Regresso
Regresso às vitórias após dois empates seguidos para o campeonato, num campo que nos é tradicionalmente difícil, e num jogo que começou da pior maneira possível. Sem ter sido uma exibição de encher o olho, dá-me sempre prazer ver o Benfica dar a volta a um resultado, ignorando a adversidade.
O Benfica apareceu ligeiramente diferente esta noite, jogando com dois avançados, e regressando ao losango, entrando o Binya para o onze, indo ocupar o posição de trinco, e sendo sacrificado o Di María. Apesar da chuva de críticas que se abateu sobre a nossa equipa na passada quarta-feira, a verdade é que não me pareceu que a equipa tivesse estado mal a jogar desta forma, e na ausência do Petit esta parece ser a melhor maneira de dar alguma solidez ao meio-campo. Mas as coisas começaram bastante mal. Logo a abrir o Quim foi obrigado a uma boa defesa a remate do Maciel, e no minuto a seguir a U.Leiria colocou-se em vantagem, num lance em que a nossa dupla de centrais pareceu estar completamente apática, permitindo que o avançado adversário recebesse no peito, passasse entre os dois, e fizesse golo. Apesar deste mau início, a equipa pareceu reagir bem e foi à procura do golo do empate. O período em que estivemos em desvantagem no marcador foi, aliás, uma das alturas em que mais me agradou ver-nos jogar, com muita agressividade no meio-campo a permitir-nos recuperar rapidamente a bola, e com diversos jogadores a aparecerem envolvidos nas jogadas de ataque. O golo do empate foi aliás um exemplo disso, com o Cardozo a conseguir segurar bem a bola de costas para a baliza, soltando-a para o Rui Costa, que desmarcou o Rodríguez na esquerda. Este fez um bom centro que foi finalizado exemplarmente de cabeça pelo Nuno Gomes, colocando a bola ao segundo poste. Conseguido o empate, continuámos a jogar melhor que o Leiria, mas pareceu-me que a partir da meia-hora a equipa por algum motivo tirou o pé do acelerador, e assim sendo o último quarto-de-hora foi bastante penoso, porque mal jogado e permitindo um ascendente dos leirienses. O empate ao intervalo não era, por isso, desajustado.
O segundo tempo continuou a mostrar um jogo equilibrado, não muito bem jogado (o estado do relvado também não parecia ajudar), mas bastante aberto, de forma que parecia ser possível que se marcassem mais golos. Após os dez minutos iniciais, pareceu-me que a balança começou a pender mais para o nosso lado, já que por diversas vezes conseguíamos construir lances de ataque em que os nossos jogadores apareciam de igual para igual, ou até mesmo em superioridade numérica sobre os defensores adversários. Numa dessas jogadas o Katsouranis fez um passe brilhante para o centro da área ao qual acorreu o Nuno Gomes, que rematando de primeira desfez a igualdade. E depois disto, conseguimos criar oportunidades para dilatar a vantagem, mas voltámos a mostrar-nos muito perdulários na finalização ou no último passe. Os últimos dez minutos de jogo acabaram por me irritar muito, não pela qualidade do nosso jogo, mas por outros motivos. Mas como por norma prefiro não falar de arbitragens, abstenho-me de os comentar. Ganhámos, e é o que importa.
Gostei de ver o Binya. Continua ainda um bocado ingénuo na forma como aborda muitos dos lances, e assim que vê um amarelo passo o resto do tempo a recear que seja expulso na próxima jogada, mas aquela agressividade faz falta naquela zona do campo enquanto não há Petit. Mais um bom jogo do Rodríguez, que continua a mostrar ser um jogador de qualidade. E também, mais uma vez, um bom jogo do Katsouranis, mesmo tendo em conta que muitas vezes teve que aparecer em terrenos que não lhe são muito familiares (na ponta direita). O Nuno Gomes merece obviamente elogios, pelos dois golos que marcou e pelo muito que jogou em terrenos mais recuados. Hoje teve a companhia do Cardozo na frente, com o paraguaio a fixar mais os centrais, e o Nuno Gomes agradece. Já que menciono o Cardozo, digo também que gostei da exibição dele. Não marcou (também não teve muitas oportunidades para o fazer), mas ganhou diversas bolas e segurou-as para a entrada dos colegas. Não fosse a recusa do árbitro em assinalar qualquer uma das faltas que ele sofreu perto da área (lances iguais, desde que fossem perto do meio-campo, já eram assinalados) e a sua utilidade poderia ter sido ainda maior.
Não me pareceu que o Benfica hoje tivesse mostrado estar muito melhor do que esteve na passada quarta-feira, por exemplo. A diferença foi que a bola entrou na baliza. O maior problema que a nossa equipa parece ter ultimamente é falta de confiança. Espero que esta vitória sirva de ajuda nesse campo.
