Brio
Pode não ter sido com muito brilho, mas foi com imenso brio que o Benfica esta noite conseguiu vencer o Leixões, num jogo que começou por parecer ter tudo para decorrer a nosso favor, mas que terminou de forma exactamente inversa.
Alguma surpresa logo de início na nossa equipa, com o Quique Flores a optar por jogar com dois alas bem abertos, colocando o Di María de início na direita e o Reyes na esquerda, e colocando para além disso o Ruben Amorim no meio, ao lado do Katsouranis. Conforme esperado, na defesa o Miguel Vítor ocupou o lugar do Sídnei, enquanto no ataque o Cardozo regressou à titularidade. E começou muito bem o jogo o Benfica. Com a linha de defesa muito subida, uma pressão bem executada sobre os adversários, e depois a sairmos rápido para o ataque assim que a bola era recuperada, o Benfica terá esta noite feito uma das melhores entradas num jogo em casa esta época. Com o Amorim a mostrar-se como peixe na água no centro, e com a preciosa ajuda dos alas e, sobretudo, do Aimar (quantas bolas terá ele recuperado ou roubado esta noite?) sempre que não tínhamos a bola, o Benfica não dava tempo nem espaço para o Leixões desenvolver o seu jogo. Aliás, ainda não tinha decorrido um minuto de jogo e já o Benfica criava uma situação de perigo, só que o Aimar não conseguiu controlar a bola nas melhores condições. Foi bonito ver-nos jogar a toda a largura do campo, aproveitando a velocidade do Reyes e do Di María nas alas. Não surpreendeu por isso que chegássemos ao golo, após mais uma incursão do Reyes pela esquerda, que terminou num autogolo de um defesa do Leixões quando tinha o Cardozo nas suas costas para marcar. Pouco após o golo, O Luisão esteve perto de fazer um golão, com um pontapé de bicicleta que passou muito perto. Embora continuando a controlar o jogo à vontade, fiquei com a sensação de que retirámos um pouco o pé do acelerador após o golo (pelo menos a pressão sobre os adversários para recuperarmos a bola já não parecia ser tão intensa), mas o pior veio pouco depois da meia hora de jogo, com a lesão do Ruben Amorim (que estava a fazer um óptimo jogo até então), tendo que ser substituído pelo Carlos Martins. Aí sim, a equipa recuou a linha defensiva de forma mais nítida, e já foi então possível ver o Leixões a conseguir fazer a circulação de bola a meio campo que lhe é mais habitual. Mas também não passou disso, já que lances de perigo nem vê-los, tendo o Leixões que optar por tentar rematar a distâncias consideráveis da nossa baliza. Pelo contrário, era o Benfica quem, em transições rápidas, conseguia dar maior sensação de perigo, pelo que a vantagem mínima ao intervalo pecava quando muito por escassa.
A segunda parte mostrou o mesmo pendor da primeira. Logo no início, uma oportunidade para o Reyes, desmarcado sobre a esquerda a passe do Aimar. Ainda durante os primeiros minutos, o Leixões teve aquela que foi, para além do lance do golo, a única oportunidade digna desse nome durante todo o jogo, mas o remate do seu jogador, que num contra-ataque recebeu a bola à vontade, foi perfeitamente disparatado. No Benfica, os nossos alas começavam a perder algum fulgor, e o Reyes acabou por dar o seu lugar ao Nuno Gomes ao fim de quinze minutos. Com o jogo controlado, faltava ao Benfica um golo que nos desse maior tranquilidade, o que acabou por acontecer poucos minutos após a entrada do Nuno Gomes. Na direita o Cardozo (que um minuto antes, desmarcado pelo Di María, tinha desperdiçado uma ocasião soberana por ter deixado a bola escapar) ultrapassou um defesa adversário e, da linha final e com o pé direito, centrou para que o Nuno de cabeça se antecipasse ao seu marcador para marcar. Em condições normais, e face ao que tinha visto até então, isto seria o suficiente para pensar que iria ter um final de jogo tranquilo. Mas sabendo o que se tem passado esta época, acabei por não ficar muito descansado, e em vez disso preparei-me para o que aí viria.
