O silêncio por vezes é de ouro, outras de prata e por vezes mata.
Por vezes, na maior parte das vezes, é de ouro. Particularmente quando se procura o silêncio próprio para escutar palavras alheias, não todas, mas as que surgem da ponderação e da crítica consciente e responsável.
Outras vezes, o silêncio é de prata. Particularmente quando se percebe que a palavra ajuda mais ao ruído do que à comunicação.
Há momentos em que o silêncio mata. Este é um momento em que, na minha opinião, o silêncio dos responsáveis do Benfica mata. E a palavra que se espera escutar não pode vir da boca dos capitães de equipa ou do treinador, tem de vir de uma das duas vozes autorizadas da Direcção da SAD: Luís Filipe Vieira ou Rui Costa. O momento é grave, muito grave, e espero dos responsáveis palavras igualmente responsáveis que não desresponsabilizem ninguém.
Escrito isto, remeto-me ao silêncio.
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