#Reconquista

Acabou, está feito. Uma das mais notáveis e improváveis recuperações na história do futebol nacional acabou como tinha que acabar: com a conquista do campeonato, o trigésimo sétimo da incomparável história do Sport Lisboa e Benfica.


 



 


E a reconquista não foi apenas do título de campeão. Ao vencermos o quinto campeonato em seis anos assinalamos de forma indiscutível a reconquista do estatuto que pertence ao Benfica por direito: o de força hegemónica do futebol português. Os números e as circunstâncias desta recuperação já todos os conhecem, e apenas amplificam o mérito do que foi feito. Desde que Bruno Lage tomou conta da equipa foram dezoito vitórias e um empate em dezanove jogos. Neste período ganhámos nove pontos ao Porto, quinze ao Sporting e vinte e um ao Braga, passando do quarto lugar para a liderança incontestável. Marcámos setenta e dois golos (uma incrível média de 3,78 por jogo) que nos permitiu terminar a prova com 103 golos marcados, igualando o melhor registo de sempre do Benfica. Jogámos fora contra todas as equipas classificadas do segundo ao sétimo lugar na tabela, com um registo 100% vitorioso. Jogámos como há muito não se via, marcámos golos para todos os gostos, encantámos e fizemos vibrar toda uma nação benfiquista que se uniu à volta da equipa e que ontem saiu à rua num vulcão de alegria e orgulho clubístico. E em tantas, tantas horas de celebração, talvez tenham reparado que não houve um, um único cântico que não fosse de exaltação ao Benfica e ao Benfiquismo. Nem uma referência a um adversário, mesmo quando nos últimos dois anos temos sido vítimas de uma das mais nojentas e infames campanhas de difamação por parte deles, em que não houve limites ou ponta de vergonha naquilo que nos atiraram. Outros há que não conseguem celebrar uma taça de matraquilhos ou sequer um mero golo sem se lançarem em cânticos insultuosos ao Benfica. É que para os benfiquistas o Benfica é o mais importante. Para os outros, também.


 



 


Sobre o jogo, quase se pode dizer que foi rotina para esta equipa de Bruno Lage. Um início algo nervoso, quase que uma espécie de medo cénico por estarmos ali, em nossa casa quase a rebentar pelas costuras, prestes a confirmar aquilo que ninguém tinha alguma vez conseguido. Mas tudo ficou resolvido com uma eficácia tremenda: em três ou quatro ocasiões, três golos e a saída para intervalo com uma certeza quase absoluta que o título estava no bolso. Seferovic a passe brilhante do Samaris, João Félix numa pequena obra de arte individual e Rafa a aproveitar um ressalto após uma boa jogada de ataque e cruzamento do André Almeida deixaram o resultado num esclarecedor três a zero, que nos deixava apenas a tarefa de ter que esperar mais quarenta e cinco minutos para termos a confirmação definitiva que o título era nosso. Na segunda parte o Seferovic ainda somou novo golo, a centro do Grimaldo, para abrilhantar ainda mais o título de melhor marcador da prova, com vinte e três golos - de assinalar que quando Bruno Lage pegou na equipa, ele tinha apenas dois golos marcados. O Santa Clara ainda teve direito ao golo de honra (que mereceu) marcado pelo nosso ex-jogador César, que nem celebrou e até pareceu pedir desculpa. Depois deu para assistirmos à emoção do Jonas quando entrou para o lugar do João Félix, para aquele que suspeito que tem fortes possibilidades de ter sido o último jogo oficial pelo Benfica. A expectativa de quase todo o público passou a ser ver mais um golo do Jonas para assinalar a ocasião. Do público e dos colegas de equipa, que me pareceram particularmente empenhados em proporcionar essa alegria ao Jonas. Esteve perto de acontecer, mas o guarda-redes do Santa Clara não esteve pelos ajustes e negou-o com uma boa defesa.


