A fome
"Já não se ganham jogos por 6 ou 7 a 0" – Fernando Santos, Novembro de 2006.
Corria o mês de Novembro de 2006 e o Glorioso, treinado pelo cinzento Fernando Santos, recebia em casa o FC Copenhaga para a Liga dos Campeões. Já havia feito um jogo à imagem da equipa técnica em Copenhaga (não preciso de dizer mais nada) e o desafio era demonstrar a evidente diferença de qualidade entre as equipas e ganhar confortavelmente em casa.
A equipa fez o essencial e marcou 3 golos na primeira parte. E depois, num exercício ofensivo de displicência, decidiu-se que não valia a pena jogar o resto do jogo.
O Benfica ganhou 3-1 e eu irritei-me como não me irritava há muito.
Na altura escrevi o seguinte:
“Irrita-me que, perante a constatação de tamanha superioridade (essencialmente por força da fragilidade do Copenhaga - que são basicamente uns cepos, sejamos honestos), a equipa faça o essencial e depois entre em modo de economia. Irrita-me a displicência, a sobranceria, a falta de ambição, o conformismo, a falta de chama. Irrita-me que falte ao Benfica o Benfica. Irrita-me que a equipa encare 45 minutos de jogo como um ‘frete’ que tem de sofrer, quando tem nas bancadas gente sôfrega de futebol.
É um sentimento desajustado, será um exagero da minha parte (livrem-se de responder, acho que já está mais ou menos assente que não faz sentido), face à vitória e ao resultado? Não, não é.
E não o é porque nenhuma das pessoas que normalmente carrega a equipa ao colo no Estádio da Luz (e só assim é que se explica que assumam o jogo em casa, e fora joguem como uma equipa de rapazinhos amedrontados e desorientados) pagou bilhete ou comprou cativo para ver metades de jogos. Apoiamos a equipa durante todos os jogos, muitos de nós sofrem sacrifícios (de natureza monetária, familiar, profissional ou de qualquer que seja) para lá estar, sofremos do primeiro ao último minuto, vivemos intensamente todo o jogo. O mínimo que esperamos, e a que temos direito, é que joguem durante todo o tempo regulamentar com a paixão, querer e vontade que se exige a quem enverga a camisola cor de sangue.
Não admito que, chegando a 3-0, de repente se tire o pé do acelerador e se ache que ‘bom, já chega. O trabalho está feito, agora é aturar o frete’.
É criminoso amordaçar a capacidade, o querer, a vontade e matar o espectáculo em nome de um conformismo bacoco, porque ‘já não se ganham jogos por 6 ou 7 a 0’, segundo diz o cinzento do nosso Engenheiro. Não seria objectivamente moralizador, não constituiria uma façanha ganhar, por exemplo, por 6-0? Não motivaria a equipa, não galvanizaria os adeptos, não faria furor na Europa, não seria motivo de orgulho, não elevaria ainda mais o nome do Glorioso, não catapultaria a equipa para outro nível de confiança?
A displicência e sobranceria com que enfrentaram toda a segunda parte resultou num golo sofrido absolutamente escusado e num final de partida perfeitamente evitável que nos podia ter saído caro. É o que acontece a quem, ao invés da audácia, abraça o conformismo.
Cada uma das pessoas que está nas bancadas pagou para ver a sua equipa a jogar futebol, para assistir a um espectáculo desportivo. E como se costuma dizer, o golo é a festa do futebol, é o culminar do esforço que as equipas fazem em campo. Não passaria pela cabeça de ninguém assistir a um jogo onde as equipas apenas mastigariam o tempo a passar bolas entre os jogadores, num bocejo interminável. Ontem, a equipa técnica e os jogadores decidiram que 37 minutos de espectáculo chegavam. Não o admito.
