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domingo, julho 29, 2007
Dedo
Bem sei que a época ainda mal começou e que há um longo caminho a percorrer, mas está-me a começar a parecer que já há dedo do Nandinho neste grupo de jogadores. O jogo desta noite mostrou-me algumas idiossincrasias que a época passada se foram tornando familiares: a falta de garra de uma equipa que praticamente começa o jogo a perder, o exagero de passes inúteis e quase sem sentido (com 90% deles a serem feitos para o lado e para trás - parece que qualquer jogada de ataque da nossa equipa, mesmo que a bola seja recuperada no meio-campo adversário, tem sempre que fazer a bola passar pelos nossos defesas centrais), a insistência autista em tentar furar pelo meio da defesa adversária quando lá se concentra a maioria dos jogadores da outra equipa, e os erros individuais por partes dos jogadores (o primeiro golo resulta de um penalti idiota do Luisão, e o segundo de um passe - para trás, e para os centrais, claro - ainda mais idiota do Nélson). Sim, parece-me que nos arriscamos a ter uma repetição daquilo que de pior nos foi brindado a época passada.

Nem vale muito a pena estar a discutir o que se passou no jogo desta noite. O Benfica entrou a perder, e deixou-se estar muito satisfeito a perder até à fase final da primeira parte, quando um ou outro lampejo dos seus jogadores finalmente levou perigo à baliza adversária (remates do Bergessio e do Cardozo). Entrámos bem na segunda parte, já com o Rui Costa em campo, e chegámos ao empate através do Nuno Assis. Quando as coisas pareciam bem encaminhadas, o Nélson ofereceu o golo ao adversário e pouco mais conseguimos fazer. O Manuel Fernandes continua a ser o jogador que me impressiona mais, o Cardozo não esteve tão bem como no último jogo mas voltou a deixar uma imagem positiva, o Bergessio voltou a estar demasiado discreto, e confesso estar absolutamente apavorado com o Zoro, que para mim continua a ser a ceifeira-debulhadora industrial que eu conhecia do Messina (embora a ceifeira industrial leve ligeira vantagem sobre o Zoro no que concerne à técnica de controlo da bola).

Mas isto deve ter corrido mal por causa da saída do Simão. Só pode.
 
por D'Arcy - 22:06 | link | 43 comentário(s)
Freddy Adu?

Detesto jogos de computador....
 
por special one - 21:45 | link | 14 comentário(s)
sexta-feira, julho 27, 2007
When the going gets tough, the 'tough' get going

Com a demissão de José Veiga, qual é a margem de manobra de Fernando Santos, sabendo nós que a permanência de Santos esteve muito ligada ao “regresso” de Veiga?

Isto promete.

 
por Pedro F.Ferreira - 17:21 | link | 49 comentário(s)
Adeus, pá. Cuidado com o degrau.
O Simão, ao longo das épocas que cá esteve, foi de forma sistemática o melhor jogador da equipa, fez inequivocamente a diferença na esmagadora maioria dos jogos e tornou-se o capitão de equipa. Como toda a gente que vai ao estádio sabe, era o jogador mais aplaudido na divulgação do onze titular. Não é fácil chegar a este patamar e há que respeitar quem o atinge. Por tudo o que fez enquanto cá esteve, muito obrigado.
Consigo mais ou menos perceber, na fase específica da carreira em que se encontra, o aliciante de fazer o contrato de uma vida e rumar a um dos melhores campeonatos do mundo. É legítimo e respeito-o.
O que não percebo, de todo, é que essa saída seja para um clube de segunda linha como o Atlético de Madrid. Uma espécie de Sportem de Espanha, mas com menos queques, betinhos, matrafonas de casacos de peles e azulejos de casas de banho públicas. Um clube na penúria (passou os últimos anos sob gestão judicial, depois de ter entrado em processo de falência; os passes dos jogadores estão penhorados à Hacienda Pública para garantir dívidas ao Estado levantadas pela Inspecção Tributária; nos últimos anos houve vários episódios de pagamentos em atraso ao plantel), com um passado modesto, um presente modesto e um futuro incerto. É claramente um passo atrás do ponto de vista desportivo, ir para uma equipa que luta pelos lugares de acesso à UEFA e que joga este ano a Intertoto. Um clube sem carisma, com objectivos forçosamente modestos e com uma aura perdedora. A gestão desportiva de uma carreira é muito importante e não deve ser desprezada em função da gestão financeira, especialmente numa fase em que já se está num patamar de vencimento do calibre do Simão. O dinheiro não é tudo. Especialmente quando já se tem muito.
A saída parece-me claramente o maior erro da carreira do Simão.

No entanto, e fazendo um auto-exame profundo à minha forma de pensar, reconheço que está viciada à partida. É que eu, ganhando o que o Simão ganha e sendo o capitão do Glorioso, estava na minha ideia de Paraíso. Não saía por todo o dinheiro do mundo.
Objectivamente, é isto: para mim, ir para qualquer outro clube neste mundo, que não o Benfica, é um downgrade.
Custa-me a perceber, portanto, como é que, em função de mais dinheiro e do relativo aliciante de um campeonato maior, e ganhando já rios de dinheiro, se sai do Maior Clube do Mundo para um clube absolutamente vulgar de Madrid. É orgânico, não o consigo entender.
Será, no fundo, a diferença entre ter jogadores Benfiquistas profissionais e jogadores profissionais que jogam no Benfica.

