Paciência
É-me cada vez mais difícil estar a escrever sobre os jogos do Benfica. Com o jogo desta noite já são cinco os jogos consecutivos sem vencer, o que é algo a que eu não estou habituado. E o jogo desta noite foi daqueles que me custam a digerir, porque pelo menos fiquei com a sensação que os jogadores tentaram, mas quando as coisas não estão bem parece que nada quer ajudar, nem sequer a sorte.
Com a mesma equipa do derby, excepção feita ao Cardozo no lugar do Nuno Gomes, o Benfica deu o primeiro sinal de perigo logo aos dois minutos, através de um bom remate do Radríguez. Mas depois disso o que se viu foi o Shakhtar a conseguir controlar a partida, jogando num ritmo pausado e tentando explorar o contra-ataque, enquanto que o Benfica revelava dificuldades sobretudo na zona do meio-campo, onde o Pereira se mostrava desastrado. Foi preciso um safanão, dado pelo Di María aos 25 minutos ao atirar a bola à barra da baliza ucraniana, para que o Benfica acordasse. Logo a seguir houve mais uma oportunidade, mas o Katsouranis atirou ao lado. Passámos então a mandar mais no jogo, mas os ucranianos nunca pareceram acusar muito a pressão, e mantiveram-se sempre organizados e com um olho no contra-ataque. E foi num contra-ataque que acabaram por marcar, bem perto do final da primeira parte. Ganharam uma bola dividida no meio-campo, num lance em que o Nélson ficou lesionado, e depois entraram precisamente pelo lado direito da nossa defesa, culminando com um centro atrasado para o golo. Embora não achasse uma surpresa, dado o valor que reconheço aos jogadores ucranianos (só de nome, porque acho que ucranianos mesmo no onze deveriam haver um ou dois), não me pareceu que a vantagem deles fosse um resultado muito justo.
Com esta vantagem, na segunda parte eles puderam jogar ainda mais como pretendiam. Ou seja, bem organizados na defesa, com muita calma (queimando o máximo de tempo possível, e infelizmente sempre com a complacência do árbitro), e explorando (muito bem) o contra-ataque, sobretudo por acção do Fernandinho, que foi um jogador que me impressionou bastante. Foi assim que, apesar de ser o Benfica quem atacou e rematou mais, acabaram por ser eles a conseguir criar as duas oportunidades mais flagrantes de golo destes segundos quarenta e cinco minutos. Ao fim de quinze minutos, saiu o Di María para entrar o Binya, e o Benfica passou a jogar com o nosso conhecido losango, com dois avançados fixos na frente e o Rui Costa a apoiá-los, enquanto o Binya ocupava o vértice mais recuado. Isto permitiu-nos ganhar mais força no meio-campo e jogar mais próximo da área adversária, mas neste momento a nossa equipa parece revelar grandes dificuldades para marcar. A confiança não parece abundar nesse aspecto, e mesmo quando os jogadores conseguem ter oportunidades para rematar, acabam muitas vezes por rematar frouxo ou sem direcção. Além disso, e à medida que o tempo avançava, fomos demonstrando cada vez menos capacidade para jogar como equipa, apostando mais nas iniciativas individuais. Não surpreendeu portanto que a desvantagem no marcador perdurasse até final, atirando-nos para o último lugar do grupo.
Quanto aos jogadores, não é fácil escolher alguém que mereça grande destaque. O Pereira voltou a estar mal no centro do campo, mas melhorou bastante quando passou para lateral direito, após a saída do Nélson. O Binya teve uma boa entrada no jogo, sobretudo pela atitude, tentando empurrar a equipa para a frente. O Cardozo fez um jogo muito fraco, e parece-me neste momento um jogador sem confiança nenhuma. O Rodríguez mostrou vontade, mas está a agarrar-se demasiado à bola.