Só foi necessário esperar oito minutos. Depois, no mesmo minuto, o Carlos Martins lesiona-se e, num lance em que foi algo feliz num ressalto, o Leixões marca. Como já tínhamos esgotado as substituições (o Balboa entretanto entrara para o lugar do Di María) o cenário que se apresentava era jogar os últimos quinze minutos (mais os eventuais descontos) com dez, perante uma equipa motivada pelo golo. Só que os dez encheram-se de brio, e apoiados pelo público da Luz, valeram por onze ou mais. Porque a verdade é que o Leixões não conseguiu criar uma única oportunidade de golo até ao apito final do árbitro, apesar de, durante este período, ter conseguido finalmente um ascendente sobre o Benfica, jogando a maior parte do tempo no nosso meio campo e equilibrando um pouco a posse de bola. Felizmente desta vez não houve golpe de teatro, e o Leixões não conseguiu sair da Luz com um empate que seria, de todo, imerecido.
Como destaques na nossa equipa, começo por escolher o Aimar. Não sei se ainda há grandes dúvidas sobre a sua condição física, mas quem viu aquilo que ele correu esta noite deverá ter ficado esclarecido. Movimentou-se livremente pelo ataque, e soube sempre dar velocidade ao nosso jogo, tendo combinado com e desmarcado diversos dos seus colegas. Deu ainda uma ajuda indispensável no trabalho de recuperação da bola a meio campo, e acabou o jogo praticamente como médio defensivo, ao lado do Katsouranis. Na defesa, destaco o Miguel Vítor, pela disponibilidade que mostrou e pelos inúmeros cortes que efectuou. Se o Leixões raramente conseguiu ameaçar a nossa baliza, a ele (e ao Luisão) muito o devemos. Foi pena a lesão do Amorim, porque aquilo que produziu enquanto esteve em campo foi muito positivo, estando directamente ligado à boa entrada do Benfica em jogo. Quem esteve um pouco abaixo da regularidade que lhe tem sido habitual foi o Maxi, que se atrapalhou um pouco na defesa, e até esteve pouco feliz nos cruzamentos quando se aventurou no ataque.
Ultrapassado este difícil obstáculo - e roubada ao José Mota a glória de ser o primeiro a conseguir vencer em casa do Benfica e dos outros dois no mesmo campeonato - resta agora sentarmo-nos tranquilamente no sofá e esperarmos pelo resultado do encontro fratricida de amanhã, com a certeza de que esta jornada ser-nos-á sempre positiva.
Comentários
Mais uma vez uma crónica fiel do que aconteceu ontem...vimos o jogo com os mesmos olhos...pela positiva deixa-me também realçar o desempenho do Luisão que acho ter sido imperial na defesa e na capacidade de impor garra e disciplina à equipa.
Pela negativa 2 coisas...em 1º lugar a permanente quezília daquele asqueroso do Mota a qualquer decisão do Lucílio .estado de guerrilha extensível a todo o banco desde o inicio ao fim do jogo...quando é contra nós é sempre a mesma coisa...quero ver aqueles ranhosos no Sábado com o clube regional e corrupto...por último os comentários inqualificáveis dos gajos da RTP...mas quem eram aqueles indivíduos .não os reconheci pela voz ??? Uma vergonha, parciais e com intervenções completamente desajustadas da realidade...acabei tirando o som pois já me estava a meter nojo...!!!
1 abraço e saudações Benfiquistas
Viva o Glorioso Benfica e Feliz 105º Aniversário de Chama Imensa a todos os Benfiquistas.
Quanto aos comentadores RTP já nem vale apena depois de ter ouvido no Atlético Madrid - fcp um comentador a dizer que o jogador do porco estava fora de jogo e passado uns largos minutos falam novamente do lance a dizer que não era fora de jogo... Fiquei com a nitida sensação que "alguém" lhes deve ter ligado a perguntar como é que é ? querem ir comentar os distritais ?
Só uma última nota que deixa um pouco perplexo em profissionais de futebol ainda por cima que já andam nisto algum tempo e refiro a Reyes e Carlos Martins naquele último lance da 1ª parte , canto a favor do Benfica, em que decidem bater o canto curto e depois não deu em nada porque o arbitro terminou o jogo, ouviram das boas do Quique à saída para o intervalo, certamente não vão esquecer tão depressa.
