Qualidade
Foi um jogo um pouco sofrido, mas o sofrimento foi sobretudo auto-infligido. Foi necessária uma mudança de atitude da primeira para a segunda parte para que no final a qualidade do nosso jogo acabasse por se impor, permitindo-nos somar mais três preciosos pontos que nos mantêm tranquilos no topo da tabela.

O nosso treinador não é adepto de grandes revoluções no onze, por isso não houve qualquer surpresa quando apresentámos apenas uma alteração em relação à equipa que entrou em campo no jogo da Champions, e esta foi forçada: Gilberto no lugar do Bah. A entrada no jogo até pareceu indicar que estaríamos perante mais uma exibição típica do Benfica em casa, com uma situação perigosa logo na primeira jogada, mas foi puro engano. O Boavista apresentou-se muito fechado atrás e o Benfica fez uma primeira parte muito abaixo daquilo que seria necessário para desmontar uma estratégia assim. Perante uma equipa que defendia com nove, deixando apenas um jogador na frente, e que desde o apito inicial se dedicava a queimar tempo em qualquer reposição de bola em jogo, o Benfica mostrou um futebol muito pouco incisivo, jogado a baixa velocidade e demasiado complicativo, com muitas lateralizações e aquele tipo de jogo enervante que recentemente jogávamos quando tínhamos o Jorge Jesus como treinador. Passávamos largos minutos a circular a bola em redor da área adversária, mas não se tentavam passes ou movimentos de rotura, e a bola raramente era metida para zonas de finalização. Uma coisa boa que fizemos foi pressionar bem assim que perdíamos a bola, pelo que o Boavista nem sequer conseguia contra-atacar - chegaram ao intervalo com zero remates feitos - mas para tanta posse de bola e tempo passado no ataque, a nossa produção ofensiva não foi particularmente mais meritória. Houve muito pouca largura no nosso jogo - com o Grimaldo pouco em jogo e o Gilberto desastrado, o facto de jogarmos com o Aursnes e o João Mário nas alas e sem nenhum extremo puro acho que se fez notar perante uma equipa tão fechada. O primeiro remate que o Benfica fez à baliza surgiu já no tempo de compensação, e por acaso até foi uma enormíssima ocasião de golo. Talvez na primeira vez que o Gilberto conseguiu ter uma boa iniciativa pela ala, o cruzamento saiu na perfeição e sobrevoou o guarda-redes para que o Gonçalo Ramos surgisse na pequena área a cabecear, mas acabou por fazê-lo sem muita força permitindo a defesa ao guarda-redes. A recarga em esforço foi depois interceptada por um defesa quase em cima de golo, com a bola a ser afastada quase em desespero de causa.

Era muito fácil adivinhar qual a substituição que seria feita ao intervalo, e acertei em cheio. Regressou o Neres no lugar do Florentino, o que significou o recuo do Aursnes para o meio campo e a passagem do João Mário para a esquerda. A diferença foi notória assim que o jogo se reiniciou, com o Benfica a criar imediatamente uma situação de perigo pelo Neres, que se isolou após uma tabela com o Rafa mas viu o seu remate ser defendido. Logo a seguir foi o Rafa quem se isolou e foi carregado pelas costas, numa jogada que me pareceu que seria penálti, mas como ele não caiu imediatamente e ainda tentou finalizar, o quer o árbitro quer o VAR acabaram por não decidir assim. O assalto do Benfica à baliza do Boavista era agora constante e a consequência acabou por ser óbvia. Com dez minutos passados na segunda parte, o golo surgiu mesmo após uma jogada de insistência em que a bola viajou desde a direita até à esquerda para a entrada do Grimaldo. O cruzamento saiu para a pequena área onde o Rafa apareceu completamente sozinho a cabecear, para mais uma defesa de recurso do guarda-redes, mas o Gilberto estava lá para fazer a recarga vitoriosa. A jogada é exemplificativa de quanta gente o Benfica colocava agora nas zonas de finalização. Sentiu-se um suspiro de