O jogo mais importante da época, Lucilio e o Artur Jorge é que tinha razão

Sexta-feira joga-se boa parte do futuro do Benfica esta época. Qualquer desfecho que não se traduza no amealhar dos três pontos em disputa implicará, na minha opinião, o afastamento da luta pelo título.


 


Às naturais dificuldades que o Leixões vai colocar, naturais porque tem demonstrado variadíssimas vezes que é uma equipa muito bem orientada intrometendo-se inclusivamente na luta pelos primeiros lugares, ficamos hoje a saber que teremos o desprazer de receber no nosso estádio um dos apitadores mais indecentes que pisa os palcos portugueses. E isso, não o ignoremos, acrescentará uma pitada extra de dificuldades que teremos de ultrapassar.


 


Além disso, como se já não fosse empreitada suficiente, teremos muito provavelmente a enésima demonstração prática de como não se deve encarar uma partida em que temos "obrigação" de ganhar, como é o caso de cerca de 90% dos jogos que disputamos em casa. Custará assim tanto apresentar de ínicio o fulgor que temos demonstrado bastas vezes possuir nas segundas partes das partidas jogadas na Luz? Repare-se, nesta fase já nem exijo um futebol particularmente belo e/ou agradável à vista, não, nesta fase contentar-me-ia(ei) com a demonstração cabal por parte da equipa, jogadores e treinador (já lá vamos), que entenderam finalmente que ao Benfica ninguém dá nada, tem de ser tudo conquistado, e ainda bem que assim é, à custa do seu suor e do nosso sacrificio. E assim sendo não há tempo a perder, esqueçam o jargão que implica a concessão de 15 minutos iniciais geralmente epitetados de "estudo do adversário", disfarcem o respeito devido ao adversário partindo para cima dele como se uma equipa da 2ª divisão se tratasse, olvidem a segunda parte do jogo do passado fim de semana, em suma, vão-se a eles que nem tarzões assim que o apitador der o primeiro de muitos (óh se serão muitos!) silvos no apito!


 


Quanto a Quique Flores, vai ter muito provavelmente que perceber que terá de colocar  em campo uma equipa desiquilibrada se quer que o Benfica passe da teoria à prática no que respeita à superioridade que possui em relação à grande maioria, para não dizer totalidade, dos competidores da 1ª liga portuguesa. Já não vou tão longe em querer ver Suazo encostado à direita, suprimindo dessa forma a ausência de um extremo direito com que se possa contar no plantel, para permitir a entrada de Cardozo no 11, mas a entrada de um jogador que tenha rotinas de ala é de todo necessária para obrigar os médios adversários a cobrirem ambas as alas e não apenas aquela em que tem actuado Reyes. Se isso será feito com Di Maria, com Balboa ou com o improvável Aimar, desconheço, mas já que falo no Aimar sempre vou acrescentando que estou muito longe de estar convencido da bondade da decisão em continuar a reservar-lhe uma das duas posições mais ofensivas da equipa.


 


Na direita ou mais atrás fazendo a ligação com o(s) médio(s) mais recuado(s), permitindo dessa forma a entrada de mais um jogador ofensivo, creio ser essa a melhor solução para os tais 90% dos jogos em que assumimos um claro favoritismo.


 


Por último é chegada a hora de sossegar os ânimos mais irrequietos devido à parte do título que lá foi colocada para precisamente provocar uma espécie de curiosidade mórbida, do género daquela que faz os portugueses abrandar o carro na autoestrada quando há um acidente na faixa contrária, e de dessa forma poder eventualmente garantir a leitura completa deste post por parte dos leitores mais exigentes, dizendo-lhes que não se trata do súbito reconhecimento que Isaías, Vitor Paneira, Edilson, Stanic (a lista é infindável) foram bem dispensados e que o Artur Jorge não concorreu com essas decisões para o início da nossa travessia no deserto, não, apenas chamei o dito senhor à prosa porque me apercebi recentemente do quão acertada era a sua decisão de ver os jogos enquanto ouvia música clássica. É verdade, mudando apenas o tipo de música de clássica para blues ou jazz, a verdade é que os últimos jogos que tenho visto em casa são acompanhados de um movimento que ameaça tornar-se automático de tirar o som da televisão e de ligar a aparelhagem. Claro que isso já tem levado a certos episódios que parecem directamente saídos de um guião da twilight zone uma vez que à posteriori verifico que tive a ver um jogo diferente daquele que os comentadores e os jornalistas presenciaram mas isso, aproveitando para parafrasear o dito senhor uma última vez antes de prometer que não voltarei a referir o seu nome por muitos anos em que continue a escrever no blogue, é uma situação perfeitamente normal.

Comentários

Mike, Moscovo disse…
E uma das vantagens de ver os jogos da liga portuguesa nos canais russos. Nao percebo patavina do que dizem, mas prefiro assim.
Sempre_Benfica disse…
Concordo com quase tudo ... excepto que Paneira e Izaías (penso que se escrevia assim) ainda hoje tinham entrada directa na equipa do GLORIOSO. Para mim, o poeta lírico nunca foi treinador e apenas destruiu a nossa melhor equipa dos últimos anos, para fazer uma limpeza de balneário. Depois de feita a limpeza não havia dinheiro para comprar jogadores aproximados, quanto mais melhores!

Saudações Gloriosas . Que ganhemos em 2 campos este fim de semana

Sempre_Benfica
Aguia Imperial disse…
"receber no nosso estádio um dos apitadores mais indecentes que pisa os palcos portugueses. E isso, não o ignoremos, acrescentará uma pitada extra de dificuldades que teremos de ultrapassar."

Que -teremos- de ultrapassar. Hahah. Pela esquerda ou pela direita (à margem da Lei)? Está bem, vamos lá ultrapassar o Lulu pois sim. Continue o circo então, sempre dá mais brilho ao título ganho e entregue no final da época.
O Mais Credível disse…
Este jogo significa acima de tudo, a afirmação do Benfica na recta final do campeonato português e mesmo a forma mental e física como a equipa vai encarar a final da Taça da Liga, frente ao seu principal rival, o Sporting.
O Leixões é daquelas equipas que por muito que sejam "boas de bola", coisa rara em Portugal no últimos anos, a verdade é que há sempre tendência para os jogadores dos Grandes esquecerem-se desse facto e encararem o jogo de forma verdadeiramente discriminatória e depois vemos surpresas.

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