Notasse pelo meu cansaço ... ((Alguém)) me disse "epah, mas o que é que tu andas a beber??? O jogo é na luz e não em Leixões!!" ... Corei e fiquei sem pinta de resposta, estava mesmo preparado para fazer meia dúzia de quilómetros, acabei por fazer umas centenas :) e como não há excepção a regra, cada encontro em que assisto da bancada a Vitoria é nossa.
Gostei da primeira metade do jogo, a segunda ficou apática e é alvo de critica, no entanto "calamos" os rateres à Zundap (mota) e tiramos o sono ao seu vizinho.
http://novobenfica.blogs.sapo.pt/69048.html
Alguem percebeu o amarelo ao Carlos Martins?
Já os jogadores e técnicos do Leixões andaram entretidos a ver outro jogo qualquer...
Enfim, coerências...
O amarelo ao Martins é um escandalo e infelizmente não é caso unico, aconteceu uma vez com o Tiago tb. O quarto árbitro manda entrar e depois amarelo? PALHAÇO!!!!!
Acho piada às declarações da malta do Leixões. Enquanto esteve 11 para 11, não jogaram nada. Não conseguiram trocar a bola como tão bem o fazem, nao criaram oportunidades, nada.
DEpois, contra 10, lá se conseguiram soltar um pouco mas marcaram 1 golo na unica oportunidade que tiveram. E acham o resultado injusto?!? E acham que deram uma lição de futebol? Quero ver a lição de futebol que vão dar para a semana. Ah, espera, já estou a ver as declarações:"não conseguimos fazer melhor porque o Porto é muito forte". Tristes.
E o José Mota devia ser a ultima pessoa neste pais a falar em anti-jogo, ele que quando treinava o Paços, era das equipas mais nojentas a fazer esse tipo de jogo.
Abraços gloriosos
Ainda assim ontem o Lucílio não esteve tão nocivo como lhe costuma ser habitual. Conseguiu perdoar os amarelos ao Leixões, pelas faltas sobre o Dí María e o Aimar, para depois dar logo amarelo ao Miguel Vítor, mas pelo menos não foi nas fitas do porquito emprestado ao Leixões, que se fartou de se atirar para o chão.
Fora a determinação, que foi claramente maior que em muitos jogos nesta época, a qualidade do nosso jogo não mudou muito. Ontem houve muito chuto para a frente e, infelizmente, o Cardozo este um pouco desastrado nos momentos decisivos. Creio que isto sucede devido à pressão que o rapaz sente de cada vez que joga: tem de marcar para provar que merece ser titular! Enfim, totalmente injusto quando comparamos a sua produtividade com a do outro que veio em férias para Portugal...
Gostei do Aimar, do Miguel Vítor e do Di Maria (ao menos corre, e muito!). Continuo a achar que estamos a desperdiçar um jogador que daria um fabuloso avançado: o Reyes. O homem perde-se claramente quando joga agarrado às linhas, mas é aí que o Flores quer que ele jogue...nada a fazer.
Uma referência também para o público que esteve 5* e ajudou muito a equipa nos minutos finais. Muito bem!
Já agora, fui só eu que reparei no defesa esquerdo do Leixões? Que belíssimo jogador eles têm ali! Chama-se Angulo e, segundo os comentadores da RTP, é colombiano e bastante jovem. Creio que tem qualidade e perfil suficiente para se tornar num bom jogador. Eu não teria dúvidas em contratá-lo...JÁ!
Desde a amostragem de cartões amarelos a jogadores do Benfica (continua o suplício desde o início do campeonato) totalmente disparatados, passando pelas constantes faltas cometidas no meio-campo sobre Pablo Aimar (a que Lucílio fez vista grossa), culminando na atitude do treinador do Leixões que passou o jogo TODO a contestar a arbitragem do jogo e não só, dirigindo-se à equipa da arbitragem no final (quero saber o que Lucílio vai escrever no relatório) e saindo do campo a espumar da boca. Quero ver na próxima jornada se espuma assim tanto...