alívio colectivo na Luz, porque face à réplica inexistente do Boavista no ataque julgo que quase todos nós devemos ter pensado que o assunto estaria mais ou menos resolvido e que a partir daí seria uma questão de acrescentar mais uns golos ao resultado e termos um final de jogo tranquilo. Puro engano: bastou um pequeno relaxar para voltar tudo à estaca zero. Praticamente na resposta, e no primeiro remate feito no jogo (aliás, deve ter sido a primeira vez que o Boavista chegou sequer à nossa área) o Boavista empatou. Foi um lance em que me pareceu haver demasiado relaxamento dos nossos jogadores, primeiro na direita da defesa, onde o Gilberto, o Neres e o Aursnes deram demasiada liberdade aos jogadores do Boavista para andarem ali a trocar a bola enquanto os marcavam sobretudo com os olhos, e depois na área, onde apesar do Yusupha ser o único jogador do Boavista para vários do Benfica, ainda assim a bola passou por todos até lhe chegar, para uma finalização com um remate de primeira a fazer a bola entrar quase a meio da baliza, com o Vlachodimos a ser apanhado na viagem desde o primeiro poste. Novamente o Boavista a fechar-se atrás, mas isto não era o Benfica da primeira parte e portanto a dor de cabeça não era tão grande, já que as situações de perigo iam aparecendo e era mais provável chegarmos a novo golo. Tivemos uma ocasião soberana para isso aos setenta e dois minutos, quando num momento raramente visto o VAR interveio a nosso favor para assinalar um penálti por pisão ao Rafa. O João Mário desta vez, talvez por ter estado perto de falhar contra o Brugges, mudou a forma de marcar o penálti e o Bracalli defendeu. Mas a equipa não pareceu afectada e o apoio do público não esmoreceu. Trocámos o Rafa pelo Gonçalo Guedes e o ataque continuou, até que a oito minutos dos noventa um pormenor de génio do Gonçalo Ramos desatou o nó. Solicitado por um passe do Gilberto, entrou na área descaído sobre a direita, puxou a bola para dentro deixando o seu marcador directo no chão, e com a ponta da bota colocou a bola junto ao poste mais distante. Um golo de enorme classe a fazer explodir a Luz, agora com ainda maior certeza de que a vitória já não fugiria. O Gonçalo Ramos deu o lugar ao Musa para os minutos finais ao mesmo tempo que um esgotado Gilberto também tinha que sair, e dado que não havia um lateral direito no banco quem entrou foi o Lucas Veríssimo, obrigando o António Silva a terminar o jogo a fechar o lado direito da defesa. Não foi propriamente um sucesso estrondoso, ainda que tenha conseguido um corte fantástico em esforço que também animou as bancadas, mas o momento mais alto até final foi o golo do Musa já no período de compensação. Um cruzamento com régua e esquadro do João Mário na esquerda, com o Musa a ler muito bem o lance e a antecipar-se ao marcador directo para cabecear para o golo.

Acho que escolho o Gonçalo Ramos como destaque, porque aquele golo de pura classe acabou por resolver o assunto. A entrada do Neres foi extremamente importante, e parece-me que ele já está de regresso a um nível suficiente para justificar a titularidade. Até porque contra equipas muito fechadas (que são quase todas as que jogam contra nós) o Benfica não se deve dar ao luxo de jogar sem um extremo puro e ficar dependente exclusivamente das subidas dos laterais para dar largura ao seu jogo. O Aursnes é muito bom jogador, mas não é um extremo ou um médio ala. O Gilberto acabou por ser um jogador fundamental neste seu regresso à titularidade, mas acusou a falta de ritmo. Teve uma primeira parte muito fraca, e depois melhorou muito na segunda, acabando com um golo e uma assistência, mas fica também ligado ao golo do Boavista (embora tivesse tido pouco apoio quando confrontado por três adversários) e a falta de ritmo acabou por culminar no estoiro que não lhe permitiu completar os noventa minutos.
