Tangencial
Mais uma fraca exibição, salva desta vez por um golo algo feliz do Makukula, que nos deu uma vantagem tangencial para uma segunda mão na Alemanha que se prevê difícil.

O Camacho fez a vontade aos críticos, e alinhou com dois pontas-de-lança de início. Infelizmente os resultados não foram famosos, já que o Cardozo e o Makukula revelaram grande falta de entendimento, e por vezes até interferiram um com o outro. O Nürnberg apareceu com uma disposição cautelosa, deixando apenas o gigante Koller na frente, mas cedo deu para perceber que eram os alemães quem controlava a partida, sobretudo devido à supremacia que tinham na zona central do campo, onde um Petit fora de ritmo não conseguia dar conta do recado. Foi mesmo uma primeira parte muito fraca por parte do Benfica, que raramente conseguiu incomodar os alemães, sendo quase inexistentes os remates à baliza adversária. O Benfica continua a revelar uma incapacidade preocupante para construir jogadas de ataque, ficando quase exclusivamente dependente das subidas do Rui Costa com a bola nos pés para conseguir criar algum desequilíbrio nas defesas adversárias. E foi precisamente assim que, aos quarenta e três minutos de jogo, o Benfica chegou ao golo. Uma subida do Rui Costa pela zona central do campo levou a que vários jogadores do Nürnberg fossem para cima dele, o que deixou o Makukula muito à vontade para receber a bola vinda do Rui, e ainda fora da área rematar rasteiro para o golo, parecendo o guarda-redes adversário mal batido no lance. Este golo surgiu no único(!) remate que o Benfica fez à baliza durante toda a primeira parte (e para fora não devem ter sido feitos muitos mais remates).

Na segunda parte as coisas melhoraram um bocadinho, mas apenas isso mesmo - um bocadinho. Até conseguimos fazer o nosso segundo remate à baliza, pelo Petit (e não voltámos a conseguir acertar mais uma vez que fosse na baliza até final do jogo - é verdade: dois remates à baliza em noventa minutos, e pelas minhas contas seis remates no total do jogo). Logo a seguir (após quinze minutos) o Camacho abdicou de um dos pontas-de-lança (Cardozo), entrando para o seu lugar o Di María, e deslocando-se para o centro o Nuno Assis, para tentar fazer frente à superioridade clara do Nürnberg nessa zona. A coisa resultou mais ou menos e o nosso jogo melhorou um pouco, sendo agora possível ver mais de três passes seguidos entre os nossos jogadores, mas nunca conseguimos apoquentar os alemães, parecendo que o resultado satisfazia as nossas pretensões. A cerca de quinze minutos do final fiquei com a sensação de que o trio do meio-campo (Rui Costa, Nuno Assis e Petit) rebentou fisicamente, e os alemães voltaram a pegar no jogo tal como tinham feito na primeira parte. Só nos minutos finais as entradas do Adu e do David Luíz (para trinco) conseguiram acalmar um pouco as coisas, segurando a vantagem mínima.

O melhor jogador do Benfica esta noite foi o Luisão. Pelos vistos fez-lhe bem a polémica com o Mozer (embora, por uma questão de respeito para com um dos jogadores mais importantes do actual Benfica, eu prefira não entrar em comparações entre o Luisão e o Mozer). Qual Koller, qual quê. Mesmo com menos uns dez centímetros que o checo, o Luisão dominou completamente nas alturas. E não contente com isso, dominou pelo chão também, entrando sempre na altura certa para conseguir desarmes limpos. Já há muito tempo que não via o Luisão jogar assim. Importante também, pelas razões já referidas, foi o Rui Costa, para não variar. E pode ser que seja apenas o meu habitual facciosismo por este jogador, mas gostei da exibição do Nélson.
Mais um jogo em que não podemos sair satisfeitos da Luz. A qualidade do nosso futebol deixou muito a desejar, e é preocupante que o antepenúltimo classificado da Bundesliga consiga vir jogar assim para nossa casa. Com um ponta-de-lança ou com dois pontas-de-lança, a verdade é que a diferença parece ser pouca no que à qualidade de jogo diz respeito. Hoje salvou-se o resultado, que não sendo famoso, pelo menos tem o factor positivo de não termos sofrido golos em casa. Ainda assim acredito que o Benfica consiga fazer melhor na segunda mão, e não me passa pela cabeça perder esta eliminatória, já que os alemães não mostraram qualidade por aí além. Se bem que lhes faltaram o Misimovic e o Mintal, que se calhar já jogam a segunda mão.

