Luta
Vitória difícil mas importante num jogo feio e mal jogado de parte a parte, e que significou o fim da malapata na Figueira. Até esta época ainda não tínhamos conseguido vencer a Naval fora em jogos para o campeonato, mas desta vez acabámos com essa história. E a importância desta vitória é ainda maior quando o Benfica iniciou o jogo sem Nélson, David Luíz, Di María, Rui Costa e Petit.
Novamente a aposta nos dois pontas-de-lança, e no 4-4-2, com o regressado Binya a fazer dupla com o Maxi Pereira no centro do campo, e as alas entregues ao Rodríguez e ao Assis. O jogo começou praticamente com um grande susto, já que a Naval enviou uma bola ao poste. Na resposta, o Benfica ia marcando quando um defesa da Naval enviou a bola ao poste da sua própria baliza. Exceptuando esses dois lances, o jogo foi quase sempre mal jogado e sem grandes motivos de interesse. A bola andou muito pelo ar, o vento forte que soprava também não deve ter ajudado, e ainda houve a sinfonia de apito do árbitro do jogo, que interrompia por tudo e por nada. Com o regresso do Binya regressou também o perigo nos lançamentos laterais perto da área, e foi precisamente assim que o Benfica, aos dezoito minutos, se colocou em vantagem. Após um lançamento lateral o Cardozo tocou a bola para trás e o Rodríguez, aproveitando a saída disparatada do guarda-redes, enviou a bola de cabeça para a baliza (o Benfica voltou a tentar esta mesma jogada mais algumas vezes, mas sem sucesso). Até ao final da primeira parte, pouco mais se passou digno de registo. Conforme disse, o jogo foi muito mal jogado, com a bola quase sempre na zona do meio-campo, e com constantes interrupções por parte do árbitro, por isso foi com naturalidade que o resultado de 1-0 se manteve.
Na segunda parte a Naval entrou decidida, e pressionou o Benfica na busca do empate, tendo conseguido criar alguns lances perigosos (quase sempre na sequência de livres laterais, que iam sendo assinalados a um ritmo vertiginoso). Ainda assim, nunca me senti particularmente preocupado, já que o ascendente da Naval nunca chegou a ser sufocante. A partir do meio da segunda parte, o Benfica conseguiu acalmar o jogo e passar a controlar mais, mantendo a Naval longe da sua baliza e começando a ameaçar marcar o segundo. E quando a cinco minutos do fim o Rui Costa entrou, viu-se a diferença que ele faz na equipa, já que naqueles poucos minutos o Benfica conseguiu criar jogadas com princípio, meio e fim. Já depois de, numa dessas jogadas, o Makukula ter 'roubado' o golo ao estreante Sepsi, o romeno entrou na área, guardou bem a bola, e centrou atrasado para o Nuno Assis colocar um ponto final no jogo, no ultimo minuto do tempo de compensação. Nada mau para uma estreia de menos de cinco minutos, começar logo com uma assistência.
O jogo foi, como já disse, mau. Não houve nenhum jogador que se possa dizer que tenha brilhado, já que a equipa foi bastante homogénea. Saúde-se no entanto o regresso do Binya, que foi bastante importante esta noite. Não apenas pelos seus lançamentos, mas também pela capacidade de luta que dá ao nosso meio-campo. Ele tem uma zona de acção muito grande, e não desiste das bolas. E foi muito bem ajudado por todos os outros jogadores dessa zona. Já que não houve muita arte em campo, pelo menos houve luta e suor.
É importante ganhar jogos destes. Em que se joga mal e em que nos falta quase meia equipa. Seria bom era que não andássemos em casa a estragar o que de bom se vai fazendo fora dela. Pelo menos este resultado deve permitir alguma tranquilidade durante a semana, até ao jogo em Nuremberga.