Em síntese: ganhámos e ganhámos BEM.
Gostei de ver e ouvir o apoio dos benfiquistas no estádio. Desta vez até a central participou. Lindo aquele coro de assobios nos minutos finais, cada vez que o Leixões pegava na bola.
Tomara que fosse sempre assim...
Uma palavra final para os pequenos treinadores como José Mota e para outros grandes anti-benfiquistas como os adeptos do Clube Corrupto ou do Clube Diferente:
Baixem a crista. Piem baixinho. Bolinha baixa. Nós estamos na luta e vamos até ao fim!
MAIOR DO QUE A NOSSA GRANDEZA SÓ A VOSSA INVEJA!
mesmo com poucos ovos, lá vai fazendo omeletas, e para mim é um dos tipos com mais garra competitiva do nosso futebolzinho. Não é um Mourinho, duvido mesmo que se safasse num grande, mas tiro-lhe o chapéu pela maneira como entende os jogos e como põe os jogadores a disputar as partidas. E tenho que reconhecer que poucas equipas teriam uma disponibilidade para disputar o jogo com o Benfica como o Leixões fez, sem intrujices nem golpadas (têm lá aquele rapaz criado no Olival, mas ele não tem culpa, foi ensinado assim...), apenas a crença que poderiam ainda aproveitar as dificuldades do Benfica estar com menos um e a tentar segurar o jogo.
fantastico jogador.
Mais um excelente comentário ao jogo , como já é hábito.
Apesar de não ter assistido na bancada, vi na tv, penso que fizemos o melhor inicio de jogo da época.
Esse BENFICA é o MEU BENFICA !!!
Assim deverá ser sempre, para impor ORDEM e RESPEITO aos pequenos, ou seja, a todos os outros.
Enorme ATITUDE da nossa equipa e dos nossos ADEPTOS na parte final.
Como eu gostaria de lá ter estado!!!
Isto é o BENFICA!!! E desta forma tenho a certeza que vou ficar, como da ultima vez, a festejar na CATEDERAL até ao amanhecer!!!
Desculpem a "Catederal"
Claro que quero dizer CATEDRAL ou melhor, INFERNO DA LUZ!!!
Passados dois dias continuo sem perceber o amarelo do CMartins. São coisas que só acontecem ao Benfica. Sim, porque nunca mais nenhum jogador foi expulso depois de ter entrado em campo precocemente como o Tiago foi na primeira época do Camacho (expulsão porque já tinha um amarelo). O quarto árbitro está lá a fazer figura de corpo presente, mas pago a peso de ouro... para quê??
Estou de acordo com o teu destaque quanto ao Aimar. Farto-se de correr, de tapar espaços e tentou sempre desmarcar colegas em melhor posição. Pena que continue ainda emperrado na hora de rematar. Está a crescer e a equipa, na sexta-feira, beneficiou muito da sua inteligência. Dá gosto vê-lo, claro.
Os adeptos estiveram enormes nos últimos minutos finais. Apesar do mau futebol, nunca assobiaram nem colocaram mais pressão à equipa e isso foi muito bom. Infelizmente, continua a haver alguns palermas, como os que se sentam atrás de mim. Ora um deles dizia que o NG só marcava golos que não interessavam. Deu mesmo vontade de lhe dizer, no final do encontro, que tínhamos 3 pontos à conta do Nuno Gomes, o nosso capitão, um dos melhores finalizadores nacionais e que merece mais respeito do que o que lhe é dado.
Por último, só lamento que o jogo tenha acabado sem que o Quique fosse à cara do José Mota... O Benfica a fazer anti-jogo lol e o que é que o Leixões fez em Alvalade e no Estádio do Mar? Não me venham com histórias... O Benfica esteve à altura da exigência do jogo e foi um justo vencedor, quer gostem, quer não.
CARREGA, BENFICA!
Mas o melhor do jogo foi mesmo o helder conduto...para quem teve o azar de ir ao estádio e não pode ouvir este monte de merda não sabe o que perdeu...penso que o rui orlando terá ficado com ciumes.