Conforme escrevi no início, achei que muito do sofrimento neste jogo foi auto-infligido. O Benfica não pode dar-se ao luxo de entrar para os jogos com uma espécie de sobranceria ou excesso de confiança, de que a nossa qualidade acabará por se impor naturalmente e o golo será uma inevitabilidade. Aquela primeira parte foi demasiado pobre e quando se desperdiça metade de um jogo às vezes o que sobra pode já não ser suficiente. Não podemos facilitar o que quer que seja, porque os nossos inimigos continuam a utilizar todas as armas que têm, Todos vimos o que se passou no Estádio do Ladrão no fim-de-semana. Uma equipa que pouco ou nada joga, remendada por todos os lados, continua a ser arrastada e empurrada atrás de nós para a manterem viva na luta pelo título. Enquanto isso, fora do campo, os ataques continuam, porque apesar de todo o arsenal utilizado, a verdade é que estamos quase em Março e continuamos em primeiro, tendo a cáfila conseguido apenas recuperar três pontos. Por isso mesmo ontem lá surgiu mais uma notícia de encomenda para tentar desestabilizar, vinda do sítio do costume. É lamentável que da cabeça de uma única criatura fanática, que fez do seu objectivo de vida deitar abaixo o Benfica, se continuem a inventar teorias lunáticas às quais um MP claramente instrumentalizado continua a dedicar tempo e recursos. É que já nem se trata de encontrar indícios e chegar a uma conclusão. Neste momento parte-se da conclusão que desejamos e depois fabricam-se indícios. E depois lançam-se as notícias incendiárias nas alturas convenientes (e que se lixe o segredo de justiça; neste país a violação do segredo de justiça só é crime se for o Paulo Gonçalves a perpetrá-la). Em relação ao caso de ontem, acho que ainda vão 'suspeitar' que o Benfica subornou o Rui Patrício para frangar na Madeira de forma a que o Sporting perdesse e assim o Benfica pudesse subir ao segundo lugar (é que só ganhar ao Moreirense não era suficiente; era necessário também que o Sporting não ganhasse ao Marítimo).
Comentários
Numa primeira parte em que o futebol praticado foi paupérrimo, o Benfica conseguiu mesmo assim criar três excelentes oportunidades de golo, só que Rafa aos 59 segundos e Gonçalo Ramos, aos 24 e 46 minutos, não conseguiram fazer aquilo que se impunha, introduzir a bola na baliza.
Esgotados os primeiros 45 minutos era por demais evidente que algo teria que mudar, e mudou, com a entrada de Neres, para o lugar de Florentino.
O jogo mudou de figura e o Benfica começou a fazer aquilo que até então não tinha feito, jogar á bola e logo no arranque da segunda parte, Aursnes remata de meia distancia, mas a bola sai ligeiramente ao lado.
Pouco depois, aos 52 minutos, é Neres, que isolado na cara de Bracalli, não consegue concretizar.
Até que aos 54 minutos, surge finalmente o tão ansiado golo. Gilberto, que é um tipo trapalhão, mas que tem na alma a chama imensa, surge oportuno a fazer a recarga a uma bola defendida por Bracalli, na sequencia de um cabeceamento de Rafa. Suspiro de alivio e a sensação de que o problema estaria resolvido, pura ilusão.
Decorridos apenas escassos 4 minutos, o Boavista na primeira vez que remata á baliza consegue marcar, Grimaldo e Otamendi estariam provavelmente a pensar na morte da bezerra e o ponta de lança boavisteiro Yusupha Njie não se fez de rogado e aproveitou, para num remate de primeira, ali junto á marca de penalty, bater Vlachodimos.
Estamos cansados de saber que o futebol tem destas coisas e só restava agora ao Benfica ir para cima do Boavista, á procura do golo que assegurasse os preciosos 3 pontos. E foi, só que o desacerto na finalização e a exibição de Bracalli pareciam barreiras intransponíveis, o tempo começava a escassear e a ansiedade a aumentar.
Até que aos 69 minutos o VAR, desta vez viu, falta cometida sobre o Rafa no interior da área, e foi assinalada grande penalidade a favor do Benfica, só que João Mário, com um remate fraco e denunciado, permitiu a defesa a Bracalli.
E estava assim montada uma autentica farsa carnavalesca, o Benfica que tinha dado de barato os primeiros 45 minutos de jogo, dispunha agora de pouco mais de 20, para assegurar a vitória e os tão preciosos 3 pontos.
Mas foi preciso esperar até aos 82 minutos, quando na sequência de uma assistência de Gilberto, Gonçalo Ramos tirou da cartola um lance de génio, á verdadeiro ponta-de-lança, e desfez a igualdade, quando na Luz já se vivia um clima de Carnaval sombrio, repleto de fantasmas.
O Benfica ainda chegou ao terceiro golo, através de Musa, já ao cair do pano, dando ao resultado uma expressão mais consentânea com aquilo que foi a realidade do jogo.
Não pode, no entanto, deixar de ser motivo de reflexão o facto de o Benfica ter marcado 3 golos em 10 remates, enquanto que o Boavista, que rematou apenas 2 vezes á baliza do Benfica, ter feito um golo e ter obrigado Vlachodimos a uma defesa apertada para canto.
Foi assim como que uma noite de sofrimento auto-infligido, o Benfica fantasiou-se de mandrião e apresentou-se ao serviço com 45 minutos de atraso, mas é Carnaval e ninguém leva a mal, agora, que o pior já passou.