Apesar do resultado se aceitar, estou um tanto ou quanto surpreendido com as críticas que entretanto fui ouvindo e lendo após o jogo. Claro que já sei como as coisas se passam, e que há quem aproveite qualquer oportunidade para nos bater de forma vil quando estamos por baixo. Não me parece que o Benfica tenha de alguma forma sido vulgarizado ou dominado pelo adversário desta noite. Jogámos contra uma equipa muito bem organizada, recheada de bons jogadores, e que mostrou desde o início ao que vinha. O empate já os teria satisfeito, e ainda por cima tiveram a felicidade de marcar o golo da maneira que marcaram, mesmo em cima do intervalo, e no culminar de uma fase de maior ascendente do Benfica. Nós tentámos inverter as coisas na medida do possível, nem sempre da melhor maneira, mas pelo menos tentámos. O facto de termos terminado o jogo com maior posse de bola e mais do dobro dos remates do adversário mostra isso mesmo. Mas as coisas nem sempre podem sair bem ou como nós desejaríamos. Paciência. Há que levantar a cabeça e começar a pensar já no próximo jogo.
Com a mesma equipa do derby, excepção feita ao Cardozo no lugar do Nuno Gomes, o Benfica deu o primeiro sinal de perigo logo aos dois minutos, através de um bom remate do Radríguez. Mas depois disso o que se viu foi o Shakhtar a conseguir controlar a partida, jogando num ritmo pausado e tentando explorar o contra-ataque, enquanto que o Benfica revelava dificuldades sobretudo na zona do meio-campo, onde o Pereira se mostrava desastrado. Foi preciso um safanão, dado pelo Di María aos 25 minutos ao atirar a bola à barra da baliza ucraniana, para que o Benfica acordasse. Logo a seguir houve mais uma oportunidade, mas o Katsouranis atirou ao lado. Passámos então a mandar mais no jogo, mas os ucranianos nunca pareceram acusar muito a pressão, e mantiveram-se sempre organizados e com um olho no contra-ataque. E foi num contra-ataque que acabaram por marcar, bem perto do final da primeira parte. Ganharam uma bola dividida no meio-campo, num lance em que o Nélson ficou lesionado, e depois entraram precisamente pelo lado direito da nossa defesa, culminando com um centro atrasado para o golo. Embora não achasse uma surpresa, dado o valor que reconheço aos jogadores ucranianos (só de nome, porque acho que ucranianos mesmo no onze deveriam haver um ou dois), não me pareceu que a vantagem deles fosse um resultado muito justo.Com esta vantagem, na segunda parte eles puderam jogar ainda mais como pretendiam. Ou seja, bem organizados na defesa, com muita calma (queimando o máximo de tempo possível, e infelizmente sempre com a complacência do árbitro), e explorando (muito bem) o contra-ataque, sobretudo por acção do Fernandinho, que foi um jogador que me impressionou bastante. Foi assim que, apesar de ser o Benfica quem atacou e rematou mais, acabaram por ser eles a conseguir criar as duas oportunidades mais flagrantes de golo destes segundos quarenta e cinco minutos. Ao fim de quinze minutos, saiu o Di María para entrar o Binya, e o Benfica passou a jogar com o nosso conhecido losango, com dois avançados fixos na frente e o Rui Costa a apoiá-los, enquanto o Binya ocupava o vértice mais recuado. Isto permitiu-nos ganhar mais força no meio-campo e jogar mais próximo da área adversária, mas neste momento a nossa equipa parece revelar grandes dificuldades para marcar. A confiança não parece abundar nesse aspecto, e mesmo quando os jogadores conseguem ter oportunidades para rematar, acabam muitas vezes por rematar frouxo ou sem direcção. Além disso, e à medida que o tempo avançava, fomos demonstrando cada vez menos capacidade para jogar como equipa, apostando mais nas iniciativas individuais. Não surpreendeu portanto que a desvantagem no marcador perdurasse até final, atirando-nos para o último lugar do grupo.
Quanto aos jogadores, não é fácil escolher alguém que mereça grande destaque. O Pereira voltou a estar mal no centro do campo, mas melhorou bastante quando passou para lateral direito, após a saída do Nélson. O Binya teve uma boa entrada no jogo, sobretudo pela atitude, tentando empurrar a equipa para a frente. O Cardozo fez um jogo muito fraco, e parece-me neste momento um jogador sem confiança nenhuma. O Rodríguez mostrou vontade, mas está a agarrar-se demasiado à bola.
