Um malabarista fora de jogo.
Alguém viu os malabarismos em que o António Tadeia (acreditem que até simpatizo com esse jornalista apesar de ele ser lagartito) entrou para justificar que o golo do Setúbal não foi marcado com um jogador na posição de fora-de-jogo?
Não está em causa se o árbitro ou o bandeirinha estavam em condições de ver correctamente a jogada. Não! O que está em causa é a vontade e o esforço que o jornalista António Tadeia fez para nos convencer de que aquilo não era um lance irregular. O Paulo Catarro bem se ia esforçando por lhe dizer que aquilo parecia irregular, mas o Tadeia, que até foi ler as deliberações da FIFA em inglês, lá assegurava que aquilo fora regular. E falava da diferença entre “tocar” e “passar”. E falava de como tudo aquilo provocaria polémica. E dizia que lhe custava que um “lance daqueles” fosse anulado.
Sem choradinhos “caliméricos”, não tenho problema algum em assumir que o Benfica foi prejudicado naquele lance. Mas também me parece claro que é uma situação de difícil julgamento e, como tal, aceito a decisão do árbitro e não a encaro como um acto de má-fé. Custa-me, isso sim, ver no serviço público de televisão um profissional, de quem se diz ser especialista em futebol, sustentar, de forma torpe, o insustentável.
A quem interessa o malabarismo do Tadeia?
Comentários
Anastercio Leonardo
Custa-me que não haja cobrança de quem paga, ser comentador deve ser a profissão mais fácil do mundo, hoje em dia.
Americano
Foram estes mesmos FDP que no PTG-Sérvia se fartaram de dizer que o golo sérvio foi irregular e que o árbitro assim e assado. Para que conste!
Mas a grande culpa é da própria televisão, sempre ávida de sangue, com repetições exaustivas de todos os ângulos possíveis e imaginários, em clara vantagem sobre quem decide na hora. Ainda que algumas vezes decidam mal. Mas o que me irrita também é que se o SLB tivesse jogado com um avançado a sério em vez de um tal Bergessio , o lance do golo do Vitória acabava por ser irrelevante.
Os muitos anos que levo a ver futebol, permitem-me afirmar sem grandes dúvidas que uma grande equipa é capaz de ganhar quase sempre. Mesmo que jogue também contra a equipa de arbitragem.
" O que as imagens nos mostram é o Luisão a jogar a bola com a cabeça, após a marcação do livre, e esta tabela, depois, num jogador do Setúbal e sobra para o Matheus, que já se encontra adiantado. Considerando que foi um ressalto de bola, penso que não há motivos para o fora-de-jogo e aceito a decisão. "
http://www.ojogo.pt/23-243/artigo666230.asp
Ora então expliquemos a regra a este senhor que comenta sobre arbitragem e pensa que sabe!!!
O que é estar em posição de fora de jogo?
"Um jogador encontra-se em posição de fora-de-jogo se estiver mais perto da linha de baliza adversária do que a bola e o penúltimo adversário"
Estar em posição de fora de jogo é sempre infracção?
" A posição de fora-de-jogo só deve ser sancionada se, no momento em que a bola é tocada por um colega ou é jogada por um deles, o jogador toma, na opinião do
árbitro, parte activa do jogo:
• intervindo no jogo ou
• influenciando um adversário ou
• tirando vantagem dessa posição
O que é intervir no jogo?
"intervir no jogo significa jogar ou tocar a bola passada ou tocada por um colega de equipa"
Ora Matheus estava em posição de fora de jogo, a bola é tocada pelo seu colega e ele intervem no jogo... se isto não é fora de jogo, o que é fora de jogo????
Que o fiscal de linha não tenha visto o toque no gajo do Setubal... aceito... era um cacho de jogadores e pode não ter visto.
Mas gajos que viram as imagens 20 vezes ainda arranjarem desculpas destas???
Amanhã será que o Vitor Pereira vai aparecer com a teória do Fora de Jogo intencional e casual???
um só que não ataque o Benfica, apenas um só! Por isso eu não entendo e, como acima disse, cansei e desisti.
Eu só queria ver o que é que acontecia se este golo tivesse sido marcado pelo Benfica...
Era vê-los falar durante meses e meses. Mas enfim... Que rídiculo este senhor Tadeia, devia estar embuchado com o resultado do Fátima.
