Reviravolta
Quase que já começa a parecer de propósito: pelo terceiro jogo consecutivo o adversário chega à vantagem, e depois o Benfica acelera o jogo e faz a reviravolta no marcador, conquistando a vitória.
Muitas alterações no onze, como era esperado. Em relação ao jogo com o Marítimo, apenas o Jardel e o André Gomes mantiveram a titularidade. Mesmo assim, o onze apresentado pelo Benfica tinha qualidade mais do que suficiente para esperarmos uma vitória em Olhão, num campo onde não temos sido felizes nas últimas época - isto, combinado com o facto do jogo ser transmitido pela TVI (um ódio pessoal) deixava-me com um mau pressentimento. Os jogadores do Benfica também devem ter achado que a sua qualidade acabaria por resolver o assunto mais cedo ou mais tarde, e talvez por isso, depois de uns primeiros minutos relativamente agradáveis, tenham relaxado um pouco. O jogo foi bastante disputado, mas relativamente mal jogado, com a qualidade do futebol de ambas as equipas a deixar muito a desejar. O Benfica errou demasiados passes, e durante uma boa parte do primeiro tempo insistiu num futebol mais directo, em vez de tentar construir as jogadas de forma mais elaborada - isto apesar de hoje termos iniciado o jogo com um meio campo formado por três jogadores, com o Gaitán a actuar no centro, à frente do Enzo e do André Gomes. As ocasiões de golo foram naturalmente muito poucas, já que se rematou muito pouco devido ao facto das equipas estragarem a maior parte das jogadas ainda antes da bola chegar a posições mais próximas das balizas.
A segunda parte começou praticamente com o golo do Olhanense, que aproveitou uma saída da baliza do Paulo Lopes para desarmar um adversário que se isolava e não conseguiu aliviar a bola com força suficiente, permitindo a recuperação da mesma a um adversário, que se limitou a rematar de muito longe para a baliza deserta. Despertou o Benfica, que se terá decidido então a colocar mais velocidade no jogo. Para o jogo foram lançados o Salvio e o Lima, que substituíram o André Gomes e o Bruno César (que teve uma actuação apagadíssima), que também trouxeram maior movimentação ao ataque. O Benfica passou a jogar quase exclusivamente no meio campo adversário e a ter a bola quase sempre em seu poder, mas continuámos a falhar muito no passe final ou no momento da decisão - houve situações em que um jogador nosso tinha oportunidade para rematar e optava por fazer mais um passe, que saía quase sempre mal, ou em que jogadores completamente soltos junto à linha final acabavam por centrar a bola para zonas onde não havia nenhum colega. O golo do empate surgiu a vinte minutos do final, numa bola parada em que o Jardel acreditou e foi captar sobre a linha final, tocando-a para trás de forma a permitir o remate vitorioso do Rodrigo (foi uma das poucas contribuições positivas que fez no jogo). Obtido o empate, o Benfica foi à procura do golo da vitória, mas à medida que o jogo se aproximou do final fomos perdendo alguma clarividência e o nosso jogo ressentiu-se disso, aproveitando o Olhanense para respirar um pouco e responder também aos ataques do Benfica. A dois minutos do final, e numa altura em que já pouco acreditava que tal sucedesse, o Ricardo e um defesa do Olhanense atrapalharam-se com um remate cruzado do Salvio, e a bola acabou por sobrar para o Lima à boca da baliza, que se limitou a empurrá-la para o fundo da mesma.
Não consigo mesmo dar um grande destaque um jogador do Benfica esta noite. Acho que estiveram todos mais ou menos a um nível semelhante, com o Gaitán, talvez, a evidenciar-se um pouco mais. Os já referidos Bruno César e Rodrigo, na minha opinião, produziram menos do que seria esperado. O segundo salvou a exibição com o golo, mas até lá somou muitas perdas de bola e decisões erradas - em compensação mostrou uma boa atitude, pois por mais do que uma vez o vi recuar no terreno para perseguir adversários e lutar para recuperar bolas que tinha perdido. Continua claramente a atravessar uma fase menos boa, mas espero que o golo em cada um dos dois últimos jogos lhe possam devolver a confiança. O André Almeida, sobretudo na segunda parte, deu algum espaço no seu corredor, permitindo entradas de adversários nas suas costas - foi assim que nasceu o golo do Olhanense.
Fiquei agradado com esta vitória. O facto de ser para a Taça da Liga não a desvaloriza - a Taça da Liga é um troféu oficial do futebol português, cujas últimas quatro edições nós conquistámos. E eu desejo conquistá-la pela quinta vez consecutiva.



Comentários
Tens toda a razão D`Arcy.
O Benfica está a recuperar bem resultados que, às vezes, poderá não conseguir recuperar, principalmente se a sorte, tão necessária a todas as equipas, não quiser nada connosco.
Não quero dizer que ganhámos devido à sorte, quero dizer que ganhámos bem mas correndo riscos desnecessários ao apresentar o exagero de termos apresentado de início 11 jogadores que normalmente não jogam desde o princípio do jogo. Muitos desses jogadores estão sem ritmo e a jogar com pouco acerto porque deixaram de jogar de início hà muito tempo.