É uma perspectiva redutora, algo infantil, até ligeiramente utópica? É uma visão romântica do Mundo? Serei apaixonadamente ingénuo? Será. Será. Serei. Mas não é isso parte intrínseca do que é ter na alma esta chama imensa? Parece-me que sim. Ser benfiquista é ver o mundo através de olhos vermelhos. Perguntem ao Rui Costa.

p.s. 1. Boa sorte para o Simão. Bem vai precisar;

p.s. 2. Vender o capitão do Glorioso por 20 milhões mais o direito de opção sobre dois jogadores do Atlético é manifestamente pouco, quando comparado com o valor das restantes transferências do mercado. Trata-se de um avançado, do melhor jogador e capitão de equipa. Mas respeito o facto de terem cumprido a palavra para com o Simão;

p.s. 3. Não há nenhum jogador do Atlético que queira ver no Benfica (à excepção do Forlán). E, para qualquer um deles, isso sim, seria uma subida na carreira. Portanto, o valor do direito de opção sobre dois jogadores para mim é igual ao valor das notas do Monopólio;

p.s. 4. Também resta esclarecer o que é isto de ‘direito de opção sobre a contratação de dois atletas ao clube espanhol'. Trata-se apenas de exercer o direito e os escolhidos vêm? Ou trata-se de exercer o direito e ainda ter de os pagar? É que assim os 20 milhões rapidamente passam a 0 milhões;

p.s. 5. Estou disposto a pagar quotas suplementares nos próximos 10 anos para evitar que o Costinha venha para o Glorioso;

p.s. 6. A sério;

p.s. 7. 'Pesadelo horrível', para mim, caro Engenheiro, é continuar a tê-lo como treinador. E o triste é que todos os dias acordo e percebo que o pesadelo é real;

p.s. 8. Isto dos p.s. é giro, mas acho que já chega.
 
por Carlos Miguel Silva (Gwaihir) - 09:26 | link | 28 comentário(s)
quinta-feira, julho 26, 2007
Ver a montra.
Do actual plantel do Atlético de Madrid não vejo muita gente que possa interessar ao Benfica. A não ser, claro, todos aqueles a que não podemos aceder: Maxi Rodriguez, Diego Forlán, Luis Garcia. Petrov é bom, mas Erickson também percebeu isso e parece que vai levá-lo para o Manchester City.
Dos outros: talvez Seitaridis para competir com o Nélson, e o central Zé Castro.
Jurado é um jovem médio, formado no Real Madrid, tem potencial mas é ainda muito "verde".
Maniche não tem condições para jogar no Benfica, depois de tudo o que se passou; e Costinha parece-me, nesta altura da sua carreira, de utilidade muito limitada, quando temos Petit, Katsouranis e Manuel Fernandes. O melhor será pegar no dinheiro e gasta-lo em jogadores de outra proveniência...
 
por P - 16:45 | link | 21 comentário(s)
Breve crónica de uma transferência anunciada.
Há informação que nos chega acidentalmente. Há dois anos, numa manhã de sábado, todos os jornais faziam manchete com a saída de Simão, uns diziam Chelsea, outros Manchester, outros falavam de clubes dos quais me não recordo.
Ao desabafar com alguém que, na altura, mal conhecia, no Estádio da Luz, sobre a situação do Simão, foi-me dito que ele não sairia. Disse-lhe que era impossível, que as minhas fontes, tal como as dos jornais, eram boas. Perguntei-lhe como é que ele me podia afirmar tal coisa com tamanha convicção. A resposta foi desconcertante: “foi o Simão que há duas horas me disse que ficava”. O Simão ficou.
Este ano, no final do campeonato, essa mesma fonte deu-nos (a mim ao D’Arcy) a dica de que o Fernando Santos ficava no Benfica, tal como o Simão. Mais tarde, e perante algo que fez inverter a decisão do Simão, disse-nos que o Simão podia estar a pensar em sair. Disso mesmo fizemos eco neste e neste post. Esta era uma boa fonte (também temos das que nos falham e uma em particular já me causou uns amargos de boca).
O tempo passou e dei o assunto como encerrado. Os jornais falavam mas, sinceramente, pensei que fosse mais um conjunto de lérias.

Na passada terça-feira, por um daqueles acasos do destino, acabei por combinar um almoço com o S.L.B, no “Silva do Benfica”. Acabados de sentar, entra um grupo de 4 pessoas que se sentou na mesa contígua à nossa. A saber: Domingos Soares de Oliveira, Luís Filipe Vieira, Jorge Mendes e um, para nós, desconhecido.
No final do repasto, nosso e deles, com a lata que nos caracteriza, abeiramo-nos da mesa deles e o resto foi história. Depois de algum confronto de ideias, acabámos por perceber que a Direcção tudo fez para manter o Simão, mas que a escolha da saída foi do próprio Simão. Por motivos que se prendem com interesses legítimos de um futebolista profissional.
As palavras do Presidente foram claras: há que acreditar que tudo foi feito, e está a ser feito, para salvaguardar os interesses do Benfica. Tal como, perante a ameaça, em tom de brincadeira, de que não renovaria o cativo (que já foi renovado) o Presidente garantiu, dentro da informalidade da ocasião, que, perante a qualidade do escolhido para substituir Simão, eu até compraria uns cinco cativos. A conversa continuou, mas do resto pouco para aqui interessa. No final, ficou o nosso compromisso de que só se divulgaria o acontecimento após a confirmação feita por quem de direito.

À saída do restaurante, e perante tão insólito como inesperado acontecimento, eu e o S.L.B. ainda tentámos voltar atrás para sugestionar a aquisição do… Riquelme :) . Mas eles já se tinham ausentado.
 
por Pedro F.Ferreira - 16:30 | link | 30 comentário(s)
Bolas...
E a pré-época até estava a correr tão bem... Agora, de um momento para o outro, ficámos sem o nosso capitão e melhor jogador. Não posso dizer que esta notícia me tenha apanhado de surpresa, dado que depois das 'informações privilegiadas' que recebi, já desde terça-feira que estava à espera disto. Mas guardei sempre uma esperança que acontecesse uma situação semelhante à do Valência o ano passado, e que o Simão acabasse por ficar connosco. Assim não foi, e para além da perda desportiva que esta saída é, preocupa-me também que acabámos de dar à pessoa cujo nome não vale a pena mencionar, mas que todos nós sabemos quem é, a desculpa ideal para justificar qualquer um dos fracassos que ele parece ser tão propício a atrair. Estou mesmo a ver: "Preparámos a época toda a contar com o Simão, e depois ele saiu". O que será apenas uma variação da brilhante desculpa para justificar a época passada: "Preparámos a época toda a contar que o Simão saísse, e depois ele ficou".

Pelos vistos o negócio inclui a possível vinda de jogadores. De acordo com a tal 'fonte privilegiada' da passada terça-feira, o potencial substituto do Simão justificaria que comprássemos cinco cativos cada um. Dos jogadores do Atlético que poderiam sair, o único que me interessaria seria o Martin Petrov, mas parece que ele está a caminho do Manchester City. Quanto a outros jogadores, ao menos seria bom que os rumores sobre o Freddy Adu fossem verdadeiros, mas duvido que o Benfica arriscasse pagar tanto por uma promessa. Vamos esperar para ver, mas não será um jogador qualquer que será capaz de preencher o vazio deixado pelo Simão.