(…)
Reparem, tudo isto me irrita sobretudo porque acho que esta atitude está intimamente associada à explicação fundamental das derrotas e dos jogos menos conseguidos. Não me irritaria tanto se achasse que era apenas uma coisa isolada, um mero jogo encarado de forma menos séria ou profissional. Não. Isto irrita-me porque denuncia uma mentalidade, uma atitude que preside à forma como a equipa é gerida emocionalmente e que lhe retira a capacidade de ser temida e de ser temível. Se não temos killer instinct nestes jogos, se não os aproveitamos para afiar as garras, afinar as movimentações ofensivas, viciar a equipa em golos, jogar o futebol pelo futebol, então quando o faremos? É este retraimento, esta incapacidade de abraçar o destino na sua plenitude que acaba por diminuir psicologicamente a equipa e a torna incapaz de resistir às adversidades de jogar fora de casa. E isto, meus amigos, é trabalho que tem que ser feito pela equipa técnica. Blindar a equipa emocionalmente, dar-lhes espírito de luta, capacidade de resistência a adversidades inesperadas, instinto assassino. Isto atinge-se ganhando estes jogos de forma inapelável, sem contemplações, sem fazer prisioneiros. Se tivéssemos esse instinto assassino, se calhar teríamos ganho o jogo em Copenhaga (que provavelmente nos vai custar a passagem à próxima fase da Liga dos Campeões), teríamos ganho ao Celtic em Glasgow, teríamos goleado o Celtic na Luz e não teríamos perdido o jogo no Estádio do Porcalhão. E não me venham com a cantiga de que é normal a gestão do jogo, e que os jogadores naturalmente relaxaram a partir daí, e por aí fora. Cumpre exactamente à equipa técnica lutar contra isso e gerir a equipa do ponto de vista psicológico.”
Fast forward para Setembro de 2009.
O Glorioso recebe o Vitória de Setúbal na Luz. Joga que se farta, marca o primeiro e carrega. Marca o segundo e carrega. O Benfica marca o terceiro, o quarto, o quinto e carrega. Os jogadores têm fome de bola, pedem-na aos colegas, jogam para a frente, com garra e confiança. Cheiram sangue e correm atrás da presa. Querem mais. O Aimar dança elegantemente dentro de campo. A equipa dá espectáculo enquanto estraçalha o adversário. Olho à minha volta e os sorrisos que vejo estampados nas caras dos adeptos mostram que o Benfica voltou a casa.
Chega o intervalo e Jorge Jesus pede aos jogadores para jogarem como se estivesse 0-0. Quer mais golos, quer a mesma agressividade, irreverência, espectáculo. Não chega – nunca chega. Não é suficiente estar assegurada a vitória, não fará sentido gerir o jogo, não será melhor evitar esforços? Não, não e não! Jesus quer, como nós, mais. Aguce-se o killer instinct, afine-se a máquina, sirva-se espectáculo a quem o veio ver.
Os jogadores fazem-lhe(-nos) a vontade e continuam a jogar como se não houvesse amanhã. Sem medo, sem amarras, sem perdão. O Benfica marca o sexto, o sétimo, o oitavo e carrega. Os ataques sucedem-se. Falha-se mais meia dúzia de golos. O Ramires corre como um louco, o Saviola parece que tem 14 anos, o Di Maria está possuído, o Fábio Coentrão também. O estádio festeja, as bancadas pairam entre cada jogada. A chama arde. Aproximam-se os 90 minutos e Jorge Jesus vocifera, esbraceja, exige que os jogadores vão a todas as bolas como se fossem a primeira. Quer o nono golo. Ah, que se lixe, quer o décimo. Também nós.
Chega o fim do jogo e irrito-me profundamente (perguntem ao D’Arcy e ao Pedro F. Ferreira) com o assomo de laxismo que resulta no golo sofrido. Descubro, um pouco mais tarde, que o Jorge Jesus ficou tão irritado quanto eu. E percebo que temos o treinador que sempre quis.
A vitória, enquanto mero exercício matemático de adição de pontos numa competição, vale o que vale. São três pontos, como o seriam numa vitória por 1-0. Ah, mas o diálogo que teve lugar naquele relvado entre o Benfica e a sua alma vale mais – muito, muito mais.
