Nostalgia
Saí esta noite da Luz com uma disposição nostálgica. Porque o que vi foi aquilo a que me habituei, aquilo com que cresci. Chegávamos às noites europeias e ao Benfica saía-lhe ao caminho uma equipa de Leste, daquelas de quem nunca tínhamos ouvido falar. Findos os noventa minutos, do jogo na Luz, já sabíamos que dificilmente voltaríamos a ouvir falar deles, e eles levavam na bagagem uma história para contar, da vez em que visitaram o Benfica e apanharam uma tareia. E no final ainda agradeciam a experiência.
Fábio Coentrão e Shaffer de início foram as alterações relativamente ao jogo com o Marítimo. Esperava uma entrada forte do Benfica no jogo, mas a verdade é que tal não aconteceu. O que pareceu foi que entrámos numa toada um pouco mais cautelosa do que o costume, quase que estudando o adversário. Isto durou até cerca de metade da primeira parte, e durante este período cheguei a pensar que o Benfica se tinha deixado embalar pelo ritmo pausado dos ucranianos, que trocavam bem a bola entre si, mas apenas no seu próprio meio campo, já que pareciam ser incapazes de criar qualquer perigo para a nossa baliza. Depois deste período inicial, e como que acordados por um remate disparatado do David Luiz (quando poderia ter amortecido a bola para o Coentrão), o Benfica terá percebido que pouco haveria a temer, e subindo as linhas entrou num período de domínio completo do jogo, que só terminaria aos noventa minutos. Esta pressão depressa foi recompensada, já que à meia hora de jogo o Di María, aproveitando um passe(?) longo do Fábio Coentrão, ganhou em velocidade aos defesas e, isolado, picou a bola com calma sobre o guarda-redes. Em vez de abrandar com o golo, pelo contrário, o Benfica pressionou ainda mais, e esteve por várias vezes perto do segundo, em particular pelo Saviola, que só não marcou mesmo por mérito do guarda-redes adversário. Face à forma como terminámos a primeira parte, sempre em cima do adversário, o resultado de 1-0 era curto e sabia a pouco.
A segunda parte foi a continuação do final da primeira. O Benfica sempre em cima do adversário, e nós a termos a oportunidade de rever muito daquilo que tanto gostámos de ver na pré-época, nomeadamente a pressão feita sobre o portador da bola praticamente à saída da área adversária, e o jogo colectivo com a bola em constante circulação de pé para pé. Uma falta sobre o Saviola na área passados apenas sete minutos deu ao Cardozo a oportunidade de se redimir do penálti falhado contra o Marítimo, e ele fê-lo marcando o penálti como bem sabe, colocado e em força para a esquerda do guarda-redes. E dois minutos depois, o jogo ficou praticamente sentenciado quando o Cardozo devolveu o obséquio ao Saviola, e após um excelente pormenor assistiu o argentino para um golo à boca da baliza. Com três golos de vantagem seria de esperar que o Benfica abrandasse um pouco, mas nada disso aconteceu. O domínio continuou, e era fácil prever que o resultado se pudesse avolumar ainda mais, o que veio a acontecer já com o Weldon em campo, quando à Mantorras, cerca de dois minutos após ter entrado, ele aproveitou um ressalto para marcar o quarto da noite. Só depois deste golo, e com a entrada do César Peixoto em campo, que colocou o Benfica a jogar num esquema táctico diferente, em que o Weldon era o único avançado, é que as coisas abrandaram um pouco, o que até permitiu ao Vorskla subir um bocadinho, ganhar alguns cantos, e até enviar a bola na direcção da nossa baliza pela primeira e única vez. Nada que colocasse em causa a superioridade incontestável demonstrada esta noite pelo Benfica.
Uma grande quota parte da superioridade do Benfica esta noite deve-se aos suspeitos do costume, ou seja, ao trio argentino. O mais exuberante deles todos foi o Di María, mas a mobilidade do Saviola e a capacidade de organização do Aimar (para além do trabalho que fez a meio campo) foram importantes. O Cardozo ainda esteve algo abaixo do que já o vimos produzir na pré-época, mas apareceu decisivamente em vários momentos. O pormenor na assistência para o terceiro golo foi excelente e antes disso, ainda na primeira parte, já tinha com um toque de cabeça deixado o Saviola isolado na cara do guarda-redes. O Javi Garcia continua a mostrar ser fundamental em campo, muito pelo trabalho quase invisível de compensações e dobras que faz. Na defesa, destaco o David Luiz, que por vezes parecia estar em toda a parte, sobrando-lhe ainda vontade para trazer a bola para a frente. Praticamente perfeito. E uma referência para a boa entrada do Ramires no jogo, parecendo mais solto e mais bem integrado na equipa. Por último, tenho que mencionar aquele que, a continuar neste tom, ameaça tornar-se numa nova coqueluche dos adeptos, o Fábio Coentrão. Voltou a fazer uma exibição muito positiva nos minutos em que esteve em campo, não parecendo afectado pela pancadaria a que foi sujeito pelos defesas ucranianos.
