Monstro Sagrado




Que grande equipa temos lá em cima...



Descanse em paz, grande capitão. De todos os jogadores do Benfica, passados e presentes, o Senhor Coluna foi sempre o meu maior ídolo, aquele que sempre olhei como o maior exemplo e bandeira da Mística do Benfica e por quem maior admiração sempre tive. Nestas coisas as comparações nunca fazem sentido, mas a verdade é este desaparecimento dói-me ainda mais do que o do Eusébio.

 


E do outro lado o menino Eusébio continua a ter o Senhor Coluna a olhar por ele.

Comentários

Manuel Afonso disse…
Manuel Afonso a 5 de Janeiro de 2014 às 13:23
Não sei "endeusar" ninguém. Nem sei se o Eusébio era melhor ou pior pessoa do que em média as pesssoas são. Nem me interessa.
Quando se deve a alguém para lá do que é humanamente possivel retribuir, nada disto interessa nem pode interessar.
O Eusébio era só o expoente maior deste pequeno conjunto de atletas extraordinários a quem o Benfica e os Benfiquistas devem mais do que aquilo que alguma vez poderão retribuir.
Mas há outros, ainda vivos, que não podemos esquecer, como o Coluna ou o Simões.
Não sei se são ou foram mais Benfiquistas que outros, que entretanto sairam do clube, de forma pouco abonatória ou de outra forma qualquer.
Sei que objectivamente, fruto dos tempos, outros tempos, acabaram por querer dar ou ter que dar mais ao clube do que aquilo que dele receberam.

E é isto que os torna míticos para os Benfiquistas, que sentem muito para além das suas capacidades futebolísticas. Esta dívida de gratidão eterna que jamais poderá ser paga.
Por muito que se diga OBRIGADO.




Foi isto que escrevi a propósito do desaparecimento de Eusébio, e só acrescentaria que também para mim o eterno capitão foi o maior de todos, o meu grande ídolo. Senhor Coluna, descanse em paz.
Carlos disse…
Começamos a ficar desfalcados.
R.I.P GRANDE CAPITÃO
António Madeira disse…
Nunca vi jogar esta geração, mas sou benfiquista graças a ela.
O meu pai, quando era eu ainda uma criança, passou-me os valores dessa geração, desse Benfiquismo, dessa alegria de ser do Benfica. Acima de todos os que davam cor ao vermelho das camisolas, estava Mário Coluna. O respeito e admiração com que o meu pai se referia a ele, valiam mais do que palavras e foi algo que ficou profundamente enraizado dentro de mim. É graças ao meu pai e ao Coluna que hoje, mesmo sem ter visto futebol a preto e branco, vivo e conheço de cor as cores que eles pintaram de vermelho vivo.

Obrigado, Capitão!
Namapetece disse…
Estamos a ficar sem Heróis !
Luís Manuel disse…
Caro D'Arcy,

Vinha aqui ler e comentar a tua crónica ao jogo de ontem, quando ao chegar a casa e ligar a tv tomei conhecimento desta notícia tão triste.

Faço minhas todas - todas - as tuas palavras. O desaparecimento do Senhor Coluna é demasiado doloroso. Um homem tão bom, tão leal, grande dentro e fora do campo, um exemplo de desportivismo e de cavalheirismo, não pode desaparecer assim. Foi o nosso grande capitão, e a grande bandeira da Mística do Benfica, como dizes. Foi a coluna em que se apoiou o crescimento e a grandeza do Benfica.

José Águas, Guilherme Espírito Santo, Eusébio, agora o Senhor Mário Coluna...

Talvez isto não seja muito relevante para quem o viu jogar, decerto que houve momentos muito mais marcantes (desde logo as duas Taças dos Campeões que ajudou - e de que maneira - a conquistar), mas há uma imagem que vi na televisão e não esqueço, e que define toda a grandeza e nobreza de carácter do Senhor Mário Coluna: na célebre Final da Taça de 1969, que o Benfica ganhou à Académica, não quis levantar sozinho o troféu, e chamou o capitão da Académica para com ele erguer a Taça. E também não posso esquecer a comoção com que recebeu, de joelhos, a Águia de Ouro que lhe foi atribuída.