Vale, acima de tudo, o reencontro do Benfica com a sua identidade. Com a sua matriz ideológica.
E eu, vendo no relvado materializar-se tudo aquilo que defendi e escrevi, emocionei-me - claro que me emocionei.
Vamos ganhar jogos e jogar maravilhosamente, vamos ganhar jogos e jogar mal, vamos inevitavelmente empatar ou perder jogos. Mas esta atitude, esta fome, esta filosofia como motor molda a equipa, formata-a para ser temida e para ser temível, evita-lhe o retraimento, exercita-lhe o instinto assassino, afia-lhe as garras, afina-lhe os movimentos ofensivos, dá-lhe estofo e prepara-a para tudo o que aí vem.
Fernando Santos era benfiquista no papel, mas faltava-lhe a águia na alma. Arrisco-me a dizer que Jorge Jesus, não tendo sido benfiquista de facto (até agora), sempre teve a águia na alma, mas não o sabia. E, nessa medida, é o treinador mais profundamente benfiquista (no que isso significa em irreverência, destemor, determinação e ousadia) que temos desde há muito.
Caro Fernando Santos, ganham-se jogos por tantos golos quantos quisermos, se formos audazes e soubermos abraçar o destino. Eu sempre o soube. O Jorge Jesus também.
Comentários
Tens de editar os teus textos os quais devem ser traduzidos em tantas línguas quantas aquelas que se falam no plantel e tornar a sua leitura obrigatória para todo e qq jogador do Benfica (com exame final de aferição).
O Benfica foi, é e tem de ser sempre aquilo que tão bem traduzes nas tuas palavras.
Tão irritado que nem bati as palmas no final do jogo!
:)
http://espacovermelho.blogspot.com/
Tanto no post da altura do F. Santos como na apreciação que fazes ao Jesus neste, apanhaste bem o espírito que distingue os treinadores que interessam ao Benfica mas também não se pode esquecer a qualidade dos planteis que estavam e estão à disposição de cada um e aí a qualidade máxima que tivemos foi a do Trapattoni que com uma equipa fraquita foi pragmático o suficiente para conseguir ser campeão nacional. Acredito que o Jorge Jesus vai ser campeão e vai começar um novo capítulo na história do Benfica que se poderá chamar Pós-idade das Trevas Desportivas do Benfica Moderno.
Gloriosos jogadores do Sport Lisboa e Benfica, para a próxima já sabem: o nono golo é para ser na baliza do adversário! :-)
Também eu fiquei irritado e escrevi um comentário noutro blog ao qual me responderam qualquer coisa como:
"...marcámos 8 golos e falam de 1 que sofremos"
E se estivéssemos a vencer só por um? Não aceito aquele tipo de erros!
Concordo plenamente com tudo o que disse e continue a escrever apaixonadamente sobre a paixão que nos une, sim porque o Benfica e uma paixão...
Espero que seja este ano...
Abraço sincero
jé
"...o Benfica voltou a casa. "
Já pensaram em compilar e publicar os posts? Seria uma boa iniciativa.
O Benfica começa a reencontrar com o seu passado glorioso.
Temos equipa, há muito que não tínhamos um "onze" tão qualificado e há que assumi-lo sem rodeios. Vejo onze jogadores, qualquer um (fora o guarda-redes) seria titular de qualquer equipa deste campeonato e isso meus senhores, é obra!!!
Quando voltar o Maxi, junto de Luisão, David Luiz (a central) e Shaffer, mais Javi, Ramires, Di Maria, Aimar, Saviola e Cardozo...deixa qualquer um sem palavras. E acham que chega? Não chega, temos ainda um gigante Coentrão e um enorme Amorim.
Temos equipa e somos os únicos que verdadeiramente jogam futebol e eles sabem disso. Quem quer espectáculo em Portugal vê os jogos do Benfica o resto todos sabemos e a assistência nas bancadas comprovam-no.
Foi magnifico! E fiquei possuído, também eu, com o 9º golo do jogo.