Apesar do resultado se aceitar, estou um tanto ou quanto surpreendido com as críticas que entretanto fui ouvindo e lendo após o jogo. Claro que já sei como as coisas se passam, e que há quem aproveite qualquer oportunidade para nos bater de forma vil quando estamos por baixo. Não me parece que o Benfica tenha de alguma forma sido vulgarizado ou dominado pelo adversário desta noite. Jogámos contra uma equipa muito bem organizada, recheada de bons jogadores, e que mostrou desde o início ao que vinha. O empate já os teria satisfeito, e ainda por cima tiveram a felicidade de marcar o golo da maneira que marcaram, mesmo em cima do intervalo, e no culminar de uma fase de maior ascendente do Benfica. Nós tentámos inverter as coisas na medida do possível, nem sempre da melhor maneira, mas pelo menos tentámos. O facto de termos terminado o jogo com maior posse de bola e mais do dobro dos remates do adversário mostra isso mesmo. Mas as coisas nem sempre podem sair bem ou como nós desejaríamos. Paciência. Há que levantar a cabeça e começar a pensar já no próximo jogo.
Comentários
poderia dizer tanta coisa mas so iria criticar enfim so digo foda seeeeeee
E mais uma vez Camacho ajudou à festa ao tirar o nosso melhor jogador...
Cardozo pode estar mal psicologicamente mas tem de jogar sempre. Ganha quase todas as bolas e tem um remate rápido e colocado.Precisa é de ter alguem perto dele q possa receber as bolas q ele ganha em disputa com os defesas adversários.
E enquanto Petit estiver fora Binya tem q ser titular.
Faz lá falta o Petit, pois esse vale por dois e permite que se organize de forma completamente diferente o ataque da nossa equipa.
Um abraço.
assim nem temos moral para falar de apitos ou roubos se bem ke eu nunca me calo kuando a porcalhada se arma em esperta por cima de um lampiao convicto ninguem mas mesmo ninguem passsa
Binya entrou bem. Tinhamos q dar força e velocidade ao meio campo. O q eu não concordo é com a saída do Di Maria. E pq é q Camacho ajudou à festa com a saída do argentino? Pq tirou o unico jogador do ataque q imprimia velocidade e repentismo ao ataque, tirou aquele q mais faltas poderia sacar e mais investidas pela área conseguia provocar. Camacho reforçou o meio campo mas enfraqueceu o ataque. Estando a perder penso q, mais uma vez, podiamos ter sido mais audazes.
Vocês só contaram duas oportunidades de golo??? Não vimos o mesmo jogo. E as inumeras vezes q eles atacavam em total superioridade numérica ou a forma sistemática com q recuperavam a bola no meio campo e rapidamente se chegavam à nossa área? Eles dominaram totalmente o jogo na segunda parte. Dominaram de uma forma q nem Barcelona ou United fizeram qd cá vieram.
Se eles conseguiram contra-atacar em superioridade numérica, então fizeram-no muito mal, porque nem sequer conseguiram rematar à baliza na maioria dessas ocasiões. O Shakhtar terminou o jogo com 3 remates à baliza, e onze no total. É muito mais fácil para uma equipa que se apanha a ganhar à beira do intervalo com uma grande dose de felicidade passar a segunda parte organizada na defesa e tentando o contra-ataque, principalmente a jogar contra uma equipa progressivamente mais nervosa, e que tenta atacar cada vez mais desesperadamente.
É verdade que o Benfica não jogou bem, é verdade que também o jogo não nos correu de feição, e que a justiça da vitória do Shakhtar não pode ser muito contestada, já que mostraram ser neste momento mais equipa do que nós. Mas 'massacre' Pedro? Estás a tentar resumir 90 minutos ao período de 5-10 minutos de desnorte por que passámos na segunda parte?