E Pluribus Unum !
A principal alteração para a segunda parte foi a deslocação do Aursnes para o meio campo, e este ganhou logo mais velocidade e agressividade no ataque. Mesmo assim, tive sempre a sensação de que iriamos ter um deja vu de outro jogo, mas fiquei um pouco mais descansado quando o Gilberto marcou, tão irregular que ele esteve, para ficar logo irritado novamente quando sofremos aquele golo, que começou com o Gilberto a deixar cruzar, o Otamendi a olhar para a bola e o Grimaldo a ver o que o Otamendi ia fazer...só suspirei um pouco de alívio quando o Ramos fez aquela obra prima.
Ainda tive tempo para me irritar mais uma ou duas vezes, uma com o António Silva, que perdeu a bola infantilmente, para depois fazer um grande, mas perigoso corte, a um jogador adversário que ia isolado...bom golo do Musa que finamente me tranquilizou um pouco.
Tornámos o jogo dificil, até no falhanço do penalty. O João Mário já quase tinha falhado em Bruges e agora falhou mesmo. O Rafa levou muita porrada e esteve sempre no meio de uma floresta de jogadores do Boavista, e este é um jogo onde não podíamos perder pontos, porque como vimos no que se passou na Frutaria do Contumil, já vimos que eles não irão perder.
Quanto a mais um circo a que temos estado a assistir, a estratégia da máfia da fruta passa por tentar construir cortinas de fumo, através dos mérdia menos escrupulosos onde têm tentáculos, para esconder os roubos que estão a acontecer, como foi esta semana o caso no estádio do ladrão e Chaves.
Já agora, do pouco que ouvi do que anda no telelixo, aquelas acusações são patetas e patéticas, só falta acusar o frangueiro dos viscondes de se ter vendido ao Benfica. Entretanto, vamos assistindo a todo o tipo atropelos à lei e verdade desportiva, com total impunidade. O ministério publico não tem vergonha?
Saudações Benfiquistas
Por todas as razões ao Benfica só interessa um resultado: Ganhar, ganhar, ganhar.
Na próxima deslocação a Vizela não se pode dar 45 minutos de avanço ao adversário. Exige-se o máximo em todos os jogos, porque nenhum será fácil, e apoio constante à equipa.
Não compreendo como se não foi buscar um guarda-redes para ombrear com o Odisseas Vlachodimos. Se este se lesiona ou é castigado poderá haver um grande problema.
Saudações Benfiquistas.
Além disso o Benfica tem 3 jovens guarda-redes promissores, Leo Kokubo, Samuel Soares e André Gomes, qualquer um deles tão bom ou até melhor que Helton Leite, por exemplo.
O normal e mais lógico para qualquer clube é ter um titular e depois um jovem promissor como suplente. No nosso caso, parece-me que se houver algum azar com o Vlachodimos, o André Gomes dará perfeitamente conta do recado (para mim é claramente o melhor e mais promissor de todos).
Quando eu era puto, muito antes da invenção da playstation, ainda o futebol se jogava na rua, normalmente os escolhidos para a baliza eram os gordos e os pés de chumbo. Os primeiros, porque tendo pouca mobilidade, na baliza não precisavam de se mexer muito, os segundos, porque pelo menos assim não atrapalhavam lá á frente.
Há um certo estigma que recai sobre os guarda-redes, talvez por isso, consigamos ver com alguma naturalidade a imposição de jovens noutras posições, como é o caso de António Silva, mas já seja mais difícil dar crédito a jovens guarda-redes.
Talvez por isso também, de tempos a tempos, surjam algumas reservas em relação a Vlachodimos, que não sendo um guarda-redes extraordinário e exuberante, é fiável e eficiente, o que me parece mais que suficiente.
A propósito da transferência de Nava, veio-me á memória o Fonseca, um dos guarda-redes mais elegantes que vi jogar, o primeiro a usar por cá aqueles calções compridos á Sepp Maier.
Fonseca foi contratado pelo Benfica ao Leixões na época de 69/70, esteve seis épocas de águia ao peito, com empréstimos ao Leixões e Ourense, nas duas ultimas. Até que na época de 75/76 saiu em definitivo para o Varzim. Cansou-se de estar á sombra do Zé Gato, que era nesse tempo dono e senhor da baliza do Benfica. Na época de 77/78 foi contratado pelo FCP, onde acabou por ser uma peça crucial do Porto de Pedroto, do final dos anos 70, inicio dos anos 80.
