Heróico

Um apuramento que se pode considerar heróico. Perante um cenário já à partida complicado tudo ficou ainda pior quando à meia hora de jogo ficámos reduzidos a dez, mas a equipa uniu-se e com enorme solidariedade arrancou uma exibição defensiva muito boa, conseguindo segurar o nulo no marcador até final e carimbar assim a importantíssima passagem para a fase de grupos da Champions League.


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O nosso treinador surpreendeu um pouco com a opção pelo Taarabt no onze inicial, mudando ligeiramente o esquema táctico da equipa para um 5-3-2. O Morato manteve a titularidade, no meio campo formou-se um triângulo com o Weigl no vértice mais recuado a acompanhar quase sempre as movimentações do antigo colega Götze e o Taarabt e o João Mário a jogarem mais adiantados. Na frente, o duo de ataque foi formado pelo Yaremchuk, mais fixo, e o Rafa a jogar mais solto. Se se esperava um assalto do PSV à nossa baliza desde o início, não foi nada disso que se viu. O Benfica entrou em campo bastante tranquilo e o jogo foi equilibrado, com o PSV a não conseguir criar ocasiões de finalização em quantidade suficiente para nos deixar preocupados - lembor-me apenas de um remate à malha lateral. A melhor ocasião foi até do Benfica, que colocou vários jogadores em zona de finalização e viu a bola chegar até ao Rafa, que quase na pequena área viu o remate ser desviado no limite por um adversário e a bola passar por cima da baliza. Tudo mudou no entanto à passagem da meia hora, quando o Lucas Veríssimo viu um segundo amarelo perfeitamente escusado e foi naturalmente expulso. O Benfica enfrentava agora mais de uma hora de jogo em inferioridade numérica perante um adversário que ainda não tinha ficado em branco esta época. De forma algo surpreendente, o nosso treinador não reagiu de imediato da forma que seria mais esperada - a entrada do Vertonghen para recompor os três centrais - e em vez disso a equipa reorganizou-se e com grande espírito de entreajuda manteve uma solidez defensiva muito boa, conseguindo impedir que o PSV ameaçasse a nossa baliza com regularidade. Apenas enfrentámos uma situação mais complicada, numa iniciativa individual do Madueke, que conseguiu libertar-se e ficar na cara do Vlachodimos descaído sobre a esquerda, mas o nosso guarda-redes respondeu ao nível que exibiu sempre durante esta eliminatória.


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Com a equipa a responder tão bem, já não foi tão surpreendente que no regresso do intervalo continuássemos sem alterações. E o jogo foi dando razão ao nosso treinador, porque apesar do PSV ir intensificando a pressão e tendo cada vez mais bola, o Vlachodimos não estava a ser incomodado frequentemente - o autêntico muro que a nossa equipa construiu à frente da sua área revelava-se muito difícil de ultrapassar, e a frustração dos ex-holandeses ia claramente aumentando com o passar do tempo. A entrada do Vertonghen acabou por efectuar-se por troca com o Taarabt, e pouco depois fizemos duas trocas directas para refrescar a equipa - Yaremchuk pelo Gonçalo Ramos e Gilberto pelo André Almeida. Foi por essa altura que o PSV teve a melhor ocasião em todo o jogo, quando o Morato teve talvez a única grande falha em todo o jogo e deixou escapar a bola quando a tentou controlar em zona proibida. No contra-ataque, o Zahavi apareceu à vontade na área para rematar à barra com o Vlachodimos já batido. O Benfica refez-se do susto e continuou a suster com relativa facilidade os ataques cada vez mais desesperados do PSV - depois de muito tempo a tentar furar pelo meio em tabelas curtas, começavam agora cada vez mais a recorrer aos cruzamentos largos para a área, que era quase sempre resolvidos com facilidade pelos nossos centrais. Novas trocas para refrescar a equipa a um quarto de hora do final, que à partida me deixaram um pouco preocupado: o Everton entrou para o lugar do Rafa, que estava a ser muito importante na ajuda ao Grimaldo para fechar o lado esquerdo, e o Meïté substituiu o amarelado João Mário - neste caso a minha preocupação era que o Jorge Jesus fizesse a substituição habitual e retirasse do campo o Weigl, que estava a fazer um grande jogo, mas felizmente não o fez. Pouco mudou no jogo, e durante o tempo que se jogou até final, incluindo cinco minutos de compensação, o PSV chegou por duas vezes à nossa baliza: a primeira num remate muito forte de fora da área do Ramalho, que saiu à figura do Vlachodimos, e depois a cinco minutos do final um duplo remate do Vertessen, que se tinha escapado pela esquerda, tendo o Vlachodimos correspondido com duas defesas. Frente a uma equipa com um potencial atacante grande e reduzido a dez, acho que o Benfica defendeu muito bem. Era impossível sermos perfeitos e evitar que o adversário não criasse qualquer ocasião de golo, mas conseguimos mantê-los geralmente longe da nossa baliza e reduzir o perigo a um mínimo bastante aceitável.