Até fizemos uma boa primeira parte, até encostámos, nos ultiimos minutos antes do golo, os ucranianos lá atrás mas sem resultados prácticos. Depois veio o golo e veio a segunda parte. E aí fomos massacrados. O caudal ofensivo do Shaktar foi tanto q não percebo como podes te incomodar com o facto de eu dizer q fomos massacrados. Eles controlaram e dominaram a seu bel prazer o jogo na segunda parte. Massacre não é só golos e remates à baliza, é tudo. Nós não tinhamos bola, pareciamos batatas tontas atrás deles sem qqr jogo colectivo. Nos ultimos 10 minutos lá conseguimos inverter as coisas e fomos, novamente, para cima deles. Mas aqueles 35 minutos da segunda parte foram terriveis. Nem barça nem united jogaram daquela forma contra nós.
ALgumas notas soltas, já que a análise está feita e bem pelo D'Arcy como sempre:
- O Shaktar é uma muito boa equipa, e é um azar do sorteio termos um adversário destes saído do pote 4
- a arbitragem foi de uma cumplicidade escandalosa com o anti-jogo do Shaktar; depois de todas as interrupções, 2 minutos na 1ª parte e 4 na 2ª é ridículo
- a entrada do Binya foi muito útil, e espero que ele tenha ganho a titularidade enquanto o Petit não volta; tenho pena que o substituído fosse o Di Maria, mas alguém tinha de sair
- Max Pereira pode ser uma boa alternativa para defesa direito
- Katsouranis foi o nosso melhor jogador
- acho que deveria haver alguma troca de posições entre os nossos dois alas; qualquer deles rende mais na esquerda, portanto há que dar ao longo do jogo oportunidade a ambos de fazer um nº de minutos significativo nessa posição
Basta contares o número de oportunidades e remates que tivemos.
Faltou o golo.
Só na primeira parte, flagrantes tivemos o remate do Rodriguez para defesa difícil do GK (a bola ia ao canto), o remate de Di Maria à barra e o falhanço displicente de Katsouranis, só para contar as mais flagrantes. Na 2ª parte tivemos outras tantas, com o Cardozo a xutar o ar, o Rodriguez a xutar o ar e a bola em que - inacreditávelmente ninguém empurra - do lançamento do Bynia, sem o GK na balisa.
No fim foi mais coração, mas não jogámos mal. Falta é acutilância naquele ataque de papel :(
Como eu vi à minha, aqui vai. Camacho falhou, e à grande. E nós fomos completamente desorganizados.
Camacho insiste em jogar com jogadores fora das suas posições, e a equipa não rende. Parece-me que está mais preocupado em justificar futuras contratações, mas enfim…
Em relação ao jogo de ontem, Maxi Pereira não rende nada no centro. À direita melhorou imenso. Nem vou discutir a questão dos dois ponta de lança de início, mas tirar o Di Maria para pôr o Binya é um erro. E não o é pela entrada do Binya. Naquela altura deveria ter tirado, na minha opinião, ou o Maxi ou o Léo (fez, seguramente, o pior jogo desde que chegou à Luz, nem parecia o Léo)
Mas para mim o pior de tudo foi a completa desorganização da nossa equipa. Foi assustador!
P.S. – Também concordo com quem diz que ele devia trocar o Di Maria com o Rodriguez. Di Maria não sabe jogar com o pé direito, e o Rodriguez sabe (embora ambos sejam melhores na esquerda, óbvio)
P.P.S. – Assim de repente, lembro-me de quatro perigosos ataques/contra-ataques do Shaktar na segunda parte – O livre, o falhanço displicente do Brandão quando estava isolado em frente ao Quim, uma entrada na área descaído pela esquerda em que o Quim foi encobrindo o ângulo até o atacante falhar, e uma jogada idêntica pela direita, mas em que o jogador da equipa ucraniana falhou não percebi muito bem como (eu estou por trás da outra baliza)
P.P.P.S. – (prometo que é o último) Porque é que damos mais crédito aos média estrangeiros? É porque escrevem mais do nosso acordo? (atenção que eu ainda não li reportagens sobre o jogo)
E a oportunidade do Brandão, em que surgiram três jogadores do Shakhtar contra apenas o Léo, por acaso é ilegal, já que a jogada nasce numa bola que saiu pela lateral e que os ucranianos continuaram. Eu no terceiro anel, e do outro lado, vi que a bola saiu, mas o fiscal-de-linha não conseguiu ver isso.