Novamente a aposta nos dois pontas-de-lança, e no 4-4-2, com o regressado Binya a fazer dupla com o Maxi Pereira no centro do campo, e as alas entregues ao Rodríguez e ao Assis. O jogo começou praticamente com um grande susto, já que a Naval enviou uma bola ao poste. Na resposta, o Benfica ia marcando quando um defesa da Naval enviou a bola ao poste da sua própria baliza. Exceptuando esses dois lances, o jogo foi quase sempre mal jogado e sem grandes motivos de interesse. A bola andou muito pelo ar, o vento forte que soprava também não deve ter ajudado, e ainda houve a sinfonia de apito do árbitro do jogo, que interrompia por tudo e por nada. Com o regresso do Binya regressou também o perigo nos lançamentos laterais perto da área, e foi precisamente assim que o Benfica, aos dezoito minutos, se colocou em vantagem. Após um lançamento lateral o Cardozo tocou a bola para trás e o Rodríguez, aproveitando a saída disparatada do guarda-redes, enviou a bola de cabeça para a baliza (o Benfica voltou a tentar esta mesma jogada mais algumas vezes, mas sem sucesso). Até ao final da primeira parte, pouco mais se passou digno de registo. Conforme disse, o jogo foi muito mal jogado, com a bola quase sempre na zona do meio-campo, e com constantes interrupções por parte do árbitro, por isso foi com naturalidade que o resultado de 1-0 se manteve.
Na segunda parte a Naval entrou decidida, e pressionou o Benfica na busca do empate, tendo conseguido criar alguns lances perigosos (quase sempre na sequência de livres laterais, que iam sendo assinalados a um ritmo vertiginoso). Ainda assim, nunca me senti particularmente preocupado, já que o ascendente da Naval nunca chegou a ser sufocante. A partir do meio da segunda parte, o Benfica conseguiu acalmar o jogo e passar a controlar mais, mantendo a Naval longe da sua baliza e começando a ameaçar marcar o segundo. E quando a cinco minutos do fim o Rui Costa entrou, viu-se a diferença que ele faz na equipa, já que naqueles poucos minutos o Benfica conseguiu criar jogadas com princípio, meio e fim. Já depois de, numa dessas jogadas, o Makukula ter 'roubado' o golo ao estreante Sepsi, o romeno entrou na área, guardou bem a bola, e centrou atrasado para o Nuno Assis colocar um ponto final no jogo, no ultimo minuto do tempo de compensação. Nada mau para uma estreia de menos de cinco minutos, começar logo com uma assistência.
O jogo foi, como já disse, mau. Não houve nenhum jogador que se possa dizer que tenha brilhado, já que a equipa foi bastante homogénea. Saúde-se no entanto o regresso do Binya, que foi bastante importante esta noite. Não apenas pelos seus lançamentos, mas também pela capacidade de luta que dá ao nosso meio-campo. Ele tem uma zona de acção muito grande, e não desiste das bolas. E foi muito bem ajudado por todos os outros jogadores dessa zona. Já que não houve muita arte em campo, pelo menos houve luta e suor.
É importante ganhar jogos destes. Em que se joga mal e em que nos falta quase meia equipa. Seria bom era que não andássemos em casa a estragar o que de bom se vai fazendo fora dela. Pelo menos este resultado deve permitir alguma tranquilidade durante a semana, até ao jogo em Nuremberga.
Comentários
Americano
Destaque positivo...Spesi!
Palavra positiva para o Luis Filipe que começa a errar menos.
Maxi Pereira, jogador que necessita de ir para o banco. Não o vejo a fazer nada há jogos e jogos.
O problema dos jogos em casa é que não basta cerrar fileiras e jogar no erro do adversário. Estamos perante a maior tentativa de italianização(não da actual mas a de há uns anos atrás) do futebol benfiquista de que há memória...
Não jogámos uma beata e os mesmos erros continuam a ser cometidos a ritmo alucinante. O chutão para a frente como forma de jogada de ataque já mete nojo.
Mas é preciso fazer rotação do plantel, um dos grandes erros de Santos, e se conseguimos ganhar, sem alguns dos melhores e a jogar melhor, menos mau.
o nº de comentários ou a vontade de o fazer é proporcional ao nº de pessoas que se desloca para ver o Benfica. Tudo isto em resultado do péssimo futebol (?) que se pratica.
Satisfeito? Nos últimos dois jogos a arbitragem escondeu com uma peneira muitos dos problemas que existem e os adeptos (ainda que a maioria não o admita), sabe disso mesmo.
Já sei. Sou o coveiro-mor.
Só vi a capa e nem me vou dar ao trabalho de ler conteúdos:
"Benfica ganha após lançamento polémico e penalty perdoado!"
O lançamento, vá que não vá, que o Binya tem um pé levantado, mas o penalty da Naval! Qual penalty? Após repetirem mais de 50 vezes, os reportes da TVI não conseguiram ver se era ou não penalty e estes gajos vêm com estas coisas. O engraçado é que o único grande erro que vi ao longo do jogo, foi um fora de jogo mal tirado ao Makukula, quando este ia ficar isolado perante o guarda redes.
