder, mas meter o Adu aos 88 minutos é quase cingi-lo ao papel de "talismã", do género "entra aí a ver se marcamos". Ou então é um prémio "à João Coimbra".
Espero que Sábado se repita a exibição, chegará para ganhar aos 14 que vêm do Porto.
Americano
equipa - 19 valores (só faltou ganhar; mas, no fim, precipitou o meu aplauso de pé e respectivo assobio - sim pq eu tb assobio de alegria extrema...no fundo, o assobio funciona como lágrimas sonoras: sai na tristeza e na alegria :)
treinador - 17 valores. A falta dos três pontos supremos deve-se a:
não ganhou;
errou na saída do Nuno Gomes (para mim deveria ter saído o Cebola, que não fez chorar o adversário, como vem sendo costume, e o cardozo sozinho na frente cada vez é mais um equívoco );
tardou IMENSO na entrada do Adu.
Resumindo, numa exibição quase perfeita (o "quase" aparece de braço dado com o empate final) só faltou mais um bocadinho de treinador (e escrevo-o sem qualquer mágoa ao senhor, pq saí de lá imensamente orgulhoso com aquilo que vi e senti)
Que orgulho em ser do Benfica, não é pessoal?
Agora, para a Ucrânia, apenas nos resta: VENCER!
FORÇA BENFICA!!!
Finalmente uma exibição decente. Fizemos o melhor jogo desta época e tivemos a oportunidade de vencer o Milan, algo que a acontecer teria sido merecido face ao que produzimos em campo. Empatar frente a um adversário desta dimensão não deslustra, bem antes pelo contrário, e só foi pena a vitória do Celtic já no período de descontos que nos retirou o ensejo de continuarmos na Liga dos Campeões. Esperemos, no entanto, que esta excelente exibição nos dê a motivação e a moral necessária para no próximo fim-de-semana derrotarmos o F.C. Porto, num jogo em que estamos condenados a ganhar isto se quisermos continuar a manter intactas as nossas aspirações de vencer a Liga.
O jogo desta noite constituiu de facto uma agradável surpresa. Todos os jogadores estiveram em bom plano, alguns excederam as melhores expectativas, como foi o caso de Luís Filipe e do próprio Maxi Pereira, tendo até Camacho evidenciado uma boa leitura do jogo ao fazer as substituições que se impunham e arriscando tudo para ganhar.
Agora, todos nós benfiquistas, vamos querer saber qual de facto é o verdadeiro Benfica: se o desta noite com o Milan ou aquele que tão pobres exibições nos tem oferecido nos palcos nacionais. Os próximos jogos ditarão se este foi apenas um jogo de engate ou se esta exibição vai ter continuidade e é fruto do trabalho que tem vindo a ser realizado. A identidade da equipa vai por isso ser posta à prova e já frente ao F.C Porto. Depois, ainda teremos a cartada na Ucrânia que não pode ser desperdiçada. É que se queremos um Benfica forte e prestigiado não nos podemos dar ao luxo de sair das competições europeias logo em Dezembro.
Americano
Grande jogo do Benfica com destaques claros para Maxi Pereira que passou de "dispensável" na opinião dos Benfiquistas a ídolo, e para David Luiz que cada vez mais é o novo Mozer.
Não sei se já repararam nos resumos ao jogo feitos pela tvi e rtp, mas tudo o que mostram são os golos e um ou outro remate do Benfica, omitindo claramente as várias oportunidades de golo que criámos e mostrando aquela jogada final do Kaká, dando assim a falsa ideia de que o Benfica não dominou assim tanto o jogo, quando na verdade encostou o Milan na 2ª parte sem que estes passassem do meio campo durante vários minutos seguidos. Será que a sport tv mais uma vez só disponibilizou as imagens que lhe convinha? Quando é que o Benfica impede esta tv de merda de ter direitos sobre as imagens do clube??
Já os corruptos que foram massacrados e humilhados em Anfield Road tudo o que a corrupto comunicação social tem a dizer é que "adiaram a passagem aos 8º final".
O Benfica ficou fora da liga dos campeões mas mostrou que apesar de tantos jogadores novos (em idade e no plantel), e que mudou de treinador no inicio da época, já consegue fazer jogos de alto rendimento como o de ontem para não falar que é um plantel cheio de boas alternativas como há muito não tínhamos.
Sábado se jogarmos parecido com o que jogámos ontem fazemos o mesmo que fez o Liverpool, desde que o árbitro não roube para a equipa de que é adepto ferrenho....
É mais um brinquinho desta vez do Pedro Emanuel, ouvi hoje na TSF e era mais ou menos assim:
"...não é por ganharmos que somos bons, nem por perdermos que somos maus, o jogo de ontem (Liverpool) foi um óasis no meio do deserto..."