 



 


Bruno Lage é indiscutivelmente o maior responsável por este título, e espero que possa ficar por cá bastante mais tempo para dar continuidade ao brilhante trabalho desta época. Há muito tempo que não víamos um Benfica tão português (sete portugueses no onze base) e com tantos jogadores formados no clube ser campeão. Espero também que consigamos manter a maior parte deles (se não todos) durante mais algumas épocas, e que lhes possamos juntar mais alguns jovens aqui formados. Nas celebrações de ontem foi agradável ver a emoção dos jogadores mais experientes mas também a alegria dos vários jovens que entraram no Benfica ainda crianças, que sonharam com momentos destes, e que agora o podiam viver não só como jogadores mas também como adeptos. Eles são mais uma extensão nossa sobre os relvados. Toda a gente foi importante nesta conquista, até porque com Bruno Lage o lema passou a ser 'Todos Contam', mas é impossível não destacar a prestação de alguns jogadores. Como os renascidos Seferovic, Samaris e Rafa, este mostrar finalmente todo o seu valor e a justificar o investimento que o Benfica fez nele. A explosão definitiva do João Félix, um jogador que o Benfica deverá a todo o custo tentar manter mais algumas épocas, até porque será completamente impossível o Benfica encontrar um substituto para ele. O sempre criticado Pizzi, mas que época após época continua a mostrar o quão imprescindível é, somando assistências atrás de assistências - esta época foram dezanove. e por falar em jogadores criticados, André Almeida. O que é certo é que já leva cinco títulos de campeão, e esta deve ter sido a sua melhor época de sempre. Com o tempo de casa que tem é também já um dos pilares da mística. Grimaldo, outro dos jogadores a manter a todo o custo. A nossa dupla de centrais 'made in Seixal'. E não vou esquecer o Gabriel, que acabou por perder a maior parte desta fase final do campeonato, mas que seguramente voltará em força para a próxima época e será uma das peças mais importantes da equipa.


 



 


Quanto a momentos decisivos, também foram vários, a começar logo pelo jogo de estreia do Bruno Lage, contra o Rio Ave, em que aos vinte minutos estamos a perder por dois golos e depois damos a volta ao resultado com brilhantismo. A indiscutível vitória em Alvalade, na qual ficámos a dever-nos uma goleada histórica. A vitória em Guimarães com o golo do Seferovic à beira do fim. E obviamente a vitória no Dragão, ainda por cima tendo que dar a volta ao resultado. Desse jogo, para mim, fica o momento que simboliza aquilo que foi o Benfica desde que o Bruno Lage regressou. Foi quando o João Félix marcou o golo do empate, e a reacção do Rafa foi ir a correr buscar a bola ao fundo da baliza e trazer a equipa de volta para o seu meio campo para recomeçar o jogo. O empate não era suficiente e era a vitória que queríamos, mesmo em casa do maior adversário. O Benfica de Lage foi isto: uma sede permanente de vitória, uma crença inabalável em nós mesmos.


 


Agora é altura de irmos de férias enquanto se começa já a preparar a campanha para o trinta e oito. Queremos a quarta estrela sobre o emblema e o caminho é por aí. Tempo para descansar, para deixarmos os nossos inimigos a remoer o nosso sucesso (provavelmente para a semana, quem quer que deles vença a taça, inevitavelmente lembrar-se-á de nós) e irmos de férias para regressarmos ainda mais fortes. Viva o Benfica!