Vai fazer-nos tanta falta.
RMCLC disse…
Sorriso triste, mas um sorriso.

Lá em cima estão a construir uma fabulosa equipa de campeões. Como o podiam fazer sem O Grande Capitão?

Até um dia Sr. Coluna
marcorijo disse…
Paz á sua alma..!!
Henrique Teixeira disse…
Em menos de dois meses partiram os dois maiores jogadores que serviram o Benfica. Ambos Moçambicanos, ambos Portugueses. Completavam-se lindamente.
Coluna era mais versátil: Começou por ser avançado centro, depois foi interior esquerdo e mais tarde também médio defensivo. Foi durante muitos anos o motor da equipa. O jogador cerebral.
Eusébio era mais explosivo: Tinha maior velocidade, era mais dinâmico e tinha maior potência de remate.
Dois jogadores fabulosos que amaram a camisola que envergaram e que jamais poderão ser olvidados.
Que descansem em paz.
ÁGUIA GENIAL disse…
DESCANSE EM PAZ SR.COLUNA, O MONSTRO SAGRADO...

OBRIGADO POR TUDO CAPITÃO DOS CAPITÃES.
Águia IMPERIAL disse…
Caro BENFIQUISTA D'Árcy, o que escreveste traduz na perfeição o que penso e sinto. Mário Esteves COLUNA há muito que merece ser ETERNIZADO na Nossa bela Catedral que é o Nosso Estádio da Luz.
Pode ser um BUSTO, Bandeiras com o seu rosto, enfim, qualquer coisa que não deixe esquecer o Verdadeiro MONSTRO SAGRADO do Nosso BENFICA e do Futebol Português sadio e sem corrupção.
Para além de todos os predicados, todos eles de elevadíssima nota positiva que Nos merece o Mário COLUNA, devemos relevar sempre a forma como o Capitão do BENFICA e de Portugal sempre VIVEU e DEFENDEU o VERDADEIRO BENFIQUISMO. O Coluna VIVIA VERDADEIRAMENTE O BENFICA COMO VIVIA A SUA PRÓPRIA FAMÍLIA.

eSTÁ NA HORA DA dIRECÇÃO DO bENFICA E O SEU pRESIDENTE Homenagearem o Grande Mário COLUNA para a Eternidade do Desporto Português.

BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAA,,,,, BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

BENFICAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA
Sempreeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee
inês Lima disse…
O SENHOR Mário Coluna, como aqueles que o conheceram pessoalmente o nomeiam, teve o gesto de Benfiquismo que me calou mais fundo no coração e na alma. Foi naquela Gala do Benfica na qual ele se ajoelhou em sinal de agradecimento e reverência ao BENFICA! O Monstro Sagrado, elevou-se mesmo estando de joelhos.
E era um bom contador de "estórias" da vida...
Estou triste.
Sempre Presente
Pedro Moreira disse…
Obrigado, Senhor Coluna, o grande capitão.
O Benfica precisa urgentemente de começar a virar os olhos, pensamento e acção para os "heróis de tempos modernos" porque os mais antigos estão a chegar ao fim dos seus tempos terrenos. Se, na verdade, como heróis, são imortais e eternos, precisamos quand même " de uns outros vivinhos aqui para continuar a levantar bem alto a bandeira do glorioso e a relembrar aos mais jovens os sagrados valores e princípios do ser Benfica. Já agora desafiava alguém a escrever aqui sobre os heróis e mitos depois dos anos 60. Saudações benfiquistas daqui de Cabo Verde.
Águia IMPERIAL disse…
Caríssima BENFIQUISTA Inês Lima, tal como você, também eu fiquei arrepiado com o gesto do Nosso Eterno Mário COLUNA aquando da Gala do Benfica em que lhe foi atribuída, MAIS QUE MERECIDAMENTE, a ÁGUIA de OURO, que é o mais alto GALARDÃO do Nosso BENFICA.
Como você e eu, muitos milhares de Benfiquistas NUNCA esquecerão a forma INSUPERÁVEL como Mário Coluna demonstrou o seu AMOR VERDADEIRO ao Nosso Inigualável Clube, aliás, MUITO, mas mesmo MUITO mais que um Clube.

