O granito e o vidro.
O processo é um velho conhecido e há velhos conhecidos em certos órgãos de comunicação que o desenvolvem com esmero.
Por esta altura, entre o balanço do que foi o passado recente e o vislumbre do que poderá ser o futuro imediato, surge sempre alguém que aparenta ter como incumbência minar a confiança, lançar a insinuação e provocar um ruído de fundo de tal ordem que inquina qualquer possibilidade de comunicação. Vemo-lo há bastos anos e revemo-lo no momento presente.
Nestas últimas semanas, o jornal “Record” tem surgido com conteúdos relativos ao Benfica de tal modo absurdos e ofensivos que apenas os entendo como provocação para com os benfiquistas ou como incompetência por parte dos responsáveis por tal publicação. Não os interpreto como má-fé, pois a julgar pela falta de qualquer pedido de desculpas aos leitores após sucessivos e abusivos ‘enganos’ depreendo que aquela gente acredita piamente na estrutura granítica da sua coluna vertebral. Dizem-me alguns que a culpa é das fontes inquinadas onde bebem a informação. A esses, digo-lhes que só os toleirões bebem água de fontes que eles próprios poluíram.
Como benfiquista e consumidor de informação desportiva, resta-me apenas não comprar esse pasquim que já foi um jornal. Obviamente que daqui não vem mal ao mundo e que com esta decisão nada mudará na sólida e granítica estrutura moral dos responsáveis por um pasquim que mente aos seus leitores.
Além disso, desejo que essa estrutura seja suficientemente sólida para não necessitar dos consumidores benfiquistas. Caso assim não seja, ficarão orgulhosamente a exibir o granito da estrutura, enquanto estendem a mão aos benfiquistas, para que, mais uma vez, lhes remendemos os telhados de vidro.
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Artigo de opinião escrito e enviado para a redacção do jornal "O Benfica" no dia 24 de Maio e publicado na edição de 27/05/2011 do jornal "O Benfica".
[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]
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