E isto numa jornada em que o "Goleador" do Campeonato via o olho da rua e em vez disso marcou mais dois (depois do sumaríssimo ao Katso, quero ver o que irão fazer neste caso), e um gajo de verde chegado à pouco ao nosso pais mostrou ser um mergulhador exímio.
- Continua o desacerto entre linguagem da Direcção e linguagem do Camacho. A Direcção vem dizer que chamou o Cardozo para uma conversa na qual exigiu ao paraguaio que pedisse desculpa aos adeptos (ele pediu? eu ainda não ouvi nada e também não acho necessário, sinceramente); o Camacho vem dizer que ainda bem que os jogadores saem chateados do campo que, na próxima vez que entrarem, vão jogar de tal forma que, quando saírem do campo, já não lhes apetece fazer mais nada. Eu sei que é um pequeno tema, mas se o juntarmos a outros pequenos temas, temos um GRANDE tema: a total divergência entre o que a Direcção diz e o que o técnico diz. Eu não sei quanto a vocês, mas eu acho preocupante.
- A aposta de Camacho num 4-4-2. Ainda não se percebeu se Camacho apostou nos 2 últimos jogos neste esquema táctico por termos comprado Makukula, e, portanto, o espanhol querer rotinar os dois num sistema que pretende ver de agora em diante ou se o esquema é apenas consequência das muitas lesões que temos tido. Uma coisa é certa: o Benfica não pode continuar a jogar sem ligação entre o meio-campo e o ataque. Sabendo que Binya "ganhou" o lugar ontem, fica por saber-se se sai um ponta-de-lança para entrar Rui Costa ou sai Maxi Pereira (ou Assis).
Já agora aproveito para responder ao Ricardo, acerca do pedido de desculpas públicas do Cardozo dizendo que, se ler a imprensa de hoje, penso que está transcrito em todos eles.
A equipa lutou e foi eficaz, que era o que se lhe pedia nestas circunstâncias. Ganhámos pela primeira vez naquele campo, o que é importante. Se calhar nos dois anos anteriores jogámos melhor...
PS - Agora conseguiram inventar mais uma rábula anti-Benfica: o suposto "pé no ar" do Bynia nos lançamentos. A porta está aberta, vão ver se os árbitros não vão começar a invalidar os lançamentos do homem daqui para a frente...
Nem o pé é "suposto" porque está claramente no ar, nem existe rábula nenhuma porque se está nas regras é para cumprir e em muitos jogos existem lançamentos mal marcados que são devidamente assinalados.
então era impossível, com chuva e vento, jogarmos melhor? Já tudo se diz para defender o espanholito...
A questão não está em jogar mal e ganhar os jogos. Ainda bem que ganhámos ontem. O problema está na clara e evidente regressão, de jogo para jogo, em termos de futebol. Jogar bem facilita a que se ganhe. Esse argumento de que "pelo menos ganhámos" serve para, pontualmente, nos defendermos, depois de uma má exibição, mesmo que com vitória. Quando se olha para uma equipa, que cada vez joga pior, apontar o mau futebol da mesma não é picuinhice, é medo do futuro, é saber que num jogo mais difícil, contra uma equipa mais difícil, a equipa não se aguenta.
Eu não defendo o "espanholito", nem o "brasileirito", nem o "portuguesito".
Defendo o Benfica e as suas equipas, e tento realisticamente dar a minha opinião sobre o que se vai passando jogo a jogo.
todas as opiniões são legítimas, obviamente. Só discordo de que esta afirmação: "Eu acho que a exibição foi a possível, naquele campo e com chuva e vento, não sei quem é que poderia jogar bem" seja realista.
Ou esta outra: "A equipa lutou e foi eficaz, que era o que se lhe pedia nestas circunstâncias" tenha realismo. Se ao Benfica não exigimos mais do que aquilo que apresentou, em Fevereiro, contra a Naval, tenho dúvidas sobre o que devemos exigir. Corrige-me se estiver enganado mas pareces-me resignado ao futebol deprimente que fazemos em função dos resultados. O problema é que nem sempre um guarda-redes sai da baliza feito barata tonta. E depois, como fica? Mais um empate, a somar aos 7 que já levamos, especialmente em casa? Eu gosto de ganhar mas, acima de tudo, gosto de encontrar no jogo do Benfica esperança para o resto da temporada. Esperança, essa, que não tenho sinceramente. Muito realisticamente também.