Quanto ao jogador, agradeço-lhe por tudo o que fez por nós durante os seis anos de águia ao peito. Foi suficientemente influente e decisivo para que se possa dizer que houve um Benfica com Simão, e que agora entraremos numa fase de Benfica pós-Simão. E, confesso, neste momento é-me um bocado difícil imaginar esse Benfica, mas também isto acabará, porque os jogadores vão passando e clube fica. Ao Simão, desejo as maiores felicidades. No plano financeiro, de certeza que as terá. Já no plano desportivo, pelo menos aquelas que forem possíveis para alguém que considerou que um salto do Benfica para o Atlético de Madrid seria uma progressão na carreira.
 
por D'Arcy - 10:22 | link | 35 comentário(s)
É oficial


São 4h da manhã e duvido que vá dormir bem hoje. Foi premonitório o almoço de 3ª feira que tive com o Pedro F.F. Não havia nada a fazer. Que seja muito feliz no Atlético de Madrid (poderia ter escolhido um clube melhor, mas enfim...). Foi-nos dito pelos notáveis que era possível o homem querer ir-se embora. Está confirmado. Mas também nos foi dito que o substituto iria fazer aumentar a venda de cativos. Estamos a aguardar.

P.S. – DADO QUE o jogador queria sair, 20 milhões mais dois jogadores do Atlético de Madrid não me parece mau negócio. Agora, POR FAVOR, que nenhum deles seja o Costinha ou o Maniche!
 
por S.L.B. - 03:44 | link | 14 comentário(s)
quarta-feira, julho 25, 2007
Memorando V - "Apito dourado"
Façamos como fazem alguns órgãos de comunicação social e outros tantos opinadeiros de ter à mão: falemos do que realmente é importante neste memorando da PGR.
Falemos de coisas importantes e graves como o jogo entre o Clube Desportivo de Cinfães e Grupo Desportivo Torre de Moncorvo ou o Canidelo contra o Progresso e esqueçamos os outros, pois falar das outras coisitas que por lá estão dá mau nome à bola lusitana e depois não se pode cuspir na gamela em que se come, além de que o macaco é bom rapaz e tem amigos polícias e o camandro.

E quando lerem o memorando em causa, saltem logo para os gráficos… até são a cores.
 
por Anátema Device - 18:11 | link | 3 comentário(s)
Nélson, Anderson e Moreira
Novelas do Simão à parte, a situação destes 3 jogadores causa-me alguma apreensão (uns mais do que outros).

Nélson - Como é sabido, o Nélson tem um problema de (i)maturidade que o impede de ter o rendimento que dele se espera. Urge encontrar um jogador que seja uma alternativa válida para a mesma posição (visto que o Zoro já confirmou que não é essa alternativa...). Não só não estaríamos tão dependentes do Nélson como a concorrência talvez o "obrigasse" a ter outra atitude.

Anderson - Devo começar por dizer que compreendo a sua apreensão em relação ao estado de saúde do seu filho: no lugar dele, também faria o possível por estar com a família neste momento difícil. Diria também que as preocupações causadas pelo estado de saúde do filho poderão ser a explicação para o seu menor rendimento esta época. O que não se justifica é que tenha vindo "cá para fora", por diversas vezes, queixar-se de que não jogava (e não me lembro de ele referir o estado de saúde do filho antes deste episódio recente - pelo menos, só agora tive conhecimento dessa situação). Como não conheço todos os contornos da história, é-me difícil tomar uma posição... Mas parece-me óbvio que nem o Benfica nem o Anderson ganham com a sua permanência no plantel, pelo menos enquanto o Anderson sentir que tem de estar com a família.

Moreira - Infelizmente, o Moreira vai ser operado ao joelho esquerdo. Isto significa, em primeiro lugar, que não poderemos contar com ele durante um largo período de tempo. Depois, e de acordo com o artigo que referencio, consta que a lesão é semelhante à que já teve no joelho direito, motivo pelo qual também teve de ser operado, tendo a sua recuperação demorado 6 meses. Já me tinha chegado ao ouvido um rumor (de um amigo meu benfiquista bem informado) de que a lesão anterior do Moreira (contraída no final de 2005) era grave e que a sua carreira estaria condicionada, mas mantive as minhas reservas... até agora.
Gostava, portanto, que o departamento médico do Benfica nos esclarecesse qual a real gravidade da(s) lesão(ões) do Moreira.
 
por tma - 00:18 | link | 9 comentário(s)
terça-feira, julho 24, 2007
O 20.
Sobre a saída de Simão, eu, enquanto benfiquista, terei obviamente muita pena. Mas terei ainda mais... gratidão.
Simão Sabrosa foi o nosso melhor jogador, em todas as épocas em que jogou no nosso clube. Criado no Sporting, soube criar empatia com os benfiquistas, sobretudo pela sua classe e categoria em campo. Resolveu muitas partidas a nosso favor e, sem ele, simplesmente, não teríamos voltado a ser campeões.
É o melhor jogador do plantel, aquele que faz a diferença, o que resolve. E é um capitão de equipa que sabe da responsabilidade dessa braçadeira e da herança de grandes capitães do passado. Publicamente defende sempre a equipa, e isso também é saber ser o capitão. Quando fomos campeões não vacilou no penalty do Bessa, quando ganhámos a Taça ao Porto de Mourinho resolveu com um golo de cabeça (!), em Liverpool, em Manchester, em Paris, em Montjuic foi ele quem liderou as tropas com golos decisivos. No Camp Nou, um ano antes, esteve a centímetros de nos levar às meias finais, na única oportunidade que tivemos. Era talvez pedir demais... mas a vir alguma coisa de bom desse jogo... viria dali, dos pés do número 20.
Se Simão Sabrosa sair agora do Benfica, sai sobretudo com uma palavra minha, enquanto benfiquista: Obrigado.
 
por P - 19:55 | link | 31 comentário(s)
Uma desagradável pergunta:
Hoje, depois de um agradável repasto na companhia do S.L.B., acabámos por ter um mau começo de tarde, quando, a meio de uma conversa com uns notáveis (e que notáveis!!) benfiquistas, um deles disse:

- E se o homem não quiser ficar, o que é que se pode fazer?