Mas já vi que o antitripa tem um post sobre o dito, passa por lá.
Em jeito de resumo posso dizer que esse camelo helder conduto), ficava em êxtase a cada ataque do leixões.
Como já outros aqui escreveram, neste jogo houve mais atitude, globalmente, mas a qualidade e a consistência estiveram quase ao mesmo nível dos últimos tempos.
É verdade que a equipa entrou a jogar de forma fluida, consequente e determinada, utilizando os flancos, com velocidade, com uma defesa alta e muita pressão sobre o adversário. De tal forma que me convenci que venceríamos o jogo sem dificuldade, tal era o confinamento a que obrigávamos o adversário. Mas isso durou pouco tempo. Mais propriamente, até ao primeiro golo, embora nessa fase já não fossemos tão "eloquentes" como foramos na fase inicial do desafio. Depois do golo, como que nos eclipsámos. Não porque o Leixões nos fosse superior, mas apenas porque nós, inexplicável e estupidamente, deixámos de jogar à bola. É verdade que até podíamos ter voltado a marcar, e que o Leixões não teve qualquer ocasião de perigo, mas isso foi fruto de "fogachos" breves, autênticas excepções no deserto que já era o nosso futebol. Será que é impossível meter na cabeça daqueles privilegiados que vestem a camisola do Benfica que os jogos são para disputar durante noventa minutos?!?
Não aceito que jogadores como o Reyes desistam de disputar uma bola (que muitas vezes perderam...) e deixem as "despesas" para os colegas!!!
Não aceito que jogadores como Katsouranis ou C. Martins se passeiem com a bola de forma displicente no nosso meio campo defensivo, acabando por a perder para os adversários, ou por a endossar mal (muitas vezes em passes arriscados ou de poucos metros) e dar origem a perigosas jogadas de contra-ataque!!!
Não aceito que jogadores tecnicamente dotados (como o Balboa, que custou 4 milhões de euros...) se permitam cometer erros como foi o "passe" para o golo do Leixões, ainda por cima feito numa zona do terreno onde ele não deveria, decididamente, estar!!!
Gostava de fazer a justiça de dizer que a equipa escalonada pelo treinador me deixou muito agradevelmente surpreendido, não só por colocar no miolo do terreno o Ruben Amorim, mas também por, pela primeira vez, surgir com dois alas puros, rápidos e tecnicamente evoluídos.
Julgo que, com uma linha de três homens (Reyes, Aimar e Di Maria) a actuar de forma solidária, de trás para a frente, e com Cardoso a ser servido por estes, o nosso ataque poderia ser demolidor. Porém, com Aimar teimosamente colocado bem junto ao ponta-de-lança (e, consequentemente, aos defesas...), temos as nossas possibilidades de sucesso claramente comprometidas. Além disso, num esquema como o que tem sido privilegiado, os dois homens do miolo (sejam Katsouranis e Yebda, ou aquele e C. Martins, ou ainda qualquer outro) serão sempre o primeiro (e único) obstáculo dos adversários, antes da nossa defesa.
Espero que Quique Flores emende a mão. Ou que nos demonstre que não temos razão...
Para concluir, tenho de referir que continuo a ser (desagravelmente...) surpreendido pelas opções do nosso treinador, sempre que mexe na equipa. Tirar o Reyes para fazer entrar o Nuno Gomes, ainda posso entender, se a opção for colocar o Aimar sobre a ala esquerda (que, por acaso, me parece o seu lugar "natural"...). Contudo, retirar o Di Maria (que, para mim, fez talvez o seu jogo mais consistente) para meter no jogo alguém como o Balboa (algum potencial, mas muito poucos resultados e grande crise de confiança...) foi, como se provou, um grave erro de palmatória: o Di Maria, mesmo cansado, faria sempre muito mais do que fez Balboa.
Só me resta dizer que, a jogar com pontapé prá frente, mesmo face a uma equipa "arrumadinha" (que, também, não é nada mais do que isso, embora os resultados lhe tenham vindo, afortunadamente, a sorrir-lhe...) é, decididamente, muito menos do que aquilo que eu desejo, espero ou exijo.
Só com "isto", não vamos lá