Brilhante, mais uma vez. Este companheiro Benfiquista consegue fazer uma coisa que me parecia impossível, explicar por palavras o que é esta coisa avassaladora que é amar o Benfica. Se os jogadores compreendessem metade disto éramos sempre campeões.
Abraço.
Contudo os jogos que caracterizaram bem a vigencia de fernando santos e do seu losanco mariquinhas foram em paris com o PSG em que defendemos o 1-2 num jogo em que poderiamos perfeitamente ter ganho e em Barcelona, onde depois de estarmos a levar 3 secos, recuperamos para 3-2 e o santinho deu ordem às tropas para acalmar que agora ja so precisavamos de 1-0 na Luz. O resto da historia todos sabemos e o espanhol foi finalista da UEFA
Esta satisfação pessoal de ver jogar futebol só me pode ter anestesiado a veia ferrenha pq além de não me ter importado muito com o golo sofrido, cometi a heresia de o aplaudir (acho que qq um q vá pressionar e tentar o golo qdo está a perder por 8 secos aos 90' o merece).
Venham mais jogos assim por 6, 7 ou 8 e eu cá me continuarei a borrifar para os tentos de honra.
Viva o Benfica! =)
Sobre a atitude do JJ ao longo de todo o jogo, acho que na cabeça dele está isso mesmo, porque iremos ter jogos de tarmos a ganhar 1-0 aos 89min. e ter-se-á que se conseguir manter a concentração para não deixar fugir infantilmente os 3 pontos e provavelmente isso só se consegue criando esse hábito independentemente do resultado que haja.
Estes textos deviam ser decorados pelo plantel do Benfica!
Obrigado Gwaihir
http://euvoulaestar.blogspot.com
E para os que criticaram o investimento elevado do Benfica, respondemos com casas cheias.
Estes jogos merecem-no e esta equipa também.
Jesus sabe disso e está a rentabilizar bem o peixe.
Agora, só naquela, vamos encher, não a Luz, mas o Restelo.
não vi grande futuro quando soube da chegada do nosso treinador... foram anos e anos de marasmo, de ver o Benfica jogar porque sim... de depressão...
a única esperança, certeza era que realmente seria impossível ver o Glorioso a jogar pior do que nos meses de Março , Abril e Maio de 2009... mas porque é que com este seria diferente? O Manuel José e o Autuori também incutiam tanta garra e dinâmica nas equipas que treinavam em portugal e a desilusão tinha sido tão grande... e o alemão, e o Koeman , e o Trapattoni , e o escocês, e o Quique .... e o javardo que agora treina os javardinhos , e a segunda passagem do Camacho... porque é que este seria diferente...
até que surgiu o Torneio de Guimarães onde voltamos a ter o direito de nos deliciarmos a ver o Benfica jogar... chorei... chorei a ver o jogo com os ingleses e voltei a chorar no dia a seguir contra o vitória... ver o Aimar e o Saviola a entrarem na segunda parte e a jogarem e correrem como se fosse o jogo mais importante da vida deles...
não me lembrava de alguma vez ter visto o Benfica a jogar com aquela garra, aquela intensidade aquele orgulho imenso de correr com o nosso Manto Sagrado vestido.... recuava... recuava e pensei que talvez, mas quão diferente era o futebol nessa altura, talvez na primeira passagem do Erikson tenha assistido a momentos iguais aos que a nossa equipa nos brindou em Guimarães... e desde esse dia que tenho a certeza que tudo será possível este ano... tudo...
e isso tem um nome.... mentalidade.... fiquei todo ****** com aqueles últimos segundos do Benfica na 2a feira... mas também tenho a certeza que este ano não vamos ter jogos a acabar aos 37´ nem uma equipa a descansar a meio da 2a parte porque passado 7 ou 8 dias tem um novo jogo... se acabar um jogo depois de ganhar por 8 a 1 é bom... certamente que com 8 a 0 ou 9 a 0 seria melhor e certamente que no próximo jogo seriam mais algumas centenas de adeptos que estariam na Luz e certamente faria aumentar o medo com que os nossos adversário entrariam na catedral.
deixo uma última questão no ar... existe melhor situação para treinar dinâmicas de jogo do que na segunda parte de um jogo em que já estamos a ganhar por 5-0, num estádio quase cheio e com o público a apoiar até eventuais erros que venham a surgir? eu não vejo nenhuma... e este ano o nosso Benfica também não...