Na sequência deste post, esta é a pergunta que nunca quis (nem quero) fazer, mas que ainda não deixei de fazer a mim mesmo desde que, há umas horas, nos foi feita.
Esta é a pergunta que vos faço.
 
por Pedro F.Ferreira - 16:30 | link | 11 comentário(s)
Noção do ridículo* (Parte III)
Ontem foi a 'Marca'. Hoje é o 'Record'. Ao fazer a minha "ronda" matinal pelos desportivos portugueses, deparo-me com esta 1ª página.

Caros benfiquistas, tirem as vossas conclusões. Entretanto deixo aqui algumas sugestões:

  • a) O Record "armado" em nossa reserva moral, com claro sinal de desaprovação, dizendo "Assim não se faz"?

  • b) A vontade de ver o Simão fora do Benfica é tanta, que em toada de desespero, o Record lança uma parangona destas?

  • c) Quem é o Costinha, afinal?


*Sequela do post anterior do S.L.B. e do post do Anátema Device.

 
por Hugo A. Rodrigues - 11:05 | link | 21 comentário(s)
Noção do ridículo (Parte II)
ou



O meu colega de blogue, S.L.B., perguntava no post anterior se já tinha chegado o Carnaval. Parece que, para quem se imagina jornalista e escreve para essa coisa chamada “Record”, o Carnaval não só chegou como chegou para ficar.
Depois de muitos anos de mentiras e outras tantas humilhações, o “Record” optou pela mais genuína das vias para quem tem a estupidez na medula: tornou-se uma caricatura dele mesmo. Assim, e apenas assim, faz sentido a ridícula primeira página que esse amontoado de folhas mal escritas publicou hoje
Definitivamente, a inutilidade do jornalismo dito desportivo tem pátria.
_____
Atendendo a que o Cantona fez uma parte III, o que só vem demonstrar a indignação que este tipo de jornalismo provoca, os comentários a este tema passam para o post "vizinho de cima".
 
por Anátema Device - 10:52 | link |
segunda-feira, julho 23, 2007
Noção do ridículo
Há quem não a tenha. O jornal Marca, por exemplo.

La última oferta del Atlético por Simao será de 15 millones... y Costinha

Já chegámos ao Carnaval?
 
por S.L.B. - 13:10 | link | 14 comentário(s)
sábado, julho 21, 2007
Pára tudo!

É hoje! Finalmente! Apesar de, pela primeira vez em muitos anos, este defeso do Benfica estar a ser marcado pela presença do clube em Portugal, mais concretamente no seu (nosso) centro de estágios, a maior diferença, aquela que mais tem mexido com os adeptos, é a completa ausência de possibilidades de validar as escolhas feitas pela Direcção para o reforço da equipa e das suas aspirações na época que se está para iniciar.

Passadas que estão cerca de 2 semanas da apresentação dos jogadores ao trabalho, até agora apenas foi possível ver quem tinha marcado os golos nos jogos-treino realizados, não existindo qualquer imagem sequer que o comprove. Nos anos anteriores, nesta altura, eu já tinha mais 3 ou 4 ídolos (ou não) e respondia à letra sempre que algum adversário me picasse relativamente à valia de um ou outro reforço que se tivesse posto a jeito para tal. Mas este ano não. Nada. As discussões centram-se na escolha da cor do equipamento, na possibilidade de reforçar a estrutura directiva com (mais) um nome polémico vindo do Norte, na eventualidade de disputar a 1ª jornada fora de casa, sim, mas não na casa do adversário, dos avanços e recuos do processo Apito Dourado, enfim, em 1001 coisas que têm como denominador comum a ausência do esférico na sua génese. E aqui se ajuda a explicar a minha ausência desses debates, com toda a certeza importantíssimos, não duvido, mas a verdade verdadeira é que só me sinto compelido a debitar meia dúzia de palavras quando se fala de futebol. Do futebol jogado, entenda-se.

Hoje, por exemplo, ficarei com uma ideia mais precisa sobre as hipóteses de Butt, o guarda-redes germânico reforçado para... reforçar a minha tese, idêntica à da Leonor Pinhão já agora, de que um óptimo (e não bom, ou razoável) nº 1 é, ou pode ser, o garante de 10 pontos-extra no final do campeonato, poder vir a ser, de facto, esse guarda-redes, ausente em parte incerta desde a saída de outro alemão, vocês lembram-se dele, Robert Enke. Nada contra Quim ou Moreira, entendam-me, mas não estamos a gerir um clube vocacionado para o bem-estar dos jogadores com os quais mais simpatizamos, estamos sim a gerir um clube que se quer vitorioso. Sempre. E para isso há que dotá-lo das peças necessárias para o fazer. Quer tenham 18, 24 ou 33 anos. E quer sejam portugueses, indonésios ou mesmo alemães.

Depois, também temos o Stretenovic que, provavelmente, terá uma oportunidade, que de outra forma não teria, de mostrar o que vale na lateral direita devido ao triste episódio-Nélson. Pelas palavras do nosso treinar, deduzo que o longilíneo defesa sérvio terá de entrar com o gás todo para me, nos, convencer de que a sua utilidade na equipa deriva não apenas dos seus muitos centímetros, mas também do seu potencial em utilizá-los convenientemente.

Ainda na defesa, temos o costa-marfinense Zoro que terá uma luta muito dura pela frente para alcançar a titularidade como 2º central, ao lado do indiscutível Luisão. David Luiz, a manter o mesmo nível da 2ª volta do campeonato anterior, partirá em vantagem. Mas a concorrência interna nunca fez mal a um clube. Bem pelo contrário.

Miguelito, por seu turno, terá também ele uma oportunidade de ouro para justificar uma maior utilização esta época, terminada que está, ou que tem de estar, a sua adaptação ao Benfica. Tudo o que sejam menos de 10/15 jogos oficiais esta época e o seu nome não deixará de constar no rol de flops, lista que nenhum jogador deseja ocupar.