E quando ganho, sim, "resigno-me" a isso. A exibição importa-me pouco.
Se me perguntarem se eu preferia ganhar e jogar bonito, claro que sim, é óbvio. Como dizia o outro, mais vale ser rico e saudável que pobrezinho e doente. Mas quando não pode ser, ganhar deixa-me satisfeito.
Não se pode estar (ou melhor, os seus adeptos não deveriam) a criticar a equipa jogo a jogo, às vezes momento a momento. Os adeptos existem para apoiar a equipa, para isso são adeptos. É isso que eu tento fazer.
"E quando ganho, sim, "resigno-me" a isso. A exibição importa-me pouco" - Mais que tudo ganhar, aí estamos de acordo. Resignar-me, depende. Se não vejo sinais de evolução ao longo de uma época, não me posso resignar. Ou lutar pelo segundo lugar desde Dezembro é a História deste clube?
"Se me perguntarem se eu preferia ganhar e jogar bonito, claro que sim, é óbvio. Como dizia o outro, mais vale ser rico e saudável que pobrezinho e doente. Mas quando não pode ser, ganhar deixa-me satisfeito" - Então ficas satisfeito em metade dos jogos. Na outra metade, ficas... insatisfeito.
"Não se pode estar (ou melhor, os seus adeptos não deveriam) a criticar a equipa jogo a jogo, às vezes momento a momento. Os adeptos existem para apoiar a equipa, para isso são adeptos. É isso que eu tento fazer" - Este argumento é, quanto a mim, dos mais engraçados que eu leio, vejo, oiço. Como se estando calados e não apontando o dedo à enorme deficiência da equipa técnica e do futebol da equipa estivéssemos a apoiar o clube. Eu apoio, do princípio ao fim dos jogos, a equipa. Mas permite-me que critique quando os jogos acabam e eu não vejo uma única ideia de futebol apresentado. Aquilo que, nos últimos 5 minutos, foi feito é futebol. Os outros 85 foi uma espécie de "deixa-andar-pode-ser-que-eles-não-marquem". Não há uma estratégia.
não podemos apenas apontar o dedo aos "outros".
O ano passado tanto insultaram e desancaram o santinho mas não me lembro de exibições tão más como as que temos assistido esta temporada, mas como ganhamos já está tudo bem, porque o Camacho é D. Sebastião do Benfica, e "ha que salir a ganar" é que é bom!
Eu também prefiro ganhar do que jogar bonito (apesar de achar que as duas coisas estão bastante ligadas), mas vejo uma equipa que não sabe o que fazer em campo, jogadores que não sabem a quem passar a bola, jogadores parados a olhar enquanto um tenta resolver o jogo sozinho e etc, sinceramente não acredito que esta equipa treine a táctica e movimentações durante a semana. A equipa luta mas não sabe o que fazer em campo!
Precisamos de um treinador bom tacticamente, porque acredito que temos bons jogadores, falta formar uma equipa e não jogar cada um para si.
P.s. E que dizer da palhaçada que foi o LFV chamar o Cardozo e exigir-lhe um pedido de desculpa! Realmente neste mandato o homem só tem feito asneiras (a nível desportivo), nestas situações se vê a falta de um director desportivo.
Mas continuo a dizer :
a gente não joga NADA!!!!!
O que tem de ser relevado é o facto de não haver automatismos, fio de jogo, pressão ao jogador adversário que possui a bola, jogadas pelos flancos, e sobretudo falta de capacidade técnico-táctica para fazer a ligação defesa ataque essencial para manter a posse de bola e fundamental para criar os desequilíbrios tão importantes para a construção das jogadas susceptíveis de resultar em golo !
Eu gravo sempre os jogos e depois faço a minha análise, vi e revi as imagens em camara lenta N vezes . No jogo da Figueira não vejo nenhuma irregularidade nos golos, nem vislumbro qualquer Penalty . O que eu vi foram vários mergulhos para a piscina não sancionados com o respectivo cartão amarelo, como esta época já fizeram ao F . Coentrão e ao Di Maria, mas nesses casos os comentadeiros disseram sim, senhor cartão muito bem aplicado .. bla bla bla .. Resumindo Este será mais um campeonato comprado com dizia o Fergussan . Quanto aos jornais deixo um conselho comprem o jornal O Benfica, e deixem nas bancas o Nojo, Zécorde e Bolha que eles bem o merecem.