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Acho que o destaque maior é mesmo a solidariedade defensiva da equipa, mas homens como o Vlachodimos, o Grimaldo, o Otamendi ou o Weigl fizeram um jogo de altíssimo nível e foram razões muito fortes para termos passado esta eliminatória.


 


Pela primeira vez esta época não marcámos qualquer golo e não vencemos um jogo, mas este empate foi tão saboroso como qualquer vitória. Nunca é demais realçar a importância estratégica deste apuramento, e o grande ímpeto motivacional que este resultado pode dar para o resto da época. Muitos houve que cantaram a nossa derrota assim que nos caiu em sorte o adversário mais forte que havia neste playoff, mas saíram-lhes as contas furadas e agora andarão ocupados a desvalorizar este PSV que tanto elogiaram anteriormente. Adoro quando o Benfica desilude esta gente. Agora, foco na liga e na quarta vitória consecutiva.

Comentários

Anónimo disse…
Caro Darcy
O jogo foi tal e qual o descrito.
Comentei no anterior post que tinha dúvidas que o Benfica passasse esta eliminatória.
Mas neste jogo o JJ trocou as voltas ao treinador do PSV ao alterar a táctica.
Onze contra onze o Benfica foi superior. Após a expulsão os jogadores do Benfica foram enormes. É certo que os jogadores do PSV iam entrando em ansiedade, mas os jogadores do Benfica foram unidos e lutaram e muito.
Talvez hoje se tenha ganho um grupo e uma equipa. A ver vamos o futuro.
Hoje os benfiquistas podem estar orgulhosos dos seus jogadores, pois hoje lutaram, correram, transpiraram, foi mesmo o lema do Benfica: um por todos, todos pelo Benfica.
Esperamos agora que a casa seja arrumada, que se preencham com jogadores de qualidade as lacunas que ainda temos.
Agora venha o Tondela e não podemos dormir ao sabor desta passagem à fase de grupos da liga dos campeões.
Sócio há 27 anos, hoje mais Benfiquista que ontem.
BI-CAMPEÃO EUROPEU disse…
"Hoje os benfiquistas podem estar orgulhosos dos seus jogadores, pois hoje lutaram, correram, transpiraram, foi mesmo o lema do Benfica: um por todos, todos pelo Benfica."

PERFEITO. Subscrevo integralmente.

BENFICA BENFICA BENFICA ....... O Maior e o Melhor de Portugal em TUDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO....ONTEM, HOJE E SEMPREEEEEEEEEEEEEEE
Jorge disse…
Um verdadeiro jogo de Champions digno de uma meia-final achei muito parecido com a meia-final com a Juventus para a Europa League.

Que Jogasso, que espírito, que luta!!!!

Posso dizer pela primeira vez que enorme jogo de Otamendi, que enorme jogo de Grimaldo e que enorme foi Odysseas!!!

O Benfica foi enorme!

Talvez depois desse jogo tenhamos ganho uma grande família no balneário.
Algo que não se via e notava-se falta à uns anos.

Agora façam valer a pena esta época e esta entrada na Champions.
Anónimo disse…
Não sei como fazer este comentário com tanta felicidade PELA ELIMINATORIA E PELA AZIA DOS ANTIS

Tudo tem feito para destabilizar Agora não se calam com o nosso guarda redes que tal como toda a equipa fez um grande jogo
Benfica sempre
Anónimo disse…
Boas, o símbolo digital NFT do Benfica da colecção Liga Portugal já está disponível:
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Saudações benfiquistas