Do meio campo para a frente e sobretudo na zona intermediária do terreno a grande expectativa chama-se Manuel Fernandes. É incrível, e custa a aceitar, o que meia dúzia de meses no estrangeiro fazem ao físico de um jogador. Continuamos em realidades completamente distintas é o que se me oferece dizer. Ora, se ele já era promissor e uma mais-valia quando, abrir aspas, era um trinca-espinhas, o que esperar agora? Eu não faço as coisas por menos e garanto-lhe um lugar certo nas escolhas iniciais do treinador. Com a cabeça limpa e a jogar o que sabe, terá de ser outro jogador o sacrificado a ir para o banco.

Finalmente, na frente há 3 grandes pontos de interrogação, cada qual mais entusiasmante do que o outro. Se um já lá estava e, a julgar pelos jornais desportivos, tem aproveitado os treinos para demonstrar que as exibições nos juniores apenas estavam limitadas pelo escalão em que evoluía, fazendo por corresponder com eficácia às assistências que lhe são feitas, já os outros apenas se darão a conhecer hoje. Ok, ao Cardozo já vimos um breve relance do que ele vale depois da sua participação na Copa América (abrir parêntesis para dizer que acho vergonhoso que a organização do certame não tenha levado em conta a hora tardia a que alguns dos jogos foram disputados, pois não cabe na cabeça de ninguém obrigar os adeptos a ficarem acordados até perto das 4h da manhã para validar a mais novel contratação do seu clube), mas o Bergessio é uma autêntica incógnita.

E, tal como o fiz para justificar a minha concordância com a contratação do Butt, também aqui uso uma estratégia semelhante para concordar com a vinda do Cardozo. Não desprezando obviamente os restantes sectores do terreno, não nos podemos poupar a esforços quando escolhemos o guarda-redes e o ponta de lança do nosso clube. São, individualmente, as posições-chave que muitas vezes ajudam a decidir se uma época é gloriosa ou desastrosa. E, pese embora até rimem, não vos preciso dizer qual destas duas palavras é a que mais me agrada quando me refiro a qualquer facto relacionado como nosso clube, pois não?

Viva o Benfica!

(faltam 7 horas)
 
por Superman Torras - 10:58 | link | 6 comentário(s)
quinta-feira, julho 19, 2007
Do desespero de não conseguir escrever o que se impõe.
Quando começámos este projecto, convidámos o nosso amigo JRD para escrever neste blogue. Ele rejeitou. Telefonámos, enviámos e-mails e ele foi sempre, amavelmente, recusando. Depois de muita insistência lá nos disse o motivo da recusa: o seu amor pelo Benfica é de tal ordem que, perante certas decisões da Direcção do nosso Clube, iria sentir-se na obrigação de escrever algumas dolorosas verdades e não era capaz de escrever nada que aproveitasse aos nossos adversários em desfavor do nosso Benfica.

Sobre este Jorge Gomes já há dias que vinha lendo, mas recusava-me a acreditar. Hoje, quando me confirmaram que esta alimária sinistra chamada Jorge Gomes está ligada, ainda que não com os contornos anunciados em certos pasquins, ao nosso Benfica, compreendi perfeitamente o JRD. Efectivamente, não consigo vislumbrar nenhum motivo que seja suficientemente forte para justificar tamanho escarro na História do nosso Benfica.

É melhor ficar por aqui, pois a revolta e o nojo de ver gentalha desta no nosso Clube é de tal ordem que ainda me arrependo de escrever o que me vai na alma.
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Peço desculpa pelo desabafo. Este blogue segue dentro de momentos.
 
por Pedro F.Ferreira - 23:12 | link | 31 comentário(s)
terça-feira, julho 17, 2007
Nunca fui bom a finanças!


Escrevo aqui o meu primeiro (de muitos) posts, acho eu!
Obviamente, faço aqui a devida vénia ao convite que me fizeram, pois é um privilégio fazer parte desta "equipa".
Sempre gostei muito de futebol... perdão! Sempre gostei muito do Benfica, inclusivamente sei que existem outros clubes mas nem me lembro bem nem dos seus nomes nem do que já ganharam, se é que ganharam alguma coisa.
Escrevo aqui estas primeiras linhas para questionar a simples e hipotética dispensa do nosso Simão.
Se o Pepe, aquela coisa feia do FêCêPê vale 30 milhões, se o Nani vale 25 milhões e se as cláusulas de rescisão de Moutinho, Veloso e Djaló são de 30 milhões, é possível o Simão não valer muito mais do que esta gente toda?
Um jogador que tem mostrado o seu valor não só pelo campeonato nacional mas também pela Europa, limpando clubes como Liverpool e Manchester, um jogador que é, nada mais nada menos, do que o melhor do plantel benfiquista desde há 3 ou 4 épocas a esta parte, não valerá mais? Simão foi apenas e só considerado o melhor ou mais influente jogador ou sei lá o quê do campeonato nacional e... 25 milhões? Só? Isso ganho eu em duas tardes...
Será erro de gestão ou estão mesmo a correr com o 20 do Benfas?
 
por CORTO MALTESE - 09:30 | link | 32 comentário(s)
segunda-feira, julho 16, 2007
De puta madre!
Um tal de Jorge Garcia (não sei quem é, mas já o admiro), correspondente do jornal As em Portugal, diz que os senhores do Atlético de Madrid querem o Simão já amanhã. Amanhã sem falta!!
E diz assim o senhor Jorge Garcia:

[...] los gestores rojiblancos se verán mañana con el Benfica en Lisboa para intentar atar la contratación de Simao Sabrosa. El ex jugador del Barça ha presionado en las últimas horas para salir, su cláusula de rescisión es de 25 millones, pero el equipo encarnado fija ahora los 20 millones como precio de salida. Sin embargo, si el Atlético ofrece poco más de 15 millones por el nombrado mejor jugador de la pasada liga portuguesa la operación podría tener éxito. Simao quiere probarse de nuevo en España. La pasada campaña no pudo cerrarse su pase al Valencia y con 27 años cree que su momento ha llegado. (link)