Em relação ao André Gomes também acho que o miúdo tem pinta, não estranho por isso que possa vir a ser, num futuro próximo, o dono da baliza do Benfica.
Talvez já não se recordem, mas Vítor Baia estreou-se na baliza do FCP com 18 anos.
E Pluribus Unum !
Saudações Benfiquistas.
Uma vez que esta estratégia dos inimigos do Benfica nos últimos anos, e como já referi, tão bons resultados lhes tem trazido, afastando o Benfica da luta por títulos, ao contrário da estratégia do Benfica do "come-e-cala" que tão maus resultados tem trazido, a minha questão, até porque o Fernando Seabra afirmo recentemente que ele e o Benfica iam estar muito atentos, o que está o Benfica à espera para reagir a todo este circo? Será que não Benfica ainda não se concluiu que a estratégia do "come-e-cala" não resulta? Não foi suficiente o que vimos nas últimas arbitragens com o colinho em Chaves e no Contúmil, à dragartagem e como temos sido prejudicados pelos pasteleiros, 5 cent, etc, desta vida? Discordo frontalmente com esta política de comunicação do Benfica, já discordava no tempo do Vieira, depois ele revelou-nos as suas "amizades" e compreendi, mas agora, volto a não compreender, a discordar, e a irritar-me, pois eu sou daqueles que sofre, e muito, pelo Benfica.
Hoje em Vizela temos um jogo onde não podemos perder pontos, mas que é de perigo máximo, principalmente por estas razões.
Saudações Benfiquistas
Um clube que teve um vice-presidente apanhado a depositar dinheiro na conta de um agente desportivo (um árbitro) e que argumentou que ele tinha feito aquilo por iniciativa pessoal e portanto o clube nada tinha a ver com o assunto, agora arvora-se em paladino da justiça porque um assessor jurídico do Benfica foi condenado por corromper um oficial de justiça. Que, a não ser que me esteja a escapar alguma coisa, não é um agente desportivo, nada tem a ver com o futebol, não vejo de que forma é que ele poderia ter algum efeito sobre o resultado de um jogo, e portanto o caso nada tem a ver com justiça desportiva. Mas para os sapos, isto já é grave. Pagar a árbitros é que é apenas um hobby pessoal de um vice-presidente.
Mantenho aquilo que disse no post: todos estes ataques e teorias conspirativas sobre o Benfica saem da cabeça de uma única pessoa, que infelizmente tem o poder para dedicar recursos a investigar estas confabulações e que fez como missão pessoal na vida deitar abaixo o Benfica. A minha maior pena é a impunidade de uma pessoa destas, porque mesmo que nada disto se comprove, no final a calúnia está feita e esta pessoa não se irá nunca sentar na barra dos tribunais para responder pelo mal que fez.
Aposto que por exemplo o Varela, que quando chegou ao plantel principal já tinha estado emprestado a um clube em Espanha e tinha experiência na primeira liga portuguesa, era daqueles que não servia para o Benfica. Pelo menos a julgar pela habitual forma como era tratado pela generalidade dos adeptos nas bancadas. Aliás, lembro-me bem também do pavor que os benfiquistas tinham que acontecesse alguma coisa ao Júlio César, porque o Ederson não era uma alternativa à altura. Quando ele se lesionou antes de um jogo em Alvalade e o Ederson foi chamado à titularidade para esse jogo, previram-se as maiores desgraças.
Entretanto, a nossa equipa B também continua a ser sistematicamente roubada, provando que está tudo entregue aos porcos. Um penálti completamente inventado contra nós e uma cotovelada na cara que deixa o Rafael Rodrigues quase KO resulta apenas num amarelo para o jogador do Leixões, isto apenas na primeira parte.
Não é a vocação do Benfica, nunca foi, chafurdar com os porcos, mas por vezes os ataques são tão rasteiros, que temos de ter a capacidade de descer ao seu nível para conseguir lutar contra eles. Quanto a quem tem de defender o Benfica, além de nós adeptos, mas que temos as limitações que temos porque não temos peso institucional, não me interessa quem seja, desde que seja alguém a fazer alguma coisa. O que eu sou contra é não haver defesa do Benfica neste tribunal onde os inimigos mais nos atacam, que é na praça pública, e aí, temos sido goleados há anos, muito por nossa (Benfica/estrutura) culpa, e não vejo alteração na política, e os resultados estão à vista, para já, na equipa B.