"A Bola" e as eleições do Benfica

Não é muito meu hábito referenciar, aqui no blog, artigos da nossa imprensa.


Mas este artigo de opinião de Vítor Serpa, na edição de hoje de "A Bola", parece-me merecedor de destaque, pois resume muito bem o que se passou durante esta semana que antecedeu as eleições. 


No fundo, resume, preto no branco, o que se passa não só com a imprensa desportiva mas com a imprensa em geral, que hoje em dia é controlada, na sua maioria, por grandes grupos económicos...

Comentários

BENFIQUISTA DO CORAÇAO disse…
TAMBEM ACHEI O MESMO
João disse…
E infelizmente, no Record, está escrito precisamente o contrário... Passo a citar:

Não deixaremos
CANTO DIREITO




Como aqui escrevi ontem, o tribunal ficou lá com o caso para resolver mais tarde e os sócios do Benfica, sentindo LF Vieira "injustiçado", acorreram em massa e pulverizaram a frágil concorrência. Há filmes cujo final já conhecemos de olhos fechados.

O presidente do Benfica poderá a partir de hoje começar a pôr em prática o seu programa eleitoral, sabendo-se já que não o conseguirá - pelo menos em parte.

Vejamos, por exemplo um dos desígnios programáticos da nova direção encarnada, resultante da constatação que passo a citar: Falta controlar melhor o apoio que determinada oposição consegue junto de determinados OCS (órgãos de comunicação social).

Nem "melhor", nem pior é o que garanto em relação a "Record", seguramente um dos "determinados" OCS. Em primeiro porque não "apoiamos" oposições, determinadas ou indeterminadas. E depois porque, se o fizéssemos, não somos tão burros que nos deixássemos "controlar".

Mas há outra prática identificada no programa de Vieira igualmente condenada ao insucesso. Volto a citar: Falta conseguir que os OCS sejam mais implacáveis com as práticas de alguns concorrentes. Ora, no que a "Record" respeita, só somos "implacáveis" a dar notícias, a respeitar a verdade e a garantir que todos os que emitem opinião nas nossas colunas o possam continuar a fazer contra ou a favor de Vieira, contra ou a favor de quem muito bem entenderem.

O controlo da comunicação social pode ser uma tentação, mas será sempre uma guerra perdida. E "Record" continuará - indiferente a pressões, ameaças e expulsões da sala - fiel apenas ao seu compromisso com os leitores.

Parabéns a Luís Filipe Vieira e votos sinceros de... poucas bolas na trave!


Autor: ALEXANDRE PAIS


Acho que não é necessário dizer nada, pois não?
Cristiana disse…
Vão sendo cada vez mais raros os exemplos de imparcialidade e isenção no meio jornalístico. Por vezes é tão notória a falta delas que até num simples comentário durante a transmissão televisiva de um jogo se percebe clara e inequivocamente de que que clube é o jornalista e até o comentador que estejam a acompanhar esse jogo.
Mas há as ditas excepções, felizmente.
Esta semana vergonhosa que se passou (vergonhosa devido a comportamentos de quem se diz benfiquista mas pouco dignifica essa paixão) teria a mais "bela" das oportunidades para que todos os jornais, noticiários televisivos, jornalistas e comentadores pudessem cair em cima do Glorioso. Mas isso não aconteceu com todos, por isso mesmo é de enaltecer este artigo que menciona no seu post . Não agradeço a imparcialidade, a isenção e o rigor que o Sr. Vítor Serpa mostrou, não por qualquer tipo de arrogância mas sim porque isso é o que se espera de um profissional sério como mostra ser, mas dou-lhe os parabéns pela raridade, pela diferença e pela seriedade.
abidos disse…
Infelizmente não foi só a semana passada, foi mais intensa é verdade, mas a campanha já vem de trás, e não creio que vá acabar...