Eu não discuto a potabilidade da água das fontes deste jornalista. Quanto a fontes, cada um bebe da que quer. Ele tem as dele e eu tenho as minhas. A água é comum até um certo ponto, mas diverge no caudal e na orientação quando chegamos a números e pressões. Até onde eu sei, não há pressão alguma do Simão para sair. Até onde eu sei, no momento em que escrevo estas linhas, ainda nada de concreto chegou aonde tem de chegar. Entre o que se diz que diz, diz-se pouco e por números muito diferentes.
Aliás, repare-se bem na coumbersa do jornalista: então, em tempo oportuno, o Benfica renova com o Simão para lhe poder fixar a cláusula de rescisão em 25 milhões (isto é um facto); agora teria fixado a saída em 20 milhões (isto já é especulação); e, pasme-se, aceitaria uma proposta de 15 milhões!? Bem, isto já é começar a ofender a inteligência dos espanhóis que compram o pasquim.
Para finalizar, o Simão até pode (brevemente se verá) sair para o mais foleiro dos clubes espanhóis, mas nunca por esse preço. Portanto, Jorginho, diz-me quem te vendeu essa e diz-me também para que pasquim trabalhas em Portugal.
Auguro-te, Jorge, um belo futuro, não haja dúvida.
 
por Anátema Device - 18:49 | link | 6 comentário(s)
domingo, julho 15, 2007
“O Moreira não sai, os outros logo se vê” *

Ainda a pré-temporada não havia começado e já Fernando Santos dava um grande voto de confiança ao nosso Moreira (link). O desempenho de Moreira nos treinos deixava antever que seria ele o eleito para guarda-redes titular no início da época.
Atendendo às declarações de Fernando Santos aquando da lesão do Quim e da aposta em Moretto, declarações com poucos meses, estranhei esta súbita aposta do treinador. Depois lembrei-me de que estava a falar de Fernando Santos e… ok. Siga!
Com a saída de Moretto, deduzi que o treinador estava interessado em ter uma luta a dois, mais sã, sem as birras entre o Moretto e o Quim, com o Moreira, pelas palavras do treinador, a partir em vantagem.
Enganei-me!!
A confirmar-se a contratação de Hans-Jörg Butt, guarda-redes que lida muito mal com o banco de suplentes, são várias as leituras possíveis:

1) Moreira é uma aposta, mas não se sabe de quem: se da Direcção se do treinador;
2) Quim está mesmo no mercado e a ser empurrado, mas não pelo treinador;
3) …

* Fernando Santos dixit.

 
por Pedro F.Ferreira - 12:37 | link | 18 comentário(s)
quinta-feira, julho 12, 2007
WC Pato.
Ainda não desistimos de, um dia, conseguir que a Leonor seja escriba neste blogue. :)

Enquanto não tivermos a honra de ter a presença da Leonor nesta Tertúlia, temos de nos contentar com a reprodução da sua prosa no jornal “A Bola”.
Esta última crónica da Leonor Pinhão é uma resposta a um moço de fretes e recados que, num assomo de clarividência e capacidade de se auto caracterizar, decidiu assinar os fretes que faz ao dono com o sugestivo pseudónimo de ‘Pato’.

Deixo-vos a reprodução da resposta da Leonor Pinhão ao referido labrego.