Estamos a perder jogadores que nos custaram dinheiro.
Ganhámos, estou feliz, Deus queira que apesar de ser com JJ. saibamos abordar os jogos dificílimos que se seguem, a começar pela equipa dos Super-Porkos. Estão mesmo super. Vamos ter de jogar muito.
Cumprimentos benfiquistas.
JOGARAM OS QUE NÃO TÊM SIDO MUITO UTILIZADOS E ISSO NOTOU-SE NA EXIBIÇÃO, MAS COMO É ÓBVIO ISSO NUNCA IMPEDIRIA O BENFICA DE VENCER.
JOGUE QUEM JOGAR, É SEMPRE PRA GANHAR.
CARREGA BENFICA, A TAÇA DA LIGA É PRA GANHAR.
"Não quero dizer que ganhámos devido à sorte, quero dizer que ganhámos bem mas correndo riscos desnecessários ao apresentar o exagero de termos apresentado de início 11 jogadores que normalmente não jogam desde o princípio do jogo. Muitos desses jogadores estão sem ritmo e a jogar com pouco acerto porque deixaram de jogar de início hà muito tempo.
Estamos a perder jogadores que nos custaram dinheiro."
É que criticar por jogarem exclusivamente atletas sem minutos de jogo (nem isto será verdade), para de seguida criticar o facto de não se dar minutos de jogo a atletas que assim perdem valor, é o que que se chama criticar algo e o seu contrário.
E caríssimo, para se criticar algo e o seu contrário, por uma questão de credibilidade, é conveniente utilizar mais do que uma linha de espaçamento. Eu diria que no mínimo um tópico de espaçamento seria o ideal.
Relativamente ao que o Porto está ou deixa de estar, como não acho interessante falar do nosso adversário, muito menos para dizer bem, a meio da batalha, diria que os mais destacados comentadeiros Portistas estão preocupados com o Benfica, a julgar pelo facto de as suas colunas semanais se terem tornado num descarado destilar de ódio ao nosso clube. Assim continuem.
Falando da competição, acho extraordinário que o Benfica seja o único dos grandes a dar importância à taça da liga, mas na prática ser o único dos grandes que jogou na entrada da competição com segundas linhas.
Mais um prego no caixão da credibilidade dos nossos média e sua propaganda.
Falando do jogo, acho que corremos riscos desnecessários que poderiam por em causa a nossa continuidade numa competição que devemos querer ganhar. Ouve um excesso de rotatividade contra uma equipa de primeiro escalão, e a qualidade de jogo ressentiu-se disso. Não devido à qualidade dos jogadores, mas devido à falta de entrosamento entre eles.
Mas ganhamos, e isto é que importa.
Bruno Cesar, raramente me sinto irritado com um nosso jogador em termos permanentes. Mas este está a conseguir tal feito. Não por falta de capacidade, acho que tem imensa, mas por falta de empenho ou de nem sei bem do quê. A minha vontade é dar-lhe um valente par de estalos para ver se acorda.
Deixe lá a galinha da vizinha!
O Benfica está muito bem e mais nada! Ganha e joga bom futebol, sem quaisquer ajudas extras. Ontem não foi assim, a competição é outra e não se pode agora vir defender sol na eira e chuva no nabal; se se assume e defende a rotatividade, o descanso dos habituais titulares, dando oportunidade a outros, então há que igualmente assumir e entender que o risco aumenta, naturalmente, as garantias não são as mesmas. Mas ganhámos, com alguma dificuldade, é certo, mas estamos na frente do grupo e intactas as hipóteses neste troféu. Força Benfica
É importante gerir, mas há que ter cuidado quando se trocam linhas completas nos setores da equipa. De resto, o já habitual empenho da equipa e boa qualidade de jogo, que me faz acreditar que poderemos revalidar este troféu, e juntar-lhe uma dobradinha no fim ;)
Vamos ter os alemães este ano a sorte não nos apoia talvez nos esteja ajudar para o campeonato, porque foi por questões internacionais que perdemos o campeonato.
Só consegui ver os 1ºs 60 minutos ou seja não vi os nossos golos.
A primeira parte foi muito mal jogada, mas com as substituições percebeu-se que ía acontecer reviravolta, pois no 1ºs 15 minutos da 2ª parte já o perigo rondava a baliza do adversário.
Cumpriu-se o objectivo que é o que interessa, porque os jogos devem ser sempre para ganhar mesmo com tantas alterações no onze. As coisas não estavam bem?...não, mas é para isso que o treinador está lá, para fazer ajustes e correcções para se cumprir objectivos.
Um Bom Natal a todos
Benfiquista nortenha
Isso mostra garra, carácter, e que estamos psicologicamente fortes.
Contra 3 equipas de menor dimensão (Olhanense, Marítimo e miaus) resultou, talvez devido ao facto de não ter havido Xistrema, Proença, Benquerença, Jorge Superdragão nem Soares Tripas.
Feliz Natal a todos os Benfiquistas!