O Camacho fez a vontade aos críticos, e alinhou com dois pontas-de-lança de início. Infelizmente os resultados não foram famosos, já que o Cardozo e o Makukula revelaram grande falta de entendimento, e por vezes até interferiram um com o outro. O Nürnberg apareceu com uma disposição cautelosa, deixando apenas o gigante Koller na frente, mas cedo deu para perceber que eram os alemães quem controlava a partida, sobretudo devido à supremacia que tinham na zona central do campo, onde um Petit fora de ritmo não conseguia dar conta do recado. Foi mesmo uma primeira parte muito fraca por parte do Benfica, que raramente conseguiu incomodar os alemães, sendo quase inexistentes os remates à baliza adversária. O Benfica continua a revelar uma incapacidade preocupante para construir jogadas de ataque, ficando quase exclusivamente dependente das subidas do Rui Costa com a bola nos pés para conseguir criar algum desequilíbrio nas defesas adversárias. E foi precisamente assim que, aos quarenta e três minutos de jogo, o Benfica chegou ao golo. Uma subida do Rui Costa pela zona central do campo levou a que vários jogadores do Nürnberg fossem para cima dele, o que deixou o Makukula muito à vontade para receber a bola vinda do Rui, e ainda fora da área rematar rasteiro para o golo, parecendo o guarda-redes adversário mal batido no lance. Este golo surgiu no único(!) remate que o Benfica fez à baliza durante toda a primeira parte (e para fora não devem ter sido feitos muitos mais remates).

Na segunda parte as coisas melhoraram um bocadinho, mas apenas isso mesmo - um bocadinho. Até conseguimos fazer o nosso segundo remate à baliza, pelo Petit (e não voltámos a conseguir acertar mais uma vez que fosse na baliza até final do jogo - é verdade: dois remates à baliza em noventa minutos, e pelas minhas contas seis remates no total do jogo). Logo a seguir (após quinze minutos) o Camacho abdicou de um dos pontas-de-lança (Cardozo), entrando para o seu lugar o Di María, e deslocando-se para o centro o Nuno Assis, para tentar fazer frente à superioridade clara do Nürnberg nessa zona. A coisa resultou mais ou menos e o nosso jogo melhorou um pouco, sendo agora possível ver mais de três passes seguidos entre os nossos jogadores, mas nunca conseguimos apoquentar os alemães, parecendo que o resultado satisfazia as nossas pretensões. A cerca de quinze minutos do final fiquei com a sensação de que o trio do meio-campo (Rui Costa, Nuno Assis e Petit) rebentou fisicamente, e os alemães voltaram a pegar no jogo tal como tinham feito na primeira parte. Só nos minutos finais as entradas do Adu e do David Luíz (para trinco) conseguiram acalmar um pouco as coisas, segurando a vantagem mínima.