"De um romancista inglês, que gosto muito, guardei sempre esta frase por a saber verdadeira: «Em todas as infâncias, há sempre um momento em que uma porta se abre e deixa entrar o futuro.»
Pelos meus dez anos, estando a lanchar com a minha avó e uma tia na varanda do snack-bar da Praia Grande, sobranceira à piscina de água salgada, veio o empregado de bandeja, e com maus modos, dispor sobre a mesa o serviço de chá, as torradas aparadas e o mais que fora encomendado, com a graciosidade de quem atira tijolos ao chão.
A louça ao bater no tampo metálico da mesa fez um barulho grosseiro e a força dos múltiplos impactos salpicou de chá a família. Como se não bastasse, meia torrada saltou do prato e ficou de esguelha, em posição inconveniente.
Cumprido o serviço, o homem da bandeja foi-se embora, muito direito, levando consigo a notinha providenciada pela minha avó que ainda lhe disse: «Pode ficar com o troco.»
– Que sujeito mais boçal… – comentou a minha tia.
– Coitado… – respondeu a minha avó.
– E ainda lhe deu gorjeta quando o que lhe devia ter dado era uma descompostura! — insistiu a minha tia, abespinhada com o comportamento do criado.
Ao que a minha avó, justificando-se, respondeu:
– Era só o que faltava! Não passo cartão a labregos.
– Há excepções — contrapôs a minha tia.
– Não há, não.
Eu vi e ouvi tudo, sem perceber, é certo, o alcance filosófico do diálogo que, mesmo assim, muito me impressionou pela novidade das expressões cujo sentido desconhecia. À noite, perguntei ao meu pai o que era um «labrego» e o que significava «não passar cartão a labregos».
Com as suas explicações, fiquei esclarecida. Mais do que esclarecida, convencida. Foi este o momento da minha infância em que o futuro me entrou pela porta.
Por vezes, no entanto, permito-me duvidar. Do ponto de vista dos labregos, o não lhes passar cartão, não poderá ser entendido como o usufruto de um poder intimidatório, exercido impunemente sobre pessoas de bem, na certeza fácil de que não terão resposta?
Não deveria a minha avó ter posto no lugar aquele criado com a bandeja, protagonista de um serviço lamentável, em vez de se dar ares de abstracção e limitar-se a ignorá-lo em nome de princípios romanescos tão deslocados da vida real?
Eu compreendo-a. Passar cartão a um labrego é reconhecer-lhe a existência. O erro é julgarmos que isso de algum modo os afecta. Porque, na verdade, um labrego não tem vergonha nenhuma.
Não se pode viver com medo de ouvir o nosso nome pronunciado em público por estranhos. Ou viver temendo que o nosso nome venha a ser pronunciado em público por estranhos. Interiorizado esse pudor de classe, mais não faremos do que ceder objectivamente à intimidação que o marcar da distância nos obriga.
António Tavares Teles é o autor de uma rubrica no jornal O Jogo, denominada O Pato. Depois de ter ameaçado com um «prepare-se» um jornalista íntegro e, por isso mesmo, mais do que preparado, veio no último sábado, afirmar que possui «cópia, é claro» da factura n.º 2.1.54219 da Agência Abreu, passada a 18 de Março de 1988, ao SL Benfica, referente a «oito viagens ao Luxemburgo e Bruxelas» de oito jornalistas, no valor nominal de 87.300 escudos.Espectacular, pá!
A mesma factura já fora agitada aos quatro ventos quando a SIC, há mais de dez anos, revelou o episódio das viagens de árbitros para destinos exóticos a custas de um clube de futebol, tendo motivado um comunicado esclarecedor do Sindicato dos Jornalistas que, pelos vistos, desta vez anda a dormir. A mesma factura voltou a ser agitada pelo presidente do FC Porto, no mês passado, quando depois de três acusações por parte do Ministério Público sentiu vontade de pronunciar o meu nome, embora eu não seja do Ministério Público.
Bem pode, António Tavares Teles, também ele, emoldurar a factura e bem podemos nós, os oito jornalistas, regozijarmo-nos pelo facto de os melhores «serviços de informação do país» não terem nas nossas «fichas» nada, rigorosamente nada, que nos possam comprometer, envergonhar ou provar como criadagem ao serviço de quem quer que seja.
Em Outubro de 2003, no decorrer de um Boavista-FC Porto, Deco perdeu a cabeça e atirou com uma bota ao árbitro Paulo Paraty. Foi expulso e castigado com 3 jogos de suspensão. As pressões exercidas para aligeirar a punição do jogador constam de uma certidão do Ministério Público, no âmbito do processo Apito Dourado. As escutas referentes a este episódio foram publicadas no Correio da Manhã, a 16 de Abril. E, em resumo, é disto que se trata:
O presidente do FC Porto e o presidente da Liga de Clubes conversam ao telefone sobre a melhor maneira de despenalizar Deco. Valentim Loureiro diz a Pinto da Costa: «Mas, ó Jorge, você veja aí com os seus serviços como as coisas poderiam conduzir-se para minorar os efeitos.» E «Jorge» responde-lhe que os seus «serviços» já estão «a estudar» o assunto. Eis o estudo: o presidente dos árbitros garante ao presidente do FC Porto que o árbitro Paulo Paraty «não vai utilizar a palavra agressão» no relatório do jogo e o presidente do FC Porto convence Deco a não comentar a notícia que vai sair no dia seguinte no Pato dando conta de que o jogador se recusa a jogar pela Selecção Nacional no Europeu. Assim:
– Amanhã vai sair aquela coisa no Pato.
– Hum – responde Deco.
– É uma coisa do género «pode estourar uma bomba… ofendido com o que foi dito e o castigo»…
– Hum — volta a responder Deco.
– … e tal… pode estourar uma bomba que é possível que Deco, desgostoso com a perseguição que lhe está a ser feita, se calhar vai pedir dispensa de jogar na Selecção, ou coisa assim, estás a perceber?
– Hum, hum — é a resposta de Deco (e só por estes quatro «hums» merece uma salva de palmas).
– Que é como forma de pressão para…
– Hum, hum – mais dois «hums» de Deco, provando como é esperto dentro e fora das quatro linhas.
– Portanto, se amanhã alguém te telefonar a perguntar se isso é verdade tu dizes: «Sobre isso não falo nem uma palavra»…
A transcrição das escutas reporta-se, depois, ao dia seguinte. O presidente do FC Porto ouve Antero Henriques deleitar-se com a notícia do Pato, que já grasnara de véspera:
– Esta do Pato, do Deco, vou-lhe dizer uma coisa, pá, eu sabia que o presidente era um génio, mas esta, f…-se!
– Como é que vem? – pergunta o presidente.
– Um espectáculo, pá.
– Como é que está?
– Acho que é uma chantagem fantástica! – acha Antero Henriques.
Eu acho que é mais «um espectáculo, pá» do que «uma chantagem fantástica». E de genial, «hum», só o descaramento.
Outro «espectáculo, pá» é a notinha que o mesmo Tavares Teles escreveu no último domingo, no Diário de Notícias sobre o livro de Carolina Salgado. Passo a transcrever: «Mãozinha de quem? De Leonor Pinhão, como insinua Fernanda Freitas? Quem sabe? Autora moral já se sabia que de algum modo Leonor Pinhão era. Mas material também? Vamos ver o julgamento.»
Vamos lá, então, ao julgamento:
Ao longo de cinquenta anos a minha vida no crime resume-se a uma multa por excesso de velocidade.
Nunca fui autora moral, nem material, nem cúmplice, nem pau-mandado de «chantagens fantásticas».
Tenho, do meu lado, «moral» e «material» que o provam com ampla e eficaz suficiência.
E espero que a minha avó me desculpe ter aberto esta excepção."

(Leonor Pinhão em 'A Bola')
 
por Pedro F.Ferreira - 20:04 | link | 23 comentário(s)
quarta-feira, julho 11, 2007
Miccoli - uma correcção.

Caríssimo Anátema, a imagem que eu tenho da capa desse jornal é a que apresento neste post. Onde é que tu foste arranjar essa politicamente correcta?
 
por pedrov - 22:45 | link | 7 comentário(s)
terça-feira, julho 10, 2007
Miccoli.

Não é importante, não é relevante, mas é sempre agradável ver que o dono dos andrades levou mais um manguito de um… benfiquista.
 
por Anátema Device - 20:27 | link | 5 comentário(s)
sábado, julho 07, 2007
As boas vindas ao João Alves.



Nutro pelo João Alves aquela admiração que apenas os grandes ídolos da nossa infância conseguem fomentar. Como futebolista, como benfiquista, como representante da gloriosa mística benfiquista, João Alves, o luvas pretas, conquistou um espaço próprio na História do nosso Clube. É justo que a nossa casa saiba acolher os nossos.
Sobre o Alves recordo aqui o que escrevi no Cromos e não posso esquecer as palavras de confiança que ele me disse neste dia memorável.
 
por Pedro F.Ferreira - 11:27 | link | 13 comentário(s)
sexta-feira, julho 06, 2007
Sobre cacarejos alheios.
Ainda não percebi se os gajos andam felizes com o boato dos chineses ou se andam com uma grandessíssima dor de corno porque nos grupos recreativos e desportivos de que são adeptos ninguém pega. Uma coisa sei, todas as conversas dos gajos transitam entre um equipamento cor-de-rosa e uma hipotética OPA. Decididamente, nós somos a razão da sua existência.
 
por Anátema Device - 23:35 | link | 5 comentário(s)
quinta-feira, julho 05, 2007
Será que perguntar ofende?