Comentários

Henrique Teixeira disse…
Sinto uma alegria imensa, uma alegria ao nível das maiores que a vida já me proporcionou. Finalmente a angústia, a ansiedade, a inquietação e o sofrimento que me atormentavam, desapareceram.
Ganhar um campeonato depois de estar a sete pontos do Porto e com um calendário mais difícil para realizar é qualquer coisa de épico. É um feito indefetível, indelével. Ganhar 18 dos últimos 19 jogos empatando o outro, fazer a melhor segunda volta de sempre, igualar o maior número de golos que o clube nos seus tempos áureos tinha conseguido, isto meus amigos, são factos... e contra factos não há argumentos.
Tudo o que é Benfica está de parabéns. A caminhada irresistível da equipa depois que Bruno Lage foi eleito para a comandar merece que se dê destaque a este jovem treinador, que surpreendeu pelos resultados alcançados de imediato, pelas positivas alterações introduzidas na equipa, pela postura cívica, pela modéstia e pela excelência das intervenções verbais.
Ninguém poderá olvidar que antes Samaris nem para o banco contava, que Gabriel era considerado uma contratação falhada, que Taarabt era dado como homem perdido para o futebol, que João Félix raramente jogava e quando jogava não ocupava o lugar em que melhor produz, que Seferovic era a última escolha para ponta de lança, que Rafa falhava golos fáceis e que Ferro e Florentino estavam na equipa B. Depois viu-se o que todos estes jogadores renderam, assim como se viu a grande subida de produção de André Almeida, Grimaldo e Pizzi e o bom rendimento de outros como Gedson, Cervi e o Grande Jonas, quando eram chamados. Viu- se também que toda a equipa respirava alegria e união, bem visível nos festejos dos golos e das vitórias, desde os jogadores em campo até aos que estavam no banco.
É certo que sobretudo depois da lesão de Gabriel a equipa deixou de ser o rolo compressor que vinha sendo e que a defesa passou a ser menos segura, mas as vitórias foram prosseguindo.
Parabéns também a Luís Filipe Vieira, que anteriormente já critiquei e elogiei. Já algumas vezes cometeu erros, alguns deles incompreensíveis, mas a obra que construiu e que continua a desenvolver fala por si. Foi ele quem tirou o Benfica da lama onde outros o deixaram, foi ele que conseguiu parcerias, aquisições, empreendimentos e estruturas, cuja expansão territorial elevou o clube ao nível do que no género de melhor há no mundo.
E de há uns anos a esta parte tem conquistado os títulos que vinham escasseando, está a dar lições na formação e está a consolidar a hegemonia do Benfica no futebol português, hegemonia que por vários fatores conhecidos, mas sobretudo pela incompetência de vários presidentes tinha sido perdida para o Porto.
Viva o Benfica.
Manuel Amaral disse…
O Bruno Lage falou em praça limpa, em desportivismo, e para já ninguém ouviu. Se queremos ser mesmo grandes, é seguir-lhe o exemplo. Não é só receber títulos da bola, é promover bons valores na vida. É isso o meu Benfica.
antonio fonseca disse…
Boa noite,

Comentário com a verdade habitual sobre as incidências do jogo e que
retrata fielmente aquilo que se passou ao longo da época mormente desde que Lage tomou conta da equipa.

Este título deu-me um prazer imenso porque foi conquistado contra tudo e todos incluindo alguns habituais comentadores que por aqui passam.

Este título é para todo o staf técnico, jogadores e corpo directivo e para todos nós sócios e adeptos deste grande e glorioso clube. Luis Filipe Vieira deu uma chapada de luva branca a quem tanto tem criticado o seu trabalho ao longo destes anos, A obra feita no Seixal, o desafogo financeiro do clube, o não entrar em aventureirismos contratuais, fez com que o nosso clube chegasse ao final com o almejado título.

Saudações benfiquistas
UnumSLB disse…
Viva o Benfica!
Sérgio disse…

Obrigado D'Arcy pelos relatos bem ilustrativos dos jogos do Benfica. Comentando muito pouco nos últimos tempos, não deixei de visitar esta página.
Parabéns pela referência às 4 estrelas. Unidos vamos rumo a novo Tetra e a 4 estrelas, ou seja um Tetra de duas faces.
Olá D' Arcy.

Desculpa, passo a engolir sofregamente, mais que nunca, a BTV. Estou aliviadíssimo, finalmente, mais uma vez não vi o jogo em directo. No fim,que alegria, que festa aqui no Luso, o meu carro enfeitado da mesma forma dos outros anos, foi engolido, como sempre, pelas máquinas fotográficas, telemóveis, etc. Aiii, estou tão, tão... que até virei vaidoso.

Bom, BENFICA é mesmo uma GRANDE NAÇÃO.

VIVA, SEMPRE, O GLORIOSO.
Luís Manuel disse…
Caro D'Arcy,

Em primeiro lugar, VIVA O BENFICA !!!