O melhor jogador do Benfica esta noite foi o Luisão. Pelos vistos fez-lhe bem a polémica com o Mozer (embora, por uma questão de respeito para com um dos jogadores mais importantes do actual Benfica, eu prefira não entrar em comparações entre o Luisão e o Mozer). Qual Koller, qual quê. Mesmo com menos uns dez centímetros que o checo, o Luisão dominou completamente nas alturas. E não contente com isso, dominou pelo chão também, entrando sempre na altura certa para conseguir desarmes limpos. Já há muito tempo que não via o Luisão jogar assim. Importante também, pelas razões já referidas, foi o Rui Costa, para não variar. E pode ser que seja apenas o meu habitual facciosismo por este jogador, mas gostei da exibição do Nélson.
Mais um jogo em que não podemos sair satisfeitos da Luz. A qualidade do nosso futebol deixou muito a desejar, e é preocupante que o antepenúltimo classificado da Bundesliga consiga vir jogar assim para nossa casa. Com um ponta-de-lança ou com dois pontas-de-lança, a verdade é que a diferença parece ser pouca no que à qualidade de jogo diz respeito. Hoje salvou-se o resultado, que não sendo famoso, pelo menos tem o factor positivo de não termos sofrido golos em casa. Ainda assim acredito que o Benfica consiga fazer melhor na segunda mão, e não me passa pela cabeça perder esta eliminatória, já que os alemães não mostraram qualidade por aí além. Se bem que lhes faltaram o Misimovic e o Mintal, que se calhar já jogam a segunda mão.
Comentários
Depois, e em grande parte graças a uma imperial exibição do Luisão e algumas boas defesas do Quim, não sofremos nenhum golo.
Também acho que o Nélson esteve bem. Tem jogado com muito mais cabecinha e já não comete aqueles erros infantis. Ofensivamente tem estado mais discreto, mas espero que com o tempo (e confiança adquirida), volte a ter mais protagonismo nessa vertente.
Em suma, o resultado só pode ser visto como (bastante) positivo. Estamos em vantagem na eliminatória e não sofremos golos em casa, mesmo tendo jogado mal.
E também acredito sinceramente que temos todas as condições para passar a eliminatória. É só uma questão de as aproveitar...
Por muito que me custe dizer isto, deu-me mais prazer ver o jogos da lagartagem do que ontem o meu Benfica. E quando assim é algo vai mal no reino da Dinamarca!!!!
Numa palavra resume-se o que se passou ontem "DEPRIMENTE".
Já agora, para os que criticam o Peseiro pela falta de mão na equipa, o que dizer da brincadeira do Cardozo para como Camacho aquando da sua substituição?
Também acho que o Nélson esteve bem. Acho sempre, a alternativa é o Luís Filipe.
- Resultado: objectivamente 1-0 em casa é bom na Europa
- Jogada do Rui: o Maestro, sempre o grande artista
- Luisão: portentoso a calar os críticos. Agradeço ao Mozer que critique mais 2 ou 3 jogadores, se faz favor
Negativo:
Quase tudo, como de costume. Futebol deplorável, e o que mais me chocou foi a falta de ambição. O treinador passou os 20 últimos minutos a dizer à equipa para ter calma, para não arriscar. Mas está bem, do outro lado estava um colosso alemão, apesar de desfalcado e de ser o penúltimo classificado. Para ajudar à festa, ainda bem que as palavras de Cardozo não foram captadas pelas câmaras, porque cheia-me que houve uma versão castelhana da frase do Rochemback ao Peseiro.
Quanto às substituições patéticas, de tão recorrentes já nem me merecem comentários...
Americano
Vergonhoso.
Daquelas vitórias que deviam levar com lenços brancos. O speaker do Estádio bem tentou animar a malta no fim mas ficou a gritar Benfica sozinho.
Depois de mais uma péssima exibição, gritar Benfica é sacrilégio.
Assim a jogarem as previsões tornam-se dificeis para fazer um prognóstico optimista para o próximo jogo na Alemanha. Será certamente mais um jogo sofrível.
Boa sorte
Anastercio Leonardo
Anastercio Leonardo
Jogamos com duas torres mas não jogamos pelas alas....é ridiculo.
1-0 só é bom se passarmos...se não passarmos é mau. Simples.
Era bom que o Camacho acabasse com as substituições anedóticas a menos de 10 minutos do fim, estou um pouco farto destas substituições que para mim só servem para queimar tempo, atitude de equipa pequena. Espero também que não se comece a queimar o Cardozo, não o digo pela reacção quando foi substituido, mas porque me começa a parecer que com 1 avançado a apção é Makukula, espero estár enganado, não é que eu não goste do Makukula mas para mim o Cardozo pelo que tem feito mais do que justifica a titularidade. Em relação à substituição do Cardozo ontem, não me parece que tenha resultado, aliás com menos um avançado os alemães tiveram mais liberdade para subir.
Uma outra coisa que me começa a irritar profundamente é a entrada do Adu a menos de 10 minutos do fim do jogo, como é possivel assim ao jogador evoluir?
"Mais 5 minutos em campo. Assim nem o Pélé".
Americano
Ainda falta muito para termos o José "campeão dos Quase" Peseiro?
P.S. - D'Arcy, não percebo onde é que viste uma ligeira melhoria no jogo após a saída do Cardozo.
Com o "Sevilhano", não temos resultados, e pior, o homem é treinador da equipa desde praticamente o início da época, e não temos um sistema de jogo definido!!!! Como é possível.
Não me parece que fora tenhamos dificuldades em defender a passagem da eliminatóriam, já que o Nuremberg me pareceu bem fraco.
fraco pareceu-me o Benfica. Se os alemães jogarem em casa como o fizeram nos primeiros 20 min de jogo na Luz, podemos encomendar umas batatinhas e vir para casa.
O q só aumenta a mediocridade da exibição do Glorioso...se contra um adversário tão fraco fomos incapazes de nos superiorizar categoricamente o q será contra uma equipa melhorzita???
Dizer que o jogo difícil, nesta eliminatória ou em qualquer situação, é o jogo em casa deixa-me sem palavras.
certamente reparaste no paupérrimo registo do Benfica em casa esta época...
para a segunda mão prevejo um jogo como o do Rosenborg há uns anos atrás... muito benfiquista deve ter ficado com cabelos brancos nessa noite.