Canalhas, palhaços e sarnentos (CPS)

O avençado sarnento do Carlos Pereira Santos, cuja canalhice já aqui denunciei, dá-se ao luxo, hoje em dia, de não disfarçar ao que anda (e ao que o mandam), confortado pelo manto de impunidade que cobre a maioria da gente que vende o rabo na imprensa deste país. O que vomita hoje n’A Bola é de uma falta de vergonha que pede, deixemo-nos de eufemismos, um valente pontapé na boca. Escreve, indignado, por causa do fervor com que os comentadores televisivos vibraram com a vitória do Benfica sobre o Liverpool: ficou incomodado com o que qualifica de ‘exageros’ e sustenta que não lhe parece bem que ‘os jornalistas vibrem tanto quanto os adeptos’.


Olhe: a mim também não, seu cavalo, e aliás, ainda me parece pior que os jornalistas vibrem muito, mas muito mais do que os adeptos, como o fazem os ‘jornalistas‘ que seguem o clube do Guarda Abel (e o dos viscondes falidos) na TV e na rádio.


Mas nunca o vi denunciar os ‘exageros’ com que comentadores avençados nos brindam há anos e anos e anos na televisão nos jogos do seu clube do coração (adequadamente, um clube que está habituado a lidar com prostitutas). Nunca o vi ficar incomodado com as prestações orgasmáticas do Rui Orlando e acólitos na Sport TV, nunca o vi indignar-se com os ‘exageros’ de gente como o Hélder Conduto, que canta o hino do clube do Carlos Calheiros, em êxtase hipnótico, na TSF. Nunca o vi revoltar-se – qual arauto do jornalismo imparcial – com o teor seguidista, branqueador e asquerosamente parcial das páginas dedicadas ao FC Porco n’A Bola.


O que tenho visto, isso sim, é este cacófago hipócrita que critica os ‘exageros’ dos colegas jornalistas, lançar às urtigas o código deontológico e a pouca vergonha que tem na cara, e assinar artigo após artigo de ódio puro ao Benfica e de bajulação desavergonhada ao clube da fruta. O que tenho visto, isso sim, é este vendido que também tem funções editoriais n’A Bola e que é muitas vezes responsável por crónicas flagrantemente parciais dos jogos do clube condenado por corrupção, assinar páginas em que ofende, sem pudor, o Benfica e os seus responsáveis. É preciso ser um rebo sem vergonha nem dignidade para depois vir escrever sobre os supostos ‘exageros’ de outros. Mas um rebo com as costas quentes, supõe-se, dada a guarida que lhe dão.


 


Como este tipo de imitações de gente não têm, normalmente, qualidade suficiente para fazer passar as mensagens que lhes são encomendadas com alguma espécie de subtileza, rapidamente se descobre para onde correm e quem os faz correr.


De há uns tempos para cá, passou a assinar, cirurgicamente, crónicas dos jogos – pasme-se – do Porto B, dando-lhes o mesmo tratamento de bajulação básica e bacoca que dá ao seu clube do coração. É um canalha útil para quem lhe mete a mão nos entrefolhos, um pateta para todo o tipo de trabalho sujo. Tão útil que consegue, no restante do esterco nauseabundo que escreve hoje - preparem-se para isto –, num jogo em que o Porto B ganhou com 3 penalties inventados e encomendados, e em que os de Guimarães foram roubados como cães, criticar…o treinador do Vitória de Guimarães. Sim, leram bem. E porquê, perguntarão vocês? Por ‘manifestar constantemente o seu desagrado de forma exuberante’, explica, com um halo enfiado nos cornos, este jumento sem vergonha.


 


E anda este desperdício de matéria a passear o rabo vendido por jornais que se pretendem respeitáveis e que gostam de se apregoar como garantes da isenção e imparcialidade.


O que vale é este tipo de acéfalos vendidos acabam por ter o que merecem, mais tarde ou mais cedo, e a impunidade não dura para sempre. Pode ser que seja mais cedo do que ele pensa.

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