Em segundo lugar, as minhas desculpas por quase não ter comentado aqui os teus posts durante esta época, que acompanhei e li sempre durante todos estes meses. A verdade é que, não sei porquê, mas o amor que tenho ao Benfica e o receio que as minhas palavras pudessem prejudicar a nossa Reconquista fizeram-me meter na cabeça que o melhor era estar calado e sofrer, e vibrar, em silêncio. Muitas vezes tive vontade de deixar aqui a minha opinião sobre o nosso desempenho nos jogos desta caminhada, mas depois reflectia e a superstição, ou seja lá o que isso for, foi mais forte do que a razão. E o que é certo é que não comentei e fomos campeões ! :) Tive muita pena que não tivéssemos ido mais longe na LE (acho que sem a lesão do Gabriel e com mais dois ou três jogadores com alguma experiência tínhamos chegado à final - o Ajax demonstrou-nos que não há equipas invencíveis, os nossos jogos contra eles foram equilibrados e fiquei até desapontado que não tivessem também eles chegado à final da CL, pois bem o mereciam) e até na Taça de Portugal, pois bastava termos acelerado um pouco e não termos entrado nesse jogo da meia-final na expectativa... Mas tudo isso passou, e o que conta é que ganhámos o 37!!

Ganhámos e de que maneira. Recuperámos de uma desvantagem de 7 pontos. Ganhámos em casa do nosso adversário directo, virando uma desvantagem de 1-0 num jogo memorável de entreajuda, espírito de sacrifício e classe. Às pedras que nos arremessaram à entrada desse estádio respondemos com golos. Com luta, com coragem. Fomos ao outro estádio da santa e agora (parece) azeda aliança dar uma demonstração de categoria, em que ficámos a dever a nós próprios um resultado histórico, tal como dizes. Defrontámos, nesta segunda volta, os seis primeiros classificados nas suas casas. Esperavam que caíssemos em Alvalade, no Porto, em Braga, contra uma excelente equipa, e virámos o resultado. Esperavam que caíssemos contra o Rio Ave, que é outra excelente equipa, e não caímos. Esta Reconquista foi feita de fibra, de luta, de crer, de entreajuda, de sofrimento, de união. Foi feita daquilo que é o Benfica desde a sua fundação: união, solidariedade, crença, espírito de sacrifício. De todos, um.
Luís Manuel disse…
Esta Reconquista é também (mais) uma bofetada de luva branca que demos contra a campanha miserável e repugnante que uma santa e pequenina aliança tem orquestrado contra nós; não é só de agora, já foi formada há muito; Roquetes, Pintos e companhia esperavam ter-nos dado a estocada final nos tempos de Vale e Azevedo; mitómanos cheios de ódios e sem filtros também o tentaram recentemente, com a vã esperança de que um simples treinador fosse a base que nos sustentava. Enganaram-se todos, enganar-se-ão sempre. Até poderemos tropeçar, ninguém está livre disso, mas um tropeção nunca significará uma derrota para nós, porque nascemos sabendo o que são as dificuldades da vida, porque nos reerguemos sempre diante das mais difíceis adversidades, porque nunca nos rendemos e nunca nos vergámos quando os nossos adversários faziam a saudação fascista lado a lado com os dignitários do regime e lambiam as botas aos ditadores que oprimiam o nosso povo e o nosso país. Mas, por mim, até acho bem que a santa aliança continue. Ao procederem assim, esses dois clubes assinam uma confissão de menoridade e impotência.

Aquele campeonato que conquistámos depois de termos perdido tudo nos últimos jogos da temporada anterior foi inesquecível; o Tri foi muito, muito especial porque desde 1977 que não tínhamos alcançado um e porque foi conquistado com uma determinação e vontade impressionantes após mais uma tentativa de desestabilização vinda do exterior; o Tetra foi ainda mais inesquecível porque nunca tínhamos alcançado um (muito obrigado por esses dois campeonatos, Rui Vitória!, homem de
grande carácter, um cavalheiro, um grande benfiquista. ) E este campeonato, pela impressionante segunda volta, pela classe do nosso futebol, pelos jovens que entraram na equipa principal, pelo que significou contra a campanha que contra nós foi montada, ficará para sempre na minha memória. Muito obrigado a todos: Bruno Lage, jogadores, equipa técnica, Rui Costa, presidente LFV (posso não concordar com tudo o que faz ou diz - e não concordo - mas não posso ser imbecil ao ponto de não lhe reconhecer as virtudes que tem e aquilo que tem feito pelo Benfica, no futebol como em outras modalidades, portanto na globalidade) e a todos os jogadores, do mais novo ao mais velho, que tudo deram em campo e nos campos onde lutaram com o emblema do Benfica ao peito.
Luís Manuel disse…
Sim, é verdade, por vezes houve nervoseira, houve o tal medo cénico de que falas no teu post quando jogávamos em casa, mas não é fácil; não é fácil saber que não se pode errar, que um pequeno escorregão pode significar a perda de um título tão ambicionado. Temos quatro jogadores jovens na equipa titular e por vezes a presença dos mais velhos nem sempre serve de contrapeso. Mas ninguém pode negar que todos esses jovens foram decisivos nesta conquista, e que nos deixaram muito orgulhosos pela maturidade que demonstraram. Só uma palavra para as pessoas que assobiaram a equipa em alguns momentos de alguns jogos; felizmente foram poucas, mas por favor... fiquem sempre em casa e assobiem de lá, para que ninguém vos ouça Quando estou na Luz e as coisas não correm bem admito que até posso ficar calado e nervoso, mas assobiar os nossos é inadmissível e incompreensível. Como dizia alguém, não é exigência: é demência. Avisem-me e eu pago-vos para não irem à Catedral.