Interesante é comparar este artigo do Vitor Serpa, com o do Alexandre Pais hoje no Rascord, onde este enfiou claramente a carapuça, em relação às acusações do LVF, no discurso da tomada de posse sobre a Comunicação Social...!!!
Anónimo disse…
Eu já não leio o record, um pasquim elaborado por ardinas.

Só compro a A BOLA ou na falta dela o jogo(por incrivel que pareça são mais neutrais...)

Se cada um como benfiquista fizesse o mesmo o conteúdo mudaria.
Superman Torras disse…
Ainda na edição de ontem d'a Bola, houve outro artigo que me chamou a atenção. Este:

"
Por fernando guerra

MONIZ sobressaltou o monstro, aparecendo de supetão como salvador desinteressado da pátria benfiquista. Carvalho incomodou-o, com campanha ruidosa e despida de credibilidade. Vieira acariciou-o e pediu-lhe terceira oportunidade, generosidade que não encontra semelhança na história democrática do clube desde 1926: Sei que tenho pouco jeito para o futebol, já cá ando há oito anos, só ganhei um título, permiti que se contratassem cem jogadores, 33 portugueses e 67 estrangeiros, à média de 12 por ano, mas a partir de agora prometo mudar. Com Jesus, o melhor treinador português, seremos campeões por muitos anos.
O monstro, embora cansado de esperar, reflectiu e acedeu:
Está bem, sei que te falta argúcia para gerir o futebol, mas és sério e trabalhador. Acredito em ti, mas deves perceber que a tua margem de tolerância passa a ser igual a zero. Tem de ser assim. Esse projecto de que tanto falas ou dá frutos depressa ou ver-me-ei obrigado a substituí-lo.
Com infinita sabedoria, o monstro foi mais longe e decidiu:
Vais ganhar as eleições, não por seres o mal menor, mas por entender que, neste momento, continuas a representar o caminho por onde devemos seguir.
Convicto da decisão, o monstro chamado Benfica transformou um processo eleitoral de relativo interesse, em que o resultado oscilava entre o 9-1 e o 8-2, em manifestação de força inigualável em Portugal, expressa por massa de votantes única, com abrangência universal, através de participações nos cinco continentes.
Se o Benfica, mesmo afastado da discussão dos títulos nos últimos quinze anos, continua a ser o maior, imagina-se como será quando readquirir a sua vocação conquistadora...
"
T. disse…
Superman Torras: mas qual a moral de A Bola vir com um artigo desses quando veio com uma história mirabolante do assalto espanhol à Luz?
Valter disse…
T: Será que a história era assim tão milaburante???
T. disse…
Valter, desafio-te a veres todos os textos relativos ao benfica no jornal A Bola, assinados pelo José Manuel Delgado. Têm uma linha comum.

Entrentanto, e não especificamente sobre este assunto, gostaria de desafiar os bloggers aqui da tertúlia a falarem aqui, ou no programa da Benfica TV, ou darem a sua opinião sobre os temas que O Jogo falou hoje serem os objectivos da direcção para este mandato. Falo dos seguintes pontos:

1- Naming do Estádio
2 - Fusão Benfica Estádio / Benfica SAD
3 - Museu
4- Alteração estatutária
5- Direitos televisivos

Saudações Benfiquistas!

P.S. Em breve analisarei também estes pontos no meu blogue, onde levantei uma questão algo pertinente sobre os equipamentos.
Dylan disse…
"O Benfica é dos sócios"

As eleições presidenciais no Benfica tiveram o condão de unir a nação benfiquista. Contra "cavalos de Tróia" e os sedentos de protagonismo, onde não faltaram as manobras pseudo-jurídicas para impedir o acto eleitoral e denegrir os estatutos do clube. A histeria provocada torna-se compreensível à medida que se aproxima o dia em que o Benfica tornará a ser detentor dos seus direitos televisivos desportivos e a sua TV começa a ter o êxito esperado. O poder associativo do Benfica nunca deve ser menosprezado por ninguém assim como a gratidão para com quem transfigurou um clube despedaçado num clube moderno e eclético.