Venho por este meio manifestar o meu descontentamento por mais uma vez ter assistido a um trabalho de má qualidade e tendencioso por parte da equipe de comentadores que relatou o jogo Benfica - V. Setúbal para a taça da liga. Esta situação não é nova e é exactamente a reincidência que me levou a revolta. Sistematicamente assisto a atitudes da parte dos vossos comentadores em relação a Benfica que são no mínimo chocantes. Tenho em ideia que o trabalho de um jornalista se rege por princípios de isenção, e neste caso ou esses senhores não são jornalistas de facto, ou então claramente não sabem o que isso de 'isenção'. Eu próprio como adepto tento selo. Mais uma vez volto a referir que este jogo não foi caso único, aliás tenho mesmo a ideia que é habito nos vossos comentadores este tipo de comportamento. Acho que o futebol e os clubes merecem um trabalho com maior rigor, no caso particular do Benfica julgo que merece igualmente respeito, tanto mais atendendo à sua grandiosidade. Por recear estar a ser um pouco vago naquilo que estou a dizer, vou dar um exemplo: - O golo do V. Setúbal, que de acordo com as leis da FIFA foi marcado em fora de jogo, a situação é clara. Até posso admitir o erro do árbitro, que é obrigado a decidir numa fracção de segundo, agora o que eu não posso aceitar é que as pessoas encarregues de comentar o jogo, e que tiveram oportunidade de ver diversas repetições, tivessem até ao final do jogo mantido a dúvida sobre se o lance seria de fora de jogo. Das duas uma ou não conhecem as leis do jogo, o que é grave, ou são cegos. Como em relação à segunda situação nada posso fazer, vou dar uma ajuda em relação à primeira: Lei 11 - Fora de jogo - Um jogador encontra-se em posição de fora-de-jogo se estiver mais perto da linha de baliza adversária do que a bola e o penúltimo adversário.
Infracção: A posição de fora-de-jogo só deve ser sancionada se, no momento em que a bola é tocada por um colega ou é jogada por um deles, o jogador toma, na opinião do árbitro, parte activa do jogo: intervindo no jogo ou; influenciando um adversário ou; tirando vantagem dessa posição.
Ao menos conseguias ser engraçado... (ôôôôôô...)
Chegou a altura mais importante da época. Como, provavelmente, grande parte dos adeptos benfiquistas não estou - nem podia estar - contente com o actual momento da equipa. O futebol faz-se aos solavancos, ainda ninguém percebeu muito bem quais as posições que os bons jogadores que chegaram devem ocupar no campo e sabemos já que pelo menos uma mão cheia de contratações constitui-se como uma mão cheia de flops.
Penso que Camacho tem alguma culpa nisto, por não ter a visão que s elhe impunha para mais rapidamente construir uma equipa e nela criar mecanismos, mas nem tudo se lhe deve apontar. Problemas directivos não ajudam em nada (pelo contrário) a uma estabilização efectiva de um futebol coerente, dentro das quatro linhas. No entanto, com tanta experiência Camacho lá conseguiu mostrar alguma luz (será que ele a viu?, fica a pergunta) e parece mais claro o que cada um pode dar, se jogar na sua posição inata. Dentro desta avaliação, faço a minha equipa para Quarta-feira:
Quim
Maxi Pereira, Luisão, Katsouranis, Léo
Binya, Ru Costa
Nuno Assis (direita), Di María (centro), Rodriguez (esquerda)
Cardozo
Admito que é uma equipa ofensiva e admito que poderá vir a ter falhas a meio-campo se o trio ofensivo que apoia o Cardozo começar a inventar o futebol que se joga só com bola. Se perceberem que uma equipa funciona em bloco e que toda a gente deve defender no exacto momento em que se perde a bola, é uma equipa para jogar bom futebol, trocar rapidamente a bola, ter soluções de contra-ataque rápido e chegar várias vezes à tão desejada área adversária. Claro... Rui Costa é o elemento preponderante. Dependerá sempre dele o funcionamento deste harmónico onze. Lá na frente, espera-se (eu acredito) que o paraguaio saiba responder bem aos passes adocicados dos 4 jogadores que o irão servir às mil maravilhas (acredito eu).
O risco é assumido, mas também... a esta altura da Champions só um resultado interessa. Colocar Katsouranis (que me parece, neste princípio de época, bem melhor central do que médio) no meio, ao lado de Binya parece-me estancar em demasia o nosso futebol.