E já agora outra palavra, reforçando aquilo que referes no teu post: festejámos, festejámos e festejámos: de Portugal a Moçambique, de Angola a Londres e à Suíça e sei lá onde... :) E os nossos festejos deixaram-me muito orgulhoso porque houve vivas ao Benfica e não insultos aos adversários e às mães dos nossos adversários (que na realidade não são nossos adversários, mas nossos inimigos, por todo o mal que nos têm feito). Demos mais uma lição de civismo e de elevação de princípios à bestialidade que campeia por aí. Mas até é bom sinal que os nossos adversários nos insultem, até mesmo quando nós nem sequer estamos a jogar contra eles!! - suprema delícia da boçalidade a que chegaram... - : é reflexo da pequenez que têm nas suas cabecinhas pequeninas e invejosas, e sinal que estamos a fazer bem.

Muito obrigado, D'Arcy, pelos teus posts e pela tua presença constante nos momentos bons e menos bons durante esta Reconquista. Foi um prazer ler-te. Também tu foste mais uma lança na nossa dura batalha.

VIVA O BENFICA E MAI NADA !! :)
Anónimo disse…
Belo Campeonato! Belos comentários! Viva o Benfica!
Nota negativa para os parasitas do criticismo que afogam a Tertúlia com comentários em maiúsculas sempre que o SLB tem um percalço...
Belo Campeonato! Belos comentários! Viva o Benfica!
Dias Pereira disse…
Boa noite.
Com um atraso tão grande quanto a explosão de alegria que tive quando terminou o jogo com o Santa Clara, venho aqui deixar nota desse enorme contentamento. E da felicidade suprema que é ter sido campeão contra um sistema inequivocamente listado de azul, verde, mentira, despudor desmedido e compadrio! Contra tudo, e contra todos!
Não foi uma época perfeita, nem pouco mais ou menos. Não começámos bem, e nunca estivemos realmente bem. O nosso futebol, tanto no plano doméstico como a nível internacional, foi geralmente pobre e ineficaz e, por isso, não surpreendeu muito que em Janeiro estivéssemos a 7 pontos da liderança, no campeonato, e eliminados da Champions.
E mesmo a chegada de Bruno Laje não trouxe grandes melhorias. Houve um acréscimo motivacional, um certa libertação dos jogadores e um acreditar que era possível chegar mais longe, mas a melhoria da qualidade do futebol nunca foi uma evidência...
Mas, hoje, não vale a pena discutir se os tomates de alguém foram grandes, nem se alguém ficou encadeado com luzes nocturnas, ou se os passes para os adversários resultaram de sobranceria ou de evidente falta de concentração, ou ainda se a passividade e permissividade defensiva, bem como a ingenuidade e pobreza na acção ofensiva, foram culpa nossa ou mérito adversário.
Hoje, importa sobretudo saborear a vitória num campeonato que tínhamos obrigação de ganhar, e que outros tudo fizeram para nos impedir de o conseguir. Dentro e fora do campo!
Em sintonia com o que fez o D'Arcy, julgo ser da mais elementar justiça o destaque que fez ao André Almeida, que, não sendo um jogador de grande valia técnica, é um jogador que dá sempre tudo em campo, e que é aquilo que os benfiquistas querem que o Benfica seja:
Creio que, para realmente voltarmos a ser hegemónicos, precisamos de nos reforçar, de forma criteriosa e eficiente, nomeadamente com um bom guarda-redes, um central de inequívoco valor, um ou dois médios que sejam física, técnica e tacticamente, poderosos, e um ou dois pontas de lança - um mais posicional e outro mais móvel... - que se juntem a Seferovic e João Félix. E para as zonas laterais da defesa também seriam bem vindos dois reforços, para lutar pela titularidade com André Almeida e Grimaldo.
Agora, vamos viver algum tempo de paz e acalmia emocional, e esperar, ansiosamente, pelo regresso da equipa...
Eu acho que Bruno Laje tem razão quando diz que o futebol é importante, mas que há coisas mais importantes na vida. Mas eu não consigo, , secundarizar o Benfica...
Viva o Benfica!
Saudações benfiquistas!
Anónimo disse…
Phodasse, que abutre ridículo.