Obrigado Mário Coluna, por seres ETERNAMENTE Verdadeiro Benfiquista.

"O MONSTRO SAGRADO ELEVOU-SE MESMO ESTANDO DE JOELHOS".

Esta frase da Nossa Inês Lima, traduz a VERDADE e classifico-a como SUBLIME.

Muitos parabéns por tanta eloquência e tanto e tanto BENFIQUISMO.

BENFICA..SEMPREEEEEEEEEEEEE . O MAIOR E O MELHORRRRRRRRRRRRRRRRRRR.

Águia Preocupada disse…
Está a ser um ano horrível para a nossa família benfiquista. Quando alguém parte é uma parte de nós que parte também. Depois do Rei, é o Monstro Sagrado que nos deixa. Órfãos, porque ele foi como um pai para o que viria a ser o Sport Lisboa e Benfica depois dele.
É mais uma estrela que voa para o éter e se junta à sua constelação viva e vibrante.
Nesta hora de luto e dor, devemos-lhe o nosso obrigado pelo legado que nos deixou.
Mário Esteves Coluna partiu, mas enquanto houver um benfiquista com memória ele será lembrado e estará junto de nós.

Não sei se já lhe fizeram as homenagens merecidas. Possivelmente não e nunca serão de mais nem suficientes para agradecer a quem tanto nos deu. O melhor tributo que lhe podemos fazer é respeitar a sua memória e lembrá-lo sempre como parte intrínseca do Sport Lisboa e Benfica!

Por tudo que nos deu, obrigado Sr. Coluna!
Obrigado Capitão!
Descansa em paz Campeão!

Vi-o jogar, pouco tempo, mas vi. Vibrei com o Mundial de 1966 em que demonstrou uma capacidade de liderança incomum. Respeitou e fez-se respeitar. E com ele, o nosso País e o nosso Sport Lisboa e Benfica.
Phoenix disse…
Sentimento enorme de perda ao ver as nossas referências partir. A mística do Benfica fez-se com esta gente, a classe, a glória nas vitórias, a honra nas derrotas (mal sabiam o que era sair derrotado), o saber-estar, os valores, a humildade, enfim, tudo o que me fez pertencer a este clube e que aos poucos o vou sentindo cada vez mais desenraizado desta cultura.

Adeus monstro sagrado.
FranciscoB disse…
Para além de tudo o que tem sido dito, ficam para a posteridade dois dos melhores golos marcados em finais da Taça dos Campeões ou da Liga dos Campeões, sobretudo o 3ª golo da final como Barcelona - CLASSE PURA!
Vlademiro Pires disse…
Não resisto a contar um episódio que revela a humildade e o carácter do Sr. Mário Coluna.

Na época 1986/87, o “O Elvas” disputou o campeonato nacional de futebol da 1ª divisão e por ocasião dos encontros com o S.L.Benfica, realizaram-se também 2 amistosos entre os veteranos dos 2 clubes. Nos veteranos do S. L. Benfica, pontificavam entre outros, Mário Coluna, José Henrique, Mário João, Matine, Bastos, Guerreiro, etc. Passado algum tempo após o nosso jogo em Elvas, por coincidência, encontrei o Sr. Mário Coluna, pela hora de almoço, próximo das instalações da minha empresa. Cumprimentei-o e convidei-o para almoçar caso ainda não o tivesse feito. Efectivamente ainda não tinha almoçado e pediu-me apenas uns minutos pois ia visitar uma familiar que trabalhava ali próximo e que já voltaria. Passados breves minutos, voltou o “monstro sagrado” para me dar a honra de o acompanhar neste almoço que ainda hoje recordo com saudade, aceitando a minha sugestão de o almoço se realizar no refeitório da minha empresa, já que – pensei – seria uma forma de muitos colegas poderem admirar ali bem próximo o Grande Mário Coluna que tantas alegrias, para uns e muitas tristezas, para outros, lhes tinha proporcionado. Escusado será lembrar o efeito Mário Coluna naquele dia no refeitório e bar da empresa.
Nunca mais o vi a não ser pela televisão quando esporadicamente voltava a Portugal.

Mário Coluna, sempre um Senhor.

Que descanse em Paz.

Vlademiro Pires.