O nome de Rodolfo Moura não estava no organograma do renovado Departamento Médico do Benfica apresentado ontem de manhã?

Por que motivo Rodolfo Moura apresentou a demissão ao fim da noite de ontem?

Será que fora garantida a Rodolfo Moura a ausência de algum dos nomes que acabou por permanecer / entrar no Departamento Médico?

Ou será que houve algum dos novos nomes do Departamento Médico a quem fora garantida a ausência de Rodolfo Moura?

Será que tudo não passa por um problema de difícil gestão como é o caso do cinesioterapeuta / enfermeiro ter um ordenado maior do que o do director do Departamento Médico?

Qual é o impacto desta demissão num grupo de trabalho que tinha, num número significativo de futebolistas, grande confiança nas práticas de Rodolfo Moura?

Terá esta situação algo que ver com o regresso de um futebolista que saíra do clube em litígio velado com o Rodolfo Moura?

Qual é o grau de fragilização do actual preparador físico?

E Veiga, o que pensará sobre tudo isto?


 
por Pedro F.Ferreira - 11:47 | link | 29 comentário(s)
Welcome Home Rui!
No momento em que um dos meus ídolos de infância regressa ao seu clube do coração para uma função fulcral no futebol actual como é a prospecção de novos talentos, só me resta "pedir" ao Rui Águas que seja tão certeiro a descobrir novos talentos para o nosso clube como o foi naquela noite mágica, em Abril de 1988 contra o Steaua de Bucareste. E nós agradecemos quem vier por bem.
Boa sorte, Rui!

 
por Hugo A. Rodrigues - 02:09 | link | 8 comentário(s)
segunda-feira, julho 02, 2007
Alternativas

 
por special one - 22:52 | link | 32 comentário(s)
Início da época 2007/08
O Benfica iniciou hoje, oficialmente, a época 2007/08. Muito já foi dito sobre os (in)sucessos da época transacta, muitas dúvidas ainda pairam, mas por muitas reservas que ainda tenhamos, creio que este é o momento de começarmos a congregar esforços no sentido de apoiar o nosso clube.
Sem que tal signifique que sejamos acríticos em relação ao que menos nos agrada, o mais importante neste momento é que a equipa arranque confiante e que sinta confiança por parte dos adeptos; mais que criticar os aspectos negativos, importa agora enaltecer os aspectos positivos. Em suma, será necessária alguma paciência, sobertudo para com os novos elementos do plantel, pois a adaptação a um grande clube como é o Benfica nem sempre é fácil, mesmo quando se tem valor.
Há uma série de aspectos que gostaria de destacar:
1. O Benfica é o primeiro dos 3 grandes a iniciar os trabalhos para a nova temporada e embora o grupo ainda esteja incompleto, muitos dos jogadores nucleares estão lá (ao contrário do ano passado, onde a presença de alguns jogadores no mundial acabou por perturbar a nossa pré-época).
2. Longe de poder considerar o plantel fechado, o Benfica já fez algumas importantes contratações (se não indicadas pelo treinador, pelo menos com o conhecimento deste), sendo que alguns desses jogadores já se apresentaram hoje ao trabalho.
3. O Benfica irá, pela primeira vez, realizar o seu estágio de pré-temporada no Centro de Estágios do Seixal. Será, durante boa parte da época, a 2ª casa dos jogadores. Que as suas condições de trabalho contribuam para muitos êxitos!
4. Fernando Santos terá à sua disposição condições (ver pontos 1, 2 e 3) que são razoáveis exigir para que possa preparar o início de época da forma que considerar melhor. Terá, portanto, mais responsabilidades pelos resultados que a equipa alcançar esta época. Desejo profundamente que sejam positivos e que todas as minhas críticas anteriores ao seu trabalho se revelem infundadas.
5. Para além das saídas já consumadas, parece que Paulo Jorge e Karagounis também estão de saída. Se o primeiro compreendo (Fernando Santos não contava muito com ele), desconheço qual o motivo da possível saída do segundo... Se tal se confirmar, é uma perda importante e uma vaga que fica aberta no meio-campo (mesmo considerando o breve regresso do Nuno Assis).
6. Anderson parece que está insatisfeito. Diz que não tem jogado na posição de que gosta (mas afinal ele não é defesa-central?...). Eu digo que se ele não está satisfeito (e utiliza a posição em que (não) joga como desculpa), o melhor será ir-se embora...
7. Entradas: já consumadas de Fábio Coentrão, Zoro, Cardozo, Sretenovic e Bergessio. Nunca os vi jogar, portanto resta-me confiar que se venham a revelar boas contratações. Há ainda o regresso de Manuel Fernandes, que tal como referiu o Pedro F.F. neste post, se mostre grato pela nova oportunidade que lhe dão; pessoalmente, e se ele estiver motivado, fico muito satisfeito com o seu regresso.
8. Incertezas: a de Miccoli e a de Luisão. Relativamente ao primeiro, gostaria muito que ficasse, se tal não implicasse uma "loucura" do ponto de vista salarial. Do mal o menos: não me parece que ele vá conspurcar-se naquelas camisolas parecidas com as barracas da praia... Quanto ao segundo, gostava também de perceber a real gravidade da sua lesão.
9. A presença de alguns ex-júniores na pré-temporada, nomeadamente o Yu Dabao. Duvido que o Fernando Santos venha a contar com eles, mas pelo menos é-lhes dada esta oportunidade.
10. Novos equipamentos alternativos: está tudo doido?!? Haja algum respeito pela história do clube: equipamento alternativo é branco. Compreendo um 3º equipamento para vender camisolas, mas bem podiam escolher outras cores...
11. Pode ainda não ser este o Benfica que idealizamos, mas acredito (olhando, inclusivamente, para os rivais) que temos condições para sermos campeões e para sermos bem sucedidos na fase de grupos da CL (não admitindo outra hipótese que não seja a de vencermos a 3ª pré-eliminatória).
12. VIVA O BENFICA!!!
 
por tma - 16:10 | link | 9 comentário(s)