Parabéns ao meu BENFICA e a quem merece este título. A ti não, urubu. Nem a ti nem ao outro das letras maiúsculas que muita gente pensa ser uma e a mesma pessoa doente.
Dylan disse…
Não sei se o homem é abutre, mas dizer que Bruno Laje não trouxe grandes melhorias à qualidade do futebol é ridículo. Como "ganhar nove pontos ao Porto, quinze ao Sporting e vinte e um ao Braga, passando do quarto lugar para a liderança incontestável", fosse uma coisa perfeitamente normal! Enfim...
Anónimo disse…
É só para lhe lembrar que o Benfica está bem acordado e os Benfiquistas também. Para seu mal e de outras sombras que para aí andam.
No fundo gostaria de estar a dizer neste momento, 'eu bem avise para acordarem".
A vossa campanha não passará.
Hipócritas.
Fernando Lopes.
Benfica sempre.
Cá vos esperamos nas eleições.
Anónimo disse…
Dias Pereira exagera nas críticas ( a equipa fez grandes jogos: alvalade, dragão, moreira de cónegos, etc. Nos últimos jogos desceu muito, mas há n razões, e o treinador ontem mencionou algumas), mas virem os otários, e muitos deviam defender o chouriço, ufanar-se como grandes obreiros do título, é preciso uma lata maior que a de vieira.
Anónimo disse…
Para classificar o seu comentário só me lembro de uma palavra : "Idiota". E idiota porque está ao nivel da capacidade Politica deste País. Sim porque o seu comentário foi feito para preparar o futuro que o senhor espera que venha a acontecer. Foi essa a razão da demora no comentário ?
Infelizmente este tornou-se o problema das redes sociais. De um veiculo para aproximar pessoas e para partilhar opiniões, de acordo com os interesses e preferências de cad um, tornaram-se num instrumento Politico para moldar a opinião pública. Não culpo as redes sociais porque a culpa está nas piores caracteristicas do Homem.
Bruno Martins
Anónimo disse…
Passo por aqui só para comentar a marcação da super taça para o algarve, gostava que alguém me explicasse...mais uma vez o desprezo pelos benfiquistas do norte, VERGONHA!

FORÇA BENFICA!
D'Arcy disse…
Simples, o Sporting a Norte não existe. E ninguém na Liga quer ver outra vez o mar vermelho de apoio que acontece de cada vez que o Benfica vai lá.
Anónimo disse…
Nas últimas 18 edições (quando em 2001 deixou de ser a duas mãos, jogadas nos estádios das duas equipas) só por 3 vezes a final foi realizada no Algarve.
15 vezes esse tal de "desprezo" pelos benfiquistas do sul, bem mais vezes que os "desprezados" benfiquistas do norte. Mais noção, por favor.

CARREGA BENFICA!!
Anónimo disse…
O que acho piada para os "desprezados " do sul da ultima vez não conseguiram encher o estádio. Mas obrigado pela explicação.

FORÇA BENFICA!!
Anónimo disse…
Tem realmente muita piada.
https://sicnoticias.pt/desporto/2015-08-04-Bilhetes-esgotados-para-a-Supertaca

Num estádio com capacidade para 30305 pessoas só estiveram 28717, porque os organizadores recusaram vender ~5% de lugares "por questões de segurança". Mais noção para quê?

