Adeus, David Luiz.


 


David Luiz tem direito a um lugar importante na memória dos benfiquistas. Soube amadurecer, soube esperar pelo seu momento, soube acreditar nas suas capacidades e acreditar nos bons conselhos que os mais velhos – particularmente Rui Costa – lhe deram.


 


Construiu, com Luisão, uma dupla de centrais de nível internacional e ao nível das grandes duplas da história do Benfica. Soube impor-se no balneário pela simplicidade, simpatia, boa disposição e exigência que colocava sobre si mesmo. Afirmou-se junto dos benfiquistas pela qualidade, garra, entrega e profissionalismo.


 


Hoje, David Luiz deixou o Benfica. Desportivamente, a saída de um futebolista com esta qualidade é sempre má, o que se agrava pelo momento da saída, com a época a meio. Ainda há muito para ganhar e esta saída pode ser entendida como um desinvestimento no que resta de época.


 


Financeiramente, e com os dados que tenho (25 milhões a pronto, um conjunto de encaixes decorrentes de objectivos, a realização de um jogo com o Chelsea e a cedência de um futebolista com excelente margem de valorização), acho um negócio razoável… nem mais nem menos do que isso. Apesar da excelente valorização do futebolista e da abissal diferença entre o preço que por ele pagámos e o valor pelo qual o vendemos, não sinto que a Direcção do Benfica possa apresentar esta venda como um bom negócio. É um negócio marcado pelo momento, pelo contexto, enfermado pela necessidade de encaixe financeiro de quem vende e pela pressão exercida por quem procura triplicar o seu salário.


 


Quanto ao David Luiz, desejo-lhe boa sorte e que não tropece no degrau. Agora, o futuro pertence a Roderick, Jardel, Sidnei…


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[Se alguém quiser manifestar-me a sua opinião, pode fazê-lo para este endereço: tertuliabenfiquista@gmail.com]

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