H'a muito tempo que não me sentia tão emocionado e entusiasmado com uma equipa do Benfica. Dizem que foi por ter vindo morar para 2000km do estádio da luz quando quase o poda ver de casa. Eu digo que 'e por finalmente ter uma equipa e um treinador que entendem o que 'e representar o Benfica, uma equipa e um treinador que me fazem lembrar os jogos que ia ver com o meu pai ao antigo estádio da luz.
Always SLB
Parabéns pelo excelente post. Concordo com tudo e sem duvida que é assim que se faz os campeões, é assim que voltamos a ter o nosso Benfica, era assim que o nosso Benfica era!
Grande abraço a todos na tertúlia.
Hugo,
http://benficademuitosum.blogs.sapo.pt
Vi o jogo, e gostei imenso das exibições do Humberto Coelho, do Mozer, do Artur, do Bastos Lopes, do Vitor Baptista, do Pietra, do Chalana, do Néné, do Diamantino, do..... do......., não eram estes?~
Não eram mas pareciam!
Benfica sempre
EU não escreveria melhor... foi uma emoção estar naquele estádio a assistir a um jogo em que se viu tanta garra, tanto querer, como há muito eu não via!
Um abraço
ps- Nem concordo muito com as suas opiniões mas este post esta estrondoso.
Eu via as equipas dele (Braga e Belenenses) jogarem à bola e ficava louco.
O homem com o Braga deu recitais em Milan, etc etc
Com o Belenenses bateu-se de igual com Bayern e Reall. As suas equipas sp foram as melhores da nossa liga. De longe as melhores (na vertente colectiva).
Pela primeira vez, metem-lhe nas mãos, tambem qualidade individual... o caminho está a ser o esperado!
Voltou, o Benfica! e mais que todos os grandes jogadores q por lá estao... é obra de JESUS ! :D
abraços
Disse no meu ultimo comentário ao Pedro que tivesse calma e acreditasse que estávamos no bom caminho, não sabia é que era tão bom!
Tou muito feliz, Viva o Benfiiiiiiiiiica!
Nem sei por onde começar Carlos...
Sem dúvida o melhor post que alguma vez li sobre a nossa alma benfiquista...
Acredita que não é toda a gente que consegue impressionar-me com os seus escritos...
Hoje conseguiste transmitir essa alma que anda perdida há já algum tempo... e fizeste-o de uma forma tão sublime que todo o benfiquista que ainda conserva essa alma ( são seguramente a maior parte de nós ) não conseguem deixar de se emocionar...
Já aqui disse ( num outro post ) que finalmente temos um grande treinador, que mesmo não ganhando o campeonato já este ano, acabará mais cedo ou mais tarde por ganhar títulos ao serviço do Benfica, disto já não tenho dúvidas nenhumas.
Esta época voltei a gostar de ver um jogo do Benfica do início ao fim do jogo, mesmo que o resultado final do jogo não nos seja favorável ( tal como aconteceu com Marítimo ) e isso é sem duvida uma grande vitória de JJ.
Agora só desejo que o Benfica seja capaz de segurá-lo, de lhe dar boa matéria prima para trabalhar e que consiga fazer com que os campeonatos se ganhem dentro do campo da bola e nãop fora dele ( aqui está para mim o maior adversário/desafio ).
Portanto e para finalizar quero agradecer em primeiro lugar ao treinador, aos jogadores e Direcção por ter conseguido criar finalmente uma equipa " à Benfica " e em segundo lugar agradecer-te também a ti por este teu " hino Benfiquista.
Obrigado a todos.
" ... o Benfica voltou a casa " ( fabuloso )
Benfica sempre...