O Benfica apareceu ligeiramente diferente esta noite, jogando com dois avançados, e regressando ao losango, entrando o Binya para o onze, indo ocupar o posição de trinco, e sendo sacrificado o Di María. Apesar da chuva de críticas que se abateu sobre a nossa equipa na passada quarta-feira, a verdade é que não me pareceu que a equipa tivesse estado mal a jogar desta forma, e na ausência do Petit esta parece ser a melhor maneira de dar alguma solidez ao meio-campo. Mas as coisas começaram bastante mal. Logo a abrir o Quim foi obrigado a uma boa defesa a remate do Maciel, e no minuto a seguir a U.Leiria colocou-se em vantagem, num lance em que a nossa dupla de centrais pareceu estar completamente apática, permitindo que o avançado adversário recebesse no peito, passasse entre os dois, e fizesse golo. Apesar deste mau início, a equipa pareceu reagir bem e foi à procura do golo do empate. O período em que estivemos em desvantagem no marcador foi, aliás, uma das alturas em que mais me agradou ver-nos jogar, com muita agressividade no meio-campo a permitir-nos recuperar rapidamente a bola, e com diversos jogadores a aparecerem envolvidos nas jogadas de ataque. O golo do empate foi aliás um exemplo disso, com o Cardozo a conseguir segurar bem a bola de costas para a baliza, soltando-a para o Rui Costa, que desmarcou o Rodríguez na esquerda. Este fez um bom centro que foi finalizado exemplarmente de cabeça pelo Nuno Gomes, colocando a bola ao segundo poste. Conseguido o empate, continuámos a jogar melhor que o Leiria, mas pareceu-me que a partir da meia-hora a equipa por algum motivo tirou o pé do acelerador, e assim sendo o último quarto-de-hora foi bastante penoso, porque mal jogado e permitindo um ascendente dos leirienses. O empate ao intervalo não era, por isso, desajustado.
O segundo tempo continuou a mostrar um jogo equilibrado, não muito bem jogado (o estado do relvado também não parecia ajudar), mas bastante aberto, de forma que parecia ser possível que se marcassem mais golos. Após os dez minutos iniciais, pareceu-me que a balança começou a pender mais para o nosso lado, já que por diversas vezes conseguíamos construir lances de ataque em que os nossos jogadores apareciam de igual para igual, ou até mesmo em superioridade numérica sobre os defensores adversários. Numa dessas jogadas o Katsouranis fez um passe brilhante para o centro da área ao qual acorreu o Nuno Gomes, que rematando de primeira desfez a igualdade. E depois disto, conseguimos criar oportunidades para dilatar a vantagem, mas voltámos a mostrar-nos muito perdulários na finalização ou no último passe. Os últimos dez minutos de jogo acabaram por me irritar muito, não pela qualidade do nosso jogo, mas por outros motivos. Mas como por norma prefiro não falar de arbitragens, abstenho-me de os comentar. Ganhámos, e é o que importa.
Gostei de ver o Binya. Continua ainda um bocado ingénuo na forma como aborda muitos dos lances, e assim que vê um amarelo passo o resto do tempo a recear que seja expulso na próxima jogada, mas aquela agressividade faz falta naquela zona do campo enquanto não há Petit. Mais um bom jogo do Rodríguez, que continua a mostrar ser um jogador de qualidade. E também, mais uma vez, um bom jogo do Katsouranis, mesmo tendo em conta que muitas vezes teve que aparecer em terrenos que não lhe são muito familiares (na ponta direita). O Nuno Gomes merece obviamente elogios, pelos dois golos que marcou e pelo muito que jogou em terrenos mais recuados. Hoje teve a companhia do Cardozo na frente, com o paraguaio a fixar mais os centrais, e o Nuno Gomes agradece. Já que menciono o Cardozo, digo também que gostei da exibição dele. Não marcou (também não teve muitas oportunidades para o fazer), mas ganhou diversas bolas e segurou-as para a entrada dos colegas. Não fosse a recusa do árbitro em assinalar qualquer uma das faltas que ele sofreu perto da área (lances iguais, desde que fossem perto do meio-campo, já eram assinalados) e a sua utilidade poderia ter sido ainda maior.
Não me pareceu que o Benfica hoje tivesse mostrado estar muito melhor do que esteve na passada quarta-feira, por exemplo. A diferença foi que a bola entrou na baliza. O maior problema que a nossa equipa parece ter ultimamente é falta de confiança. Espero que esta vitória sirva de ajuda nesse campo.
Comentários
Uma coisa ainda: não percebi porque é que os jornalistas insistem na ideia de que o Benfica não ganha há 5 jogos. Como disse o Camacho, o Benfica passou a eliminatória da Taça da Liga: ora, tratando-se de uma ELIMINATÓRIA, como é que se passa à fase seguinte? Ganhando, evidentemente!