Por falar em pancadaria, uma observação sobre a arbitragem. O Vorskla veio à Luz com exactamente as mesmas intenções do Marítimo. Ainda vi no início do jogo alguns jogadores ucranianos a deixarem-se cair assim que sentiam a proximidade de um jogador do Benfica e, com o julgamento condicionado pelas arbitragens portuguesas, ficava à espera de ouvir o inevitável apito, ficando depois surpeendido quando tal não acontecia e via o árbitro mandar o jogador em questão levantar-se. A verdade é que após alguns episódios destes os jogadores deixaram de se atirar para o chão, e nunca assistimos ao antijogo vergonhoso com que fomos brindados no fim-de-semana passado. Porque só mesmo um árbitro português (e cá dentro, porque lá fora é outra história) é que permite este tipo de comportamento sistemático. Não sei quem era o árbitro esta noite. Mas coisas tornam-se muito mais fáceis quando um árbitro assinala as faltas que ele julga serem-no, independentemente da zona do terreno onde os lances ocorrem; quando ele manda seguir o jogo quando julga não haver qualquer falta, em vez de interromper o jogo de cada vez que um jogador se deixa cair; quando mostra cartões amarelos pelos motivos correctos, ou seja, faltas duras ou persistência no comportamento faltoso; e ainda quando ordena a entrada de assistência médica por dá cá aquela palha.
A eliminatória está agora praticamente decidida, não só pelo resultado confortável, mas também pela demonstração da enorme diferença de classe que existe entre as duas equipas. Foi muito bom ver o Benfica fazer num jogo oficial o mesmo que o vi fazer durante toda a pré-época.
Comentários
É sempre bom ir ao Estádio da Luz gritar golo uma dezena de vezes e saltar 4, mas o Benfica não está só na Europa e para lá chegar pr'o ano tem de saber lidar com os autocarros e as faltinhas, algo que ainda não demonstrou fazer nem na pré-época nem no 1º jogo do campeonato.
Temos portanto um Benfica que ainda não mostrou soluções para ser campeão nacional, no entanto, promete muito para a Liga Europa, como vimos na pré-época e no 1º jogo da eliminatória.
Ao contrário de outros que só lá chegam com Lucílios, Olegários, Xistras e Co.
Antes do jogo todos (avençados e adeptos do 2º maior clube português, os anti) lembravam Metalist, depois do jogo dizem que o adversário é (era) fraco.
O Benfica contra o Marítimo provou que é candidato ao título sim senhora! Clubismos à parte, só não vê quem não quer. Jogou e fez mais do que necessário para golear o Marítimo tal como fez na época passada, não calhou, ou melhor, a conivência arbitral, a sorte e a inspiração do guarda-redes adversário (são os melhores do mundo quando defrontam o glorioso) não permitiram. Mas isso não acontece sempre. Alguém vai pagar, quem ainda não sei, mas que v´~ao, lá isso vão!!!
No entanto rapidamente vamos ter de encontrar o antídoto contra os Marítimos e as arbitragens que vamos apanhar na catedral...só vejo uma solução...é entrar com tudo, garra velocidade querer desde o 1º minuto...!
1 abraço e saudações Benfiquistas
Á excepção dos últimos 10 minutos, não se viram grandes diferenças exibicionais nos jogos com o Olhanense e com o Marítimo pois não? Equipas fechadas, marcações cerradas, faltinhas cirúrgicas e árbitros complacentes vão ser o pão nosso de cada dia neste campeonato e o Benfica voltou a mostrar incapacidade em desembrulhar o seu jogo (sim, o Benfica já tem um jogo próprio!), só no fim e em desespero de causa é que começou a bombardear o Marítimo... e claro, falhou: uns chamam azar outros uma desconcentração provocada. No final do campeonato costuma-se fazer as contas aos pontos perdidos com as equipas pequenas, é neste sentido que eu penso que o Benfica tem de trabalhar mais para perceber como as ultrapassar, caso contrário, e mesmo com um plantel de luxo arrisca~se a não ser campeão.
Mas ontem tudo foi diferente, o Benfica teve espaço. E com espaço a equipa solta-se, expõe o seu jogo e fuzila. Na Liga Europa não estou a ver nenhuma equipa a querer empatar jogos, e por isso, pelas mesmas razões que apontei acima, estou confiante numa excelente prestação do Benfica nesta prova.
Espargueira mendes foi mesmo condenado a 5 anos de prisão efectiva, talvez valha a pena publicitarmos isto...
quanto ao jogo de ontem, lindo!
http://footballdependent.blogspot.com/2009/08/futebol-corrupcao-do-porto.html
Cumprimentos,
Tiago Pinto
Uma boa equipa é sempre uma boa equipa, quer seja em jogos de pre epoca quer seja em jogos oficiais. Nem sei como os benfiquistas vão nessa conversa.
O Benfica tem finalmente uma equipa e um treinador com o nivel exigido.
O Jorge Jesus é sem sombra de duvida o melhor treinador que eu vi no Benfica e já vi muitos.