CARREGA BENFICA!!
António Madeira disse…
Olá, D`Arcy.

Apesar de ter estado afastado da blogosfera nestas últimas semanas, não queria deixar passar a oportunidade de registar o meu comentário no Tertúlia acerca de um título que terá sido o mais difícil, sofrido e saboroso de todos os que já tive o privilégio de festejar.

Confesso que nunca sofri tanto numa ponta final que ficará na memória enquanto ela durar. Após o apito final, a alegria e orgulho eram tantos que se misturavam numa amálgama homogénea, mas, estranhamente, não vibrei nem me alegrei como esperaria, devido a tudo o que vivemos toda esta época, em particular nos últimos meses. Parece que fiquei um pouco anestesiado, com uma alegria incomensurável cá dentro do peito que levou algum tempo a dissipar-se. O facto de ter vivido este título a mais de 10 mil km de distância da catedral, sozinho, em frente a um monitor de computador, também terá contribuído para isso.
Para definir o que foi esta época e o sentimento que a resume, remeto-me a uma frase do Tino (penso que foi ele que a disse ainda no relvado): "Com esta massa adepta unida, tudo é possível."
Penso que não é preciso dizer muito mais. O momento em que virámos o campeonato foi quando o Lage entrou no balneário e lhe transmitiu a confiança de que seria possível fazer o que jamais alguém fez: recuperar 7 pontos aos corruptos, igualar o recorde de golos e ganhar fora aos classificados do 2.º ao 8.º lugar. Ao fazê-lo da forma eficaz que todos vimos (ou quase todos, vá...) transmitiu essa confiança para a massa adepta, e daí até ao mar vermelho que se viu por todo o país foi um instante.
Já várias vezes o aqui escrevi: temos uma massa adepta única e que é capaz de ultrapassar todas as adversidades possíveis e imagináveis se unida. Se acreditar em quem nos lidera e se não se deixar distrair por quem só ganha dividindo e criticando.
Aqui há dias, um sapo dizia-me que não compreendia como é que o Benfica conseguia fazer recuperações destas e que só podia ser corrupção e blá blá blá. Eu limitei-me a responder: "Claro que não compreendes, é por isso que és sapo."

Este título tem muitos obreiros. Laje e a sua equipa técnica à cabeça, e com Vieira, que soube mudar, apesar da sua convicção, na altura limite, e soube reiterar a sua escolha quando percebeu que Laje era o homem certo, no momento certo.
A equipa tem muita qualidade e é um pouco injusto estar a individualizar, mas não posso deixar de referir André Almeida, que fez uma época extraordinária, em qualidade e quantidade; à dupla Rúben /Ferro com um Rúben de grande liderança e o Ferro a mostrar uma qualidade e uma mentalidade de elevado nível; a Grimaldo, um lateral à Benfica; a Gabriel, um jogador que me encheu as medidas e que tem tudo para fazer uma próxima época espetacular; Samaris, por tudo o que representa para os Benfiquistas; Pizzi, mais uma vez a ser um dos melhores do campeonato e a enfiar umas botas bem grandes na goela de muito talibã; Rafa, a fazer uma época estratosférica e a mostrar todo o seu potencial; Seferovic, pelos golos que marcou; Félix, pelo conjugar de magia e mentalidade que farão dele um jogador de top; e Jonas, por tudo o que representa dentro e fora de campo.

Há épocas que não se olvidam, mas esta ficará na memória de todos os que acreditaram e lutaram para que acontecesse. No estádio, em casa, nos cafés, nos blogues, na rua, este é o título dos Benfiquistas que se orgulham do passado deste Clube, apoiam o presente e estão confiantes para o futuro. Com orgulho e amor a este Clube imortal, que festeja por si e para si, dando uma lição de civismo e de desportivismo como este país não merece, depois de tudo o que nos fizeram (e continuarão a fazer) para nos derrubar.
Saibamos nós ter aprendido, de uma vez por todas, que o sucesso depende da sorte, depende do trabalho, depende de tomar mais decisões certas do que erradas, mas que sem todos a remarmos para o mesmo lado, nada disto seria possível.

Grande abraço, D`Arcy, e obrigado por te teres mantido fiel durante estas 34 jornadas e 103 golos. Q