Fernando Lopes
Só queria dizer aqui uma coisinha: E porque nós somos os mais fortes, e porque nós somos o Benfica, aquele golo mesmo no final deixou-me doente.
Porquê ganhar por 8-1, quando se pode ganhar por 8-0????? Mas, tal como tu Carlos, também fiquei muito contente por ver que o Jesus também não gostou nada. Sinais de mudança. O Benfica volta a ser o Benfica. Em qualquer lado, contra qualquer adversário.
Força Benfica
A equipa jogou de forma apaixonada, sem o peso das responsabilidades e com um afinco como há muito não se via. Houve lá um lance na 2ª parte em que o César peixoto, creio, pegou na bola e estavam três homens na frente de ataque a pedir a bola. Todos queriam ter o seu tento. Foi um grande Benfica!
Pedro Veloso
O Benfica é isto, é chama imensa, são papoilas saltitantes, e isso me envaidece.
Não resisto a colocar a letra do nosso grande Luis Piçarra, se me permitem, que tal como este post, me comovem profundamente.
"Sou do Benfica
E isso me envaidece
Tenho a genica
Que a qualquer engrandece
Sou de um clube lutador
Que na luta com fervor
Nunca encontrou rival
Neste nosso Portugal.
Ser Benfiquista
É ter na alma a chama imensa
Que nos conquista
E leva à palma a luz intensa
Do sol que lá no céu
Risonho vem beijar
Com orgulho muito seu
As camisolas berrantes
Que nos campos a vibrar
São papoilas saltitantes"
Obrigado Gwahir. Obrigado JJ. Obrigado Benfica.
É um orgulho pertençer a esta família.
Mesmo!
;)
100% de acordo
Saudações Benfiquistas
Esta é a verdadeira MISTICA do Benfica
Lê o texto na Benfica TV, para todos os verdadeiros Benfiquistas, nós agradecemos
Obrigado Carlos
Espero, desejo e acredito que o Benfica volte a ser BENFICA.........
CARREGA BENFICA!!!
"... sirva-se espectáculo a quem o veio ver"
Notável Alma Benfiquista, notável Escriba.
Direitinho para o meu Álbum das Emoções. E Carlos, sem snobismos, olhe que não é para todos.
Muito obrigado
RC
Linkem.nos: vivaobenfica.wordpress.com
Os meus aplausos para este poste.
Nem se quer é um poste, chamemos-lhe antes... UMA ODE !!!!
.
"AGUIA NA ALMA"
Este texto reflete a exaltaçao suprema do BENFIQUISMO.
Era este O BENFICA que a 40 e tal anos me agarrou e com o qual a partir dai vivo o dia a dia, segundo a segundo com a chama cada vez mais intensa e que ameaça transformar-se em labareda.
O BENFICA E A MINHA RELEGIAO, QUE PREGO E PREGAREI E QUE DEFENDO E DEFENDEREI COMO DEFENDO A MINHA HONRA.
E TAO LINDO SER BENFIQUISTA
TEMO QUE O LEVEM
PARA O REAL MADRID
PARABENS
E CHEGUE-LHES LENHA
Belo post.
"Debate", continuem porque além do riso que me provocam, sabem do que falam e "À BENFICA", parabéns,
Saudações Benfiquistas
Ainda ontem tivemos mais uma prova de que o Benfica regressou, de facto, a casa.
Vamos a eles. De cabeça erguida.
Vamos Benfica, este ano queremos TUDO
Tenho 36 anos sou algarvio e vivo em Loulé numa cidade onde existe uma casa do SLB mas provavelmente deverá ser uma das piores do País apesar da excelente localização não oferece qualquer tipo de iniciativa à enorme legião encarnada. Mas isso são contas de outro rosário o que interessa aqui é o manifesto da satisfação de ter assistido a um autêntico massacre de futebol no campo a que se juntou esta ilustração magnífica que merece todas as honras, ao seu autor Carlos Miguel Silva (Gwaihir) o meu muito obrigado, e um até já.
Abraço