Para os que ainda duvidam, não vale a pena argumentar, dêem tempo ao tempo e depois falamos.
Somos finalmente uma equipa de ataque, uma equipa organizada, uma equipa pressionante. O Quim que me lembre não fez uma defesa nos jogos oficiais.
Mais uma vez digo, assim até podemos não ganhar nada mas têm sempre mais um adepto na bancada. Só se não puder é q não vou apoiar esta equipa.
O jogo correu-nos de feição, a equipa mantém a auto-confiança muito alta... e isso é tudo na vida! A nossa equipa tem essa força mental que define os campeões, não existe qualquer dúvida, mas a cena das arbitragens ... bem a cena das arbitragens habilidosas, veremos...
Grande Fábio, será o nosso próximo craque, está pronto para a selecção A.
Boa casa...
Foi um Benfica à Benfica que se viu na Luz a fazer recordar as grandes noites europeias na Luz em que este tipo de adversário era cilindrado e vergado à qualidade do plantel, ao emblema que temos no peito e ao estádio que nos serve de casa!
Ontem deitei-me feliz e hoje acordei melhor! Viva o Benfica!
O Benfica a jogar assim na Europa vai longe a jogar assim em Portugal (liga portuguesa) não sei onde chega porque os 40 jogadores do Porto os 13 treinadores antigos jogadores do FCP e os arbitros que subiram á primeira divisão por processos que vão ser julgados em tribunal. Não sei, não sei
Em relacao aos telespectadores que asistiram ao jogo atraves da Benfica TV
O Jogo
"O jogo entre Benfica e Vorskla Poltava, a contar para a primeira mão do play-off da Liga Europa, foi visto em directo no canal de televisão do clube por 620 mil espectadores, noticiou ontem a agência Lusa com base nos estudos de audiência a que teve acesso.
Na plataforma Meo, a partida, que terminou com a vitória do Benfica por 4-0, teve um "share" (termo que designa a percentagem de telespectadores que àquela hora estavam sintonizados no encontro) médio de 31,4 por cento. Estes números deram à partida o primeiro lugar nos programas mais vistos na plataforma da Portugal Telecom entre as 19h45 e as 21h35 da última quinta-feira.
[b]Nestes números não estão incluídos os espectadores que têm acesso à Benfica TV através dos outros operadores que a disponibilizam: AR Telecom, Cabovisão e ClixSmarTV. Além disso, a partida foi transmitida em diferido na SIC, a partir das 21h30.[/b]
Entretanto, foi confirmado ontem que o jogo da segunda mão da eliminatória com o Vorskla Poltava, marcado para a próxima quinta-feira na Ucrânia, será transmitido em directo pela Sport TV 1. O apito inicial será dado às 19h45 (hora de Portugal continental). "
O Pasquim
"O jogo entre o Benfica e o Vorskla Poltava, transmitido quinta-feira em directo na Benfica TV, foi visto por 620 mil telespectadores.
A transmissão do jogo atingiu no Meo - serviço de televisão da Portugal Telecom - um share médio de 31,4 por cento, de acordo com estudos regulares de audiências do Meo a que a Lusa teve acesso.
O jogo, da pré-eliminatória da Liga Europa, em que o Benfica derrotou a equipa ucraniana por 4-0, foi o programa mais visto no Meo entre as 19:45 e as 21:35.
A Benfica TV teve a sua primeira emissão experimental em Outubro do ano passado, em exclusivo no Meo, com a transmissão em directo do jogo Benfica-Nápoles, que contou para a segunda mão da primeira eliminatória da agora extinta Taça UEFA.
[b]Actualmente o canal do clube da Luz está também disponível através de outros operadores (AR Telecom, Cabovisão e Clix SmarTV)."[b/]
Como se manipula e omite factos de maneira habilidosa
So me espanta e que ha pessoal que ainda acreidta em tudo o que o Pasquim publica
Na época de estreia em Portugal, Hulk não teve problemas de maior com os árbitros, acumulando apenas seis cartões amarelos. No Japão, contudo, o registo disciplinar teve mais incidências. No Consadole Sapporo, equipa que representou em 2006, por empréstimo do Kawasaki Frontale, o jogador brasileiro viu 15 cartões amarelos e foi expulso três vezes (duas por acumulação e uma por vermelho directo). Nessa época o avançado falhou nove jogos por castigo.
Emprestado depois ao Tokyo Verdy, em 2007, os problemas disciplinares de Hulk tiveram continuidade. O brasileiro teve mesmo um episódio semelhante ao da Mata Real. Reagiu mal à expulsão no «derby» com o FC Tokyo e acabou por ver o seu castigo alargado a três jogos. Essa não foi a única expulsão da época, e aos poucos Hulk começou a assumir a vontade de sair do Japão
Será que não dá para dar um xanax ao animador do estádio? Acho que aquilo tudo é servido em doses exageradas, dei por mim a comentar que preferia dar mais 5€ e não ter levar com aquilo...Eu sou dos que tanta "animação" não me aumenta em nada a vontade de ir ao estádio...Obviamente tambem não me afasta, porque lá ir é demasiado especial.