O que escrevi atrás não invalida que eu pense que Camacho revela evidentes lacunas na forma como organiza a equipa e na forma como lê o jogo. Erra em demasia nestes dois aspectos e isso prejudica notoriamente o rendimento da equipa. A inclusão de Maxi Pereira num lugar para o qual não está minimamente habilitado não lembra o diabo (se não comprometeu defensivamente a verdade é que nos retirou a possibilidade de atacar por esse flanco); Katsouranis a interior direito não traz benefícios à equipa (já Fernando Santos havia tentado esta possibilidade sem sucesso); Cardozo é uma completa nulidade que, na maioria das vezes, só estorva e que, ainda por cima, tem uma predilecção especial em actuar como central da equipa adversária o que, como é bom de ver, só nos prejudica (se com onze já se torna difícil o que dizer jogando com um elemento a menos) Depois temos as substituições. Definitivamente o espanhol não sabe fazer substituições. Em regra substitui aqueles que melhor produção estão a ter o que é denunciador de uma enorme falta de senso.
Valha-nos que a paragem para os jogos da selecção vai permitir que Petit já possa dar o seu contributo no próximo jogo o que não deixa de ser uma óptima notícia. A sua presença é imprescindível naquele meio-campo que sem ele é um caos absoluto como, aliás, pudemos observar nos últimos jogos .
De resto gostaria de referenciar algumas exibições que considero de bom nível : Cristian Rodriguez , Nuno Gomes, Binya , Katsuranis .
Para terminar, foi impressão minha ou o árbitro assistente fazia de defesa do UDL e o João Ferreira encostou o Benfica à sua área nos últimos 15 minutos?
É pouco. Muito pouco...
Vedeta ou Marreta ? (http://vedetaoumarreta.blogspot.com/)
Só pelo facto de nom fim do jogo estar lá Leiria 1 - Benfica 2!
Gostei mesmo. E quanto ao resto... que se lixe!
Havemos de melhorar e muito!
É preciso é confiar.
Saudações gloriosas! E obrigado pelo café... finalmente!
Há 2 anos tb começou em Leiria aquela que foi a melhor série dele nos últimos anos. Espero que seja para continuar.
Outra coisa que não percebo é porque é que quando entraram o Di Maria e o Nuno Assiz o argentino foi para o centro e o português para a esquerda e não o contrário, como seria de esperar e natural...
Mas se calhar é só o meu mau feitio!!!
P.S. - Nuno Gomes, olé!!! Nuno Gomes, Olé!!!
As palavras 'idiota' e 'desinformado' dizem-te alguma coisa?
Desta vez, com o Nuno e o Cardozo na área, não só o Nuno marcou como o paraguaio foi muito útil.
O Binya voltou a impressionar-me, na ausência do Petit está encontrado um substituto, se não ainda à altura dele, pelo menos já com qualidade apreciável.
O Max Pereira deve ter encontrado definitivamente o seu lugar na equipa.
Que se passará com o Leo? É o segundo jogo seguido em que joga mal, e isso não é hábito.
Da arbitragem, está tudo dito. Depois do alemão da Champions, tivemos outro anormal vestido de amarelo. Desejo-lhes uma vida curta e uma morte lenta e dolorosa, se possível.
Ganhámos. É o que interessa..
A razão é muito simples, tanto Petit como Katsouranis, são os jogadores mais influentes da equipa, têm de jogar juntos. Petit dá consistência defensiva e Katsouranis fá-lo ofensivamente. Rui Costa é o maestro, imprescindível em qualquer orquestra e Rodriguez é definitivamente o substituto de Simão.
Como estes jogadores (na minha opinião) a titulares, dificilmente se pode aplicar o sistema de 4x4x2. Só jogando com 3 centrais, e aí, ficava outro “titular” de fora (Léo).
A grande lacuna neste sistema (4x2x3x1) é a ausência de um PONTA-DE-LANÇA.
Estou de acordo com Hermenegildo, o Max Pereira deve ter encontrado definitivamente o seu lugar na equipa.
A minha equipa seria:
Quim ----------- em grande forma
Maxi Pereira -- é bom a defender, só tem de melhorar no ataque (mais centros e menos fintas)
Luisão --------- na falta de melhor, parece-me o mais indicado
David Luiz ---- muita falta faz, como está lesionado terá de ser Edcarlos ou Zoro
Léo ------------- sem concorrência
Petit ------------ enquanto estiver lesionado terá de ser Binya, Bruno Ribeiro merece oportunidade
Katsouranis --- dá consistência defensiva e ofensiva
Rodriguez ----- em grande forma
Rui Costa ----- o maestro
Coentrão ------ julgo ser o único extremo do Benfica que se adapta ao lado direito
Nuno Gomes – na falta do “tal” ponta-de-lança, Cardozo parece-me ainda inadaptado e cansado
Saudações